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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Que Sociedade construiremos? Com quais Relacionamentos entre Algorítimos Orgânicos e Inorgânicos?

(Clique na imagem: Ampliar)

Em 2007, quando fiz minha formação em Coaching [1] e em meus estudos posteriores do assunto, aprendi que dois importantes Potencializadores e Limitadores da Realização Humana são nossas Crenças e Cosmovisões.

Convido-os, como pares no processo de apoiar a Transição da Humanidade para novos Potenciais e Significantes, a refletirmos (internamente e em nossas consequentes propagações ondulatórias de Consciência) sobre as seguintes questões:

- Estamos construindo um Ecossistema (Sapiens + Digitais) que potencializa a Realização de TODOS os Seres?

- Ou contribuímos para a construção da Transcendência (Singularidade) onde aceitamos sermos um passo necessário - e, talvez, obsoletos após a transição - para Pós Humanos, um novo Passo da Evolução? 

[1] Capacitação em self-coaching, coaching e mentoring (11/2007) Entidade: Instituto Holos - Sistema Isor®



Algumas sugestões de insumos para esta reflexão:




Abundância: O Futuro É Melhor do que Você Imagina é um livro de Peter H. Diamandis e Steven Kotler, que foi publicado em 2012. Wikipédia
Data da primeira publicação: 21 de fevereiro de 2012
Autores: Peter Diamandis, Steven Kotler
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No palco do TED2012, Peter Diamandis defende o otimismo -- que nós inventemos, inovemos e criemos meios de resolver os desafios que pairam sobre nós. "Não estou dizendo que não temos problemas; certamente os temos. Mas no final, nós acabaremos com eles".

https://www.ted.com/talks/peter_diamandis_abundance_is_our_future?language=pt-br


Mega Tendências identificadas por participantes da Singularity University
CONTAGEM REGRESSIVA PARA  A SINGULARIDADE   (2013 – 2038)
A seguir estão os futuros marcos previstos que encontraremos durante os 25 anos da nossa jornada Abundância 360. Essas previsões são feitas por Peter, Palestrantes do A360 e membros selecionados da Singularity University.

http://automacao-inteligencia-organizacional.blogspot.com/2018/04/singularity-university-megatrends-mega.html



Kurzweil: Imortalidade e a Singularidade

Pode alguém ser imortal? A ciência pode estar prestes a descobrir e Ray Kurzweil é forte candidato a experimentar em si as novidades sobre longevidade de um futuro próximo. O fim da era dos humanos está próximo.



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A ideia mais incrível e mais polêmica do inventor é a singularidade. De acordo com Kurzweil, a singularidade será um evento histórico previsto para o futuro não muito distante, no qual a humanidade atravessará um estágio de colossal avanço tecnológico em um curtíssimo espaço de tempo. Ele chega a dizer que nós, seres humanos iremos adulterar nossa própria espécie, fundindo-nos às máquinas e tornando-nos uma nova raça. Seu papel, ele diz, é alertar o mundo, para prepará-lo para um momento que está muito mais próximo do que todos imaginam.


O Futuro da Humanidade



A Singularidade está próxima



A Singularidade está próxima - Ray Kurzweil _ Transhumanismo
"Acredito que para iniciar um blog cuja proposta é tratar de avanços e implicações destes em biotecnologia e nanotecnologia seria interessante escrever um texto sobre Ray Kurzweil devido à influência que suas idéias tem sobre mim."  

[Neurocientista cafeinômano envolvido com projetos que investigam a plasticidade sináptica. Nas horas vagas é abduzido por uma curiosidade extrema sobre as implicações do crescimento tecnológico exponencial que estamos vivenciando. Contato: luis.shgt@gmail.com]

Conheça as previsões de Ray Kurzweil para o futuro da humanidade




Yuval Noah Harari: O que explica a ascensão dos humanos? TED Talk

                       

Há 70 mil anos, nossos ancestrais humanos eram animais insignificantes, cuidando de suas vidas em um canto da África com todos os outros animais. Mas agora, poucos discordariam de que os humanos dominam o planeta Terra; nos espalhamos para todos os continentes e nossas ações determinam o destino de outros animais (e, possivelmente, do próprio planeta). Como chegamos de lá até aqui? O historiador Yuval Noah Harari sugere uma razão surpreendente para a ascensão da humanidade.


O Futuro da Humanidade - Apresentação de Homo Deus, por Yuval Noah Harari 

Muito obrigado por esta introdução. E especialmente pela apresentação do livro não como um livro de futurologia. Porque, para mim, algo muito importante é que todos entendam, aqueles que lerão o livro, que não é um livro sobre profecias sobre o futuro. Mas sim tenta analisar diferentes possibilidades, que podem ou não ser realizadas. Ainda temos alguma habilidade para fazer algo. 

Escrever um livro de profecias creio que não é um bom exercício se ele tornar-se uma realidade pouco importa. Você não pode fazer nada sobre isso. É muito mais interessante, muito mais importante, escrever sobre diferentes possibilidades, e se você não gosta de nenhuma, faça algo sobre isso. Para evitar as piores possibilidades que podem se tornar realidade

E hoje, o que eu quero discutir é uma das possibilidades particularmente importante, possibilidade que agora estamos enfrentando, que é o surgimento da inteligência artificial e o potencial de que a inteligência artificial se converta na forma de vida dominante na Terra. E mesmo além da Terra. E o que isso significaria para o Homo sapiens.

Da legenda em Português de:
The Future of Humanity - with Yuval Noah Harari



Homo Sapiens: conjunto algoritmos orgânicos modelada pela seleção natural durante milhões de anos de evolução
Se você ainda não sabe o significado de “algoritmo” é bom procurar se informar. Para Harari, autor de Homo Deus, uma breve história do amanhã (Companhia das Letras, 2016), o novo dogma da ciência é a constatação de que os organismos orgânicos, sensações e emoções são algoritmos; a vida não passa de um processamento de dados bioquímicos – é o que o historiador israelense descreve com a religião do dataísmo.

Constatar que somos um complexo banco de dados não é nenhuma novidade, o problema é que, com base nas orientações da nova “religião”, estamos construindo e permitindo que um grupo de algoritmos (ainda) não conscientes mas altamente inteligentes estejam gradualmente nos substituindo. E não apenas como força de trabalho braçal, como era o temor durante a Revolução Industrial.
“O único e autêntico eu é tão real quanto a alma eterna cristã, Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa”.
(...) Esses organismos não orgânicos – o que chamamos de inteligência artificial, ou IA –  podem nos conhecer melhor do que nós mesmos e estão fazendo escolhas por nós em níveis cada vez maiores. (...)

LEIA AQUI:


A grande revolução algorítmica no século XXI - HOMO DEUS

Embora o termo algoritmo tenha se tornado mais utilizado recentemente, sobretudo por conta da revolução digital, Harari sustenta que desde a Revolução Agrícola os humanos, ou os sapiens, para usar sua própria terminologia, fazem uso de operações algorítmicas. Contudo, a capacidade das novas tecnologias de processarem algoritmos no século XXI poderão transformar radicalmente “as democracias que conhecemos”, situa Faggion. “Nas próximas décadas, afirma o autor, é provável que vejamos mais revoluções como as provocadas pela internet, nas quais a tecnologia vai se antecipar à política”, complementa.

Lucas chama atenção para a forma como o humanismo tipicamente moderno vem dando lugar a uma nova forma de relação, onde “estamos desacoplando inteligência e consciência”. Além disso, sobre a ampliação da capacidade de processamento, diz que “a capacidade de compreender e apreender os algoritmos e os processamentos de dados que movem uma vida e a vida humana de maneira mais geral é muito maior, permitindo maiores e mais profundas interferências no ser humano, até mesmo a sua superação.

Lucas Henrique da Luz é graduado em Administração, mestre em Ciências Sociais pela Unisinos e doutor em Administração pela Unisinos e pela Université de Poitiers, na França. Participa da coordenação do Instituto Humanitas Unisinos - IHU. Atualmente é professor na Unisinos.

Gilberto Antonio Faggion é graduado em Administração e Comércio Exterior pela Unisinos e mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Participa da coordenação do Instituto Humanitas Unisinos - IHU. Atualmente é professor na Unisinos.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais são os principais pontos abordados por Harari na obra Homo Deus?

Gilberto Antonio Faggion – O autor argumenta que hoje os humanos controlaram os três maiores males experimentados pela humanidade: fome, pestes e guerra. Diante disso, questiona o que vamos fazer conosco no século XXI, o que será prioridade na agenda humana. Então ele aponta que é provável que os humanos busquem atingir a imortalidade e encontrar a chave para a felicidade terrena. Com isso, estão tentando promover-se à condição de deuses. No entanto, a mesma tecnologia que poderá levá-los a ser deus, poderá torná-los irrelevantes, pois a própria técnica se tornaria deus e os humanos seriam um acessório dela. Nesse sentido, os humanos seriam considerados apenas como instrumentos para a criação da internet de todas as coisas. Uma vez cumprida essa missão, o Homo sapiens desapareceria, pois seria um algoritmo obsoleto. Esse sistema de processamento de dados cósmico seria como Deus. Estaria em toda a parte e controlaria tudo, e os humanos estariam destinados a se fundir dentro dele.

Lucas Henrique da Luz – Há vários pontos relevantes abordados por Harari, tais como: a superação dos três grandes males que assolaram a humanidade por séculos (fome, pestes e guerras); o destaque dos fundamentos ao Homo sapiens enquanto “centro” do planeta, centro da vida e toda a lógica do Antropoceno ; a forma como o sapiens significa sua existência e nesse contexto a relação próxima entre ciência e religião e não a sua oposição; a centralidade do humanismo na modernidade e os seus diferentes ramos; a forma como estamos desacoplando inteligência e consciência; o fortalecimento dos dados (dataísmo) e dos algoritmos como religião; a superação do humano justamente pela expressão suprema da sua concepção – a valorização extrema e indivisível da vida humana; dentre outros.

Porém, todos estes pontos do livro, e muitos outros que poderiam ser acrescentados, são trazidos para convergir em uma direção, qual seja, mostrar que superados os grandes desafios da humanidade a grande agenda é agora (e será cada vez mais) a busca da divindade por parte do sapiens. E, para tal, a busca da imortalidade e da felicidade permanente por parte dos humanos. Fato este que expressa justamente o ápice do humanismo, a valorização da vida – como coloquei antes, mas se expressa pela transformação desta (da vida) e, por que não, pela transformação da existência humana, em algoritmos e fluxos de dados. Vida e existência passam então a ser um problema técnico; podem ser dominados, influenciados e manipulados pela técnica, pelo dataísmo e por manipulações genéticas. É justamente esta “evolução” (ou seria involução?) técnica que tem a vida (eterna e feliz) como foco, que traz a superação do homem, do sapiens e dos paradigmas do humanismo. Será ela a passagem para tornar o ser humano irrelevante, dispensável, quem sabe, inexistente? Na forma como é hoje, se tornará uma subespécie. Ter-se-á uma nova era, governada pelos algoritmos, pelos dados, por seres inorgânicos e, talvez, por um conjunto pequeníssimo de “super-humanos”, pós-sapiens. Humanos semelhantes aos que conhecemos e somos hoje, deverão tornar-se uma subespécie – espécie inferior e, quiçá, descartada. Na realidade, como o autor mostra, deverão ser criadas relações entre seres inorgânicos e/ou super-humanos e esta subespécie, que não podemos prever de que forma ocorrerá. O certo é que não haverá o humanismo como base e, ao que se tem indicação, colocarão seres como nós em um nível elevadíssimo de não protagonismo.

LEIA EM:

http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/7154-homo-deus-e-a-grande-revolucao-algoritmica-no-seculo-xxi



A HUMANIDADE ESTÁ SE TORNANDO UM COLOSSO UNIFICADO - com base nas conexões humanas



3a. Cúpula Global da SU - Um Futuro com um Trabalho Mais Humano - Cumprir a Promessa da IA Requer Repensar a Natureza do Próprio Trabalho

http://reflexeseconmicas.blogspot.com/2018/08/3a-cupula-global-da-su-um-futuro-com-um.html



Capitalistas do Século XXI DESAPRENDERAM as Lições que Capitalistas do XX Usaram para Evitar a Revolução dos Proletariados, nos Países Centrais?


Teremos a Sabedoria de Ócio Criativo (De Masi = Misto Indivisível de (Diversão +Educação +Trabalho) para Toda a Humanidade? Ou, presos ao "Algoritmo Adão" ("Do suor do rosto o direito de viver"), continuaremos sacrificando boa parte do Potencial Afetivo e Criativo da Humanidade?




sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Renda Básica Universal é a Resposta a um Futuro Automatizado? - Peter Diamandis



TRADUÇÃO DE:

Is Universal Basic Income the Answer to an Automated Future?
Publicado em 12 de dezembro de 2016 | Destacado em: Big Ideas & Innovation, Economy, Editor's Picks




[*] CO-FOUNDER/VICE-CHAIRMAN at Human Longevity, Inc.



Alguns temem que os robôs e AI vão roubar os nossos empregos.

Eles provavelmente vão (no curto prazo, pelo menos metade deles).

Se isso acontecer, o que vamos fazer para ganhar a vida? Como é que vamos ganhar dinheiro?

Neste blog eu vou discutir uma das mais importantes soluções propostas para a perda de emprego decorrente da automação - a noção de "Renda Básica Universal " (algumas vezes chamada de renda mínima garantida).

Em específico, eu quero discutir:

1. Previsões sobre perda de emprego

2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

3. RBU funciona?

4. Quais são as implicações?

Vamos mergulhar.


1. Previsões sobre perda de emprego

Em 2013, o Dr. Carl Benedikt Frey da Oxford Martin School estimou que 47 por cento dos postos de trabalho, nos EUA, estão "em risco" de ser automatizados nos próximos 20 anos.

A estimativa foi recentemente verificada por McKinsey & Company, que sugere que 45 por cento dos postos de trabalho de hoje vão ser automatizados usando tecnologias exponenciais, tais como aprendizagem de máquina, inteligência artificial, robótica e impressão 3D.

O conceito é chamado de desemprego tecnológico, e a maioria das carreiras, de operários e agricultores até médicos e advogados, são susceptíveis de ser afetadas.

O impacto será, provavelmente, ainda mais grave no mundo em desenvolvimento.

As implicações esperadas, do desemprego tecnológico, variam amplamente.

Indivíduos como Ray Kurzweil e o capitalista de risco Marc Andreessen acreditam que, enquanto os empregos de hoje irão perecer, novos empregos serão criados pela tecnologia para substituí-los.

Outros especialistas projetam que o desemprego tecnológico vai ser maciçamente prejudicial para a sociedade.

Ainda outros acreditam que a sociedade se adaptará, inicialmente por constantemente desmonetizar nosso custo de vida e a seguir pela implantação generalizada da "renda básica universal."

(NOTA: No caso de você não ter lido, em um blog anterior, cobri, em detalhes, como estamos no processo de massivamente demonetizing the cost of living.)



2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

Renda Básica Universal (RBU) é uma política em que todos os cidadãos de um país recebem, regularmente, uma soma incondicional de dinheiro, seja a partir de um governo ou alguma outra instituição pública, em adição a quaisquer rendimentos recebidos por outros meios.

A motivação central da RBU - tratar de males sociais, dando às pessoas dinheiro "grátis" - certamente não é uma ideia nova.

Para alguma perspectiva, Thomas Paine delineou um plano, em seu ensaio, de 1797, "Justiça Agrária" para criar um fundo nacional para a realização de pagamentos de 15 libras esterlinas para cada adulto maior de 21 anos ....

Hoje, as experiências com RBU estão se espalhando por todo o mundo, da Finlândia e Países Baixos até o Canadá e França.

Na França, vários membros do Parlamento têm apoiado realizar uma experiência, e o ministro das Finanças está receptivo a isto.

Na última década, mais de oito países têm, formalmente, feito experimentos com RBU. Aqui estão os três principais experimentos ativos dignos de nota:

2.1 Finlândia: No início do próximo ano, o Governo finlandês vai lançar um experimento em que um grupo aleatoriamente selecionado de ~ 3.000 cidadãos já com subsídios de desemprego, vão começar a receber uma renda básica mensal de 560 euros (aproximadamente US $ 600.). Esta renda básica vai substituir os seus benefícios existentes. O valor é o mesmo que o nível mínimo atual garantido de apoio, da segurança social finlandesa. O estudo piloto, acontecerá por dois anos, em 2017-2018, e tem como objetivo avaliar se a renda básica pode ajudar a reduzir a pobreza, a exclusão social e a burocracia, enquanto aumente a taxa de emprego.

2.2 Países Baixos: O governo local, da cidade holandesa de Utrecht, pretende realizar um experimento que daria uma renda mensal garantida para 250 cidadãos holandeses que atualmente estão recebendo benefícios do governo. Um período de teste de dois anos está previsto para começar em janeiro do próximo ano, e alguns cidadãos de Utrecht e algumas cidades próximas receberão um montante fixo de € 960 por mês (cerca de $ 1,100). A proposta Utrecht - chamada de "Wat weten werkt", ou "saber o que funciona" - inclui seis grupos de teste, e os membros, em cada um, receberão valores ligeiramente diferentes, em condições ligeiramente diferentes. Em adição, ao grupo que receberá € 960 por mês, sem quaisquer obrigações de trabalho, há um grupo ao qual será dado isso, mais um adicional de € 150 no final do mês, se eles fornecerem serviços voluntários, tais como fazer trabalho de manutenção em pátios escolares.

2.3 Índia: Mais de 350 milhões de pessoas (cerca de 30% da população) permanecem abaixo da linha de pobreza, após duas décadas de alto crescimento econômico. Nesse contexto, em 2011, a Índia lançou dois projetos pilotos para testar o impacto de subsídios de renda básica, financiados pela UNICEF, com SEWA como coordenadora. Em oito aldeias em Madhya Pradesh, a cada homem, mulher e criança foi fornecido um pagamento mensal de, inicialmente, 200 rúpias para cada adulto e 100 rúpias para cada criança, pagos à mãe ou tutor; Estes foram posteriormente aumentados para 300 e 150, respectivamente. Eles também experimentaram um esquema semelhante, em uma aldeia tribal, onde, durante 12 meses, a cada adulto foi pago 300 rúpias, por mês e, para cada criança, 150. Outra aldeia tribal foi usada como uma comparação. O dinheiro foi pago individualmente, inicialmente como dinheiro e depois de três meses em contas bancárias ou de cooperativas.

Em janeiro, Sam Altman, presidente da Y Combinator, anunciou que o fundo de startup, sediado em San Francisco, estava organizando um estudo de renda básica nos EUA.





3. RBU funciona?

Embora a implementação da RBU, em escala, ainda esteja em seus primeiros dias, os resultados são promissores.

Os primeiros resultados no experimento da Índia mostram que anutrição foi melhorada, conforme medido pelo peso-médio-para-idade das crianças (Organização Mundial da Saúde, z-score), e mais ainda entre as meninas.

No mesmo estudo, os subsídios da RBU levaram a mais trabalho, e não menos, como esperado pelos céticos.

Houve uma mudança do trabalho assalariado casual para mais atividades agrícolas e negócios, por conta própria, com menos migração orientada por dificuldades, para fora da região.

As mulheres ganharam mais do que os homens.

Dito isto, o estudo de caso mais convincente demonstrando como a renda básica universal poderia funcionar vem de uma pequena cidade no Canadá.

De 1974 a 1979, o governo canadense, em parceria com a província de Manitoba executou um experimento sobre a ideia de proporcionar uma renda mínima para os moradores, chamada MINCOME.

MINCOME era um rendimento anual garantido, oferecido a todas as famílias elegíveis, em Dauphin, uma cidade da pradaria, de cerca de 10.000 habitantes, e um número menor de residentes em Winnipeg e algumas comunidades rurais da província.

Então, o que aconteceu com as famílias recebendo MINCOME?

- Tiveram menos hospitalizações

- Tiveram menos acidentes e lesões

- Internações de saúde mental cairam dramaticamente

- As taxas de conclusão do ensino médio aumentaram

- Jovens garotas adolescentes foram menos propensas a dar à luz antes dos 25 anos, e quando o fizeram, elas tiveram menos filhos

O programa elevou a maioria dos beneficiários acima da linha da pobreza do Canadá.

E os efeitos sobre o emprego, em Dauphin, foram modestos. Para assalariados primários - aqueles com empregos de tempo integral - não houve praticamente nenhum declínio no trabalho.

Essencialmente, ninguém abandonou seus empregos.

O dinheiro do governo aliviou a ansiedade econômica das famílias, permitindo-lhes investir em sua saúde e planejar para um horizonte mais longo.

MINCOME agora está servindo como inspiração para o retorno da renda básica no Canadá.

Em seu orçamento de 2016, o governo da província de Ontário anunciou planos para realizar um piloto de renda básica neste ano.

4. Quais são as implicações?

Estou bastante confiante de que no futuro próximo, conforme a tecnologia continuar a eliminar postos de trabalho tradicionais e maciça nova riqueza for criada, vamos ver alguma versão de renda básica universal implantada em larga escala.

Enquanto eu acho que as implicações da RBU são, na sua maioria, positivas, há certamente muitas complexidades associadas com a sua implementação.

Há ainda muitas questões que permanecem sem resposta - de onde virá o dinheiro adicional? De impostos?

RBU provocará problemas que não podemos antecipar ou criará mais conflitos do que resolverá?

Os governos reagirão com rapidez suficiente, dado o ritmo da inovação e automação tecnologica? É realmente uma solução para o desemprego tecnológico? Ou nós ainda teremos que passar por um período turbulento, violento, enquanto nós redistribuímos nosso trabalho, em um mundo de robôs e IA [N.T. Inteligência Artificial]?

No mínimo, eu acredito que, com a diminuição em custos de vida, RBU será uma das muitas ferramentas que permitirão a auto-realização em massa - mais pessoas serão capazes de seguir suas paixões, ser mais criativas, e dedicar mais tempo a atividades de ordem superior, pessoalmente gratificantes.

Quando isso acontecer, nós estaremos um passo mais perto de um mundo de abundância.

Junte-se a mim

As implicações e oportunidades desta próxima década para os empreendedores são enormes.

Este é o tipo de conversa que exploramos em minha comunidade on-line exclusiva de arrojados inovadores, com espírito de abundância, chamada Abundance 360 Digital (A360D).

A360D é minha 'onramp' ['rampa de lançamento'?] para os empreendedores exponenciais - aqueles que querem se envolver e jogar em um nível mais elevado.



P. S. Toda semana eu preparo um "Blog Tech" como este. Se você quiser se inscrever, acesse Diamandis.com e se inscrever para este e Abundance Insider.

P.P.S. Meu querido amigo Dan Sullivan e eu tenho um podcast chamado Exponential Wisdom [Sabedoria Exponencial]. Nossas conversas se concentram sobre as tecnologias exponenciais criando abundância, a colaboração em tecnologia humana, e empreendedorismo. Visite aqui para escutar e subscrever: a360.com/podcast




VER TAMBÉM:

Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais



QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ

- minha carta de agradecimento e esclarecimentos públicos sobre o futuro de Quatinga Velho;

- minha crítica ao Bolsa-Família;

- e apresentação dos fundamentos para o salto da teoria à prática da renda básica, com projetos pequenos, independentes, replicáveis, e escalonáveis em redes sem fronteiras.

- Como conclusão, apresento ainda um novo exemplo de modelo prático [para] a realização do que proponho.


(...) Qual minha proposta concreta para novas experiências, não só em países em desenvolvimento, mas em todo e qualquer lugar do mundo?

Contudo, para quem não se interessa por nenhuma destas respostas ou histórias, não quer saber nada de Brasil, ReCivitas, Quatinga Velho nem muito menos Bolsa-família, só quer saber o que precisa para fazer a Renda Básica acontecer, mesmo sem apoio político ou pouco recursos financeiros, e não importa se para 10, 100 ou 1 milhão, desde que seja concreta e verdadeira. Então pule os agradecimentos e o Bolsa-Família e vá direto para a Conclusão: O novo modelo de Quatinga Velho.

Nele não só falo de como fazer o salto da tese à prática, mas trago o mais recente exemplo de tudo que estou falando. E espero que seja para todos nossos apoiadores e parceiros uma boa notícia:

Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais






Tradução de:
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How to Pay for Universal Basic Income
Universal income can come from universal assets

James K. Boyce teaches economics at the University of Massachusetts Amherst.
Peter Barnes is a co-founder of Credo Mobile and the author of With Liberty and Dividends for All

http://evonomics.com/how-to-pay-for-universal-basic-income/
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Como pagar a renda básica universal

A renda universal pode vir de ativos universais


Ultimamente tem havido uma discussão renovada sobre a renda universal: pagamentos regulares em dinheiro a todos, independentemente de raça, gênero ou necessidade. Os defensores anteriores da ideia incluem o revolucionário Thomas Paine, o líder dos direitos civis Martin Luther King, Jr., o economista de livre mercado Milton Friedman e o presidente Richard Nixon. O interesse de hoje tem sido provocado pela estagnação de renda experimentada pela classe média da América [N.T.: EUA] e trabalhadores pobres, e pelo persistente crescimento lento experimentado pela nossa economia.

A ideia encontra apoio em todo o espectro ideológico da América [N.T.: EUA] em uma época em que quase nada mais o faz. Liberais, ou pelo menos alguns deles, gostam dela como uma maneira de preservar nossa classe média quando os trabalhos já não pagam o bastante. Conservadores, ou pelo menos alguns deles, gostam dela como uma forma de reduzir a dependência em relação ao nosso labirinto bizantino de programas de bem-estar.

Mas o rendimento universal é caro e rapidamente se depara com o obstáculo de como pagar por ele. Seu amplo apelo é confrontado por uma aversão igualmente generalizada aos impostos, especialmente com a finalidade de redistribuir a renda. Felizmente há outra maneira de pagar por isso: renda universal pode vir de ativos universais, a.k.a. (também conhecidos como) nossa riqueza comum.

A riqueza que herdamos e criamos juntos vale trilhões de dólares, mas atualmente não obtemos quase nenhum rendimento. Nossa herança conjunta inclui presentes inestimáveis da natureza, tais como nossa atmosfera, minerais e água doce, e ativos socialmente criados, como nossa infra-estrutura legal e financeira, sem a qual as corporações privadas não poderiam existir, muito menos prosperar. Se nossos ativos comuns fossem melhor administrados, poderiam pagar a cada americano, incluindo crianças, várias centenas de dólares por mês.

Considere, por exemplo, a capacidade limitada de nossa atmosfera para absorver poluentes que causam mudanças climáticas. Ao cobrar os poluidores por usar esse recurso escasso, podemos proteger nosso clima e gerar dividendos para todos. Outras formas de poluição poderiam ter preços semelhantes. E poderíamos cobrar preços de mercado para a extração de recursos, tais como minerais e madeira de terras públicas que agora são alugadas a firmas privadas a preços mais baixos em 'acordos de amados'. Fazer com que os poluidores e os extratores paguem, sem abandonar a regulamentação, forneceria incentivos baseados no mercado para respeitar a natureza.

E isso não é tudo. Os bens universais incluem presentes da sociedade, bem como da natureza. Um exemplo é a nossa infra-estrutura jurídica e financeira, sem a qual a fortuna privada dos bilionários seria impossível.

Eis o que o investidor Warren Buffett disse uma vez a Barack Obama: "Eu tive a sorte de nascer em um tempo e lugar onde a sociedade valoriza meu talento e me deu uma boa educação para desenvolver esse talento e estabeleceu as leis e o sistema financeiro para me deixar fazer o que eu amo fazer - e ganhar um monte de dinheiro realizando isso.  Quando perguntado quanto de sua riqueza foi criada pela sociedade, Buffett diz" uma porcentagem muito significativa." O Nobel de economia Herbert Simon foi um pouco mais preciso. "Se formos muito generosos com nós mesmos, suponho que poderíamos afirmar que" ganhamos "até um quinto da nossa renda. O resto é patrimônio associado a ser membro de um sistema social enormemente produtivo."

Atualmente, aqueles que mais se beneficiam de nossos ativos socialmente construídos não pagam quase nada para usá-los. Mas isso nem sempre precisa ser assim. Poderíamos cobrar pelo uso de componentes chave de nossa infra-estrutura legal e financeira; Por exemplo, taxas de transação modestas sobre os negócios com ações, títulos e derivativos poderiam gerar mais de US $ 300 bilhões por ano. Essas taxas não só gerariam renda para todos; Eles desestimulariam a especulação e ajudariam a estabilizar nosso sistema financeiro. Taxas semelhantes poderiam ser aplicadas aos ganhos de patentes e royalties, que são retornos não apenas da inovação, mas também dos direitos de monopólio concedidos e aplicados pela sociedade.

Aqui está o ponto de partida. Não seria difícil criar uma carteira de ativos universais que pudessem pagar, digamos, US $ 200 por mês para cada residente dos EUA com um número de Seguridade Social válido. Esse dinheiro poderia ser creditado automaticamente em todas as contas bancárias ou cartões de débito, com praticamente nenhuma burocracia. Seria pago a todos como co-proprietários de nossos ativos universais. Ele seria financiado por aqueles que usam esses bens, na proporção de seu uso. Esses pagamentos não seriam impostos recebidos e gastos pelo governo, mas sim pagamentos a todos nós pelo valor gerado pelos nossos ativos de propriedade conjunta.

Se todos recebessem renda regular de ativos comuns,  teria alguém incentivo para trabalhar? A menos que a renda baseada em ativos fosse improvavelmente alta, a maioria das pessoas ainda iria desejar trabalhar para ter melhores meios de subsistência. Claro, algumas pessoas poderiam ser libertadas da necessidade de fazer um trabalho que realmente odeiam, mas isso é uma coisa boa. Outros podem ser liberados para fazer o trabalho que realmente amam, mesmo que não pague tanto. Isso é uma coisa boa, também.

No jogo Monopoly [Banco Imobiliário], $ 200 é a quantidade que cada jogador recebe por passar na casa 'Go'. Essas infusões de dinheiro não são ruins para o jogo; Em vez disso, ajudam todos os jogadores a jogarem o jogo. O mesmo aconteceria na nossa economia real, se todos receberem créditos de US $ 200 por mês. O dinheiro extra aliviaria alguns encargos das famílias trabalhadoras e aumentaria suas chances de sucesso e satisfação. E isso estimularia nossa economia, sem dívidas mais altas.

Os dons da natureza e da sociedade não virão a nós como presentes de nossos líderes políticos; Nós os conquistaremos somente se nos juntarmos para reivindicá-los. Adequadamente, podemos fazer isso usando outro ativo que ganhamos da mesma maneira: nossa democracia.

28 de Novembro de 2016



"Ultimamente tem havido uma discussão renovada sobre a renda universal: pagamentos regulares em dinheiro a todos, independentemente de raça, gênero ou necessidade. Os defensores anteriores da ideia incluem o revolucionário Thomas Paine, o líder dos direitos civis Martin Luther King, Jr., o economista de livre mercado Milton Friedman e o presidente Richard Nixon. O interesse de hoje tem sido provocado pela estagnação de renda experimentada pela classe média da América [N.T.: EUA] e trabalhadores pobres, e pelo persistente crescimento lento experimentado pela nossa economia."

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