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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

"No marasmo, com velas cheias" - Bancos do Brasil, rentáveis, independentemente do clima econômico


Acelerando através do marasmo
Bancos do Brasil, rentáveis, independentemente do clima econômico
A economia é lenta, mas os bancos estão 'fazendo dinheiro'

O clima econômico do BRASIL tende a extremos. Durante os anos 80 e início dos anos 90, a hiperinflação se alastrou. Do final de 2014 ao final de 2016, o PIB encolheu 7,7%, a mais longa contração de sempre. As condições agora são extremamente calmas. O PIB cresceu apenas 1% no ano passado, e em junho o banco central cortou sua previsão de crescimento para 2018 de 2,6% para 1,6%. A greve dos caminhoneiros em maio e a incerteza sobre o resultado das eleições em outubro restringiram a atividade econômica, enfraqueceram a moeda e elevaram os rendimentos dos títulos do governo.

No entanto, os grandes bancos do setor privado prosperaram independentemente. Na recessão, nem o Itaú Unibanco nem o Bradesco, os dois maiores, viram seu retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, uma medida de rentabilidade) cair abaixo de 15,9%. Em 30 de julho, o Itaú registrou lucro líquido no primeiro semestre de 2018 de 12,5 bilhões de reais (US $ 3,3 bilhões) e um RoE de 20,1%. Poucos dias antes, o Bradesco e o Santander, o braço local de um financiador espanhol, reportaram o RoEs nas alturas. A maioria dos bancos europeus está presa em um único dígito. À medida que o banco central reduziu sua meta de juros, a Selic, de 14,25% em outubro de 2016 para uma baixa recorde de 6,5% em março deste ano, alguns analistas previram um aperto nos lucros. Ainda não aconteceu.

A resiliência dos bancos do Brasil revela muito sobre a maneira como a economia funciona, nem tudo de bom. Quando a inflação era de “1½% ao dia”, diz Candido Bracher, diretor-presidente do Itaú, os bancos foram forçados a se tornar eficientes na transferência e administração de dinheiro. Agora eles operam em um mercado financeiro cheio de outras distorções. Alguns prejudicam seus lucros; outros os incham. Os bancos do setor público têm um papel grande e privilegiado, que restringe seus concorrentes do setor privado e os protege dos riscos, como alguns empréstimos aos setores favorecidos do governo.

Tudo isso significa que os empréstimos, especialmente para consumidores e pequenas empresas, são mais baixos e mais caros do que deveriam ser. Embora os eleitores estejam preocupados principalmente com a corrupção, o crime e o desemprego, o vencedor da eleição presidencial terá que considerar como tornar os negócios bancários mais normais. Na verdade, isso já está acontecendo silenciosamente.

As características mais marcantes do mercado são o domínio de alguns bancos - fortalecidos nos últimos dois anos pelo recuo do Citigroup americano, que vendeu seus negócios de consumo para o Itaú, e o britânico HSBC, que vendeu para o Bradesco - e a importância do estado como fornecedor. e regulador de crédito. Três credores do setor privado e três públicos - o Banco do Brasil, do qual o governo possui 59%, a Caixa Econômica Federal, o BNDES, um banco de desenvolvimento - respondem por 82% dos ativos bancários e 86% dos empréstimos. Os regulamentos direcionam quase metade dos empréstimos para fins favorecidos, financiados pela poupança privada e pelo estado. As taxas de juros sobre empréstimos direcionados são em média de 8,9%, segundo o banco central. No restante irrestrito, eles podem ser muito altos. Eles têm uma média de 20,5% para as empresas e 45,8% para as famílias. Em empréstimos pessoais, cartões de crédito e saques a descoberto, eles correm em três dígitos.
Os bancos insistem que spreads amplos não refletem um oligopólio acolhedor, mas o alto risco de inadimplência e a dificuldade de perseguir os devedores através de tribunais lentos e antipáticos. A regulamentação também faz parte: a proibição de taxas de saque a descoberto inflaciona as taxas de juros.

Um estudo recente do banco central sugere que os bancos têm um caso. Atribui 37% dos spreads ao custo da inadimplência, 25% aos custos administrativos, 23% aos impostos e apenas 15% às margens dos bancos. Os spreads se estreitaram com a queda da Selic. No entanto, os críticos também têm razão. Tony Volpon, economista do UBS e ex-banqueiro central, estima que os consumidores paguem cerca de 20 pontos percentuais a mais do que deveriam, dada a baixa Selic, a inadimplência em declínio e as RoEs dos bancos. Os custos de financiamento das grandes empresas, ao contrário, parecem "quase certos".

Isso pode ser porque as corporações podem comprar com mais facilidade do que os indivíduos. Os anos de inflação alta acostumaram os consumidores brasileiros, em contraste, a comprar os bens em parcelas, com os altos custos dos empréstimos embutidos nos preços.

Comprar a crédito é tão arriscado

As forças do mercado e as ações do governo estão tornando o setor bancário mais competitivo. Os participantes demitidos pela tecnologia digital e desimpedidos dos custos das redes de filiais (incluindo segurança rigorosa) estão tentando incomodar os operadores. O Banco Inter pode registrar até 1 milhão de clientes para sua conta sem taxas até setembro. O Nubank passou dos cartões de crédito para a poupança. Creditas está oferecendo empréstimos garantidos em casas e carros a taxas muito mais baixas do que em créditos não garantidos. (A maioria dos proprietários brasileiros, diz o chefe da Creditas, Sergio Furio, não tem hipoteca, dando-lhes espaço para empréstimos.) O jornal Valor Econômico informou que o banco central restringirá o Itaú a uma participação minoritária na XP Investimentos, corretora que tem sido um espinho nos bancos que o Itaú quer comprar.

O banco central também está tentando reduzir os custos dos empréstimos. No ano passado, obrigou os bancos a trocarem os clientes que repetidamente repassavam as dívidas de cartão de crédito para empréstimos mais baratos. Recentemente, reduziu alguns requisitos de reserva para os bancos.

A expansão dos empréstimos concedidos pelos bancos estatais a taxas ruinosas e subsidiadas de Dilma Rousseff, presidente por cinco anos até seu impeachment em 2016, foi revertida por seu sucessor, Michel Temer. O BNDES cortou desembolsos de 188 bilhões de reais em 2014 para apenas 71 bilhões de reais, e introduziu taxas fixas e flutuantes mais altas ligadas ao mercado. Dyogo Oliveira, seu chefe, diz que trocou os empréstimos de grandes empresas para infra-estrutura e empresas menores. O Banco do Brasil cortou 10 mil empregos e elevou o seu RoE de apenas 4% no final de 2016 para dois dígitos.

A remoção de empréstimos subsidiados e outras distorções, argumenta Arthur Carvalho, da Morgan Stanley, deveria ter um benefício extra macroeconômico. Deve permitir que o Selic seja mais baixa, sendo as outras coisas iguais. A ligação entre a política monetária e as taxas de juros pagas pelas empresas e famílias também seria mais apertada. E se o próximo presidente levar a sério o controle das finanças públicas do Brasil, e as taxas de juros de longo prazo caírem, o investimento e o crescimento devem finalmente melhorar. Uma diferença mais estreita entre as taxas de longo e curto prazo pressionaria as margens dos bancos. Mas a demanda por crédito aumentaria - e uma economia mais forte significaria uma navegação mais rápida para todos.

*Este artigo apareceu na seção das Américas da edição impressa sob a manchete "No marasmo, com velas cheias"


TRADUÇÃO DE:

Speeding through the doldrums
Brazil’s banks, profitable whatever the economic weather
The economy is sluggish, but banks are coining it

https://www.economist.com/the-americas/2018/08/02/brazils-banks-profitable-whatever-the-economic-weather

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aumento da taxa básica (SELIC) é um retrocesso. Aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN" (0,25%) cria uma despesa equivalente a 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!

data: 18 de abril de 2013 19:18
assunto: [SINAPSES] Aumento da taxa básica (SELIC) é um retrocesso.
Aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN" (0,25%) cria uma despesa equivalente a
 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!
enviado por: gmail.com



PIB 2012 = 4.40 trilhões de reais
Divida Bruta = 2.96 trilhões de reais (67.20% do PIB)
Aumento de 0.25% na SELIC = mais 7.39 bilhões de reais / ano na Despesa Pública!
Orçamento do Programa Bolsa Família aumentará em 60% de 2010 para 2013, passando de R$ 14 bilhões para R$ 23 bilhões
A Ação Brasil Carinhoso, expandida para elevar a renda das famílias com crianças até 15 anos, representa uma adição de R$ 1,74 bilhão ao programa. “Com o Brasil Carinhoso, enfrentamos uma das faces mais cruéis da miséria, aquela que atinge a infância”, acrescentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.  
Portanto só o aumento  de  ontem  da  "Bolsa FEBRABAN"   (0,25%)   cria   uma  despesa equivalente  a  1/3  do  Orçamento  do  Bolsa Família !!! E a quase 4 vezes o Orçamento do Brasil Carinhoso !!!
           O Brasil continua "muito carinhoso" com quem vive de rendimentos de Capital, aplicado em Títulos Públicos..... Em prejuízo de todas as demais despesas - principalmente Educação, Saúde, Segurança, Transportes,.... (As despesas com refinanciamento da Dívida Pública consomem 45% do Orçamento da União !!!!)

Aumento da taxa básica é um retrocesso
Postado: 18 de Abril de 2013 - 10h23
De tanto pressionar, o mercado financeiro conseguiu a elevação da taxa básica de juros em 0,25%. A Selic passa agora dos atuais 7,25% para 7,50% ao ano. A iniciativa do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central premia apenas os banqueiros, que vivem à sombra da dívida pública.
O combate à inflação aparentemente justifica a decisão, tomada nesta quarta-feira (17/04). No entanto, como muitos especialistas alertaram, o aumento da taxa básica de juros tem pouco impacto sobre a evolução dos preços, que podem ser reduzidos em função de outros fatores, como o esperado aumento da oferta de alimentos no segundo semestre.
Os interesses reais que orientam a pressão da mídia e do sistema financeiro são de outra natureza. Concretamente, a elevação da Selic significa bilhões de reais no bolso dos credores da dívida pública, principalmente os banqueiros, que agora podem ampliar ainda mais o spread bancário.
De acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), entre os países dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil possui o maior spread (12,2% ao ano), seguido da Rússia (3,57% a.a.), África do Sul (3,30% a.a.) e China (3,00 % a.a.). A Índia não teve os dados disponibilizados.
Em um grupo de nove países da América Latina, apenas Paraguai (25,1% a.a.) e Peru (16,78% a.a.) possuem spread maior do que o Brasil. Em seguida estão Bolívia (9,51% a.a.), Colômbia (7,22% a.a.), Uruguai (6,74% a.a.), Chile (4,26%), México (3,64% a.a.), Argentina (2,04% a.a.) e Venezuela (1,87% a.a.). Os números são relativos a 2012.
Para o Sindicato da Bahia, ao invés de elevar a Selic, o BC deveria fixar metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais. As altas taxas de juros retiram dinheiro das políticas públicas que combatem as desigualdades, o que contribui consideravelmente para que o Brasil continue entre os dez países com a pior distribuição de renda do mundo.
O Brasil ainda tem uma dívida pública elevada para um país emergente
WASHINGTON - O Brasil ainda tem uma dívida pública elevada para um país emergente, e o ideal seria cumprir a meta de superávit primário de 3,1% do PIB neste ano, sem lançar mão de mecanismos que o reduzem, disse nesta terça-feira Philip Gerson, vice-diretor do departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI). A dívida bruta do governo geral deve ficar em 67,2% do PIB neste ano, abaixo dos 68,5% do PIB de 2012, mas bem acima da média de 34,3% do PIB dos países emergentes, de acordo com previsões da instituição. Pelo conceito da dívida líquida, mais usado no Brasil e que abate ativos como as reservas internacionais, o número é de 33,6% do PIB, ainda assim superior à média de 23,6% do PIB projetada para os países emergentes
(...) 

Com os dados acima podemos fazer alguns calculos do impacto deste aumento da SELIC nos gastos do governo:

PIB 2012 = 4.40 trilhões de reais
      
Divida Bruta = 2.96 trilhões de reais (67.20%  do PIB)
      
Aumento de 0.25% na SELIC = mais 7.392 bilhões de reais / ano na Despesa Pública!

 

Montante passa a ser de R$ 23 bilhões

orçamento do Programa Bolsa Família aumentará em 60% de 2010 para 2013, passando de R$ 14 bilhões para R$ 23 bilhões (veja gráfico), para atender 13,7 milhões de famílias (dado de novembro deste ano). A Ação Brasil Carinhoso, expandida para elevar a renda das famílias com crianças até 15 anos, representa uma adição de R$ 1,74 bilhão ao programa. “Com o Brasil Carinhoso, enfrentamos uma das faces mais cruéis da miséria, aquela que atinge a infância”, acrescentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.


Portanto só o aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN"  (0,25%) cria uma despesa equivalente a 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!


Veja, nas imagens abaixo, um resumo do problema da Divida Pública e seus impactos para a Sociedade Brasileira.






















   







 Ver também:


SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!! Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011 (Financistas: os números mentem?)


Para maiores informações:
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Atenciosamente. 
Claudio Estevam Próspero 
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SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!! Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011 (Financistas: os números mentem?)

data: 16 de abril de 2013 20:15
assunto: [SINAPSES] SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!!
Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011
(Financistas: os números mentem?)
enviado por: gmail.com


26/05/11

SELIC: apenas mais uma ferramenta!



Todos os dias, pela manhã indo para o trabalho tenho o costume de ouvir o Jornal Gente da Radio Bandeirantes (para quem quiser acompanhar: 90.9 FM, ou 840 AM a partir das 8 da manhã) e nesta última segunda-feira (9/5) guardei algo interessante que o Joelmir disse no seu quadro diário (As 3 faces da moeda) e logo após endossado pelo professor Delfim que todas as segundas fala por volta de 8h30min ao jornal. SELIC alta provoca mais inflação e não menos. Confesso que fiquei ressabiado a 1ª vista, e paguei para ver!

Ao iniciarmos os estudos de economia, logo no primeiro ano de faculdade somos “lobotomizados” a responder a esta questão de bate pronto: SELIC alta; segura ou não segura inflação? Eu, você e provavelmente qualquer outro diria de olhos vendados: SIM, mas voltemos a bater mais uma vez na mesma tecla de sempre; economia tal como as demais ciências humanas e sociais, não se sustenta por apenas uma visão e, portanto não se explica por apenas uma escola de pensamento, ou simplesmente, não há apenas uma resposta correta. Eis então que surge a discussão:
 
- Resumindo a questão, estamos no período chamado de aperto monetário, onde o mercado já estima novas altas da SELIC e o governo já admite a “cusparada pra cima” da elevação dos juros internos, criando uma desconexão cada vez maior em relação às taxas de juros externas. Mas isso é outro assunto. E por que o Tombini faz isso?


Bem! Uma resposta obvia e pronta: O temor ao retorno do “dragão da inflação”. Certo! Mas o fato é que este, já está à solta aterrorizando o consumidor, com uma perspectiva de fechamento da inflação quase acima do teto de 6,5% da meta para este ano.
 
Com isso já temos bagagem para irmos imediatamente ao tema central do post:
SELIC alta não é fator determinante no combate à inflação e ao inverso ainda ajuda na elevação dos preços. 

 Isso se comprova num recente estudo realizado pela faculdade de economia La Sapienza University de Roma, a pedido do BIS (Banco Internacional de Compensações, localizado em Basel na Suíça, o banco central dos bancos centrais), onde neste estudo, por meio de uma série histórica de quase meio século, mostra que as taxas de juros básicas das principais economias do globo quando elevadas tendem a puxar para cima a inflação de seus respectivos países. Esse fato se explica por um raciocínio muito simples:
Taxa base de juros alta, eleva os custos de produção, que são repassados aos consumidores finais.
O preço do carro sobe, por que o minério de ferro sobe, o arroz sobe por que o fertilizante está caro e por ai vai.
Para reforçar essa tese, realizamos um estudo comparativo entre PIBxSELICxIPCA de 2002 para cá, onde fica explicito que há uma relação muito maior de PIB com IPCA do que propriamente, SELIC com IPCA:

OBS1: O prazo médio do mercado para a SELIC fazer algum efeito na economia é de 3 meses.
OBS2: Não considere 2009 na analise, qualquer efeito sobre a economia brasileira naquele momento era totalmente influenciado pela crise de crédito global.
Este gráfico nos diz que o governo segura a inflação freando o crescimento e é pelo PIB que se olha o comportamento da inflação e não pela SELIC.


O que acontece agora com a economia nacional é um reflexo da crise nos gigantes...isto é, as incertezas na Europa e EUA inundam o Brasil de dólares, principalmente pelo ganho de arbitragem entre taxas de juros. A lógica é a seguinte:

- Quanto mais dólar na economia, menos Real, se tem menos Real automaticamente ele está mais caro e se a moeda está mais cara então você tem mais inflação, somado a isso, temos o crédito e a recente ascensão da nova classe média, isso incrementa de maneira preocupante a perspectiva de inflação.

Nesse cenário cabe ao governo central cortar gastos, já que no momento de crise gastou a mais do que devia e o pior, gastou errado. A chamada política anticíclica, veementemente elogiada mundo a fora se transformou numa maquina pública inchada, contratar funcionários é política anticíclica até a página 2, na 3 vira gasto permanente, pois quando a crise passa o governo não pôde simplesmente demitir, pelo contrário ainda deve corrigir os salários acima da inflação, pagar 13º, férias, etc, etc, etc.
Por fim é importante salientar que nosso objetivo não é tirar a credibilidade do Banco Central, (que é o menos culpado dessa história), pois em momento algum afirmamos que SELIC não é e não deve ser utilizada como ferramenta de política monetária, apenas estamos mostrando que o que dizem por ai sobre a SELIC é mito, anedota, mas mesmo assim podemos sem medo afirmar: SELIC pode ser utilizada para combater à inflação, mas são os gastos de custeio, que precisam de ajuste antes da taxa de juros.
Não se esqueçam:
Política monetária é refém de política fiscal, enquanto o governo gastar o que gasta e da forma que gasta as chamadas falhas de mercado serão cada vez mais visíveis e nocivas à economia. Tudo tende ao seu devido lugar quando o governo não age com medidas descabidamente populares e inconsequentes, visando o voto e nada mais.

Um grande abraço a todos, não deixem de nos acompanhar.
Economia sem Mito

 
 
 
Terça, 16/04/2013

BC deve agir com cautela na reunião do Copom

Seria um erro elevar a taxa de juros apenas para mostrar que tem independência. ["Independência só para aumentar SELIC? Muitos interessados em SELIC de 2 dígitos."]

Ouça em:
8 horas atrás - A política como ela é: os comentários de Kennedy Alencar no Jornal da CBN, às 8h55. Direto de Brasília, a análise sobre os bastidores do poder.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/kennedy-alencar/KENNEDY-ALENCAR.htm
 
Reforço meu questionamento:

Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?




Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?

data: 16 de abril de 2013 08:24
assunto: [SINAPSES] Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate
inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?
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assinado por: gmail.com


Aumento de MAIS UM PREÇO - um dos maiores custos da economia brasileira - JUROS (ainda caros na área privada) combate a inflação ou apenas aumenta os CUSTOS DA DIVIDA PÚBLICA, drenando os NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?


Estes 'economistas' - patrocinados pelo Mercado Financeiro, vejam quem financia os principais telejornais e programas de debates da Mídia Corporativa do Brasil - não confiam na Economia de Mercado? 

Onde os PREÇOS são indicadores de necessidade de AUMENTO DA OFERTA - estimulando a produção do que está caro. Ou REDUÇÃO DA DEMANDA - os CONSUMIDORES (NÓS) não compramos o que está caro (pela primeira vez, em anos houve REDUÇÃO das vendas de supermercados).

DEIXEM O MERCADO FUNCIONAR.


Contraponto ao seguinte programa (notem a falta de diversidade de interesses dos debatedores - todos ligados ao Mercado Financeiro): 



ESTADO DA ECONOMIA BRASILEIRA

Economia brasileira: o desafio de enfrentar a inflação

Os convidados afirmam que a inflação é um enorme capital político, com o qual o governo não quer brincar. 'O compromisso do governo com uma inflação mais comportada tem muito do componente político', ressalta Eduardo Giannetti.

Eduardo Giannetti - INSPER: 

INSPER: Certificate in Financial ManagementPós-Graduação em Finanças com turma especial aos Finais de Semana.


Mailson da Nóbrega - Consultor Tendências Consultoria
A Tendências, fundada em 1996, é uma das maiores consultorias econômicas do Brasil. Constitui referência em assuntos econômicos, financeiros e políticos, reunindo renomados consultores experientes nos mais variados campos do conhecimento econômico e político.
Seu corpo técnico conta com cerca de cinqüenta pessoas, formadas nas melhores escolas de economia do Brasil e exterior. As maiores empresas e instituições financeiras do País tomam decisões com base em nossas análises e estudos econômicos. 


Samuel Pessoa - IBRE Fundação Getúlio Vargas
IBRE Criado em 1951, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), dedica-se à produção e à divulgação de estatísticas macroeconômicas e pesquisas econômicas aplicadas. Pioneiro no cálculo do PIB brasileiro, criou ainda o IGP, Índice Geral de Preços, que durante muitos anos foi o índice oficial da inflação.





Umas das verdadeiras soluções:

Sobre - BoicotaSP

Não somos o Procon, nem o Reclame Aqui, propomos algo mais simples: vamos listar os lugares que exploram demais e criar um grande guia de boicote para qualquer coisa que saia do razoável.

Aqui você pode saber que lugares da cidade cobram demais por entrega de menos. Quer ir mesmo assim? Direito seu.

O BoicotaSP é uma iniciativa nacional e democrática contra o custo de vida na cidade de São Paulo.

Uma plataforma na qual consumidores, estabelecimentos, instituições e poderes possam discutir abertamente sobre valores, custos e encargos. Todos podem se posicionar, se justificar ou sugerir soluções. A ideia não é dirigida contra um alvo específico, mas sim um esforço para a melhoria da qualidade de vida em São Paulo. É uma discussão ampla sobre o que está havendo com a economia e a cultura do brasileiro.

Acesse o site www.boicotasp.com.br, cadastre-se e envie seu depoimento. A plataforma do #BoicotaSP é aberta e queremos que todos participem. Entretanto, pedimos um pouco de tranquilidade na hora de ‘boicotar’ um estabelecimento, levando realmente em conta abusos e não apenas reclamações vazias.

Quem foi citado em algum depoimento, o direito de resposta está garantido. Envie sua resposta, justificativa que publicaremos na seção de respostas, com um post diferenciado na lista de comentários.

O BoicotaSP quer uma cidade e um país melhor para todos. O exercício da palavra pode mudar os rumos do país, ou você achou que os preços estão tão altos por acaso? Como podemos nos unir para exigir a redução de impostos, a melhoria dos serviços públicos e tantos outros problemas que estão além da mera relação de compra e venda?

BoicotaSP: queremos uma São Paulo melhor.



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Claudio Estevam Próspero 
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Tiradentes lutou contra grilhões fisicos. Em nossa época as "correntes" são psicológicas


Inconfidência Mineira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A mais importante das reuniões dos conjurados, por Pedro Américo
















História
.

[editar]Antecedentes

Na segunda metade do século XVIII a Coroa portuguesa intensificou o seu controle fiscal
 sobre a sua colônia na América do Sul, proibindo, em 1785, as atividades fabris e 
artesanais na Colônia e taxando severamente os produtos vindos da Metrópole
Desde 1783 fora nomeado para governador da capitania de Minas Gerais 
D. Luís da Cunha Meneses, reputado pela sua arbitrariedade e violência. 
Somando-se a isto, desde o meado do século as jazidas de ouro em Minas Gerais 
começavam a se esgotar, fato não compreendido pela Coroa, que instituiu a 
cobrança da "derrama" na região, uma taxação compulsória em que a população de 
homens-bons deveria completar o que faltasse da cota imposta por lei de 100 arrobas
 de ouro (1.500 kg) anuais quando esta não era atingida.

Derrama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

No Brasil Colônia, a derrama era um dispositivo coator contra os "homens-bons" 
(brancos e ricos), para que estes zelassem pela arrecadação dos quintos reais.
quinto era a retenção de 20% do ouro em pó ou folhetas levado às Casas de Fundição
que a colônia era obrigada a mandar para a metrópole.
Correspondia a uma taxa cobrada dos "homens-bons" e que foi fixada em 100 arrobas 
anuais (1 arroba equivale a aproximadamente 15quilogramas), ou seja, 1500 quilos. 
Como não raramente, o quinto não era pago integralmente e os valores não pagos 
eram acumulativos, era preciso intensificar a cobrança, confiscando-se bens e objetos 
d'ouro. Essa prática de cobranças de valores para atingir a meta estipulada pelaCoroa
era chamada de derrama.
O sistema de cobrança dos quintos por Casa de Fundição, com o dispositivo coator da 
Derrama, foi implantado em 1751, sucedendo ao Sistema da Capitação que tinha levado 
as Minas Gerais à total miséria. "Ou se extinguia a Capitação, ou Portugal perderia não 
só as Minas, mas a própria Colônia", afirmou o próprio Marquês de Pombal em suas 
razões para extinguir a Capitação.
Ao final da capitação (1735-1751) e ante o desastre que causara às Minas, os próprios 
analistas de Mariana, em nome do povo, em carta ao rei, no ano de 1751, vieram a dizer 
e a afirmar que “concluímos que não há modo mais justo para Sua Majestade arrecadar 
o seu quinto do que as casas de fundição”[3].
Na verdade, ocorreu apenas uma Derrama promovida pelo Governador de Minas Gerais 
Luiz Diogo em 1763/1764. De resto, embora a cota de 100 arrobas anuais quase nunca 
fosse atingida, os "homens-bons" sempre adiaram, emendaram e repactuaram o 
pagamento da mesma. Entranhados ao poder político, esses "homens-bons", que 
eram quase-sócios do Estado, conseguiram sempre empurrar com a barriga e adiar 
as derramas.
A partir de 1787-1788, a corrupção dos governantes da Capitania de Minas Gerais
aliada aos boatos de que a Derrama, agora, sem escapatória, iria ser implementada, 
fez desencadear em vozes mais altas as confabulações que desaguariam na 
Inconfidência Mineira, ferozmente reprimida pelo governo real de Maria I, mãe do 
futuro Dom João VI e avó de Dom Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal)[1].

Notas e referências

  1.  Confira em 1) Tiradentes, Itatiaia/Edusp, 1985, de Oíliam José; 2) Devassa 
  2. da Devassa, Editora Paz e Terra,1995, de Kenneth Maxwel; 3)Tiradentes: A 
  3. Inconfidência Diante da História, Edição do Autor, 1993, de José Crux Rodrigues Vieira


A necessária Inconfidência Brasileira, no Século XXI

As bases para uma necessária Inconfidência Brasileira, em nosso dias, antes que nosso 
Povo seja levado à total miséria pelos "homens-bons" de hoje - os "empresários" que 
"mamam nas tetas do Tesouro Nacional", tanto os empreiteiros de obras faraônicas
em regime de urgência (Copa, Olimpíadas, Hidroelétricas da Amazônia (Jirau, Santo Antônio,
Monte Belo)), quanto as Corporações Financeiras da Globalização Monetária, que varrem
o Mundo, movimentando os Capitais e extraindo a riqueza das Nações que colonizam
via as Dividas Públicas e Privadas (vejam a situação atual da Europa e dos Estados 
Unidos - como já havia constatado Domenico de Masi, Roda Viva, 1999: executivos
sem Pátria e sem vínculos com as populações que exploram, através do Cassino Financeiro 
Global, que nunca fecha, pois as apostas migram de Nova York para a City londrina, para o 
Japão e de volta à Wall Street. 

A derrama, em nossos dias, acontece de duas formas:

  • Os impostos de 40% da Riqueza produzida pela Sociedade (a derrama do 

  • Século XVIII era de  20%!!!)

Mais da metade destes impostos são usados para cobrir os JUROS pagos aos credores da 
Dívida Interna, uma despesa em crescimento exponencial no Orçamento da União.

  • O Capitalismo Parasitário, que através da Publicidade e da Formação de uma 

  • Geração de Consumistas, viciados na Droga da Dívida (do Cheque Especial, do 

  • Cartão de Crédito, da Hipotéca Imobiliária, ....) nos transforma, quase todos, 

  • em Escravos de uma Servidão por Dívida. E esta escravidão  nos obriga  a 

  • comprometer porções cada vez maiores de nosso Tempo e de nossa Saúde - 

  • NOSSA VIDA - para nos mantermos na "Corrida de Ratos" por Status Social
















































Referências:


DOMINGO, 17 DE ABRIL DE 2011


DOMINGO, 27 DE FEVEREIRO DE 2011

Impressiona-me que a Mídia Tradicional e s

ocial não dê importância a analise da 

composição do Orçamento da União, publicado 

ontem no Diário Oficial. E esperei 

quase 48 horas 

para ver se alguma analise seria publicada...





TERÇA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2011

BTG Pactual não assumiu nenhuma dívida, 

diz banco sobre Panamericano - 

Entenda o que 

é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)




TERÇA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2011

Brasil: Dívida pública pode subir até R$ 236 

bilhões em 2011, para R$ 1,93 trilhão - 

Informação foi divulgada nesta terça-feira 

pelo Tesouro Nacional. - Em 2010, dívida 

pública cresceu R$ 197 bilhões, informou 

instituição.

R$ 1,93 trilhão (previsão 2011)  -  11,25% juros (SELIC, com viés de alta!) -  Juros anual: > R$ 200 bilhões