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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Busquemos nos libertar das falsas questões sobre se o Estado deve ser maior (regular os abusos do Mercado), minimo (deixar de atrapalhar bom funcionamento do Mercado), eficiente, menos corrupto, etc.


[Clique na imagem para ampliar]

Imagem acima composta a partir das seguintes fontes:

http://www.corpwatch.org/article.php?id=7828
http://www.globalresearch.ca/how-obama-sold-the-presidency-to-wall-street/5331981
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/12/acoes-da-petrobras-caem-e-economista-da-dicas-sobre-o-mercado.html

No YouTube: ENRON - Como “a beleza do livre comércio” destruiu 20.000 empregos e 2 Bilhões de dólares em pensões e fundos de aposentadoria, no que era a 7a. maior corporação dos EUA?




Memórias de um salvador de tubarões
Geithner com Obama: salvou grandes bancos, mas não garantiu a segurança do sistema contra novos movimentos especulativos
Stress Test, livro do ex-secretário do Tesouro americano, discute o salvamento dos bancos e as lições aprendidas com a turbulência de 2008

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/investidores/20140516/memorias-salvador-tubaroes/155193.shtml

Irá o Estado punir as empreiteiras? O Brasil vive um embate inédito e definidor entre cidadania e patrimonialismo, lutando uma para desabrochar o outro para permanecer. Em tese, o Estado tem duas alternativas: ou declara as empreiteiras inidôneas ou as livra e as obriga a agir doravante de acordo com a idoneidade ratificada




(16) O Governo industrial


A política moderna é a política de negócios...Isto é verdade tanto sobre política externa como interna. A legislação, a vigilância da polícia, a administração da justiça, o serviço militar e diplomático, todos estão principalmente preocupados com relações de negócios, interesses pecuniários, e eles têm pouco mais do que uma postura incidental sobre outros interesses humanos.[789] -Thorstein Veblen

Governança Política Vs. Técnica

A natureza e os desdobramentos do modelo politicamente conduzido da democracia representativa, a criação de legislação e a aplicação sancionatória da lei, estão todos a cargo de tendências naturais inerentes ao ato de comércio e negócios, operando dentro de uma ordem social orientada por escassez.

O desenvolvimento dessa regulamentação comercial e a lógica por trás da própria existência da "governança do Estado" é muito fácil de se traçar historicamente. Após a revolução Neolítica, os padrões antes nômades da humanidade mudaram para uma nova tendência para plantar, se estabelecer e criar cidades. A especialização floresceu e o comércio foi, portanto, inevitável. No entanto, dada a possibilidade de desequilíbrio e disputa, conforme as populações regionais cresceram e recursos regionais muitas vezes tornaram-se mais escassos, uma prática de segurança e regulamentação se manifestou para proteger a terra, a propriedade, a integridade do comércio e similares de uma comunidade.

O uso de um "exército", que é sancionado para proteger por decreto público, tornou-se padronizado, juntamente com um complexo de autoridade legal ou regulamentar adjacente, sancionado para essencialmente dar poder para um determinado grupo de oficiais que facilitam essas criações de políticas, aplicação, julgamentos, punições e similares.

Isso é mencionado aqui, pois há muitas escolas de pensamento econômico no início do século 21 que falam sobre a redução ou mesmo a remoção do aparelho de estado inteiramente, falsamente assumindo que o estado em si é uma entidade separada e o ponto de partida de culpa pelos problemas sociais atuais ou ineficiências econômicas. No entanto, do outro lado do espectro do debate há um clamor geral por aumento da regulação estatal do mercado para garantir mais limites à manipulação nos negócios e, portanto, trabalhar para evitar o que tem sido muitas vezes percebido como "capitalismo de compadres" [790]. A verdade da questão é que essa falsa dualidade de polarização entre o "estado" e do "mercado" é cega para a verdadeira causa raiz do que está realmente causando problemas, não percebendo que a dupla sinergética de "estado" e "mercado" é, na realidade, um único sistema de poder em operação, de uma só vez.

Independentemente do mérito de qualquer argumentação específica quanto ao favorecimento do "livre mercado" versus o favorecimento da "regulação estatal", todos os negócios têm, historicamente, requerido algum nível de mediação legal. Isto porque todas as transações são uma forma de concorrência e toda concorrência provoca a possibilidade de fraude ou abuso, dada a pressão natural de circunstâncias externas e da natureza da própria sobrevivência, dentro dos limites do mercado, baseado na escassez. O fato é que qualquer forma de comércio que existe nessa visão de mundo reforçada pela escassez, manifestará o chamado comportamento "corrupto" ou desonesto, constantemente. Ele é firmemente incentivado. O grau de corrupção em si torna-se uma questão de opinião, na verdade. A linha entre a visão perspicaz aceita de negócios e flagrante persuasão desonesta não é uma distinção fácil de se fazer hoje, na visão ampla.

Portanto, algum tipo de poder de decisão primordial sempre foi concedido a algum grupo de mediação de conflitos e esta é a semente do poder governamental, tal como o conhecemos. No entanto, a piada de toda a circunstância é que, em um mundo onde tudo é empoderado pelo dinheiro; em um mundo onde, na verdade, tudo está à venda, a "corrupção" rápida de qualquer regulamentação ou poder estabelecido também é essencialmente garantida, ao longo do tempo, de uma forma ou de outra. [791]

Dito de outra forma, haverá sempre a necessidade de regulação legal das transações no mercado, por alguma instituição sancionada publicamente. E a ética do mercado irá sempre corromper tal regulamento, em certa medida, com a influência do dinheiro, porque o dinheiro e os negócios são realmente o que fazem o mundo se mover. Isto é simplesmente o que é de se esperar quando toda a base psicológica da existência baseia-se na sobrevivência através de atos de auto-interesse competitivo, orientado pela premissa universal da escassez empírica, sem garantias estruturais reais dadas aos membros da sociedade para alguma tranquilidade na sobrevivência. Pensar qualquer agência reguladora que não seria suscetível a esse tipo de corrupção; pensar política de Estado e, portanto, coerção que não poderia ser 'comprada', como qualquer outra mercadoria, é negar o fundamento filosófico básico inerente da noção do mercado de "liberdade", em si .

Portanto, reclamar sobre a regulação estatal ou a falta dela é, em última instância, uma questão discutível no amplo esquema de mudança social a longo prazo. A verdadeira mudança social não será sobre a ilusória prevalência de um deles sobre o outro. Ela só virá através da instalação de um sistema completamente diferente que elimina tanto o mercado quanto o estado, como nós o conhecemos, elevando todo o quadro para fora do foco estreito, competitivo, de gerenciar a escassez no atual sistema de "ganhar a vida ou sofrer", para um foco em facilitar uma abundância sustentável e do atendimento das necessidades humanas, diretamente.

Assim, a seguinte informação econômica e de gestão apresenta um vasto afastamento da atual, do dia-a-dia do desenvolvimento da vida como a conhecemos, quando se trata de comércio e gestão social. O que este modelo faz é literalmente remover o edifício do governo representativo e substituí-lo por uma espécie de democracia participativa. Esta participação é mediada através de métodos de comunicação digital que podem considerar os interesses de toda a comunidade no cálculo, ao lidar com interesses dos chamados setor "público" ou setor "privado". Na realidade, não há diferença no processo de participação e, portanto, não haveria mais um setor público ou privado.

A importância deste tipo de gestão reside em diversas áreas. Por um lado ela garante que o funcionamento social humano está de acordo com os princípios básicos de sustentabilidade necessários para operar com a longevidade geracional, ao mesmo tempo, mantendo um foco vigilante em produzir os bens estrategicamente mais necessários, no pico da capacidade técnica conhecida, no momento da produção. Essa gestão também é sobre remover o grande incentivo e exigência para a corrupção e comportamentos corruptos, abuso e conivência negócios / governo, que tem atormentado a civilização desde a antiguidade. A busca ativa de abundância através destes meios sustentáveis ​​garante não só a sobrevivência e eficiência, mas também estabilidade, bem-estar e um estado superior de saúde pública, em grande escala.

Modelo Econômico Definido 

Um modelo econômico é uma construção teórica que representa processos componentes com um conjunto de variáveis ​​ou funções, descrevendo as relações lógicas entre eles. Se alguém estudou modelagem econômica tradicional ou com base no mercado, uma grande quantidade de tempo é muitas vezes gasta em coisas como tendências de preços, padrões de comportamento, a inflação, o mercado de trabalho, flutuações cambiais, e assim por diante.

Raramente, ou nunca, é algo dito sobre a saúde pública ou ecológica. Por quê? - Porque o mercado é cego para a vida e dissociado da ciência real de suporte de vida e sustentabilidade. É um sistema de representação que se baseia apenas em torno do ato de trocas preferências de permutas.

Portanto, a melhor maneira de pensar sobre uma EBRLN não é nos termos tradicionais de qualquer forma de modelo econômico orientado para o mercado, comum hoje em dia. Em vez disso, este modelo pode ser melhor pensado como um sistema de produção, distribuição e gerenciamento avançado, que é democraticamente contratado pelo público, através de uma espécie de "economia participativa". 

Este tipo de abordagem facilita os processos de entrada, tais como propostas de design e avaliação de demanda, ao mesmo tempo, filtrando todas as ações através do que poderíamos chamar de protocolos de sustentabilidade e eficiência. Estes protocolos são as regras básicas de ação industrial estabelecidas pela lei natural, não por opinião humana. Como observado, nenhum destes dois interesses é estruturalmente inerente no modelo capitalista. 

O texto acima foi extraído do seguinte capítulo, em revisão para publicação no site:

Ensaio 15: O Governo Industrial

Diagnósticos e soluções propostas no livro:

O MOVIMENTO ZEITGEIST-UMA NOVA FORMA DE PENSAR
A tradução (colaborativa) dos capítulos 1 a 11 está disponível no site (estamos trabalhando nos demais capítulos  - se desejar ajudar na tradução / revisão, veja como no link):

quarta-feira, 21 de março de 2012

Indústria do Carbono (Fóssil S.A. / Petróleo Inc.) não sobreviveria em Economia de Mercado REAL? Sem subsídios que mantém gasolina e querosene de aviação baratos? E o "nosso" Pré-Sal? Melhor investimentos para a Nação ou para as nossas Corporações Carbônicas / Fósseis? Obama propõe fim de "século de subsídios" ao petróleo

Obama propõe fim de "século de subsídios" ao petróleo | Brasilianas.Org

www.advivo.com.br
Como estratégia para reduzir as importações de petróleo, o presidente americano querdesenvolver as energias eólica, solar e nuclear

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/obama-propoe-fim-de-seculo-de-subsidios-ao-petroleo 

Obama afirmou que, além de aumentar a extração de fontes energéticas como o gás, é preciso   fomentar o nvestimento em energias renováveis para reduzir as emissões, mas também para  que esta indústria compita a nível internacional com países com a China ou a Alemanha.

Para Barack Obama, está na altura de pôr fim a "um século de subsídios", a uma indústria  petrolífera que já "não é tão lucrativa" e de apostar nas ajudas ao "promissor" setor das energias renováveis, que vai criar postos de trabalho. 


Comentário no blog: Discurso de candidato - na presidência, ele vem fazendo o oposto.

Há um livro interessante sobre o assunto "fim da era do petróleo" - "The Third Industrial Revolution" de Jeremy Rifkin, que prega uma terceira revolução industrial, com o fim da era da energia gerada por combustíveis fósseis e por grandes conglomerados. Segundo esse autor, a causa raiz para a crise de 2008 foi a economia baseada em petróleo e na produção em massa,  pilares da Segunda revolução Industrial, que ocorreu na metade do século XX e trouxe a 
bonança para os EUA e Europa nas décadas seguintes. Para ele, esse modelo está esgotado e somente uma economia "verde" baseada em geração individual de energia renovável (ele sugere uso de painéis fotovoltaicos em residências, por exemplo), e distribuída em uma rede similiar à Internet, poderia tirar os EUA/Europa do atoleiro. A ver...

O link abaixo, tem um resumo do livro (que ainda não vi em português). O outro link, traz as ideias dele em sua fundação "The foundation of economic trends"

http://www.huffingtonpost.com/jeremy-rifkin/the-third-industrial-revo_b_981168.html 

<​i>The Third Industrial Revolution<​/i>: How Lateral Power Will Transform Society (Excerpt)

www.huffingtonpost.com

The "democratization of energy" has profound implications for how we orchestrate the entirety  of human life in the coming century. We are entering the era of "Distributed Capitalism." The Third Industrial Revolution.

Welcome to the Office of Jeremy Rifkin and the Foundation on Economic Trends. (Bem-vindo ao Office of Jeremy Rifkin e da Fundação de Tendências Econômicas. 
)http://www.foet.org/