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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Detroit-De 'Meca do Automóvel' à 'Vitrine das Fazendas Urbanas'

(Clique na imagem: ampliar)

A reinvenção de Detroit, soterrada pela crise

Soterrada pela crise, a cidade que viu nascer a indústria automobilística precisa encontrar uma nova vocação. Segundo muitos, a salvação, acreditem, pode estar no agronegócio

(...) Os dias de glória do berço da indústria automobilística há muito ficaram para trás e a mais recente crise foi como um tiro de misericórdia para a cidade motor. A metrópole que já abrigou 2 milhões de habitantes em seu auge, nos anos 50, hoje conta com uma população de aproximadamente 800 000 pessoas.
Há pelo menos 80 000 casas abandonadas e o governo municipal, com uma arrecadação que também encolhe a cada ano, mal consegue prover educação, segurança e serviços básicos a diversos bairros.
“A dura realidade é que algumas áreas da cidade não são mais viáveis diante das perdas financeiras e de população que enfrentamos”, disse Bing num discurso recente. “Mas, em vez de olhar para essas áreas como um problema, vamos começar a pensar criativamente sobre como elas podem ser aliadas na reinvenção de Detroit.”
A indústria automotiva sempre esteve no centro das atividades da metrópole. Na década de 50, no auge dos negócios, o setor era responsável por quatro em cada dez empregos e respondia pela maior parte do PIB de Detroit. A cidade sentiu como nenhuma outra a derrocada das grandes montadoras americanas.
Somente em 2009, cerca de 130 000 vagas foram eliminadas em Detroit. A GM, sozinha, fechou nos últimos anos seis fábricas na zona metropolitana, contribuindo para aumentar a coleção de galpões industriais vazios que se vê hoje por lá. Nas últimas semanas, o prefeito Bing anunciou seu plano para resolver o problema de áreas abandonadas de Detroit.  (...)

(...) Detroit, símbolo da indústria automobilística americana e do período de grande prosperidade do pós-guerra, tornou-se uma cidade de fazendas urbanas. Moradores transformaram grandes quintais ou galpões vazios em espaços para plantar. À primeira vista, poderia parecer um grande emblema dos tempos em que vivemos: em vez de produzir automóveis poluentes, a cidade agora planta o que come. Não é bem assim. Se estão aderindo à moda das fazendas dentro de cidades, é porque os habitantes não têm outra opção. 


Para muitas dessas pessoas, plantar é um retrocesso. Afinal, suas famílias chegaram do sul dos Estados Unidos em busca de empregos e oportunidades. E agora Detroit se tornou um grande deserto, uma cidade fantasma. Não existem grandes redes de supermercados e as melhores opções de consumo são as batatas fritas das lojas de conveniência dos postos de combustível — que muita gente deixou de frequentar porque vendeu o próprio carro. Esses moradores preferiam um bom emprego no Wal Mart a colher alfaces. 



Se ali as tão elogiadas fazendas urbanas são sintoma de uma grave crise econômica e social, em outros lugares elas parecem representar um vislumbre de um futuro mais equilibrado e sustentável. Fica em Nova York a maior fazenda de telhado do mundo, a Brooklyn Grange, com 3,7 mil m2 de criação de tomates e pimentas sobre um galpão de seis andares. Em metrópoles dos Estados Unidos e da Europa, fazem sucesso os kits de uma empresa da Holanda que ajudam a construir um ambiente controlado para plantação e incluem lâmpadas de LED capazes de substituir a luz do sol. O impacto local desses projetos parece positivo. Mas mesmo nesses casos as fazendas urbanas causam problemas maiores do que as soluções que propõem. 




Detroit planeja maior “fazenda urbana” do mundo

Iniciativa destina espaços urbanos sem utilidade para a produção de alimentos

A empresa Hantz Farms comprou neste ano 1.450 lotes e pretende demolir 50 casas interditadas pela prefeitura de Detroit, nos Estados Unidos, para a plantação de um pomar com aproximadamente 15 mil árvores. A iniciativa promete ser a maior fazenda urbana do mundo, “título” que hoje pertence a Vancouver, no Canadá, onde a companhia Sole Food consegue suprir a demanda de vários restaurantes e mercados locais ao produzir 60 toneladas de comida por ano, além de criar empregos para ex-viciados e deficientes mentais que vivem na região.


Descubra o que são fazendas urbanas

As fazendas urbanas surgiram da união de agregar espaços de concreto, como edifícios, com as áreas verdes voltadas para a produção agrícola. A iniciativa é defendida por muitos especialistas e já ganhou adeptos ao redor do mundo.
O conceito de fazenda urbana ainda é muito recente no Brasil e está em crescimento, comparado a lugares em que essa prática já está em desenvolvimento, como nos Estados Unidos e Canadá. Ao contrário de países localizados na América do Norte e na Europa, aqui no País há o predomínio de hortas comunitárias, iniciativas que já são muito difundidas no exterior há algum tempo.
A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, é uma das que já aderiram ao conceito de fazendas urbanas. Por lá, é possível encontrar plantações de tomates, criação de galinhas e peixes em meio à vida urbana. Uma das iniciativas na cidade está localizada no bairro do Bronx, em um espaço cedido pela prefeitura para que a fazenda urbana fosse instalada de maneira colaborativa. (...) 

Enquanto esse projeto não sai do papel, a cidade de Vancouver, no Canadá, ocupa o topo do ranking de maior fazenda urbana do planeta. A Sole Food consegue suprir a demanda de vários restaurantes e mercados locais ao produzir 60 toneladas de comida por ano, além de criar empregos para ex-viciados e deficientes mentais que vivem na região.

Londres, na Inglaterra, também aderiu às fazendas urbanas. Além disso, a cidade criou uma solução inovadora para combater a falta de espaço para implantar iniciativas como essa. O projeto Food in the Sky viabilizou a implantação de hortas e pomares no topo de prédios da cidade. Para isso, mais de 3 milhões de metros quadrados sem utilidade deram espaço para a produção de alimentos.

Dragonfly: edifício fazenda urbana vertical
O arquiteto belga Vincent Callebaut é mais ambicioso quando se fala em fazenda urbana. Um de seus projetos é o Dragonfly, um edifício composto por duas torres que formariam uma imensa fazenda urbana vertical em Roosevelt Island, em Nova York, nos Estados Unidos.

A obra lembra uma asa de vidro de uma libélula gigante e teria uma estrutura voltada para a produção de gado, laticínios, granjas, pomares e campos de arroz. Tudo isso estaria integrado a escritórios e apartamentos.

Além disso, o projeto prevê a geração de energia solar, eólica e a retenção de calor no inverno. A água da chuva seria reaproveitada ao misturar fertilizantes orgânicos para servir de alimento para a vegetação.


SAIBA MAIS:

Filadélfia quer transformar todos os prédios abandonados da cidade em fazendas verticais

Região onde foi construída a primeira fazenda vertical totalmente vegana do mundo,  Filadélfia quer mais. As autoridades locais querem expandir as políticas públicas que incentivam a criação de fazendas urbanas e verticais na cidade.
Com invernos bem intensos, a capital do estado da Pensilvânia não é o local mais apropriado para o cultivo de alimentos. Mas o vereador Al Taubenberger, autor de projeto de lei sobre o tema, acredita que “a coisa mais nobre que um homem pode fazer é produzir alimentos para os outros”.
O PL quer transformar todos os prédios abandonados da cidade em fazendas verticais. “A oportunidade está aí; os prédios estão aí; e as pessoas estão procurando por emprego”, diz Taubenberger, que ainda sonha em expandir a iniciativa para todas as escolas locais. 
A cidade já possui mais de 40 hortas comunitárias espalhadas pela cidade. A ideia é que com o crescimento do número de fazendas verticais, passe a consumir cada vez menos água e ocupar menos espaço do que os cultivos tradicionais. Lembra da fazenda vertical japonesa que produzirá 30 mil pés de alface todos os dias?
Ao cultivar alimentos locais, diminui-se a distância percorrida pela comida até a mesa do consumidor final. Reduzindo também os gases de efeito estufa que são emitidos durante o transporte. Além disso, aumenta-se a qualidade dos alimentos, que muitas vezes já não estão mais frescos quando chegam às gôndolas.
Algumas cidades mundo afora, como Recife, Copenhague e Toronto já possuem legislação para que prédios tenham telhados verdes. A corrida pelo título de cidade mais verde do mundo é a melhor e mais empolgante competição que vivemos nos últimos tempos!
SAIBA MAIS:

Esta fazenda do futuro não usa solo e 95% menos água - Antigos distritos industriais, nas cidades, tornam-se Recursos para Agricultura Urbana!

Reduzindo, ainda, consumo energia, custo e pegada ecológica com transporte, do campo para consumidores.



Fórum Econômico Mundial (WEF): Isso é uma fazenda no seu telhado? A agricultura está prosperando em alguns lugares inesperados

Produzindo 7 mil quilos de alimentos a partir de apenas 650 metros quadrados. Saiba mais sobre a agricultura urbana:


A agricultura vertical produz maiores rendimentos em muito menos espaço do que a agricultura tradicional.


Hortas Urbanas são 'sementes conceituais e práticas' das Fazendas Verticais?
"No futuro, compraremos verduras no arranha-céu da esquina, escolhendo cultivos frescos por andar. Nas maiores cidades do mundo, multiplicam-se os projetos de plantações verticais. Conheça a roça high tech."

LEIA AQUI:

sábado, 25 de novembro de 2017

!!! Energia solar já é mais barata que carvão em vários países.A energia solar pode ser até 95% mais barata que a energia hidrelétrica, segundo especialistas.!!!

(Copiar esta imagem para o MS-Paint para melhor visualização)

Carbono=>Hidrogênio - "É a economia, estúpido" 

10 de junho de 2008 23:44 [Cópia da publicação no final desta [1]]


Energia solar já é mais barata que carvão em vários países. A previsão é que o mesmo aconteça no Brasil e nas demais nações que não possuem grandes reservas de carvão em 2020



  • Bloomberg
  •  
    Em 2016, países como Chile e Emirados Árabes Unidos bateram recordes com negócios para a geração de energia solar por menos de US$ 0,03 por kilowatt-hora, metade da média global da energia gerada por carvão. Agora, a Arábia Saudita, Jordânia e México estão planejando leilões e licitações para este ano com o objetivo de derrubar ainda mais os preços.Quem está aproveitando essa oportunidade são empresas como a italiana Enel, e a irlandesa Mainstream Renewable Power, que ganharam experiência na Europa e agora procuram novos mercados no exterior por causa da redução de subsídios em seus países de origem.
    Desde 2009, os preços da energia solar caíram 62%, com cada parte da cadeia de fornecimento reduzindo custos. Isso ajudou a reduzir os juros dos empréstimos bancários e elevou a capacidade de produção dos fabricantes de equipamentos para níveis recordes. Em 2025, o custo médio global da energia solar poderá ser menor do que o carvão, segundo a Bloomberg New Energy Finance.

    “Esses são os números que estão mudando o jogo, e estão se tornando normais em vários mercados”, diz Adnan Amin, diretor geral da International Renewable Energy Agency, um grupo intergovernamental com sede em Abu Dhabi. “Toda vez que você dobra a capacidade de produção, você reduz o preço em 20%.”
    A evolução tecnológica tem sido crucial no estímulo à indústria, desde o uso de serras diamantadas que cortam melhor as placas solares, até células que geram mais energia com a mesma radiação solar. Outro fator é a economia de escala e ganho de experiência dos fabricantes de equipamentos adquiridos desde que o boom no setor começou há uma década, dando à indústria uma vantagem crescente na competição com os combustíveis fósseis.
    O custo de um sistema fotovoltaico com mais de um megawatt será de 73 centavos de dólar por watt em 2025, comparado com US$ 1,14 hoje, uma queda de 36%, projeta Jenny Chase, chefe de análise em energia solar da New Energy Finance. Isso está em linha com outras previsões, como a GTM Research, que estima que o custo será de 75 centavos de dólar por watt em 2021.

    Efeito Walmart

    A cadeia de suprimento desse setor está experimentando um “efeito Walmart”, com o crescimento de volumes e redução de margens, segundo Sami Khoreibi, fundador e CEO da Enviromena Power Systems, uma empresa de Dubai.

    SAIBA MAIS:
    http://www.gazetadopovo.com.br/economia/energia-e-sustentabilidade/energia-solar-ja-e-mais-barata-que-carvao-em-varios-paises-5ehzfreghouiei46apfvf0h8b

    Energia Termoelétrica. O que é, vantagens e desvantagens, energia termoelétrica no Brasil, resumo, geração de energia.

    O que é

    Energia termoelétrica é aquela gerada a partir da queima de combustíveis fósseis (diesel, carvão mineral, gás natural, gasolina, etc.) realizada nas usinas termoelétricas.

    Vantagens:

    - Em comparação com usinas hidrelétricas, são mais rápidas para se construir, podendo assim suprir carências de energia de forma mais rápida;

    - Podem ser instaladas em locais próximos às regiões de consumo, reduzindo o custo com torres e linhas de transmissão;

    - São alternativas para países que não possuem outros tipos de fontes de energia.

    Desvantagens:

    - Como são usados combustíveis fósseis para queimar e gerar energia, há uma grande liberação de poluentes na atmosfera. Estes poluentes são responsáveis pela geração do efeito estufa e do aumento do aquecimento global. Portanto, este tipo de energia é altamente prejudicial ao meio ambiente.

    - Outra desvantagem é que o custo final deste tipo energia é mais elevado do que a gerada em hidrelétricas, em função do preço dos combustíveis fósseis.


    https://m.suapesquisa.com/energia/energia_termoeletrica.htm


    A energia solar pode ser até 95% mais barata que a energia hidrelétrica, segundo especialistas.!!!

    A projeção do Ministério de Minas e Energia é de que, em 2018, o Brasil apareça na lista dos 20 países com maior geração de energia solar. A proporção de geração solar deve chegar a 1% do total.

    De acordo com a publicação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as condições de localização do país são favoráveis para isso.

    “O Brasil está situado numa região com incidência mais vertical dos raios solares. Esta condição favorece elevados índices de irradiação em quase todo o território nacional”, explica o órgão. “A proximidade com a linha do Equador ainda faz com que haja pouca variação na incidência solar ao longo do ano. Dessa forma, mesmo no inverno pode haver bons níveis de irradiação”.

    É mais barato?

    A energia solar pode ser até 95% mais barata que a energia hidrelétrica, segundo especialistas. Entretanto, esta porcentagem pode variar de acordo com o consumo mensal da residência e o sistema de captação da luz solar, por exemplo.

    https://www.vix.com/pt/noticias/537952/energia-solar-e-mais-barata-que-eletrica-brasil-pretende-investir-em-projetos-ate-2018


    Geralmente são utilizadas áreas não adequadas para agricultura. Vide imensas usinas solares em desertos. E consorciadas com pecuária: nova fonte de renda para fazendas de gado,  nos EUA - por enquanto mais 'fazendas eólicas', mas painéis solares podem substituir árvores no sombreamento para o gado, por exemplo. Veja alguns casos:



    A megausina de energia solar encravada no deserto que pretende abastecer a Europa   Kevin Doyle   Da BBC Future

    O micro-ônibus atravessa um enorme planalto em uma estrada recém-pavimentada do deserto de Marrocos. O chão é de terra seca e está cheio de rachaduras.
    Ainda assim, a região não parece tão desolada quanto já foi no passado. Neste ano, ela virou o lar de uma das maiores usinas solares do mundo.
    Centenas de espelhos cruzados, cada um deles maior que um ônibus, estão enfileirados cobrindo 1,4 quilômetro quadrado de deserto, uma área do tamanho de 200 campos de futebol.
    O enorme complexo está em um local ensolarado ao pé da cordilheira do Atlas, a 10 km de Ouarzazate, uma cidade cujo apelido significa "porta do deserto". Com cerca de 330 dias de sol por ano, é o lugar ideal.
    Além de suprir as demandas domésticas de energia, o Marrocos espera um dia poder exportar energia solar à Europa. Essa usina tem o potencial para ajudar a definir o futuro energético da África e do mundo.
    SAIBA MAIS:
    http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-39696898



    'O vento me dá dinheiro', diz dono de fazenda com torres de energia eólica Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil. Proprietários de terras ganham até R$ 60 mil por mês com cata-ventos.

    SAIBA MAIS:
    http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2015/01/o-vento-me-da-dinheiro-diz-dono-de-fazenda-com-torres-de-energia-eolica.html


    Quando o assunto é energia eólica logo vem a imagem do Nordeste brasileiro. Mas a energia proveniente dos ventos pode ser gerada de qualquer parte do país. O Brasil possui ventos de ótima qualidade, acima da média. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), enquanto o fator de capacidade mundial está de 20 a 30%, o brasileiro passa dos 50%.

    SAIBA MAIS:
    http://crnbio.com.br/regioes-nordeste-e-sul-se-destacam-na-geracao-de-energia-gerada-pelos-ventos/

    http://crnbio.com.br/tag/energia-eolica/

    [1] Carbono=>Hidrogênio - "É a economia, estúpido" 

    06/06/2008 - 16h10 - Atualizado em 06/06/2008 - 17h40

    Preço do petróleo tem maior alta da história em um único dia

    Barril fechou a US$ 138,54, contra US$ 127,79 da véspera.
    Movimento é influenciado pela forte desvalorização do dólar.

    O petróleo encerrou a sessão desta sexta-feira (6/6/2008) cotado a US$ 138,54 o barril, subindo mais de US$ 10 em relação a quinta-feira, alcançando o maior nível de lucro da história em um único dia.

    Especialistas ouvidos pelo G1 divergiram sobre quais são as razões que explicam a alta recorde do petróleo registrada nesta sexta-feira (6) - a maior da história. Segundo eles, entre as causas estariam fatores geopolíticos, relatórios bancários e influências sazonais. No entanto, o consenso é que por trás dos aumentos no preço do barril nos últimos meses está o medo do esgotamento nas reservas naturais do produto.

    http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL592273-9356,00.html

    Compare com o texto abaixo, de 2003

    O texto abaixo é um sumário com algumas idéias extraídas do livro A Economia do Hidrogênio de Jeremy Rifkin.

    Efeitos positivos da migração para uma economia baseada no hidrogênio:

    ---> Reversão dos danos climáticos.

    =====> Motor de combustão interna => CO2 => piora efeito estufa

    =====> Célula combustível H2 => H2O => reduz efeito estufa

    ---> Reversão instabilidade geopolítica por reverter dependência crescente de reservas de petróleo do Oriente Médio.

    ---> Possibilidade de democratização da produção e distribuição de energia se sociedades lutarem pelo conceito de HEW (Rede de Energia do Hidrogênio)

    Alguns investimentos em curso:

    ---> Islândia + Royal Dutch/Shell Group + Daimler-Chrysler + Norsk Hydro estão implementando um plano para tornar a Islândia a primeira economia baseada no hidrogênio do mundo.

    ---> Carros a hidrogênio:

    =====> Daimler-Benz US$350 milhões a partir de 1997 (100 mil unidades até 2010, 1/7 da produção anual). Com a adesão da Ford o investimento foi elevado para mais de US$1 bilhão.

    =====> Toyota e GM esperam ter seus carros a H2 até 2010.

    =====> Soma de investimentos planejados por Nissan, Honda e Mitsubishi chegam a outro US$ 1 Bilhão.

    Disponibilidade geotérmica para produção de eletricidade:

    De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, calcula-se que as reservas geotérmicas só nos EUA excedam 70 milhões de quads. Isso é energia potencial suficiente para suprir o consumo humano de eletricidade por centenas de milhares de anos.


    Os dados abaixo buscam demonstrar a necessidade de conversão da matriz de energia. A dúvida é se será feita de forma planejada para evitar crises ou se será uma transição dolorosa para atender interesses econômicos de curto prazo.


    Reservas de petróleo (Bilhões de barris):

    País=====Total reserva==== Processados========% reserva restante

    USA=========[195]=========[169]=========[14%]
    Rússia========[200]=========[121]=========[39%]
    Arábia Saudita==[300]=========[091]=========[70%]

    Estimativa de reserva total do mundo: 1.800 a 2.200 bilhões de barris.

    Valor já consumido: 875 milhões de barris.

    Algumas projeções de demanda:


    ---> Para a China igualar o consumo per capita para ter o padrão de vida dos EUA seriam necessários mais 80 milhões de barris de petróleo por dia – 10 milhões a mais do que toda a produção mundial de 1997.

    ---> Se China e Índia elevarem seu consumo per capita para média da Coréia do Sul consumiriam 119 milhões de barris / dia.

    Isso é quase 50% superior à demanda mundial de 2000.

    Estudos indicam que o pico da produção de petróleo ocorrerá entre 2010 e 2020. Isto é, dentro deste prazo metade das reservas recuperáveis terão sido processadas. Quando a produção global de petróleo atingir seu pico, os preços passarão a sofrer aumentos ininterruptos e contínuos, conforme os países, empresas e indivíduos competirem pela metade remanescente das reservas.

    Metodologia de previsão: Curva de Sino de Hubbert (geofísico da Shell Oil Company que previu declínio da produção de petróleo dos 48 estados do sul norte-americano em 1956 (época de produção recorde)). Pico previsto para entre 1965 e 1970.

    Pico real em 1970, quando produção passou a declínio contínuo. EUA deixaram de ser maior produtor mundial, mudança que ditou muito da geopolítica do globo desde então. A tese de Hubbert afirma que a produção de petróleo começa do zero, eleva-se, atinge o pico quando metade das reservas recuperáveis for processada, e então despenca, numa clássica curva em forma
    de sino.

    A produção per capita de petróleo já atingiu o pico em 1979, estando em declínio contínuo, segundo a British Petroleum. A causa é o aumento da população mais rápido que aumento da produção.

    1930 => 30% do pico (aproximadamente 3,3 barris / ano / pessoa)
    1979 => pico (11,15 barris / ano / pessoa).

    Cálculo, segundo curva de sino:
    2030 => 3,32 barris / ano / pessoa.

    Importância e instabilidade do Oriente Médio.


    Há mais de 40 mil campos petrolíferos conhecidos no mundo, mas 40 campos gigantescos-mais de 5 bilhões de barrisrepresentam mais da metade das reservas do mundo. Vinte e seis desses quarenta campos estão no Golfo Pérsico. Mais importante, enquanto os outros campos gigantes, como os dos EUA e da Rússia, já atingiram o pico e estão em declínio, os campos do Oriente Médio ainda estão subindo a curva.

    A proporção entre reserva e produção (R/P) nos diz muita coisa. A R/P corresponde ao numero de anos que as reserva de petróleo durarão no atual ritmo de produção.

    R/P para EUA ...................... =  10
    R/P para Noruega ................ =  10
    R/P para Canadá .................  =    8
    R/P para Irã ......................... =   53
    R/P para Arábia Saudita ...... =   55
    R/P para Emirados Árabes... =   75
    R/P para Kuwait .................. = 116
    R/P para Iraque .................... = 526 (!)

    Joseph Riva, ex-membro do Serviço de Pesquisas do Congresso dos EUA, adverte: "a expansão planejada na produção petrolífera (...) não chega à metade do que se necessita para atender à demanda de petróleo prevista pela Agência Internacional de Energia para o ano de 2010, mas custará mais de US$ 100 bilhões, além de um adicional de US$ 20 bilhões, destinado a modernizar e expandir as refinarias do Golfo Pérsico e atender à crescente demanda mundial. Um aumento além do planejado custaria ainda mais caro por barril, já que o petróleo remanescente se torna mais difícil de recuperar".

    No centro do Petróleo e do Islã está a Arábia Saudita, dona das maiores reservas do mundo e terra sagrada do Islamismo (santuários de Meca e Medina). Embora alguns zombem da ideia de que Alá tenha conferido tamanha dádiva aos defensores da fé, ninguém se atreveu a rir quando Osama bin Laden conclamou seus seguidores em todo o mundo a reivindicar a sagrada terra saudita, fundar um estado islâmico universal e subir o preço do petróleo para US$ 144 o barril.

    As cifras do petróleo são desconcertantes. A receita de petróleo da OPEP chegara a US$ 340 bilhões por ano após o embargo de 1974. Com a queda do xá do Irã em 1979 e o inicio da guerra Irã-Iraque em 1980, ela chegou a casa dos US$ 438,8 bilhões.

    Apenas seis anos depois, esta receita despencou para menos de US$ 83 bilhões. A renda petrolífera da OPEP continuou baixa desde então. Nos anos de emergência a receita dos governos vinha do petróleo e não dos impostos.

    Nesses países metade dos empregos são públicos. Muitos países do Golfo ofereciam educação pública gratuita até o nível universitário, serviços gratuitos de saúde, moradia subsidiada, apoio e empréstimos a baixos juros para a abertura de empresas e seguridade social para deficientes e idosos. A Arábia Saudita e o Kuwait chegam mesmo a oferecer alimentos subsidiados por meio de cooperativas financiadas pelo governo. A gasolina tem descontos, e serviços públicos como água, eletricidade e telefone são ou gratuitos ou subsidiados.

    Em troca de seus cuidados com o povo, os governos do Golfo esperam lealdade absoluta e inabalável ao Estado. Discórdias políticas, ainda que moderadas não são admitidas. Os governos são geridos por elites hereditárias, deixando pouco espaço para que novas concepções políticas sejam manifestadas ou expressas publicamente.

    Enquanto a receita do petróleo excedeu os gastos governamentais com serviços, as monarquias do Golfo puderam comprar a lealdade e obediência da maioria absoluta de seus súditos. Durante a última década, mais ou menos, as receitas decadentes do petróleo não puderam dar conta dos gastos cumulativos do governo. A crescente dívida pública e o corte progressivo dos serviços tornaram os países da região mais instáveis politicamente do que em qualquer época de sua história e muito mais vulneráveis à insurreição de movimentos fundamentalistas islâmicos.

    Além disso, há uma "explosão demográfica" nessa parte do mundo: 40% da população tem menos de 17 anos. Hoje o desemprego entre as pessoas de dezoito a vinte e cinco anos é em média de 20%, o que constitui uma bomba-relógio política em todos os países. Em curto prazo, enquanto a Rússia e outros produtores fora da OPEP inundarem o mercado com petróleo bruto barato, a renda per capita real provavelmente continuará a cair. Nos países do sul do Golfo, a renda per capita real representa hoje 40% do que era no apogeu da emergência do petróleo, há 20 anos, e deve continuar caindo, criando assim um risco ainda maior de difundir a inquietação social e a revolta política.

    Os árabe-sauditas gostam de dizer: "Meu pai andava de camelo, eu dirijo um carro, meu filho pilota um jato - e o filho dele andará a camelo". Embora um quarto das reservas remanescentes de petróleo esteja na Arábia Saudita, há uma sensação quase fatalista, entre muitos sauditas, de que constituem uma nação vivendo um "tempo emprestado". O uso que os sauditas fizerem deste empréstimo provavelmente determinará o modo como o mundo vai deixar a era do petróleo. 

    Energia nos EUA: um contra ponto.

    O geólogo Walter Youngquist observa que, se quisermos ter uma idéia da quantidade de energia que flui diariamente pela sociedade americana, basta calcular quanto de energia cada individuo tem a  disposição em termos de "pessoas-vapor".

    Partindo do pressuposto de que uma "pessoa-vapor" é igual a 0,25 cavalo-vapor, a 186 watts e a 635 BTU/h. Se o atual consumo de energia nos EUA fosse calculado pelo número de pessoas-vapor necessárias para realizar a mesma quantidade de trabalho, o resultado seria aproximadamente o triplo da população do mundo. Em termos atuais, o consumo de energia do americano médio equivale ao que produziriam cinqüenta e oito escravos trabalhando continuamente vinte e quatro horas por dia. Se "comprássemos a energia contida num barril de petróleo pelo mesmo preço que pagamos pelo trabalho humano (US$ 5 por hora), ele custaria mais de 45 mil dólares", em vez dos 25 dólares atuais.

    As idéias acima são um resumo de parte do conteúdo do livro A Economia do Hidrogênio, de Jeremy Rifkin – M. Books - 2003, cuja leitura eu recomendo para quem desejar ter um entendimento melhor dos acontecimentos e condicionamentos de nossa atual situação.

    O diagrama anexo explora, graficamente, algumas possibilidades para uma Economia do Hidrogênio

    sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

    Renda Básica Universal é a Resposta a um Futuro Automatizado? - Peter Diamandis



    TRADUÇÃO DE:

    Is Universal Basic Income the Answer to an Automated Future?
    Publicado em 12 de dezembro de 2016 | Destacado em: Big Ideas & Innovation, Economy, Editor's Picks




    [*] CO-FOUNDER/VICE-CHAIRMAN at Human Longevity, Inc.



    Alguns temem que os robôs e AI vão roubar os nossos empregos.

    Eles provavelmente vão (no curto prazo, pelo menos metade deles).

    Se isso acontecer, o que vamos fazer para ganhar a vida? Como é que vamos ganhar dinheiro?

    Neste blog eu vou discutir uma das mais importantes soluções propostas para a perda de emprego decorrente da automação - a noção de "Renda Básica Universal " (algumas vezes chamada de renda mínima garantida).

    Em específico, eu quero discutir:

    1. Previsões sobre perda de emprego

    2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

    3. RBU funciona?

    4. Quais são as implicações?

    Vamos mergulhar.


    1. Previsões sobre perda de emprego

    Em 2013, o Dr. Carl Benedikt Frey da Oxford Martin School estimou que 47 por cento dos postos de trabalho, nos EUA, estão "em risco" de ser automatizados nos próximos 20 anos.

    A estimativa foi recentemente verificada por McKinsey & Company, que sugere que 45 por cento dos postos de trabalho de hoje vão ser automatizados usando tecnologias exponenciais, tais como aprendizagem de máquina, inteligência artificial, robótica e impressão 3D.

    O conceito é chamado de desemprego tecnológico, e a maioria das carreiras, de operários e agricultores até médicos e advogados, são susceptíveis de ser afetadas.

    O impacto será, provavelmente, ainda mais grave no mundo em desenvolvimento.

    As implicações esperadas, do desemprego tecnológico, variam amplamente.

    Indivíduos como Ray Kurzweil e o capitalista de risco Marc Andreessen acreditam que, enquanto os empregos de hoje irão perecer, novos empregos serão criados pela tecnologia para substituí-los.

    Outros especialistas projetam que o desemprego tecnológico vai ser maciçamente prejudicial para a sociedade.

    Ainda outros acreditam que a sociedade se adaptará, inicialmente por constantemente desmonetizar nosso custo de vida e a seguir pela implantação generalizada da "renda básica universal."

    (NOTA: No caso de você não ter lido, em um blog anterior, cobri, em detalhes, como estamos no processo de massivamente demonetizing the cost of living.)



    2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

    Renda Básica Universal (RBU) é uma política em que todos os cidadãos de um país recebem, regularmente, uma soma incondicional de dinheiro, seja a partir de um governo ou alguma outra instituição pública, em adição a quaisquer rendimentos recebidos por outros meios.

    A motivação central da RBU - tratar de males sociais, dando às pessoas dinheiro "grátis" - certamente não é uma ideia nova.

    Para alguma perspectiva, Thomas Paine delineou um plano, em seu ensaio, de 1797, "Justiça Agrária" para criar um fundo nacional para a realização de pagamentos de 15 libras esterlinas para cada adulto maior de 21 anos ....

    Hoje, as experiências com RBU estão se espalhando por todo o mundo, da Finlândia e Países Baixos até o Canadá e França.

    Na França, vários membros do Parlamento têm apoiado realizar uma experiência, e o ministro das Finanças está receptivo a isto.

    Na última década, mais de oito países têm, formalmente, feito experimentos com RBU. Aqui estão os três principais experimentos ativos dignos de nota:

    2.1 Finlândia: No início do próximo ano, o Governo finlandês vai lançar um experimento em que um grupo aleatoriamente selecionado de ~ 3.000 cidadãos já com subsídios de desemprego, vão começar a receber uma renda básica mensal de 560 euros (aproximadamente US $ 600.). Esta renda básica vai substituir os seus benefícios existentes. O valor é o mesmo que o nível mínimo atual garantido de apoio, da segurança social finlandesa. O estudo piloto, acontecerá por dois anos, em 2017-2018, e tem como objetivo avaliar se a renda básica pode ajudar a reduzir a pobreza, a exclusão social e a burocracia, enquanto aumente a taxa de emprego.

    2.2 Países Baixos: O governo local, da cidade holandesa de Utrecht, pretende realizar um experimento que daria uma renda mensal garantida para 250 cidadãos holandeses que atualmente estão recebendo benefícios do governo. Um período de teste de dois anos está previsto para começar em janeiro do próximo ano, e alguns cidadãos de Utrecht e algumas cidades próximas receberão um montante fixo de € 960 por mês (cerca de $ 1,100). A proposta Utrecht - chamada de "Wat weten werkt", ou "saber o que funciona" - inclui seis grupos de teste, e os membros, em cada um, receberão valores ligeiramente diferentes, em condições ligeiramente diferentes. Em adição, ao grupo que receberá € 960 por mês, sem quaisquer obrigações de trabalho, há um grupo ao qual será dado isso, mais um adicional de € 150 no final do mês, se eles fornecerem serviços voluntários, tais como fazer trabalho de manutenção em pátios escolares.

    2.3 Índia: Mais de 350 milhões de pessoas (cerca de 30% da população) permanecem abaixo da linha de pobreza, após duas décadas de alto crescimento econômico. Nesse contexto, em 2011, a Índia lançou dois projetos pilotos para testar o impacto de subsídios de renda básica, financiados pela UNICEF, com SEWA como coordenadora. Em oito aldeias em Madhya Pradesh, a cada homem, mulher e criança foi fornecido um pagamento mensal de, inicialmente, 200 rúpias para cada adulto e 100 rúpias para cada criança, pagos à mãe ou tutor; Estes foram posteriormente aumentados para 300 e 150, respectivamente. Eles também experimentaram um esquema semelhante, em uma aldeia tribal, onde, durante 12 meses, a cada adulto foi pago 300 rúpias, por mês e, para cada criança, 150. Outra aldeia tribal foi usada como uma comparação. O dinheiro foi pago individualmente, inicialmente como dinheiro e depois de três meses em contas bancárias ou de cooperativas.

    Em janeiro, Sam Altman, presidente da Y Combinator, anunciou que o fundo de startup, sediado em San Francisco, estava organizando um estudo de renda básica nos EUA.





    3. RBU funciona?

    Embora a implementação da RBU, em escala, ainda esteja em seus primeiros dias, os resultados são promissores.

    Os primeiros resultados no experimento da Índia mostram que anutrição foi melhorada, conforme medido pelo peso-médio-para-idade das crianças (Organização Mundial da Saúde, z-score), e mais ainda entre as meninas.

    No mesmo estudo, os subsídios da RBU levaram a mais trabalho, e não menos, como esperado pelos céticos.

    Houve uma mudança do trabalho assalariado casual para mais atividades agrícolas e negócios, por conta própria, com menos migração orientada por dificuldades, para fora da região.

    As mulheres ganharam mais do que os homens.

    Dito isto, o estudo de caso mais convincente demonstrando como a renda básica universal poderia funcionar vem de uma pequena cidade no Canadá.

    De 1974 a 1979, o governo canadense, em parceria com a província de Manitoba executou um experimento sobre a ideia de proporcionar uma renda mínima para os moradores, chamada MINCOME.

    MINCOME era um rendimento anual garantido, oferecido a todas as famílias elegíveis, em Dauphin, uma cidade da pradaria, de cerca de 10.000 habitantes, e um número menor de residentes em Winnipeg e algumas comunidades rurais da província.

    Então, o que aconteceu com as famílias recebendo MINCOME?

    - Tiveram menos hospitalizações

    - Tiveram menos acidentes e lesões

    - Internações de saúde mental cairam dramaticamente

    - As taxas de conclusão do ensino médio aumentaram

    - Jovens garotas adolescentes foram menos propensas a dar à luz antes dos 25 anos, e quando o fizeram, elas tiveram menos filhos

    O programa elevou a maioria dos beneficiários acima da linha da pobreza do Canadá.

    E os efeitos sobre o emprego, em Dauphin, foram modestos. Para assalariados primários - aqueles com empregos de tempo integral - não houve praticamente nenhum declínio no trabalho.

    Essencialmente, ninguém abandonou seus empregos.

    O dinheiro do governo aliviou a ansiedade econômica das famílias, permitindo-lhes investir em sua saúde e planejar para um horizonte mais longo.

    MINCOME agora está servindo como inspiração para o retorno da renda básica no Canadá.

    Em seu orçamento de 2016, o governo da província de Ontário anunciou planos para realizar um piloto de renda básica neste ano.

    4. Quais são as implicações?

    Estou bastante confiante de que no futuro próximo, conforme a tecnologia continuar a eliminar postos de trabalho tradicionais e maciça nova riqueza for criada, vamos ver alguma versão de renda básica universal implantada em larga escala.

    Enquanto eu acho que as implicações da RBU são, na sua maioria, positivas, há certamente muitas complexidades associadas com a sua implementação.

    Há ainda muitas questões que permanecem sem resposta - de onde virá o dinheiro adicional? De impostos?

    RBU provocará problemas que não podemos antecipar ou criará mais conflitos do que resolverá?

    Os governos reagirão com rapidez suficiente, dado o ritmo da inovação e automação tecnologica? É realmente uma solução para o desemprego tecnológico? Ou nós ainda teremos que passar por um período turbulento, violento, enquanto nós redistribuímos nosso trabalho, em um mundo de robôs e IA [N.T. Inteligência Artificial]?

    No mínimo, eu acredito que, com a diminuição em custos de vida, RBU será uma das muitas ferramentas que permitirão a auto-realização em massa - mais pessoas serão capazes de seguir suas paixões, ser mais criativas, e dedicar mais tempo a atividades de ordem superior, pessoalmente gratificantes.

    Quando isso acontecer, nós estaremos um passo mais perto de um mundo de abundância.

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    As implicações e oportunidades desta próxima década para os empreendedores são enormes.

    Este é o tipo de conversa que exploramos em minha comunidade on-line exclusiva de arrojados inovadores, com espírito de abundância, chamada Abundance 360 Digital (A360D).

    A360D é minha 'onramp' ['rampa de lançamento'?] para os empreendedores exponenciais - aqueles que querem se envolver e jogar em um nível mais elevado.



    P. S. Toda semana eu preparo um "Blog Tech" como este. Se você quiser se inscrever, acesse Diamandis.com e se inscrever para este e Abundance Insider.

    P.P.S. Meu querido amigo Dan Sullivan e eu tenho um podcast chamado Exponential Wisdom [Sabedoria Exponencial]. Nossas conversas se concentram sobre as tecnologias exponenciais criando abundância, a colaboração em tecnologia humana, e empreendedorismo. Visite aqui para escutar e subscrever: a360.com/podcast




    VER TAMBÉM:

    Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais



    QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ

    - minha carta de agradecimento e esclarecimentos públicos sobre o futuro de Quatinga Velho;

    - minha crítica ao Bolsa-Família;

    - e apresentação dos fundamentos para o salto da teoria à prática da renda básica, com projetos pequenos, independentes, replicáveis, e escalonáveis em redes sem fronteiras.

    - Como conclusão, apresento ainda um novo exemplo de modelo prático [para] a realização do que proponho.


    (...) Qual minha proposta concreta para novas experiências, não só em países em desenvolvimento, mas em todo e qualquer lugar do mundo?

    Contudo, para quem não se interessa por nenhuma destas respostas ou histórias, não quer saber nada de Brasil, ReCivitas, Quatinga Velho nem muito menos Bolsa-família, só quer saber o que precisa para fazer a Renda Básica acontecer, mesmo sem apoio político ou pouco recursos financeiros, e não importa se para 10, 100 ou 1 milhão, desde que seja concreta e verdadeira. Então pule os agradecimentos e o Bolsa-Família e vá direto para a Conclusão: O novo modelo de Quatinga Velho.

    Nele não só falo de como fazer o salto da tese à prática, mas trago o mais recente exemplo de tudo que estou falando. E espero que seja para todos nossos apoiadores e parceiros uma boa notícia: