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sábado, 4 de abril de 2020

Economia Saudável em Sociedade Doente = IMPOSSÍVEL

Financial Times- Editorial: 
Vírus revela a fragilidade do contrato social. 
São necessárias reformas radicais para forjar 
uma sociedade que funcione para todos 
- O conselho editorial 
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(...)
Ele faz uma distinção clara entre Empresas e Indústria e refere-se à primeira como funcionando como um veículo de "sabotagem" para a indústria. Ele viu uma completa contradição entre a intenção ética da comunidade em geral em produzir eficientemente e com bons serviços, e as leis de propriedade privada, que tinham o poder de dirigir a indústria para a causa apenas do lucro, reduzindo sua eficiência e intenção. O termo "sabotagem", nesse contexto, foi definido por Veblen como a "retirada consciente de eficiência". [266]
"A planta industrial está cada vez mais operando de forma ociosa ou parcialmente ociosa, operando com sua capacidade produtiva de maneira cada vez mais reduzida. Trabalhadores estão sendo demitidos... E enquanto essas pessoas estão em grande necessidade de todos os tipos de bens e serviços que essas plantas ociosas e operários ociosos estão aptos a produzir. Mas, por razões de conveniência empresarial é impossível deixar essas plantas ociosas e operários ociosos trabalharem - ou seja, por não haver lucro suficiente para os homens de negócios, ou em outras palavras, por não haver renda suficiente para os interesses escusos". [267]
[266] [267] The Engineers and the Price System, Thorstein Veblen, New York, Augustus M. Kelley, 1965 _{Os Engenheiros e o Sistema de Preços}_
Além disso, Veblen, ao contrário da grande maioria das pessoas nos dias atuais que condenam os atos de "corrupção" por razões éticas, não viu nenhum dos problemas de abuso e exploração como uma questão de "moralidade" ou "ética". Viu os problemas como inerentes - construídos sobre a natureza do próprio Capitalismo. Ele afirma: "Não é que esses capitães dos Grandes Negócios cujo dever é administrar esta sabotagem mínima salutar na produção sejam maus. Não é que eles pretendam encurtar a vida humana ou aumentar o desconforto humano, maquinando um aumento de privação entre seus semelhantes... A questão não é saber se esse tráfego com privações é humano, mas se é uma boa gestão empresarial". [268]

No que diz respeito à natureza do governo, a visão de Veblen foi muito clara: o governo, pela sua própria construção política, existia para proteger as estruturas de ordem social e de classes existentes, reforçando as leis de propriedade privada e, por extensão, reforçando a desproporcional classe dominante (no poder). "A legislação, vigilância policial, a administração da justiça, os militares e o serviço diplomático, todos estão principalmente preocupados com as relações de negócios, interesses pecuniários, e eles têm uma preocupação pouco mais que casual com outros interesses humanos", [269], afirmou.

A ideia de democracia também estava profundamente violada pelo poder Capitalista, em sua opinião, quando afirmou que "o governo constitucional é um governo de negócios". [270] Veblen, enquanto consciente do fenômeno do "lobbying" e da "compra" de políticos, comumente visto hoje como uma forma de "corrupção", não via isso como a verdadeira natureza do problema. Em vez disso, o controle do governo por negócios não era uma anomalia - era simplesmente o que o governo tinha manifestado ser desde seu design. [271] Por sua própria natureza, como um meio institucionalizado de controle social, o Governo sempre protegeria os "ricos" contra os "pobres". Uma vez que os "pobres" sempre ultrapassam enormemente em quantidade ​​os "ricos", uma estrutura legal rígida favorecendo os ricos (interesses dos proprietários) teve que existir para manter a separação de classes e intactos os benefício dos interesses capitalistas. [272]
(...)
Hoje em dia, não é o que dá corpo à ideologia capitalista em seus detalhes o mais problemático, mas sim, o que ela omite, por extensão. Assim como religiões primitivas viram o mundo como sendo plano e tiveram que ajustar sua retórica, uma vez que foi comprovado ser redondo, pela ciência, a tradição da economia de mercado é confrontada com desafios similares. Considerando a simplicidade das abordagens agrárias e, por fim, primitivas para a produção industrial, houve pouca conscientização ou uma necessária preocupação com as possíveis consequências negativas ao longo do tempo, não só em nível do habitat (ecológico), mas também em nível humano (saúde pública).
Da mesma forma, o sistema de mercado, com suas suposições muito antigas acerca das possibilidades, também ignora (ou até mesmo confronta) os avanços poderosos na ciência e tecnologia, que expressam capacidade para resolver problemas e criar uma elevada prosperidade. De fato, como será explorado no ensaio "Eficiência de Mercado vs. Eficiência Técnica", tais ações progressistas e de um reconhecimento da harmonia em relação ao habitat e ao bem-estar humano revelam que Capitalismo de "Livre Mercado", literalmente, não faculta essas soluções, já que em sua própria mecânica padrão dispensa ou funciona contra tais possibilidades.
*De um modo geral, a resolução de problemas e, consequentemente, o aumento da eficiência é, em muitos aspectos, um anátema para a operação do mercado. A solução dos problemas em geral significa o fim da capacidade de obter renda a partir da "manutenção" desses problemas. Melhor eficiência quase sempre significa uma redução na necessidade de trabalho e de energia e, ao mesmo tempo em que isso possa parecer positivo em relação à verdadeira eficiência do planeta, também, muitas vezes, significa uma perda em postos de trabalho e redução da circulação monetária devido a sua aplicação.* [274]

É aqui onde o modelo capitalista começa a tomar o papel de um agente social patogênico, e não apenas no que diz respeito ao que ignora, inviabiliza ou evita devido a sua própria estrutura, mas também em relação ao que reforça e perpetua. Se voltarmos à declaração de Locke sobre como a natureza do dinheiro, com o consentimento tácito da comunidade, era essencialmente a de servir a comunidade em si mesma, é fácil notar como esse simples "meio de troca" evoluiu até sua forma sociológica atual, em que toda a base do mercado funciona, na verdade, não com a intenção de criar e ajudar a sobrevivência, saúde e prosperidade humanas, mas, agora, apenas para facilitar o ato de lucrar e o lucro, somente. Adam Smith nunca teria previsto que, nos dias de hoje, os campos mais lucrativos e compensatórios não seriam a produção de bens para a melhoria ou suporte da vida, mas sim, o ato de movimentar o dinheiro - daí o "trabalho" das instituições financeiras como os bancos, "Wall Street" e as empresas de investimento - empresas que literalmente criam nada, no entanto, possuem imensa riqueza e influência.

Hoje, a única real Teoria de Valor vigente é a que poderia ser chamada de "Sequência Monetária de Valor". [275] O dinheiro tem assumido vida própria no que diz respeito à reforçada psicologia de sua circulação. Não possui nenhum propósito definido diretamente, apenas o de gerar mais dinheiro a partir de menos dinheiro (investimento). Esse fenômeno de "dinheiro gerando dinheiro" não só criou um distúrbio no sistema de valor, em que esse interesse em ganho monetário supera tudo o mais, tornando secundárias e "externas" ao foco da economia as questões ambientais e de saúde pública verdadeiramente relevantes, mas sua propensão constante em "multiplicar" e "expandir" possui, realmente, um aspecto canceroso - essa ideia de "crescimento" necessário, ao invés de um estado de equilíbrio estacionário - e continua o seu efeito patológico em diferentes níveis.
(...)
Muitos dos libertários, Laissez-faire, da Escola Austríaca, de Chicago e outras ramificações neoclássicas, constantemente tendem a falar sobre como "a Interferência do Estado" é o problema hoje, como ter políticas de importação / exportação protecionistas ou o favorecimento de certas indústrias pelo Estado. Supõe-se que de alguma forma o mercado pode ser "livre" para operar sem a manifestação de monopólio ou das "corrupções" inerentes ao que hoje consideramos "capitalismo de compadrio", apesar de toda a base da estratégia ser competitiva ou, em termos mais diretos, "em guerra". *Mais uma vez, assumir que o Estado não seria usado como uma ferramenta para a vantagem diferencial - uma ferramenta para o negócio - é um absurdo*.[277]

(...)

No modelo social existente, extraído de uma referência orientada inerentemente pela escassez, xenofobia e racismo, não há tal coisa como a paz ou equilíbrio. Simplesmente não é possível no modelo Capitalista. Da mesma forma, a ilusão de igualdade entre as pessoas, nas sociedades ditas "democráticas", também persiste, assumindo que de alguma forma a igualdade política pode se manifestar fora da explícita desigualdade econômica inerente a este modo de produção e de relações humanas.

*Capítulo 8 - HISTÓRIA DA ECONOMIA:*

_"Acredito que ganância e competição não são resultado de um temperamento humano imutável; cheguei à conclusão de que a ganância e o medo da escassez estão, de fato, sendo continuamente criados e amplificados como resultado direto do tipo de dinheiro que estamos usando...A consequência direta é que temos de lutar uns com os outros para sobreviver." [326]_
- Bernard Lietaer -

Dado o ritmo relativamente lento de mudança do ser humano com relação à evolução biológica, as vastas mudanças sociais que ocorreram ao longo dos últimos 4000 anos de história registrada aconteceram devido à evolução do conhecimento - daí a "evolução cultural". Se desejamos buscar um mecanismo para a evolução cultural, é útil considerar a noção de "meme". [327] Definidos como "uma ideia, comportamento, estilo, ou o uso que se espalha de pessoa para pessoa dentro de uma cultura", memes são considerados análogos sociológicos ou culturais a genes, [328] que são "unidades funcionais (biológicas) que controlam a transmissão e expressão de uma ou mais características".

GENES DO PENSAMENTO

Enquanto os genes basicamente transmitem dados biológicos de pessoa para pessoa através da hereditariedade, memes transmitem dados culturais - ideias - de pessoa para pessoa através da comunicação humana em todas as suas formas.[329] Quando reconhecemos, por exemplo, o poder do avanço tecnológico ao longo do tempo, e como isso mudou drasticamente nosso estilo de vida e valores e continuará a fazê-lo, pode-se visualizar este fenômeno emergente global como uma evolução das ideias, com informações replicantes e mutantes, alterando a cultura conforme o tempo avança.

*Diante disso, poderíamos gestualmente ver o estado mental humano e suas propensões para a ação como um tipo de programa.* Da mesma forma que os genes codificam um conjunto de instruções que, em conjunto com outros genes e o ambiente produzem resultados sequenciais, o processamento de memes pela capacidade intelectual dos seres humanos, em comum acordo, criam padrões de comportamento de uma forma semelhante. Enquanto o "livre arbítrio" é certamente um debate complexo para se ter com relação ao que realmente desencadeia e manifesta as decisões humanas, é fundamentalmente claro que as ideias das pessoas são limitadas pela sua absorção (educação). Se é dado pouco conhecimento sobre o mundo a uma pessoa, seu processo de decisão será igualmente limitado. [330]

Da mesma maneira que os genes podem sofrer mutações de formas que são prejudiciais ao seu hospedeiro, como o fenômeno do câncer [331], *os memes também podem gerar estruturas mentais que servem de malefícios para o hospedeiro (ou sociedade) no que diz respeito às transmissões ideológicas / sociológicas. É aqui que o termo "distúrbio" é introduzido. O distúrbio é definido como "um transtorno ou anormalidade da função"* [332]. Portanto, quando se trata de operação social, um distúrbio implicaria em enquadramentos ideológicos institucionalizados que estão desalinhados com o sistema governante maior. Em outras palavras, eles são imprecisos no que diz respeito ao contexto em que eles tentam existir, muitas vezes criando desequilíbrio e desestabilização prejudicial.

*Capítulo 10. DISTÚRBIO DO SISTEMA DE VALORES*


domingo, 1 de setembro de 2019

FUTUROS: Possibilidades => Qual Construiremos (= Escolheremos)?




TED2012-Peter Diamandis: Abundância é nosso futuro

No palco do TED2012, Peter Diamandis defende o otimismo -- que nós inventemos, inovemos e criemos meios de resolver os desafios que pairam sobre nós. "Não estou dizendo que não temos problemas; certamente os temos. Mas no final, nós acabaremos com eles".

This talk was presented at an official TED conference, and was featured by our editors on the home page.

https://www.ted.com/talks/peter_diamandis_abundance_is_our_future?language=pt-br

Palestrante: Peter Diamandis - Space activist

Peter Diamandis administra a X Prize Foundation, que oferece grandes prêmios em dinheiro aos inventores que podem resolver grandes desafios como vôo espacial, diagnóstico médico móvel de baixo custo e limpeza de derramamento de óleo. Ele é o presidente da Singularity University, que ensina executivos e estudantes de graduação sobre tecnologias em crescimento exponencial. 

Por que você deveria ouvir 

Assista ao debate ao vivo no palco com Paul Gilding que se seguiu ao TEDTalk de 2012 de Peter Diamandis  

Peter Diamandis é o fundador e presidente da X Prize Foundation, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é simplesmente "promover avanços radicais em benefício da humanidade". Ao oferecer um grande prêmio em dinheiro por uma conquista específica, o Prêmio X estimula a competição e a emoção em torno de alguns dos objetivos mais importantes do planeta. Diamandis também é co-fundador e presidente da Singularity University, que administra os programas executivo e de pós-graduação da Exponential Technologies.

O histórico de Diamandis é na exploração espacial - antes do Prêmio X, ele dirigia uma empresa que estudava tecnologias de lançamento de baixo custo e o Zero-G, que oferece ao público a chance de treinar como um astronauta e experimentar a ausência de peso. Mas, embora os primeiros US $ 10 milhões do X Prêmio tenham sido um desafio com tema espacial, o objetivo de Diamandis agora é estender o prêmio para assistência médica, política social, educação e muitos outros campos que poderiam usar uma dose de inovação competitiva.

EVIDÊNCIAS DE ABUNDÂNCIA
(Apesar das micro escolhas erradas que fazemos, a Humanidade Avança)

Quando publiquei Abundance: O futuro é melhor do que você pensa em fevereiro de 2012, incluí cerca de 80 gráficos no final do livro mostrando evidências muito fortes de que o mundo está melhorando.

Nos últimos cinco anos, essa tendência continuou e se acelerou.

Esta página inclui tabelas e gráficos que você pode compartilhar com amigos e familiares para mudar sua mentalidade. Nós realmente estamos vivendo no momento mais emocionante para estarmos vivos.

A propósito, se você tiver mais 'Evidência de Abundância' (Gráficos, Dados, etc.) que encontrou, envie-os por e-mail para data@diamandis.com.

https://www.diamandis.com/data






Como poderia ser Um Dia na Vida de uma Sociedade que evoluiu para além da Economia de Mercado Capitalista (Eficiência de Mercado - Lógica do Dinheiro - Modelo Financista)

http://reflexeseconmicas.blogspot.com/2015/01/como-poderia-ser-um-dia-na-vida-de-uma.html



Teremos a Sabedoria de Ócio Criativo (De Masi = Misto Indivisível de (Diversão +Educação +Trabalho) para Toda a Humanidade? Ou, presos ao "Algoritmo Adão" ("Do suor do rosto o direito de viver"), continuaremos sacrificando boa parte do Potencial Afetivo e Criativo da Humanidade?

http://reflexeseconmicas.blogspot.com/2018/05/teremos-sabedoria-de-ocio-criativo-de.html



Para que trabalhar? Temos que parar com isso. Trabalhar só 2 dias para que todos trabalhem. É suposto evoluirmos. Não trabalharmos! Só trabalho bom para o coração, para a família....



Estamos no limiar de uma Nova Civilização.
Mas só podemos evoluir se aceitamos que alguns dos pressupostos que mais prezamos, terão de ser abandonados.

A tecnologia nunca foi destinada a aumentar a produtividade e o crescimento, para que possamos trabalhar mais tempo em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dispositivo.

Isso é "instanidade" [insanidade + instantâneo].

Tecnologia é meio de melhoria de nossas vidas.
Aristóteles, há 2.300 anos, disse exatamente a mesma coisa.

Então, por que isso não aconteceu há 2.300 anos?






Possibilidades econômicas para os nossos netos:
PROGRESSOS E PERSPECTIVAS APÓS 75 ANOS John Stutz
O Problema Econômico (Keynes) está prestes a ser solucionado?
Ver APÊNDICE -ao final desta - com texto completo da conferência de Keynes, em Madri, em Junho de 1930
http://reflexeseconmicas.blogspot.com/2011/12/possibilidades-economicas-para-os.html





Jeremy Rifkin: Lucros tendendo à ZERO
(...) Primeiro, o título: A sociedade de custo marginal zero. Pode ser grego para não economistas, mas o princípio é muito simples: à medida que penetramos na sociedade do conhecimento e na economia criativa, o eixo de análise econômica se desloca: estamos na economia imaterial, como a chama André Gorz, em que o principal fator de produção, o conhecimento, uma vez produzido, pode ser difundido de forma ilimitada e gratuita por todo o planeta, com custo zero. Se eu passo um bem físico para alguém, deixo de tê-lo, é um “bem rival” como dizem, e a propriedade é essencial. Mas se passo uma ideia a alguém, continuo com ela, é um “bem não-rival”. Ou seja, todo o arcabouço de análise econômica baseada na escassez – alocação racional de recursos escassos é o objeto da economia – se desloca. Em vez de produzir mais para ganhar mais, o capitalismo passa a buscar formas artificiais de gerar escassez para ganhar dinheiro, e a combater os processos descentralizados e colaborativos.

Assim o sistema inverte os valores. Proibir o livre acesso ao livro ou ao filme que poderiam ser acessados online tornou-se fundamental para o sistema, enquanto o consumidor quer ter a facilidade e simplicidade do acesso. Afinal, a economia de bens cuja produção exige o mesmo investimento para cada unidade adicional produzida pode se reger pelas mesmas regras quando a reprodução infinita pode ser feita a custo zero?

Em que consiste a internet das coisas? Como organizar a economia, pergunta Rifkin, “quando os custos marginais de se gerar, armazenar e compartilhar comunicações, energia, e um número crescente de produtos e serviços estão se aproximando de zero? Uma nova matriz de comunicação/energia está emergindo, e com ela uma nova infraestrutura pública “esperta”. A Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês), permitirá conectar todos e tudo em um novo paradigma econômico que é muito mais complexo do que a Primeira e Segunda Revoluções Industriais, mas cuja arquitetura é distribuída em vez de centralizada. Mais importante ainda, a nova economia irá otimizar o bem-estar geral por meio de redes integradas lateralmente na esfera dos bens comuns colaborativos (Collaborative Commons), em vez de empresas integradas verticalmente no mercado capitalista”. (65)

Coerentemente, Rifkin disponibiliza o livro online. No plano mais amplo, ao difundir melhor compreensão dos mecanismos econômicos está contribuindo para o nível educacional da sociedade, e pontualmente também para o bem-estar de todos. A prosperidade é uma construção social. Estará perdendo dinheiro? Na realidade amplia a sua visibilidade, e ganhará mais com os convites que recebe. No ciclo econômico denso em conhecimento e com forma imaterial, precisamos equilibrar as tarefas remuneradas e as colaborativas, sabendo que à medida em que o conhecimento se torna o fator de produção mais importante do planeta, a dimensão não diretamente remunerada se amplia. São os novos equilíbrios em construção. (...)

https://dowbor.org/2015/03/jeremy-rifkin-the-zero-marginal-cost-society-the-internet-of-things-the-collaborative-commons-and-the-eclipse-of-capitalism-new-york-palgrave-macmillan-2014.html/




[SINAPSES] VIDA = Abundância. Para se criar Mercados é preciso gerar ESCASSEZ ! Quem compraria (horas de trabalho => dinheiro) mangas em uma feira, ao lado de uma praça pública repleta de mangueiras ?

http://reflexeseconmicas.blogspot.com/2011/12/sinapses-vida-abundancia-para-se-criar.html


APÊNDICE:   
(do livro: Desenvolvimento Sem Trabalho - Domenico de Masi)
(Imagens podem ser melhor lidas se salvas e abertas com MS-Paint)


Possibilidades econômicas para os nossos netos - John Maynard Keynes
Conferência, em Madri, em Junho de 1930 !!!











quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Globalização Financeira (Lucro Monetário como Medida de "Eficiência") é SUICÍDIO: Finanças NÃO se refere à PRODUÇÃO. Baseia-se em DIVÍDAS. E quando as Divídas forem IMPAGÁVEIS?

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9. EFICIÊNCIA DE MERCADO VS EFICIÊNCIA TÉCNICA

"O aspecto sinergético da indústria, realizando cada vez mais trabalho com cada vez menos investimento de tempo e de energia por cada unidade de desempenho... nunca foi formalmente contabilizado como um ganho de capital da sociedade sedentária. A eficácia sinérgica de um processo industrial mundialmente integrado é inerentemente muito maior do que o confinado efeito sinérgico de sistemas soberanos operando separadamente. Logo, só uma renúncia mundial das soberanias pode permitir a fundação de um alicerce de alto padrão para toda humanidade." [276]  - R. Buckminster Fuller -

(...)  Deixando a dificuldade das relações sociais de lado, os seres humanos, independentemente de seus costumes sociais tradicionais, estão estritamente vinculados pelas leis naturais que regem a terra, e desviar-se desse alinhamento é o que, invariavelmente, inibe a nossa sustentabilidade, prosperidade e saúde pública. Deveria ser lembrado que os pressupostos fundamentais de nosso sistema socioeconômico atual desenvolveram-se durante períodos de consciência científica substancialmente menores tanto sobre nosso habitat quanto nós mesmos. [281] Muitas das consequências negativas, hoje comuns nas sociedades modernas, simplesmente não existiam no passado, e é esse presente choque de sistemas que está desestabilizando ainda mais e de muitas maneiras o nosso mundo.

Será aqui argumentado que a integridade de qualquer modelo econômico é, na verdade, melhor mensurada pelo quão bem alinhado ele está com as conhecidas leis que regem a natureza. Este conceito de lei natural não é apresentado aqui como algo esotérico ou metafísico, mas como fundamentalmente observável. Embora seja verdade que as leis da natureza são, ao longo do tempo, constantemente refinadas e alteradas em nosso entendimento, certas realidades causais mantiveram-se, e mantêm-se, definitivamente verdadeiras.

Não há dúvida de que o organismo humano tem necessidades específicas de sobrevivência, como a de nutrição, água e ar. Não há dúvida em relação a quais processos ecológicos fundamentais asseguram a estabilidade ambiental do nosso habitat e que devem permanecer sem perturbação em suas relações simbióticas-sinérgicas. [282] 

Também não há discussão de que a psique humana, por mais complexa que seja, apresenta, em média, reações básicas previsíveis a estressores ambientais, e, logo, como reações de violência, depressão, abuso e outras questões comportamentais negativas possam daí resultar. [283]

Essa perspectiva científica, causal ou técnica das relações econômicas reduz todos os fatores relevantes a um quadro de referência e a uma linha de pensamento relacionados à nossa compreensão atual do mundo físico e suas dinâmicas tangíveis naturais. Essa lógica considera a ciência do estudo humano, logo, mais uma vez, a natureza em comum das necessidades humanas e da saúde pública, e combina estas com as regras comprovadas do nosso habitat, com o qual estamos, sinérgica e simbioticamente, conectados. Conjuntamente, um modelo racional de operação econômica partindo "do zero" pode ser generalizado com pouquíssima necessidade dos séculos de estabelecimento da teoria econômica tradicional. [284]

Isso não quer dizer que esses argumentos históricos não possuem valor no que diz respeito à compreensão da evolução cultural, mas sim que, se uma visão de mundo verdadeiramente científica é assumida em relação ao que "funciona" ou "não funciona" na estratégia de eficiência que é exigida pelo jogo de xadrez da sobrevivência humana, há pouca necessidade de uma abstração sobre a referência histórica. Essa visão se situa no cerne da lógica reformista do MZ e será revista, mais uma vez, na parte III deste texto.

O ponto em questão é que esses aspectos praticamente imutáveis da consciência científica quase não são reconhecidos pelo atual modelo econômico dominante. Na verdade, será argumentado que esses dois sistemas não estão apenas dissociados, mas são diametralmente opostos em muitos aspectos; fazendo alusão a realidade de que a economia competitiva de mercado não é realmente "consertável" em seu todo, e, portanto, um novo sistema baseado diretamente nestas realidades da "lei natural" precisa ser construído a partir do zero.

Este ensaio vai examinar e contrastar uma série de considerações "econômicas", tanto do ponto de vista do sistema de mercado (lógica de mercado), quanto da lógica mecanicista ou "técnica". Será expresso como a "eficiência" tem dois significados muito diferentes em cada ponto de vista, argumentando-se que "a eficiência de mercado" [285] é apenas eficiente no que diz respeito a si mesma, em que são usados conjuntos de regras criados pelo homem associados, principalmente, à dinâmica econômica clássica, que facilita o lucro e o crescimento, enquanto a "Eficiência Técnica", que referencia as conhecidas leis da natureza, busca a maneira mais otimizada possível de desenvolvimento industrial, de forma a preservar o habitat, reduzir o desperdício e, finalmente, garantir a saúde pública, baseando-se em entendimentos científicos emergentes. [286]

CONSUMO CÍCLICO E CRESCIMENTO ECONÔMICO
O capitalismo de mercado, em sua operação básica, pode ser generalizado como uma interação entre proprietários, trabalhadores e consumidores. A demanda dos consumidores gera a necessidade de produção pelos proprietários (capitalistas), que, em seguida, empregam trabalhadores para a realização desse ato. Esse ciclo tem origem essencialmente na "demanda" e, portanto, o verdadeiro motor do mercado é o interesse, a capacidade e o ato de todos comprarem no mercado. Todas as recessões e depressões [287] são resultado, em um nível ou outro, de uma diminuição nas vendas. Por isso, a necessidade mais crítica em manter as pessoas empregadas e, portanto, manter a economia em um estado de "estabilidade" ou "crescimento", é o consumo constante e cíclico.

O crescimento econômico, que é geralmente definido como "um aumento da capacidade de uma economia em produzir bens e serviços, em comparação com outro período de tempo" [288], é um interesse constante de qualquer economia nacional de hoje e, consequentemente, da economia global. Muitas táticas macroeconômicas são utilizadas, frequentemente, em épocas de recessão para facilitar empréstimos, produção e consumo, a fim de manter uma economia funcionando em seu nível atual ou, preferencialmente, além dele. [289] O ciclo de negócios, um período de expansão e contração oscilante, tem sido reconhecido como uma característica da economia de mercado, devido à natureza de "disciplina do mercado", ou de correção, o que, segundo os teóricos, é em parte um aumento e diminuição naturais dos sucessos e fracassos nos negócios. [290]

Em suma, a taxa (aumento ou redução) de consumo é o que gera os períodos de crescimento ou contração do ciclo de negócios, tendo, geralmente, a regulação monetária macroeconômica como o que aumenta ou diminui a facilidade de liquidez (normalmente por meio de taxas de juros), com o fim de "gerenciar" as expansões e contrações. Embora a política macroeconômica monetária moderna não seja o tema deste ensaio, é importante ressaltar aqui, como um parêntese, que o respeito recíproco para com ambos os períodos, de expansão e de contração, do ciclo de negócios não existiram, historicamente. Os períodos de expansão monetária (frequentemente via crédito mais barato), que normalmente se correlacionam com períodos de expansão econômica (já que mais moeda é colocada em uso), são saudados pelos cidadãos como sucessos nacionais para a sociedade, enquanto que todas as contrações são vistas como fracassos políticos.

Portanto, sempre houve um interesse dos estabelecimentos políticos (que querem parecer bons) e das principais e influentes instituições do mercado (protegendo os lucros empresariais), em preservar os períodos de expansão pelo maior tempo possível e lutar contra todas as formas de contração. Essa perspectiva é natural do sistema de valores inerente ao capitalismo, pois o "sofrimento" deve ser evitado em todos os momentos, muitas vezes de maneira míope. Nenhuma empresa quer reduzir seu tamanho voluntariamente, nem qualquer partido político quer parecer "mau", mesmo que a teoria econômica tradicional nos diga que esses períodos de contração são "naturais" e deveriam ser permitidos.

O resultado tem sido, em suma, um aumento constante da oferta de dinheiro (ou seja, do poder de compra e do capital) em épocas de recessão, resultando em uma dívida global maciça, tanto pública quanto privada. [291] 

A verdade é que 
todo o dinheiro passa a existir a partir de empréstimos, e cada um desses empréstimos é feito com juros, pois o empréstimo e a taxa de juros acumulada (lucro do banco) devem ser pagos; significando que a própria natureza da criação monetária, por padrão, implica automaticamente um saldo negativo. Existe sempre mais dívida do que dinheiro em circulação. [292]

Então, voltando ao ponto principal que diz respeito à necessidade de demanda e consumo para manter o funcionamento da economia, esse processo de troca com foco geral no crescimento está no coração do contexto de "eficiência" do mercado. Não importa o que esteja sendo produzido ou o seu efeito sobre o estado das relações humanas ou terrenas. Essas são todas, novamente, "externalidades". Como um exemplo concentrado dessa lógica, o mercado de ações, que em si não é nada mais do que o comércio de dinheiro e de seus agora numerosos "derivativos", gera um enorme PIB e um "crescimento" através dos lucros e vendas resultantes. [293]

No entanto, sem dúvida, esse mercado não produz nada de valor tangível ou de suporte à vida. O mercado de ações e as instituições financeiras agora maciçamente poderosas são completamente auxiliares à economia produtiva real. Enquanto muitos argumentam que essas instituições de investimento facilitam os negócios e os empregos pela aplicação de capitais, esse ato, mais uma vez, só é sistemicamente relevante no sistema atual (eficiência de mercado) e totalmente irrelevante em termos de produção real (eficiência técnica).

Em suma, quando se trata de lógica de mercado, quanto mais volume de negócios ou de vendas melhor - e assim é - independentemente se o item vendido é o crédito, rochas, "esperança" ou panquecas. Qualquer poluição, desperdício ou outros malefícios do tipo, são, mais uma vez, "externos". Não há nenhuma consideração pelo papel técnico dos processos reais de produção, das estratégias de distribuição eficientes, da aplicação de projetos ou similares. Assume-se que tais fatores culminem, metafisicamente, no melhor para as pessoas e para o habitat simplesmente porque é isso o que a "mão invisível" [294] do mercado implica.

No entanto, *a crescente revolução "mais com menos"* [295] das ciências industriais criou uma nova realidade, onde o avanço da tecnologia industrial reverteu o padrão de "esforço material cumulativo" no que diz respeito à eficiência. A lógica de que "mais trabalho, mais energia e mais recursos" produzirão resultados proporcionalmente mais eficazes tem sido contestada. Em cada vez mais circunstâncias a redução de energia, mão de obra e materiais para realizar determinadas tarefas tem obtido êxito, dadas as nossas aplicações científicas e técnicas modernas. [296]  (...)

SAIBA MAIS:

9. EFICIÊNCIA DE MERCADO VS EFICIÊNCIA TÉCNICA
http://umanovaformadepensar.com.br/eficiencia_de_mercado_vs_eficiencia_tecnica



quarta-feira, 16 de maio de 2018

Detroit-De 'Meca do Automóvel' à 'Vitrine das Fazendas Urbanas'

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A reinvenção de Detroit, soterrada pela crise

Soterrada pela crise, a cidade que viu nascer a indústria automobilística precisa encontrar uma nova vocação. Segundo muitos, a salvação, acreditem, pode estar no agronegócio

(...) Os dias de glória do berço da indústria automobilística há muito ficaram para trás e a mais recente crise foi como um tiro de misericórdia para a cidade motor. A metrópole que já abrigou 2 milhões de habitantes em seu auge, nos anos 50, hoje conta com uma população de aproximadamente 800 000 pessoas.
Há pelo menos 80 000 casas abandonadas e o governo municipal, com uma arrecadação que também encolhe a cada ano, mal consegue prover educação, segurança e serviços básicos a diversos bairros.
“A dura realidade é que algumas áreas da cidade não são mais viáveis diante das perdas financeiras e de população que enfrentamos”, disse Bing num discurso recente. “Mas, em vez de olhar para essas áreas como um problema, vamos começar a pensar criativamente sobre como elas podem ser aliadas na reinvenção de Detroit.”
A indústria automotiva sempre esteve no centro das atividades da metrópole. Na década de 50, no auge dos negócios, o setor era responsável por quatro em cada dez empregos e respondia pela maior parte do PIB de Detroit. A cidade sentiu como nenhuma outra a derrocada das grandes montadoras americanas.
Somente em 2009, cerca de 130 000 vagas foram eliminadas em Detroit. A GM, sozinha, fechou nos últimos anos seis fábricas na zona metropolitana, contribuindo para aumentar a coleção de galpões industriais vazios que se vê hoje por lá. Nas últimas semanas, o prefeito Bing anunciou seu plano para resolver o problema de áreas abandonadas de Detroit.  (...)

(...) Detroit, símbolo da indústria automobilística americana e do período de grande prosperidade do pós-guerra, tornou-se uma cidade de fazendas urbanas. Moradores transformaram grandes quintais ou galpões vazios em espaços para plantar. À primeira vista, poderia parecer um grande emblema dos tempos em que vivemos: em vez de produzir automóveis poluentes, a cidade agora planta o que come. Não é bem assim. Se estão aderindo à moda das fazendas dentro de cidades, é porque os habitantes não têm outra opção. 


Para muitas dessas pessoas, plantar é um retrocesso. Afinal, suas famílias chegaram do sul dos Estados Unidos em busca de empregos e oportunidades. E agora Detroit se tornou um grande deserto, uma cidade fantasma. Não existem grandes redes de supermercados e as melhores opções de consumo são as batatas fritas das lojas de conveniência dos postos de combustível — que muita gente deixou de frequentar porque vendeu o próprio carro. Esses moradores preferiam um bom emprego no Wal Mart a colher alfaces. 



Se ali as tão elogiadas fazendas urbanas são sintoma de uma grave crise econômica e social, em outros lugares elas parecem representar um vislumbre de um futuro mais equilibrado e sustentável. Fica em Nova York a maior fazenda de telhado do mundo, a Brooklyn Grange, com 3,7 mil m2 de criação de tomates e pimentas sobre um galpão de seis andares. Em metrópoles dos Estados Unidos e da Europa, fazem sucesso os kits de uma empresa da Holanda que ajudam a construir um ambiente controlado para plantação e incluem lâmpadas de LED capazes de substituir a luz do sol. O impacto local desses projetos parece positivo. Mas mesmo nesses casos as fazendas urbanas causam problemas maiores do que as soluções que propõem. 




Detroit planeja maior “fazenda urbana” do mundo

Iniciativa destina espaços urbanos sem utilidade para a produção de alimentos

A empresa Hantz Farms comprou neste ano 1.450 lotes e pretende demolir 50 casas interditadas pela prefeitura de Detroit, nos Estados Unidos, para a plantação de um pomar com aproximadamente 15 mil árvores. A iniciativa promete ser a maior fazenda urbana do mundo, “título” que hoje pertence a Vancouver, no Canadá, onde a companhia Sole Food consegue suprir a demanda de vários restaurantes e mercados locais ao produzir 60 toneladas de comida por ano, além de criar empregos para ex-viciados e deficientes mentais que vivem na região.


Descubra o que são fazendas urbanas

As fazendas urbanas surgiram da união de agregar espaços de concreto, como edifícios, com as áreas verdes voltadas para a produção agrícola. A iniciativa é defendida por muitos especialistas e já ganhou adeptos ao redor do mundo.
O conceito de fazenda urbana ainda é muito recente no Brasil e está em crescimento, comparado a lugares em que essa prática já está em desenvolvimento, como nos Estados Unidos e Canadá. Ao contrário de países localizados na América do Norte e na Europa, aqui no País há o predomínio de hortas comunitárias, iniciativas que já são muito difundidas no exterior há algum tempo.
A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, é uma das que já aderiram ao conceito de fazendas urbanas. Por lá, é possível encontrar plantações de tomates, criação de galinhas e peixes em meio à vida urbana. Uma das iniciativas na cidade está localizada no bairro do Bronx, em um espaço cedido pela prefeitura para que a fazenda urbana fosse instalada de maneira colaborativa. (...) 

Enquanto esse projeto não sai do papel, a cidade de Vancouver, no Canadá, ocupa o topo do ranking de maior fazenda urbana do planeta. A Sole Food consegue suprir a demanda de vários restaurantes e mercados locais ao produzir 60 toneladas de comida por ano, além de criar empregos para ex-viciados e deficientes mentais que vivem na região.

Londres, na Inglaterra, também aderiu às fazendas urbanas. Além disso, a cidade criou uma solução inovadora para combater a falta de espaço para implantar iniciativas como essa. O projeto Food in the Sky viabilizou a implantação de hortas e pomares no topo de prédios da cidade. Para isso, mais de 3 milhões de metros quadrados sem utilidade deram espaço para a produção de alimentos.

Dragonfly: edifício fazenda urbana vertical
O arquiteto belga Vincent Callebaut é mais ambicioso quando se fala em fazenda urbana. Um de seus projetos é o Dragonfly, um edifício composto por duas torres que formariam uma imensa fazenda urbana vertical em Roosevelt Island, em Nova York, nos Estados Unidos.

A obra lembra uma asa de vidro de uma libélula gigante e teria uma estrutura voltada para a produção de gado, laticínios, granjas, pomares e campos de arroz. Tudo isso estaria integrado a escritórios e apartamentos.

Além disso, o projeto prevê a geração de energia solar, eólica e a retenção de calor no inverno. A água da chuva seria reaproveitada ao misturar fertilizantes orgânicos para servir de alimento para a vegetação.


SAIBA MAIS:

Filadélfia quer transformar todos os prédios abandonados da cidade em fazendas verticais

Região onde foi construída a primeira fazenda vertical totalmente vegana do mundo,  Filadélfia quer mais. As autoridades locais querem expandir as políticas públicas que incentivam a criação de fazendas urbanas e verticais na cidade.
Com invernos bem intensos, a capital do estado da Pensilvânia não é o local mais apropriado para o cultivo de alimentos. Mas o vereador Al Taubenberger, autor de projeto de lei sobre o tema, acredita que “a coisa mais nobre que um homem pode fazer é produzir alimentos para os outros”.
O PL quer transformar todos os prédios abandonados da cidade em fazendas verticais. “A oportunidade está aí; os prédios estão aí; e as pessoas estão procurando por emprego”, diz Taubenberger, que ainda sonha em expandir a iniciativa para todas as escolas locais. 
A cidade já possui mais de 40 hortas comunitárias espalhadas pela cidade. A ideia é que com o crescimento do número de fazendas verticais, passe a consumir cada vez menos água e ocupar menos espaço do que os cultivos tradicionais. Lembra da fazenda vertical japonesa que produzirá 30 mil pés de alface todos os dias?
Ao cultivar alimentos locais, diminui-se a distância percorrida pela comida até a mesa do consumidor final. Reduzindo também os gases de efeito estufa que são emitidos durante o transporte. Além disso, aumenta-se a qualidade dos alimentos, que muitas vezes já não estão mais frescos quando chegam às gôndolas.
Algumas cidades mundo afora, como Recife, Copenhague e Toronto já possuem legislação para que prédios tenham telhados verdes. A corrida pelo título de cidade mais verde do mundo é a melhor e mais empolgante competição que vivemos nos últimos tempos!
SAIBA MAIS:

Esta fazenda do futuro não usa solo e 95% menos água - Antigos distritos industriais, nas cidades, tornam-se Recursos para Agricultura Urbana!

Reduzindo, ainda, consumo energia, custo e pegada ecológica com transporte, do campo para consumidores.



Fórum Econômico Mundial (WEF): Isso é uma fazenda no seu telhado? A agricultura está prosperando em alguns lugares inesperados

Produzindo 7 mil quilos de alimentos a partir de apenas 650 metros quadrados. Saiba mais sobre a agricultura urbana:


A agricultura vertical produz maiores rendimentos em muito menos espaço do que a agricultura tradicional.


Hortas Urbanas são 'sementes conceituais e práticas' das Fazendas Verticais?
"No futuro, compraremos verduras no arranha-céu da esquina, escolhendo cultivos frescos por andar. Nas maiores cidades do mundo, multiplicam-se os projetos de plantações verticais. Conheça a roça high tech."

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