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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Como poderia ser Um Dia na Vida de uma Sociedade que evoluiu para além da Economia de Mercado Capitalista (Eficiência de Mercado - Lógica do Dinheiro - Modelo Financista)

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Fonte da imagem: Vênus Project Califórnia  [https://www.thevenusproject.com/br/]


(16) Estilo de Vida, Liberdade e o Fator Humanidade

A liberdade é algo mais do que o direito de viver como nós desejamos? Nada mais. [807] - Epíteto

(...)

Estilo de vida

Conforme a tecnologia se desenvolve e o conhecimento científico evolui, a cultura muda. Esta tem sido a tendência da história. Com o desenvolvimento exponencial das tecnologias baseadas na informação e, consequentemente, a tecnologia aplicada que então emerge, cada geração desenvolve novos valores, associações, modos e expressões. Vamos imaginar despertar uma manhã em uma EBRLN [a] - um dia na vida:

[a] EBRLN - Economia Baseada em Recursos e Lei Natural

Você acorda para um zumbido geralmente tranquilo de tráfego leve, com os trens maglev movendo-se rapidamente através da cidade. Sendo um amante de vistas altas, você sai da cama, no 20º andar de um simples ainda que elegante complexo de apartamentos extrudados via molde, que convertem toda a luz solar em energia através de tintas fotovoltaicas em suas camadas mais externas. Você tem um fugaz momento de encantamento com esta realidade enquanto o sol irrompe através das janelas, forçando o aumento da atenção para fora de seu estupor do inicio da manhã. 

Enquanto emerge do sono, você também é lembrado de seu primo ter participado daquela iniciativa global, impulsionada pela universidade, de cerca de duas décadas atrás, que procurou aperfeiçoar esta tecnologia de pintura a um grau de eficiência nunca antes visto. Em poucos anos de colaboração, esta tinta PV atingiu 90% de eficiência energética, o que a torna viável em praticamente qualquer estrutura. Você se lembra da alegria e satisfação que o seu primo sentiu quando sua equipe estava na linha de frente quando este avanço para a humanidade foi alcançado. Era como a euforia sentida entre os companheiros de equipe de futebol depois de um gol ter sido marcado.

Lentamente ganhando foco conforme suas pupilas encontram o equilíbrio com a luz invasora, você olha para fora da janela e nota uma enorme máquina, suspensa por um tipo de guindaste, lentamente adicionando uma nova seção na estrutura do edifício do qual você é uma parte. Quase como mágica, a máquina é capaz de formar, a partir do que parece, a primeira vista, uma espécie de plástico líquido, uma nova configuração de apartamento e acrescenta a forma na estrutura existente. Silenciosamente, com segurança e, estranhamente, com muito poucas peças, não há técnico à vista, mesmo que provavelmente alguém esteja acompanhando o processo de algum lugar. Sensores de luz piscando e escaneando, sobre a enorme máquina, parecem sugerir que ela entende tudo sobre a área circundante e o que precisa fazer.

Olhando mais longe. no horizonte da cidade, há uma sensação imediata de sinergia com a natureza. A cidade não tem concentrações inadequadas ou em desequilíbrio. Os habilidosos sistemas de transportes que zunem pela cidade, que são de alta tecnologia, de fato parecem unir-se perfeitamente com a vegetação, lagos e canais. De repente, um quadro na parede, ao lado da janela, chama a sua atenção. Ele é um antigo retrato de arquivo, de quase o mesmo ponto de vista, mas fotografado muitas, muitas décadas antes, durante o que, no folclore popular moderno, hoje chamamos de "última idade das trevas".

Neste retrato uma sensação de tensão, congestionamento e conflito é sentida. Uma longa corrente de automóveis é vista, em uma faixa de estrada de concreto bruto, cobrindo todo o caminho para fora da moldura. Você se lembra de seu ensino de história, anos atrás, que naquela época a prática monetária, criando grande pressão e discórdia, com as pessoas se acumulando nas cidades para obter um emprego e, consequentemente, ganhar dinheiro, a fim de comprar coisas e sobreviver. Você, então, pensa em como as coisas mudaram de fato, se sentindo um pouco triste por aquela cultura primitiva e feliz por ter nascido quando nasceu. É claro que, percebendo que você também vive em uma era fugaz, conforme o tempo passa, você tenta imaginar quais aspectos de sua vida hoje um dia serão considerados ultrapassados, no futuro.

Com fome, você entra na cozinha do apartamento. É um projeto relativamente novo que você não tinha visto ainda. Embora o conceito de sistemas e o interesse em combinar e unificar o design industrial tenham sido mencionados fartamente em seus materiais educativos, como um estudante de engenharia, você percebe o grau avançado de eficiência já alcançado. A cozinha é uma unidade. Os pratos e utensílios são concebidas para o processo de lavagem e de armazenamento, que são diretamente incorporados. Uma vez que um prato está sujo, ele é colocado em um compartimento que já compreende a natureza pré-concebida do prato e processa o prato com uma espécie de limpeza a vapor e uma configuração de UV que também o esteriliza. Automaticamente,o prato é, então, retornado ao local apropriado no dispensador de prateleira, para a próxima utilização. É como se a cozinha fosse uma grande máquina, unificada.

No entanto, verificando a geladeira, você percebe que se esqueceu de pegar provisões para a sua curta estadia. Você pondera se descerá ao nível mais baixo para pegar essas provisões e voltar, mas você decide que é hora de seguir em frente e que você vai comer alguma coisa em um café, no caminho. Assim que sai do apartamento, você passe a chave de acesso no painel de controle, para confirmar a sua saída final e, em seguida, olha para o painel de controle para encontrar o botão "limpar". Depois de um pouco de frustração, você finalmente percebe que o apartamento foi projetado com um sistema de sensor de movimento, com base no tempo, para limpar-se automaticamente quando nenhum movimento for detectado.

Você, então, perceber o robô CF6 no canto e faz uma pausa para se maravilhar com a proeza técnica incrível que é ter este robô que entende a natureza exata do espaço, quais coisas pertencem a ele e quais não, tudo programado com percepção espacial 3D absoluta do apartamento, para limpar e organizar. É difícil para você imaginar como deve ter sido penoso esse trabalho diário de manutenção, em gerações anteriores.

Saindo do apartamento, que na verdade é um local de acesso temporário que você "alugou" por meio de um serviço online, você entra nos corredores e quase colide com um homem mais velho se movendo rápido, que deixa cair um pequeno laptop. Você percebe que ele é um dos gerentes do complexo de apartamentos. Você o ajuda a pegar o objeto e ele pede desculpas profusamente. "Sinto muito!" ele exclama. "Nós temos um problema com o CF6 no nível 12 e eu preciso reiniciá-lo!" "Que bom que nós sempre temos alguns backups para cada quarto!"

Você agradece a ele gentilmente pelo seu lugar bem cuidado e continua em seu caminho, com uma breve reflexão de volta para aquela foto histórica, no quarto de que você acabou de sair. Há muito tempo, no passado, o sentido de contribuição das pessoas sempre era associado a dinheiro. Eles tinham empregos, como eram chamados. Hoje, a vocação das pessoas é uma questão de escolha, facilitada também por um senso básico de responsabilidade social. Nossa sociedade é projetada para cuidar de nós como um só, então por que não devemos cuidar da própria sociedade em troca? O homem por quem você passou mantém aquele edifício, porque ele gosta de ajudar os outros e uma vez que ele próprio só precisa trabalhar algumas horas por semana nesse cargo, ele vê seu tempo voluntário como valioso e sem ônus, ajudando, feliz, outras pessoas que muito apreciam a contribuição. Isso faz com que ele se sinta mais como parte da comunidade.

Saindo do prédio, a rua está animada, com movimento. Você percebe um café francês retro, com aspecto artístico, na esquina e ri para si mesmo da nostalgia sem sentido, mas ainda assim bonita. Você entra e senta numa mesa de canto pequena, sorrindo educadamente para a família do outro lado da rua. Percebendo que você está ficando sem tempo, pois você tem que pegar um trem para assistir a uma conferência a umas duas centenas de quilômetros de distância, você tecla um pedido simples no menu do quiosque no centro da mesa. Chá e waffles. Uma vez encaminhado você não pode deixar de notar uma vibração leve que ocorre atrás de sua cabeça.

Já que seu avô era um engenheiro que ajudou a projetar o sistema automatizado de cozinha original, isso é curioso para você já que a tradição de costume era colocar a unidade de processamento acima e ao centro no espaço. Parece que havia alguma restrição nesta área estreita então eles a esconderam para o lado. Cerca de dois minutos depois, uma luz vermelha aparece na mesa para alertá-lo de que o seu pedido está pronto. Uma porta de vidro se abre, que é perpendicular à parte de cima da mesa e um transportador se estende para revelar o seu chá e waffles. Você pega a bandeja e se apressa para terminar, na esperança de não perder seu trem. Uma vez feito isso, você desliza a bandeja de volta para a abertura e ela se fecha para limpeza.

Quando sai do café, você não pode deixar de notar um decalque com a silhueta de uma forma feminina com uma bandeja, curvando-se sobre o que parece ser uma mesa. No início, a imagem confunde você e então você se lembra que houve um tempo na história em que as pessoas eram escravas dos outros deste mesma forma. Antes do restaurante automatizado, as pessoas realmente desperdiçavam o seu potencial, esperando uns pelos outros e manualmente trazendo comida e recebendo pedidos. Mais uma vez, você fica feliz por ter nascido quando nasceu.

Dirigindo-se para fora você percebe que tem uma longa caminhada. Ponderando embarcar no carrinho maglev, que circula constantemente sobre a cidade como um verme gigante, você decide que provavelmente vai ser muito lento. Então, você caminha para a rua paralela, que é onde os carros automatizados zunem em seus trajetos personalizados. Usando o seu telefone celular, que tem uma aplicação especial vinculada ao sistema de transportes da região, um táxi branco percebe rapidamente a sua chamada e pára na esquina. Você entra na frente do táxi e descreve verbalmente o endereço. Uma voz confirma o seu pedido e você está a caminho. 

Chegando na estação de trem, você sai do táxi e começa a seguir o seu caminho. Enquanto caminha você nota uma pessoa com uma grande mala ao seu lado, carregando-a. Isto o deixa perplexo. Parece tão árduo e desnecessário. Você se pergunta por que alguém iria precisar de uma bagagem tão grande quando as coisas básicas, de que todo mundo precisa, podem ser encontradas em qualquer cidade do mundo, sob demanda. A ideia de bagagem parecia inadequada e estranha. No entanto, antes de você ter um momento para refletir sobre isso mais um pouco, o homem na sua frente, de repente, cai no chão.

Imediatamente uma grande multidão começa a se formar, para ver se podem ajudar. Sendo o mais próximo dele, você observa que as características parecem ser de um ataque cardíaco. Embora extremamente raro no mundo, naquela época, eles ainda ocorrem, ocasionalmente. Usando seu telefone, você tecla o número de emergência 331 com a palavra "médica". Isso envia uma notificação instantânea de emergência para uma equipe local de voluntários treinados na prática médica, juntamente com a localização, via GPS. Em poucos minutos, uma equipe chega e trabalha para salvar a vida do homem. Como o homem ainda respirava, ele é colocado em um veículo de emergência automatizado, que zune para o hospital local. Preocupado com o destino do pobre homem, você se recompõe e continua, ainda mais atrasado do que antes.

Finalmente chegando ao seu trem, você entra e senta-se. Dentro de instantes as portas se fecham e você respira um suspiro de alívio. Em seu assento existe um centro de entretenimento que tem conteúdos de mídia sob demanda. Quando o trem começa a acelerar, de repente você se lembrar que seu sobrinho produziu um longa-metragem sobre a migração de baleias, recentemente, mas você não consegue lembrar o nome. Dado que este centro de mídia tem um link para. literalmente. todos os conteúdos já produzidos na história humana, digitalizado e dentro de um banco de dados acessível, você declina da ideia de procurá-lo entre os milhões de filmes.

Em seguida, ele vem a você! Assim, você digita o título e lá está ele. No entanto, sua lembrança de que sua viagem é de apenas cerca de 275 milhas faz você perceber que você não vai chegar longe, já que este trem maglev move-se a cerca de 3.000 mph. Você vai ter sorte se você assistir 8 minutos do filme. Então, ao invés de estragar a experiência, você decide revisar por alto algumas notas que você trouxe para a conferência. O tema da conferência é terraformação. Grande interesse está sendo demostrado pela humanidade em continuar a explorar a ideia de habitar o espaço, e esta conferência irá abordar os potenciais atualmente disponíveis.

No entanto, antes que muitas reflexões possam ser feitas, você chega ao seu destino. Você sai do trem e entra na estação. Você percebe que você precisa de algum equipamento para algumas tarefas programadas que serão abordadas na conferência, assim você caminha para a biblioteca de tecnologia local. Você precisa de um laptop versátil e de uma série de cartões de armazenamento para redigir suas notas e trabalhar depois que isto for feito. Você entra na biblioteca e sente um zumbido em seu telefone. Você o puxa para fora e uma notificação curiosa dá boas-vindas ao centro de tecnologia dessa região e pergunta se você precisa de ajuda em sua busca.

Isto o deixa perplexo, no começo, mas então você se lembra que a rede de bibliotecas da região foi recentemente atualizada para permitir um sistema de reconhecimento universal, facilitado por um aplicativo de telefone que você tinha instalado antes, ao usar outra biblioteca, na mesma região, anos atrás . Você tinha se esquecido disso. "Que conveniente!", Você pensa. Você descreve o laptop e os cartões de memória e ele retorna os perfis dos produtos. Você acha que está correto. Uma vez confirmado, um mapa visual da biblioteca aparece que mostra a sua localização e a localização da área com os bens que você precisa. Você se move para essa área e recolhe os itens. Em seguida, você sai da biblioteca, acessa um táxi automatizado, e você está a caminho da conferência.

Um número de horas mais tarde, a conferência termina. Você está inspirado, exausto e com fome, depois de ter-se esquecido de comer a maior parte do dia. Você decide que uma refeição estilo italiano soa bem. Felizmente, você percebe um restaurante como esse a poucos quarteirões abaixo e começa a andar. O telefone toca. É um associado de sua cidade natal. Ele afirma que há um problema com um dos múltiplos produtores de alimentos e ele é incapaz de responder devido a uma emergência pessoal própria. Você afirma que você vai se colocar online e verificar o status do sistema e retornará para ele.

Você entra rapidamente no restaurante italiano e senta-se em uma pequena mesa. É uma noite muito ocupada, por isso é mais barulhento do que você preferiria. Você pega o laptop, que tem uma ligação à Internet por satélite, em todos os momentos, e navegue até os mainframes técnico de sua região para verificar se há erros de status. Com certeza, há um problema de energia, no setor cinco da estrutura da fazenda vertical automatizada, na região nordeste. Você acessa uma imagem digital do layout físico que, por um tipo de codificação de cores, revela uma linha rompida de cabo de um conversor de energia. Tendo visto este problema antes, uma vez que você tem sido supervisor da produção de alimentos de sua região, por cerca de oito anos, você tem uma sensação de alívio, já que o problema é muito simples de resolver.

Com poucos comandos, um robô modular CR9 está agora sob seu controle, na fazenda. Através desta capacidade de controle remoto você é capaz de guiar a máquina para a área do problema e explicar a questão. Este robô, como o do apartamento que você tinha antes, tem uma compreensão completa de todos os sistemas físicos e técnicos na operação. Um modelo 3D da planta e seu projeto de infra-estrutura é, literalmente, programado nesses CR9s e tudo o que é preciso é um pouco de orientação da equipe de gestão e ele rapidamente entra em ação para corrigir um problema. Uma vez no local, o CR9 entende rapidamente o problema, de forma clara, e move-se para substituir o cabo de alimentação ruim. Em poucos minutos, o problema está resolvido. Você chama seu parceiro e ele agradece gentilmente pela assistência.

Agora. com muita fome, você precipita-se sobre o menu do quiosque e encontra o maior prato de massa que você pode! Você entra seu pedido, juntamente com um coquetel forte e um pouco de água, e espera. Cerca de dez minutos depois, um mecanismo na mesa abre, a partir do lado, elevando a sua agora visualmente sedutora refeição à superfície, na sua frente. Você mergulha! Comendo próxima, você não pode deixar de notar uma mulher com feição gentil olhando para você, a partir do canto. Você sorri e ela vem. 

Ela pergunta: "Como está?" Você responde "Muito bom. Você é a gerente aqui? " Ela balança a cabeça. Você, então, segue descrevendo como o seu avô ajudou a projetar o sistema de cozinha que ela está usando. Ela se ilumina e diz: "Minha família tem alimentado as pessoas durante nove gerações. Às vezes eu retorno ao passado e cozinho a comida eu mesma, apenas para me divertir! " Ambos riem da nostalgia, comparando a ideia com aqueles que ainda consertam manualmente carros velhos, apenas por diversão.

Após a refeição e conversa, você decide que é hora de se retirar para dormir. Usando seu telefone, você localiza um quarto disponível a alguns metros. Você entra no edifício, obtêm um cartão-chave a partir de uma parede automatizada de chaves, sobe para o seu quarto e dorme. A vida segue em frente.

O texto acima foi extraído do seguinte capítulo, em revisão para publicação no site:

Ensaio 16: Estilo de Vida, Liberdade e o Fator Humanidade

Diagnósticos e soluções propostas no livro:

O MOVIMENTO ZEITGEIST-UMA NOVA FORMA DE PENSAR
A tradução (colaborativa) dos capítulos 1 a 11 está disponível no site (estamos trabalhando nos demais capítulos  - se desejar ajudar na tradução / revisão, veja como no link):


domingo, 18 de janeiro de 2015

FUTURO: Como o enxergo - Vamos abandonar os limites de analise de possibilidades da dicotomia estéril: Economia de Mercado ('Capitalismo') vs. Economia de Planejamento Central ('Comunismo' / 'Socialismo')?


Veja como pode funcionar, sem a 'Vanguarda do Proletariado' controlando tudo (não deu e nunca daria certo - só se substitui a corrupção do Mercado pela corrupção dos Planejadores).

Superação da Economia de Mercado por um Modelo baseado em:

-- Cooperação Global, via WEB, para efetuar, de forma iterativa:
  • Design (CoCriação) 
  • Identificação de Demanda (Em função do Nível de Interesse na CoCriação de Produtos e Serviços) 
  • Planejamento de Produtos, Processos e Recursos 
  • Produção 
  • Acesso Compartilhado (não Aquisição) 
  • Reutilização de Produtos e seus Componentes
-- Utilização máxima de Automação, substituindo papéis de trabalho normalmente feitos pelos seres humanos, eliminando a necessidade de esforços humanos (físicos ou mentais), liberando pessoas do sofrimento em ocupações monótonas, irrelevantes ou perigosas que tem se tornado cada vez menos necessárias. Para isso temos que nos livrar da obsessão social do "trabalho-por-renda"

Cabe ressaltar que a implantação de um tal modelo se daria de 'baixo para cima' (como identifico que já está ocorrendo) por <adesão consciente> e não por <lei ou revolução>. Por exemplo: ninguém seria obrigado a compartilhar bicicletas, carros, residências. Poderia continuar a ter o seu (embora isso esteja se tornando muito mais oneroso que utilizar de modo compartilhado). Não se advoga a abolição da propriedade. Mas a sua gradual substituição pelo acesso, por comodidade e consciência de sustentabilidade (não apenas ecológica).

O exposto acima é uma das possibilidades para implantação do Modelo Econômico Baseado em Recursos e Lei Natural - proposto em:

Associei os seguintes pontos, ao exposto acima:
Como imagino o futuro:
-----------------------------

> Valorização de Autonomia, Responsabilidade e Solidariedade.


Pois só assim teremos PESSOAS capazes de exercitar a VERDADEIRA DEMOCRACIA:

-- Com AUTONOMIA se conquista a Liberdade (que não pode ser doada a ninguém)

-- Com RESPONSABILIDADE se constrói a Igualdade (somente Seres Humanos Responsáveis podem se respeitar e respeitar a diversidade de agir, pensar, sentir e ser).

-- SOLIDARIEDADE é a expressão, no dia a dia, da Fraternidade que nos permite viver em Sociedade como IRMÃOS. E não como lobos, nos devorando e destruindo, em jogos competitivos.

> Aprendizado baseado em interesses dos Aprendizes, com apoio de:

-- Mentores / Tutores, 
-- Recursos Educacionais Abertos (Open-Source), 
-- Em Ambientes Suportados por TIC ou 
-- Eventos Presenciais auto organizados por interesses compartilhados ou projetos de pesquisa comuns


> Democracia Direta, com pessoas propondo, debatendo e votando em Projetos, não em Representantes, via WEB, Telecentros e Urnas Eletrônicas (com sistemas de Código Aberto (Open Source) para melhoria contínua e possibilidade de validação e prevenção de fraudes por qualquer interessado - o que é diferente do possibilitado nos Sistemas Proprietários das atuais Urnas Eletrônicas)


Em minha visão de futuro exposta na descrição da seguinte imagem:
(Fonte da imagem: Ecopolos / Ecocidades => http://aliancaluz.wix.com/lightalliance -  
[PROJETO PRIMEIRO ECOPOLO ALIANÇA LUZ => https://www.facebook.com/groups/ecopoloequilibrium/])

No seguinte evento:

FUTURO: Como você o enxerga?
Evento criado para compartilharmos nossas Visões de como acreditamos que o Futuro será. 


Sugiro incluir uma imagem, com sua Visão de Futuro na descrição. [Exemplo: minha imagem - em 10/12/2014 21:40]



Com isso sua contribuição estará 'ancorada' permitindo comentários associados a sua imagem. Assim cada futuro projetado se tornará uma conversa através dos comentários adicionados a sua imagem associada.



O quão próximo estamos do "Pico da Crise de Funcionalidade" (corrosão de valores, violência difusa, obsolescência das Instituições da Era Industrial, etc.) que nos FORCE à Nova Organização Econômica / Política / Social?

Para entender onde estamos e as possibilidades que temos, recomendo analisar com cuidado os 2 cenários da imagem abaixo e os diagnósticos e propostas de ações do link abaixo da imagem.

[Clique na imagem para ampliá-la]

Diagnósticos e soluções propostas:

O MOVIMENTO ZEITGEIST-UMA NOVA FORMA DE PENSAR
A tradução (colaborativa) dos capítulos 1 a 11 está disponível no site (estamos trabalhando nos demais capítulos  - se desejar ajudar na tradução / revisão, veja como no link):


Prefacio --- 1

Part I: Introdução
Ensaio 1: Visão Global --- 5
Ensaio 2: A Visão Científica do Mundo --- 14
Ensaio 3: Fornecimento de Soluções --- 21
Ensaio 4: Lógica vs. Psicologia --- 26
Ensaio 5: A Defesa da Unidade Humana --- 33
Ensaio 6: O Argumento Final - Natureza Humana --- 39

Part II: Patologia Social
Ensaio 7: Definindo Saúde Pública --- 46
Ensaio 8: História da Economia --- 61
Ensaio 9: Eficiência de Mercado vs. Eficiência Técnica --- 92
Ensaio 10: Desordem do Sistema de Valores --- 113
Ensaio 11: Classicismo Estrutural, O Estado e Guerra --- 135

Part III: Um Novo Fluxo de Pensamentos
Ensaio 12: Introdução ao Pensamento Sustentável --- 159
Ensaio 13: Tendências Pós-Escassez , Capacidade e Eficiência --- 165
Ensaio 14: Verdadeiros Fatores Econômicos  --- 229
Ensaio 15: O Governo Industrial --- 248
Ensaio 16: Estilo de Vida, Liberdade e o Fator Humanidade --- 277


Part IV: O Movimento Zeitgeist 
Ensaio 17: Desestabilização Social e Transição.........................288
Ensaio 18: Tornando-se O Movimento Zeitgeist........................314

sábado, 10 de agosto de 2013

Como a lógica do Sistema Corporativo, da Globalização APENAS FINANCEIRA, está degradando a RENDA DO TRABALHO e a QUALIDADE DE VIDA



LINKS da imagem

A transnacionalização da terceirização na contratação do trabalho
Marcio Pochmann

Edgar Morin (2011 - A VIA para o futuro da humanidade) => Humanidade contemporânea: Abismo ou metamorfose? 
“Quando um sistema é incapaz de tratar seus problemas vitais, ou se desintegra, ou se revela capaz de suscitar um metassistema apto a tratar de seus problemas: ele se metamorfoseia”.
http://escoladeredes.net/group/bibiotecaedgarmorin/forum/topics/edgar-morin-2011-humanidade-contempor-nea-abismo-ou-metamorfose?xg_source=activity


Desabafo recebido de um amigo - prestador de serviços para Instituições Financeiras..... [Com acréscimos de informações]


---------- Mensagem encaminhada ----------
Data: 30 de julho de 2013 14:04
Assunto: ENC: Banqueiros ......
Para:
Repassando!

De:
Enviada em: terça-feira, 30 de julho de 2013 10:25
Para:
Assunto: ENC: Banqueiros ......

Esse é o resultado das interferências do Governo Dilma junto aos Bancos: [discordo desta frase: acho que o problema é crônico do Brasil - desde sempre... Ou seja, não é "privilégio" deste governo]

Como sempre as pessoas mais vulneráveis (nós), pagamos com o emprego, com a alimentação, com tudo que mais necessitamos, em breve como já ocorre teremos um batalhão de desempregado que vai se sujeitar a trabalhar por 1.000,00


E as empresas, cada dia que passa, estarão reduzindo o número de funcionários.

Quando vc acha que conseguiu subir detro de uma empresa e que suas promoções são resultado do fruto do seu trabalho, alguém virá e te cortará as pernas por achar que seu salário é alto demais e um estagiário que ganhará 1.000,00 dará conta do seu serviço.

E você entrará para a triste estatísticas (mascarada pelo Governo) de desempregados que nunca mais ganharão o que demoraram anos pra conquistar.

Viva o Brasil...continuaremos pra sempre na mão dos Banqueiros, dos Empresários e do Governo....

Quem tem poder está contra o povo e cria mecanismos para nos deixar cada dia mais nas mãos deles, uma verdadeira quadrilha legalizada que impede o país de crescer, a falsa democracia sempre existiu no Brasil.

Bancos privados fecharam 5 mil postos de trabalho no semestre - InfoMoney 
Segundo a Contraf-CUT, os bancos estão empregando a rotatividade para reduzir os salários dos trabalhadores
26-07-2013
 "Mesmo aumentando os lucros e mantendo a mais alta rentabilidade do sistema financeiro internacional, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuam demitindo trabalhadores e empregando a rotatividade para reduzir os salários dos trabalhadores", afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

Acréscimos:

A DIFERENÇA ENTRE A POUPANÇA E O CHEQUE ESPECIAL

Você sabe qual é a diferença entre investir R$ 100,00 e dever R$ 100,00 num mesmo período?

Se um correntista tivesse depositado R$ 100,00 (Cem Reais) na caderneta de poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), teria hoje na conta a FANTÁSTICA QUANTIA de R$ 374,00 (Trezentos Setenta e Quatro Reais).

Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100,00 (Cem Reais) no Cheque Especial, na mesma data, teria hoje uma pequena dívida de R$ 139.259,00 (Cento e Trinta e Nove Mil e Duzentos Cinqüenta e Nove Reais), no mesmo banco.

Ou seja: com R$ 100,00 do Cheque Especial, ele ficaria devendo 9 Carros Populares, e com o da poupança, conseguiria comprar apenas 3 pneus.

(Calculo divulgado na TV em 2007)

The American Dream (O Sonho Americano) é uma animação de 30 minutos, que mostra como os EUA e o mundo foram enganados pelos bancos e corporações.

Todos nós fomos afetados pelo capitalismo consumista, nos esforçamos para realizar o "sonho americano", propagandas que nos fazem buscar carros, roupas, casas para ostentar status social, nos obrigam a trabalhar em coisas inuteis que não produzem nada pra sociedade, pra comprar coisas que não precisamos.

Esse filme mostra por que o sonho está ficando cada vez mais distante.

O filme é um desenho por questões didáticas.
The American Dream [Legendado] (parte 1)

The American Dream [Legendado] (parte 2)
Esta animação é muito didática em demonstrar como INFLAÇÃO (Dívidas Públicas/Privadas) e IMPOSTOS nos ESCRAVIZAM ! A VERDADE nos libertará.
Para saber mais:
O objetivo do Blog é informar as pessoas sobre os mais variados assuntos, os quais não se vê com frequência nas mídias convencionais e ajudar a esclarecer duvidas sobre a nossa complexa realidade. Não pedimos e nem esperamos que acreditem no que é apresentado aqui sem primeiro investigar por vocês mesmos, e nós insistimos que você o faça !
Busque informação e ajude a disseminá-la! Com informação vem conhecimento, com conhecimento sabedoria, a sabedoria lhe aproxima da verdade... e a verdade o libertará!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Nosso grande desafio: como criar uma Governança Democrática que realmente propicie decisões que atendam aos Interesses da Humanidade e não aos de um pequeno conjunto de Grupos de Interesses?


Os Capitalismos de Estado (Ditaduras pró-Ocidente e 'Socialismos Reais' (China, Cuba, URSS, etc.)) padecem do mesmo mal: enquanto se dizem atuando no interesse do Bem Comum, na verdade são instrumentos para gerar benefícios para suas próprias NOMENKLATURAS: os membros / pessoas confiáveis dos Partidos Comunistas ou, geralmente, os militares / pessoas confiáveis das Ditaduras pró-Ocidentais.

Mesmo as Democracias Ocidentais padecem do conflito entre as aspirações do Povo (Demo) e as suas NOMENKLATURAS, principalmente as financeiras, que controlam as decisões estratégicas, ultimamente no nível internacional, buscando maximizar seus interesses (ex.: bonus para dirigentes financeiros), sem levar em conta o Bem Comum (Crise 2008-?).

Este é o nosso grande desafio: como criar uma Governança Democrática que realmente propicie decisões que atendam aos Interesses da Humanidade e não aos de um pequeno conjunto de Grupos de Interesses?

Galbraith – Dinheiro e capital ainda conferem certa autoridade a quem os possui, mas o poder verdadeiro reside hoje em dia nas grandes corporações. Por isso, tenho relutado em usar a palavra capitalismo. E o mesmo acontece com outros economistas e administradores – ainda que por razões diferentes. Como digo em meu livro, empreendeu-se nas últimas décadas um esforço de troca de nomenclatura. Em vez do capitalista, temos o executivo, personagem que conquistou melhor aceitação pública do que seu antecessor. A um termo cheio de conotações históricas como capitalismo, prefere-se a expressão anódina "sistema de mercado". Freqüentemente, ela esconde o fato de que esse sistema supostamente impessoal está sujeito a manipulações abrangentes. Veja - Edição 1884 . 15 de dezembro de 2004

Estas reflexões decorrem da leitura do livro  www.slideshare.net/pjvalente/o-sociocapitalismo

Referem-se ao trecho abaixo:
(Páginas 8-9) A queda do império soviético e a supremacia incontestável americana causaram uma euforia no mundo capitalista. Foi naquela época então que o mago da administração moderna Peter Drucker lançou o livro – “A Sociedade Pós-Capitalista”; onde mencionava como os fundos de Pensão estavam revolucionando a América. Drucker escrevera com muita propriedade que o capitalismo estava em processo de “metamorfose”; e que o capitalismo de poucos”  transformava-se no “capitalismo para todos”.

No outro lado do planeta, a China comunista que sabiamente fizera algumas reformas econômicas importantes em 1978; transformando a sua rígida “economia de planejamento central”, em uma “economia aberta e orientada para o mercado”; com objetivo de alavancar a sua então estagnada economia. Naquela altura começava a colher os frutos do sucesso; desenvolvendo-se com impressionantes taxas de crescimento anuais em torno de 10% ao ano, causando inveja em muitos países.

Na realidade, a ousada transfusão do “sangue capitalista”  para dentro do sistema socialista possibilitou que a China voltasse a ser um gigante da economia mundial, que todos respeitam e admiram.

Ironicamente, quando a China comunista turbinava a sua economia, convergindo para o “receituário capitalista”, implantando o “socialismo de mercado”; os Estados Unidos convergiam para a chamada “socialização de mercado”  mencionada por Drucker; indicando assim que haveria uma convergência entre estes sistemas econômicos. O quê me deixava perplexo e com novos questionamentos em mente, imaginado como seria o futuro da sociedade pós-capitalista”  mencionada por ele; onde dividir o capital entre os trabalhadores seria corriqueiro e muito lucrativo.

Paralelamente imaginava também o perfil do “pós-socialismo” da Rússia, China e outros “países comunistas”, onde enriquecer tornara-se glorioso. Neste contexto procurei estudar as transformações que ocorrem no mundo após as grandes crises financeiras cíclicas, por conta do mundo globalizado; imaginando os reflexos que teriam na convergência dos sistemas econômicos.

Entretanto faltava um modelo teórico que servisse de referência para analisar essas transformações e explicar onde a convergência iria chegar. E o pior, eu não conseguia encontrar nas livrarias algum livro que tratasse do assunto. De modo que isso me instigava a desenvolvê-lo.

Então, a partir das questões mencionadas acima, passei a trabalhar intensamente na elaboração do modelo que, a partir da convergência final entre o socialismo e capitalismo, fundamentasse o “pós-socialismo” e o pós-capitalismo”; como um sistema político-econômico único deste século 21.

Para denominar o novo sistema político-econômico que desponta abracei o termo “sociocapitalismo”. Não aquele pobre “socialismo de fundo de pensão”, mencionado falaciosamente por Peter Drucker. Mas o sociocapitalismo verdadeiro”, que mistura acertadamente as boas práticas do capitalismo e do socialismo.

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Edição 1884 . 15 de dezembro de 2004
Entrevista: John Kenneth Galbraith
Ainda no ataque
Na ativa aos 96 anos, o lendário economista americano agora atira contra as fraudes corporativas
(...)
Veja – John Maynard Keynes, uma de suas principais influências como economista, anda um pouco fora de moda atualmente. Qual o legado keynesiano que se deveria guardar?

Galbraith – Não concordo com esse comentário sobre Keynes. A tese central que ele defendeu – a de que a economia requer a influência estabilizadora do Estado – continua intacta. Os governantes que desprezarem essa idéia serão inexoravelmente punidos. Ainda vivemos na Era de Keynes, tanto quanto na Era de Adam Smith.
(...)
Veja – "O negócio deste país são os negócios." Como o senhor se sente a respeito dessa célebre frase do presidente Calvin Coolidge (1872-1933)?

Galbraith – Discordo dela, é claro. A vida americana tem um sentido bem mais amplo do que "o negócio de fazer negócios". Gosto de pensar que nossa força científica e nossa cultura são as fontes reais de orgulho.
(...)
Veja – Pode-se dizer que o capitalismo, como a democracia, "é o pior sistema com a exceção de todos os outros", ou ainda existe algum sentido em buscar alternativas radicais a ele?

Galbraith – Dinheiro e capital ainda conferem certa autoridade a quem os possui, mas o poder verdadeiro reside hoje em dia nas grandes corporações. Por isso, tenho relutado em usar a palavra capitalismo. E o mesmo acontece com outros economistas e administradores – ainda que por razões diferentes. Como digo em meu livro, empreendeu-se nas últimas décadas um esforço de troca de nomenclatura. Em vez do capitalista, temos o executivo, personagem que conquistou melhor aceitação pública do que seu antecessor. A um termo cheio de conotações históricas como capitalismo, prefere-se a expressão anódina "sistema de mercado". Freqüentemente, ela esconde o fato de que esse sistema supostamente impessoal está sujeito a manipulações abrangentes.

Veja – O senhor chama de fraude a idéia de que o setor público e o privado são independentes. Por quê?

Galbraith – A economia moderna, representada em sua forma exemplar pelos Estados Unidos, é produto do surgimento de corporações poderosas e de novos métodos de administração empresarial, com sua casta de executivos. O ponto forte dessa economia é a capacidade de mobilizar recursos científicos, organizacionais, culturais e políticos muito variados. O maior de seus efeitos negativos, particularmente visível no presente, é a habilidade das corporações de imiscuir-se à força nas políticas governamentais e direcioná-las. É o que vemos ocorrer agora na malfadada aventura americana no Iraque. Dito de outra maneira, o desserviço da economia moderna está na sua tendência de favorecer concentrações de poder e solapar a lógica da distribuição da autoridade política por meios democráticos. A intromissão do setor privado no chamado setor público é ostensiva e crescente, e negá-la é uma fraude – nada inocente. Essa é a contribuição ainda não devidamente "celebrada" de nossa época à história econômica.

Veja – O senhor considera inexata a idéia de que os acionistas – ou os donos – são os detentores do poder nas grandes corporações. Por quê?

Galbraith – A crença de que os acionistas e os conselhos de administração detêm a autoridade final nas grandes empresas de capital aberto de hoje em dia persiste, mas é uma fuga da realidade. É um mito. O poder na empresa pertence à administração – à burocracia empresarial, ainda que burocracia seja uma palavra fortemente condenada. O grave é que os executivos ganharam pleno controle sobre sua atuação – e sobre sua própria remuneração.

Veja – O que há de errado com o conceito de soberania do consumidor – a idéia de que, no capitalismo, o indivíduo escolhe com independência os bens que vai adquirir?

Galbraith – Essa é uma fraude muito propagada, inclusive no ambiente universitário. Ela nasce da tendência a silenciar sobre o poder de controle do marketing. O "consumidor soberano" na verdade é tutelado sem cessar pelos altamente qualificados mandarins da propaganda. Que ninguém se engane: não importa o número de gráficos sobre o poder de escolha do público que os economistas produzam, o fato é que atribuímos ao consumidor uma autoridade maior do que a que ele realmente possui.

Veja – O senhor critica os gastos americanos com armamentos. Os Estados Unidos poderiam gastar menos nesse campo?

Galbraith – Poderiam e deveriam. A força motriz desses gastos encontra-se na autoridade conferida nos Estados Unidos às Forças Armadas e suas lideranças, e também nos interesses do complexo industrial-militar. Empresas nominalmente privadas têm hoje um pé firmemente plantado no establishment militar americano e influenciam de maneira decisiva no orçamento de defesa. Essas empresas conquistaram uma fatia de poder sobre o setor público, sobre nossa política externa e sobre nossos acordos militares.

Veja – O Fed, o banco central americano, e seu presidente, Alan Greenspan, desfrutam de grande respeito. Por que o senhor discorda?

Galbraith – Alan Greenspan é uma figura pública muito hábil. Quanto a isso, não há dúvida. Ele é o beneficiário e, em certa medida, também o arquiteto da crença de que as políticas do Fed têm um efeito determinante sobre a economia. Exceto no campo da habitação, isso é um exagero. Há algo de muito reconfortante na crença de que o Fed tem essa autoridade serena e luminosa. Olhemos a história. Quase um século de experiência mostra que essa autoridade é frágil, quase negligenciável. Empresas investem para lucrar, e suas decisões são afetadas apenas marginalmente pela taxa de juros – quando são. Um período de euforia econômica se estenderá, a despeito da modificação das taxas, assim como uma fase de declínio também não será revertida. Para todos os que se preocupam com moeda e crédito, a afirmação de que o Fed tem poderes especiais supostamente denota uma inteligência econômica do tipo mais refinado. É o oposto disso.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Livro : O Novo Estado Industrial, John Kenneth Galbraith.
Excelente livro de Economia, do renomado economista canadense, naturalizado americano, de origem escocesa, John Kenneth Galbraith.

Conceitos principais:

   tecnoestrutura: é o grupo de especialistas, engenheiros, matemáticos, estatísticos, contabilistas, administradores,dentre outros, dentro de uma empresa que fazem-na funcionar, em todas as suas principais funções, planejamento de produção, pesquisa e desenvolvimento, marketing, vendas, investimentos, setor jurídico, etc. Wiki entrada por mim na Wikipedia.

    sistema de planejamento: é a parte da economia dominada pelas grandes empresas. Wiki entrada por mim na Wikipedia.

Idéias principais. Resumo:
    As grandes empresas ou companhias, a partir das primeiras décadas do século XX, deixaram de ser comandadas por empresários para serem comandadas pelas chamadas tecnoestruturas. Exemplos dados: Ford, General Motors,  General Electric, Lockheed, Boeing.  A tecnoestrutura normalmente não possui quantidades significativas de ações. São assalariados. Os controladores da grande empresa,  grupo de acionistas majoritários ou que conseguem  o percentual suficiente para o controle, normalmente não tem poder decisório administrativo, o qual pertence à tecnoestrutura, que trabalha para produzir lucros para os controladores.

    O sistema de planejamento domina o mercado. Impõe o que deve ser produzido, a quantidade a ser produzida, e a que preço deve ser vendida. Para criar o mercado utilizam intensamente de meios de persuasão pelas mídia, as campanhas publicitárias.

    O sistema de planejamento atua junto com o governo, ora fornecendo produtos e serviços, ora recebendo investimentos para pesquisa e desenvolvimento, ora recebendo especialistas egressos das instituições de ensino públicas.

    O sistema de planejamento, o Estado e as instituições de ensino e pesquisa compartilham objetivos e valores comuns. Todos acabam por se beneficiar da interação recíproca.

    Necessidade e importância das artes e ciências humanas para a sociedade, em contraposição às ciências voltadas somene para a produção de bens e serviços.
    Sistemas de planejamento existem tanto em sociedades capitalistas como socialistas.

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SÁBADO, 3 DE MARÇO DE 2007
Livros:"A Fraude Inocente – O Crescimento das Grandes Empresas e o Futuro da Democracia"
A Fraude Inocente – O Crescimento das Grandes Empresas e o Futuro da Democracia”, John Kenneth Galbraith, Gestão Plus, 95 páginas, 10 euros

Uma comunidade funcional, liberal nos Estados Unidos, social-democrata ou socialista na Europa e no Japão, sujeita a economia e outros sectores à perspectiva do bem comum. Reside aqui um grande erro. Aquilo que se apresenta como um bem comum pode reflectir apenas uma tendência normal para uma expressão e acção em benefício próprio.”

Esta é uma das muitas frases perspicazes desta curta obra de Galbraith, um dos mais respeitados economistas do século XX, que neste livro apresenta a diferença que existe entre percepção e realidade do sistema económico (sobretudo norte-americano). “ O que prevalece na vida real não é a realidade, mas a tendência do momento e o interesse financeiro”, diz. 

Conhecido por “não ter papas na língua”, este economista, que tem o poder de nos envolver nas suas palavras, apresenta a aparente contradição (“ Como pode a fraude ser inocente?”) do actual sistema económico afirmando que “o papel da empresa na sociedade é um exemplo gritante da fraude inocente.” 

De leitura agradável esta obra, que foi a última das 40 obras de Galbraith (1908-2006), destaca-se por ser fluida, muito afirmativa e por colocar em cima da mesa um tema quente: o papel das empresas e dos gestores na economia moderna. De destacar que ao lermos este livro sentimos que o pensamento que deu origem a estas palavras é um produto de muita pesquisa, estudos e vivência. 

Para terminar, “Deixo ao leitor um último e tristemente relevante facto: a civilização tem dado grandes passos ao longo dos séculos na ciência, na medicina, nas artes e na maior parte dos aspectos, se não em todos, relacionados com o bem-estar económico. Mas também tem oferecido oportunidades privilegiadas para a criação de armas e a ameaça e realidade da guerra. O extermínio em massa tem sido o mais bem conseguido de todos os feitos humanos.”

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John Kenneth Galbraith

John Kenneth Galbraith (Iona Station, Ontário, 15 de outubro de 1908 — Cambridge, 29 de abril de 2006) foi um economista, filósofo e escritor estado-unidense, conhecido por suas posições Keynesianas.

Galbraith foi cético perante as extravagâncias da "teoria econômica quando não justificadas pelos dados empíricos". Por exemplo, no seu livro intitulado "In The New Industrial State" (1967), ele afirma que muito poucas indústrias nos Estados Unidos enquadram-se no modelo da concorrência perfeita.

Conhecido por suas posições liberais, foi assessor econômico do presidente John Kennedy e publicou diversos livros, entre os quais The Affluent Society (A sociedade opulenta), no ano de 1958, em que critica a política econômica dos Estados Unidos. Aposentado como professor universitário em 1957, publicou em 1981 a autobiografia A Life in Our Times: Memoirs (Uma vida de nosso tempo).[1]

Índice  
1 Biografia
2 Livros
3 Referências
4 Ligação externa
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Nomenklatura
Nomenklatura (palavra russa derivada do latim) era como se designava a "burocracia", ou "casta dirigente" da União Soviética. Ela incluía altos funcionários do Partido Comunista da União Soviética e trabalhadores com cargos técnicos, artistas e outras pessoas que gozavam da simpatia do Partido Comunista. Na verdade, os membros da "nomenklatura" eram, em sua esmagadora maioria, filiados ao Partido Comunista da União Soviética e gozavam de inúmeros privilégios e vantagens inacessíveis para o restante da população do país.

Origens
O termo nomenklatura deriva do latim nomenclatura que, assim como em português, significa uma lista de nomes. Originalmente, era uma lista de postos ou cargos com altas responsabilidades, cujos ocupantes deviam ser previamente aprovados pelo Partido Comunista da União Soviética. Por extensão, o nome passou a ser usado também para as pessoas que ocupavam tais cargos.

O número de membros da Nomenklatura chegou a ser de 750.000 pessoas. No início, este grupo cresceu como o encarregado por administrar um país de proporções continentais, abrigando mais de 300 milhões de habitantes. Seus militantes exerciam diversos trabalhos, desde técnicos a artísticos. Ainda que nem todos os membros pertencessem ao Partido Comunista, deviam ser vistos com bons olhos por ele.
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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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