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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Economia global em alerta: nove países estão à beira da recessão - Transformação Digital (Disrupção Tecnológica) / Transição Energética (Abundância das Renováveis)



Brasil na lista
Economia global em alerta: nove países estão à beira da recessão
The Washington Post
"O poeta John Donne escreveu: “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente”
A quarta-feira de pânico nas bolsas de todo o mundo mostrou que a máxima vale também para os países, restando saber quanto tempo a economia americana poderá se manter sólida enquanto as outras nações se batem num mar revolto.

O péssimo dia nas bolsas começou depois da circulação de notícias ruins envolvendo as duas maiores economias globais. A China reportou o pior desempenho industrial em 17 anos, enquanto a Alemanha informou que a economia encolheu nos últimos meses. Não são problemas isolados. Além da desaceleração da China, outras nove grandes economias estão em recessão ou à beira da recessão."
(...)



Financial Times
China e Alemanha alimentam medo de recessão global e pressionam mercados
Indicadores ruins dos dois exportadores derrubam bolsas pelo mundo e elevam cotação do dólar

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/08/china-e-alemanha-alimentam-medo-de-recessao-global-e-pressionam-mercados.shtml


Tarifas de Trump não funcionarão
Medidas desencadearam o maior protecionismo desde Nixon, em 1971; e tarifas custaram a consumidores e empresas dos EUA em 2018 US$ 68,8 bilhões
Fareed Zakaria / THE WASHINGTON POST, O Estado de S.Paulo
15 de agosto de 2019 



Coletânea de tópicos para reflexão sobre o que estamos 'plantando' para 'colheita' por nossas crianças e jovens:

“Quando jovens, aprendemos. Quando velhos, entendemos.” Albert  Einstein

“A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.” Max Weber

“O riso é eterno, a imaginação não tem idade, os sonhos são para sempre.” Walt Disney


Plataformas Digitais são, para o Século XXI, o 
que a Linha de Montagem foi para a Século XX

#ApocalipseCapitalista
#GanhosProdutividade SEM #DistribuiçãoRiqueza 

Na década de 1930, os Estados Unidos atravessaram um período em que um grande número de norte-americanos viveram na absoluta pobreza, desesperadamente necessitando mais alimentos, roupas e abrigos.

Paradoxalmente, os recursos produtivos (fazendas, fábricas, máquinas, mão de obra) que poderiam prover estes alimentos, roupas e abrigos estavam paralisados: não produziam nada.




#NewDeal e #2aGuerraMundial: corrigiram os excessos do Capitalismo que geraram a #Crise de 1929 (sempre a Sociedade corrigindo as "falhas" do "Mercado Capitalista" = Financismos e Crises de Ausência de Demanda (Excessiva Concentração de Renda))

O passado ensina: (?!)





"QUANDO ATÉ O ENGRAXATE ESTÁ INVESTINDO NA BOLSA...." 




Jornada Pela Liberdade-Classes Médias SOBREVIVERÃO à #QuartaRevoluçãoIndustrial ? 
---  LEIA AQUI: 




#SoftSkills - Bibliografia para: Engenheiros / Sistemas / Software e outros 'viciados em diagramas e esquemas' 

RAZÕES PARA ESTAS RECOMENDAÇÕES:  

#DisrupçãoPessoalComo?
#JackMa (#Alibaba): Why to not teach our kids to compete with machines
[ Porque não ensinar nossas crianças à competir com as máquinas ]

#WorldEconomicForum:
Will soft skills save your job? 
[ Irão os Soft Skills ('Competências Relacionais') salvar seu emprego? ]   





#Indústria4.0


( Transformação Digital (Disrupção Tecnológica) / 
Transição Energética (Abundância das  Renováveis) )

#QuartaRevoluçãoIndustrial [#BioNeuroTecnologias, #EdiçãoGenética, #IA, #IoT,  #AmbienteCorpoMateriais (#Atuadores,  #NanoSondas e #Sensores), ....]



TransiçãoEnergética: mais um dos pilares da hashtagQuartaRevoluçãoIndustrial. A hashtagWEB_Energética [1] terá o mesmo impacto da hashtagWEB_Informações: hashtagExponencialidade (Aceleração da Aceleração da Criação e Implantação de Novas Tecnologias e Modelos de Negócios) => [hashtagDigitalize, hashtagDesmaterialize, hashtagDemocratize e hashtagDesmonetarize]
Car* colega Ser Human* 
==== Procuro colaboração de cérebros para lidar com: ====
**** Onde pode se informar sobre estes tópicos para decidir se colaborará: ****




[1] Marcador / TAG (WEB_Energetica):



Possibilidades de Ganhos Imensos de Produtividade

QUESTÃO PENDENTE:

Na forma atual das Relações Econômicas,  
QUEM CONSUMIRÁ (Demanda)⁉


segunda-feira, 17 de junho de 2019

Jornada Pela Liberdade - Classes Médias SOBREVIVERÃO à Quarta Revolução Industrial ?!

Clicar na Imagem = Ampliar
(Impressão em PDF permite ampliações sem distorções)

(Nesta disponibilizo o resultado do meu Ócio Criativo [1], no final de semana de 15-16/06/2019)

[1] Ócio Criativo = Diversão + Estudo + Trabalh
Domenico De Masi expôs suas idéias sobre a sociedade e o trabalho em diversos livros destinados aos amantes da Sociologia, como A Emoção e a Regra e O Futuro do Trabalho. Atento ao crescente interesse de um público mais amplo em seus conceitos e sua visão do futuro, De Masi elabora de forma acessível, neste livro, os temas da sociedade pós-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalização, da criatividade e do tempo livre

Em O Ócio Criativo Domenico De Masi elabora não apenas os temas da sociedade pós-industrial, do tempo livre e da criatividade, como também as questões da globalização, do desenvolvimento sem emprego, da feminilização, do declínio das ideologias tradicionais e dos sujeitos sociais emergentes. A conversa tem como pano de fundo uma profunda insatisfação com o modelo social elaborado pelo Ocidente, sobretudo pelos Estados Unidos, centrado na idolatria do trabalho, do mercado e da competitividade. 

A este é contraposto um novo modelo com as seguintes premissas: - baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e lazer - centrado mais no crescente tempo livre do que no tempo decrescente dedicado ao trabalho - atento à distribuição equânime da riqueza, assim como à sua produção de forma eficiente - militante pela redistribuição do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder - no qual os indivíduos e a sociedade são educados  para privilegiar a satisfação de necessidades radicais, como a introspecção, o convívio, a amizade, o amor e as atividades lúdicas. 


O Ócio Criativo é título de um texto do cientista e sociólogo italiano Domenico De Masi lançado em 2000. É um revolucionário conceito de trabalho que o sociólogo define através da interseção entre três elementos: 



Brasil: Indústria🔻
Mesmo mantendo sua nona posição entre as dez maiores potências industriais mundiais, o Brasil perdeu ainda mais participação no mercado global de manufaturas e caminhou em sentido contrário à tendência de crescimento da indústria observada na média de todas as economias



Classe média:
"A classe média surgiu como uma consequência da consolidação do capitalismo e não antes dele devido aos fatores de segmentação social em camadas, resultantes do desenvolvimento econômico; é um fenômeno típico da industrialização."

Classe média é uma classe social presente no capitalismo moderno que se convencionou a tratar como possuidora de um poder aquisitivo e de um padrão de vida e de consumo razoáveis, de forma a não apenas suprir suas necessidades de sobrevivência como também a permitir-se formas variadas de lazer e cultura, embora sem chegar aos padrões de consumo eventualmente considerados exagerados das classes superiores. A classe média surgiu como uma consequência da consolidação do capitalismo e não antes dele devido aos fatores de segmentação social em camadas, resultantes do desenvolvimento econômico; é um fenômeno típico da industrialização.  (...)



ELIMINAÇÃO DA CLASSE MÉDIA .... nos EUA!!!
Ao longo dos últimos vinte anos temos assistido ao progressivo desaparecimento da classe média norte-americana, com o aumento dos custos e redução da renda, enquanto os americanos mais ricos têm acumulado mais riqueza do que nunca antes na história.

Estamos no limiar de uma Nova Civilização. (TED sobre livro)

Mas só podemos evoluir se aceitamos que alguns dos pressupostos que mais prezamos, terão de ser abandonados.

A tecnologia nunca foi destinada a aumentar a produtividade e o crescimento, para que possamos trabalhar mais tempo em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dispositivo.
Isso é "instanidade" [insanidade + instantâneo].

Tecnologia é meio de melhoria de nossas vidas. 

Aristóteles, há 2.300 anos, disse exatamente a mesma coisa. (...)

Fonte das imagens:

http://robosvaoroubarteuempregomasok.blogspot.com/2014/12/apresentacao-desta-traducao.html?view=sidebar  (Tradução colaborativa do livro - Dez 2014 - Disponível para leitura no blog)


DISRUPÇÃO / Transformação Digital  [ #Digitalize, #Desmaterialize, #Democratize e #Desmonetarize ]

Escavadeiras e outros equipamentos de construção civil autônomos  vão começar a ser espalhados por vários canteiros de obras nos Estados Unidos.


_______
Organizações onde o #Chefe (#BigBoss) já é um #Algoritmo: #Amazon  #IBM (RH), #Uber, #Youtube 

( O #Uber possui 600 mil motoristas no Brasil -- e nenhum chefe para cuidar dessa imensa equipe. (...) Além do Uber, outras empresas já usam a tecnologia para ‘chefiar suas equipes’. Um desses exemplos é o #Youtube)

SAIBA MAIS:
_______
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Percebo vivermos em uma #MudançaDeEra (e não mais em #EraDeMudanças) - em função dos fenômenos: (...)

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O PASSADO ENSINA:

Jornada Pela Liberdade  
A vida de William Wilberforce (Ioan Gruffudd) é a história de como a perseverança e a fé de um homem mudaram o mundo. 

Líder do movimento abolicionista britânico, o filme mostra a luta épica para criar uma lei com o objetivo de acabar com o tráfico negreiro. Durante esta jornada, Wilberforce encontra oposição intensa dos que acreditavam que a escravidão estava diretamente ligada à estabilidade do império britânico. Em seus amigos, incluindo John Newton (Albert Finney), um ex-capitão de navio negreiro que compôs o famoso hino Amazing Grace, encontrou suporte para continuar lutando pela causa. 


O “maldito comércio de escravos”

"O Deus todo-poderoso tem colocado sobre mim dois grandes objetivos: a supressão do comércio escravocrata e a reforma dos costumes”.
William Wilberforce

“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”.
Gálatas 6.9


No século 18, a Inglaterra detinha o monopólio do comércio de escravos negros. Os meios de transporte eram os mais cruéis imagináveis. Boa parte da população inglesa tirava proveito desse comércio, e o povo, de maneira geral, aceitava a escravidão. Havia aqueles que enriqueciam e, por isso, defendiam com veemência o escravagismo. Mas Deus graciosamente ergueu uma geração de políticos cristãos para lutar contra o que William Carey chamou de "maldito comércio de escravos".

Vida – Preciosa Graça

É surpreendente que nenhum grande reformador da história ocidental seja tão pouco conhecido como William Wilberforce. Ele nasceu numa família nobre da Inglaterra, na cidade portuária de Hull, em Yorkshire, em 24 de agosto de 1759. Naquela época, como hoje, a aristocracia vivia em meio a contradições: nela se encontravam alguns dos grandes benfeitores da nação e alguns de seus maiores corruptores. Wilberforce era fruto dessas ambiguidades. (...)

Uma fonte de estímulo nessa luta foi sua participação ativa no chamado Grupo de Clapham (Clapham Sect), constituído de pessoas ricas cujas residências ficavam em Clapham, um elegante bairro localizado a 8 quilômetros de Londres, que apoiava muitos líderes leigos na busca de uma reforma social, liderados por um humilde ministro anglicano, John Venn. Como destacam Clouse, Pierard & Yamauchi, o Grupo de Clapham foi, de longe, a mais importante expressão anglicana na esfera da ação social. Esse grupo de leigos geralmente se reunia para estudar a Bíblia, orar e dialogar na biblioteca oval de Henry Thornton, um rico banqueiro que todo ano doava grande parte de seus rendimentos para a filantropia.

Outros que participavam do grupo eram: Charles Grant, presidente da Companhia das Índias Orientais; James Stephens, cujo filho, chefe do Departamento Colonial, auxiliou bastante os missionários nas colônias; John Shore, Lorde Teignmouth, governador-geral da Índia e primeiro presidente da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira; Zachary Macauley, editor do Observador Cristão; Thomas Clarkson, famoso líder abolicionista; a educadora Hannah More, além de outros líderes evangélicos. Dentre várias atividades, eles ajudaram a fundar a colônia de Serra Leoa, onde escravos libertos poderiam viver livres.

Clouse, Pierard & Yamauchi dizem: Este grupo uniu-se numa intimidade e solidariedade incríveis, quase como uma grande família. Eles se visitavam e moravam um na casa do outro, tanto em Clapham, como na própria Londres e no campo. Ficaram conhecidos como "os Santos" por causa de seu fervor religioso e desejo de estabelecer a retidão no país. Vários comentaristas observaram que eles planejavam e trabalhavam com um comitê que estava sempre reunido em "conselhos de gabinete" em suas residências pata discutir o que precisava ser consertado e estratégias que poderiam usar para alcançar seus objetivos.

Neste grupo, discutiam os erros e as injustiças de seu país, e as batalhas que teriam de travar para estabelecer a justiça.

Os membros do Grupo de Clapham demonstraram a diferença que um grupo de cristãos pode fazer. Eles elaboraram 12 marcas que nortearam seu esforço pela reforma social na Inglaterra do século 19:

1. Estabeleça objetivos claros e específicos.

2. Pesquise cuidadosamente para produzir uma proposta realista e irrefutável.

3. Construa uma comunidade comprometida que apoie uns aos outros. A batalha não pode ser vencida sozinho.

4. Não aceite retiradas como uma derrota final.


5. Comprometa-se a lutar de forma contínua, mesmo que a luta demore décadas.

6. Mantenha o foco nas questões; não permita que os ataques malignos de oponentes o distraiam ou provoquem resposta similar.


7. Demonstre empatia com a posição do oponente, de forma que diálogo significativo aconteça.

8. Aceite ganhos parciais quando tudo o que é desejado não puder ser obtido de uma só vez.


9. Cultive e apoie suas bases populares quando outros, que estiverem no poder, se opuserem a seus projetos.

10. Transcenda a mentalidade simplista e direcione-se às questões maiores, principalmente as que envolvem questões éticas!

11. Trabalhe através de canais reconhecidos, sem lançar mão de táticas sujas ou violentas.

12. Prossiga com senso de missão e convicção de que Deus o guiará providencialmente se estiver verdadeiramente a seu serviço.  (...)

SAIBA MAIS:





Qual MODELO orientará nossos Esforços pela Construção do Futuro?

O que eu aprendi com um ano de trabalho na Dinamarca




< OU >

Capitalismo Parasitário (Bauman) / Frankenstein Financeiro / Minotauro Global (Varoufakis)




segunda-feira, 21 de maio de 2018

Teremos a Sabedoria de Ócio Criativo (De Masi = Misto Indivisível de (Diversão +Educação +Trabalho) para Toda a Humanidade? Ou, presos ao "Algoritmo Adão" ("Do suor do rosto o direito de viver"), continuaremos sacrificando boa parte do Potencial Afetivo e Criativo da Humanidade?

(Clique na imagem: ampliar)

De Masi: Ócio Criativo = Misto Indivisível de (Diversão + Educação + Trabalho) 

Entrevista com Domenico de Masi: o trabalho no Século XXI

BLOG - Branding, Consumo e Negócios - Marcos Bedendo e Fabricio Trevisan desvendam o mundo das grandes marcas

No último dia 18 de agosto tive a oportunidade de ter uma ótima conversa com Domenico de Masi, o sociólogo italiano que tem seu trabalho voltado para as mudanças nas relações sociais de nossa época, a qual ele denomina de “pós-industrialismo”. Domenico de Masi ficou conhecido no Brasil especialmente por seu livro “O ócio criativo”, mas é autor de outros já traduzidos para o português, nos quais retrata a sua perspectiva sobre as mudanças que a sociedade vem passando e as que ainda terá que passar para se adaptar a essa nova era. Alguns deles são: “Desenvolvimento Sem Trabalho”, “A Emoção e a Regra”, “O Futuro do Trabalho” e “O Futuro Chegou”.


O futuro das cafeterias: O Cafe X é um robô que pode fazer 120 xícaras de café por hora, desde os gelados até os expressos. O criador dele o fez após se cansar de esperar em filas. O robô é parte de um crescente boom de automação no setor de bebidas e comidas... #Robotics  https://youtu.be/FqOCq-zl3n4
  



Origem histórica do ócio - ppt
PRINCÍPIO BÁSICOS DO ÓCIO CRIATIVO

Slide 2: Origem histórica do ócio
Para Aristóteles o ócio era "uma condição ou estado - estado de estar livre da necessidade de trabalhar". 

O termo definia bem a sociedade grega da época, principalmente os atenienses, que se caracterizavam por dedicar seu tempo às idéias e ao espírito. 

Tudo isso tinha uma explicação bem plausível pois o mesmo só erapossível graças a uma sociedade baseada num sistema escravista.

Este conceito passou por mudanças após nova definição dada pelos Romanos que buscavam no ócio não um fim mas sim um meio de descanso entre suas diversas atividades de comércio exército e governo. 

http://slideplayer.com.br/amp/3147534/

"Pensões serão pagas pela geração de riqueza"

Para De Masi, até 2030 haverá 60% menos vagas e a Previdência deixará de ser sustentada pela taxação do trabalho

Cristiane Barbieri - Especial para o Estado
12 Dezembro 2017 | 05h00

“Quanto mais se aumentam os ganhos de produtividade com tecnologia, mais cresce a riqueza dos empreendedores. Oito pessoas têm metade da riqueza da humanidade. Isso não pode continuar ao infinito.
“Na sociedade industrial, foi dado ao trabalho uma importância que antes não havia e o ser humano foi tratado como máquina. Agora, O trabalho pode ser relegado a elas.
O trabalho é considerado elemento que liberta, como está escrito no campo de concentração de Dachau. Porém, o que liberta é o trabalho criativo. O do operário, do empregado, é escravo. Agora, esse tipo de trabalho pode ser relegado aos robôs, às máquinas e à inteligência artificial. 

Cada grego livre tinha oito escravos. Hoje, uma casa moderna, com suas lavadoras de roupa, de louça e outros equipamentos, tem o equivalente a 33 escravos. Já temos a possibilidade de viver como os gregos livres, se a riqueza fosse distribuída igualmente. 

No Brasil, o PIB per capita é de US$ 9 mil. Se cada brasileiro tivesse US$ 9 mil, o país seria feliz. Mas alguns têm riqueza de milhões de dólares e outros não tem nada. O problema moderno, atual, da sociedade ocidental, não é a produção da riqueza, mas sua distribuição. (...)

Como deverá ser o futuro do trabalho?
Minha pesquisa tem uma perspectiva que se reflete até 2030. 

Três fatores principais modificarão as condições do mercado de trabalho até lá: a tecnologia, a feminilização e a globalização.

Em 2030, as mulheres continuarão vivendo mais do que os homens e cerca de 60% dos estudantes universitários, dos formados e dos professores de mestrado, serão mulheres. Elas serão muito mais instruídas e se tornarão o centro do sistema social. 

A tecnologia também mudará o mundo do trabalho: a engenharia genética curará muitas doenças, a inteligência artificial substituirá parte do trabalho intelectual, a nanotecnologia permitirá que os objetos se relacionem entre si e conosco, as impressoras 3D possibilitarão construirmos em casa multi-objetos. 

Já os sistemas produtivos transformarão o mundo numa única ágora. Tele-aprenderemos, tele-trabalharemos, tele-amaremos e nos tele-divertiremos. Não haverá mais privacidade. Será impossível esquecer-se, perder-se, aborrecer-se e isolar-se. (...)

Com menos vagas e pessoas trabalhando, quem pagará pensões e aposentadorias?

Teremos mais riqueza. Hoje, quem trabalha paga pelo que recebem os pensionistas e aposentados. No futuro, como os trabalhadores serão sempre menos e a riqueza produzida será sempre maior, o recolhimento deverá ser feito sobre a base da riqueza e não dos trabalhadores. É uma revolução. Haverá menos trabalhadores, mas produzirão muito mais riqueza.

As empresas vão abrir mão de seus ganhos?

Atualmente, quanto mais se aumentam os ganhos de produtividade com a tecnologia, mais cresce a riqueza dos empreendedores. Isso não pode continuar ao infinito. Neste momento, está se criando uma divisão injusta na riqueza.  (...)

O trabalho continuará sendo o sentido da vida?

No plano histórico, isso mudou muito. Na época da Grécia e da Roma antiga, no Renascimento, o trabalho era uma atividade vergonhosa, só feito pelos escravos. As pessoas nobres, aristocráticas, livres, os instruídos, não trabalhavam. Se ocupavam da gestão das cidades, da guerra, da literatura, da filosofia. O trabalho, só faziam os escravos. 

Essa atividade se tornou importante na vida do homem, nos últimos 200 anos. Com a chegada da sociedade industrial, foi dado ao trabalho uma importância central, que antes não havia. Nesse período, o ser humano foi tratado como máquina. O trabalho é considerado elemento que liberta, como está escrito no campo de concentração de Dachau. Porém, o que liberta é o trabalho criativo. O do operário, do empregado, é escravo. Agora, esse tipo de trabalho pode ser relegado aos robôs, às máquinas e à inteligência artificial. 

Cada grego livre tinha oito escravos. Hoje, uma casa moderna, com suas lavadoras de roupa, de louça e outros equipamentos, tem o equivalente a 33 escravos. Já temos a possibilidade de viver como os gregos livres, se a riqueza fosse distribuída igualmente. 
No Brasil, o PIB per capita é de US$ 9 mil. Se cada brasileiro tivesse US$ 9 mil, o país seria feliz. Mas alguns têm riqueza de milhões de dólares e outros não tem nada. O problema moderno, atual, da sociedade ocidental, não é a produção da riqueza, mas sua distribuição. (...)



Desenvolvimento sem trabalho – Domenico de Masi – Editora Esfera / John Maynard Keynes: Perspectivas econômicas para os nossos netos


            De Masi é mais do que atual, polêmico ou instigante. É um otimista!

            Num momento em que o desemprego ronda a humanidade e todos se acham ameaçados por esse monstro, Domenico De Masi vê, por meio da lente da História, que o desemprego é a face visível de um fenômeno mais profundo : a libertação do trabalho.

            “O trabalho é, pela sua natureza, uma maldição bíblica. Desenvolve-se em lugares indecentemente feios, onde uma pessoa deve passar muito tempo, gastando muita energia, com rituais inúteis... Será que a mitologia do horário, do controle e da hierarquia é realmente produtiva?”(Domenico De Masi, em O Estado de S. Paulo, 30 de maio de 1999.)

            “Em 1857, isto é, há quase um século e meio, Marx tinha escrito : ‘É chegado o tempo em que os homens não mais farão o que as máquinas podem fazer’ e tinha concluído que o capitalismo, tendendo de forma inexorável para a abolição do trabalho, teria dessa forma provocado sua própria morte.” (Domenico De Masi)

            “Quando na fábrica totalmente robotizada da Benetton for possível produzir roupa sem que nenhuma hora de trabalho humano tenha participado no ciclo produtivo, então o sonho ancestral terá sido realizado, mesmo que, por ironia do destino, os homens experimentem-no não como a libertação do trabalho, mas como o pesadelo do desemprego.”(Domenico De Masi)

            Professor titular de Sociologia da Universidade la Sapienza de Roma, Domenico De Masi é presidente da Societá Italiana per il Telelavoro (SIT) e do Istituto Nazionale Architettura (IN/ARCH). É membro do comitê científico de diversas revistas italianas e diretor responsável da revista Next-Strumenti per l’innovazione. Atua como consultor organizacional, com serviços prestados à Fiat, IBM, Pirelli e Glaxo, entre outras empresas.

            Seu livro A Emoção e a Regra (Os Grupos Criativos na Europa de 1850 a 1950), onde o autor demonstra conclusões de estudo patrocinado pela IBM, sobre modelos de equipes criativas, encontra-se na 4 edição, no Brasil.

Sua participação no programa Roda Viva (TV Cultura) em Janeiro/99, provocou tamanha repercussão, que foi novamente entrevistado em Junho/99. A fita do primeiro programa teve uma venda de 5.000 cópias, mantendo índices de venda regulares após 6 meses da apresentação. A do segundo programa já possuía fila de espera antes das cópias estarem disponíveis.

Também no programa Milênio da Globonews, sua participação teve grande impacto, levando a sua reapresentação três semanas após a primeira exibição.

Desenvolvimento Sem Trabalho (Português) Capa Comum – 1 jan 1999


Sumário

            Dez teses ......................................................................................   07

Livres e escravos na Grécia antiga ...........................................  13
Livres e escravos em Roma e na Itália ...................................... 19
Do baixo império à Idade Média: declina a
escravidão, nascem os servos da gleba ...................................  22
O papel da motivação ...............................................................  25
O progresso tecnológico na Idade Média e a
“síndrome de Vespasiano” ........................................................  30
A parasceve de Bacon ............................................................... 34
Da proto-industrialização à industrialização .............................. 36
Taylor e a eliminação do trabalho .............................................. 39
Trabalho pós-industrial e obstinação empresarial ..................... 45
Keynes: trabalhar tres horas por dia ......................................... 48
Adret: trabalhar duas horas por dia ..........................................  56
Desempregado será uma boa ................................................... 60
“Prosuming” e padronização ..................................................... 64
A “síndrome japonesa” ...............................................................66
“Workers of the word, be warned!” ............................................ 68
“Jobless prosperity” ....................................................................72
O masoquismo dos indefesos ....................................................75
O sadismo dos machistas ......................................................... 78
O americano, o japonês e o leão ...............................................84
Apêndice ................................................................................... 89

 

  “Se cada instrumento pudesse, a uma ordem

dada, trabalhar por si, se as lançadeiras tecessem
sozinhas, se o arco tocasse sozinho a cítara, os
empreendedores não iriam precisar de operários
e os patrões dispensariam os escravos
Aristóteles
“Acreditar que os trabalhadores substituídos pelas
máquinas encontrarão inevitavelmente trabalho
na construção dessas mesmas máquinas equivale
a acreditar que os cavalos substituídos pelos
veículos mecânicos poderiam ser utilizados nos
diferentes setores da indústria automobilística.”
Wassily Leontief
“A sociedade do desenvolvimento foi também
uma sociedade do trabalho. A vida dos homens
era construída em torno do trabalho[...]. Pode-se
até mesmo dizer que a figura do homem
trabalhador representou o ideal desta sociedade.
Resta-nos perguntar: o que irá acontecer quando
-          para citar Hannan Arendt -, à sociedade do
trabalho, o próprio trabalho vir a faltar?”

Ralf Dahrendorf

Como trabalhadores, como desempregados, ou como pais de desempregados, de uma maneira ou de outra, estamos “dentro” do problema da falta de trabalho. Que Deus tenha Max Weber na santa paz! Assim, não adianta pretendermos a capacidade de encarar o assunto de forma objetiva. Incapazes, então, de examiná-lo “do lado de fora”, nos resta apenas olhá-lo “demoradamente e de longe”, isto é, numa perspectiva histórica indispensável para entender as razões latentes do fenômeno e, ao mesmo tempo, propiciar ao raciocínio o impulso necessário para refletir sobre o futuro próximo. O máximo que podemos arriscar ao encarar o desemprego “demoradamente e de longe” é perceber fatos nada assustadores, ou melhor, experiências bem-sucedidas e, assim, nos tornarmos otimistas – pouco confiáveis, portanto, do ponto de vista científico – aos olhos de quem considera sérios somente os diagnósticos desoladores e eficazes apenas as terapias dolorosas. Contudo o único risco que se pode correr é o de caminhar do lado ensolarado da rua.
                                              
                                                                       Domenico De Masi.

Apêndice (Trechos)

Perspectivas econômicas para os nossos netos

Por John Maynard Keynes
(Conferência proferida em Madri, em junho de 1930)

Principais trechos disponíveis aqui:

Desenvolvimento sem trabalho – Domenico de Masi – Editora Esfera / John Maynard Keynes: Perspectivas econômicas para os nossos netos




PARA SABER MAIS:

Produtividade- Para o Que ou Quem?




domingo, 18 de janeiro de 2015
DE MASI, Domenico. Desenvolvimento sem trabalho - Resumo
--- "Se cada instrumento pudesse, a uma ordem dada, trabalhar por si, se as lançadeiras tecessem sozinhas, se o arco tocasse sozinho a cítara, os empreendedores não iriam precisar de operários e os patrões dispensariam os escravos." - Aristóteles
--- "Acreditar que os trabalhadores substituídos pelas máquinas encontrarão inevitavelmente trabalho na construção dessas mesmas máquinas equivale a acreditar que os cavalos substituídos pelos veículos mecânicos poderiam ser utilizados nos diferentes setores da indústria automobilística." - Wassily Leontief.
--- "A sociedade do desenvolvimento foi também uma sociedade do trabalho. A vida dos homens era construída em torno do trabalho(...). Pode-se até mesmo dizer que a figura do homem trabalhador representou o ideal desta sociedade. Resta-nos perguntar: o que irá acontecer quando - para citar Hannah Arendt -, à sociedade do trabalho, o próprio trabalho vir a faltar?" - Ralf Dahrendorf.

LEIA AQUI:



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
[SINAPSES] Mudaremos forma de DISTRIBUIR RIQUEZA QUE NOSSA INTELIGÊNCIA GEROU << ou >> REPRISAREMOS (CRISES CAPITALISMO=EXCESSO PRODUÇÃO) velha fórmula: “DESTRUIR EXCESSO CAPACIDADE PRODUTIVA” para manter OS MERCADOS FUNCIONANDO ??




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
3/12/1998 Sociológico italiano, Domenico De Masi defende uma nova sociologia do trabalho, baseada na criatividade e no que ele classificou como ócio criativo
Domenico de Mais no Roda Viva – TV Cultura - 3/12/1998 
Sociológico italiano, Domenico De Masi defende uma nova sociologia do trabalho, baseada na criatividade e no que ele classificou como ócio criativo



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
4/1/1999 - Roda Viva - Domenico De Masi fala de suas pesquisas, da realização trazida pelo trabalho e da necessidade do tempo livre, que traz benefícios para a saúde física e mental



VER TAMBÉM:

sábado, 19 de maio de 2018

DENÚNCIAS e PROPOSTAS - Congregações do Vaticano (Doutrina para a Fé e do Desenvolvimento Humano Integral) denunciam financismo da 'clepto-pluto-corporato-cracia' internacional (Capitalismo Parasitário (Bauman) / Minotauro Global (Varoufakis))