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domingo, 9 de setembro de 2018

[Comércio Indulgências Católico (Idade Média) = Tirar do Purgatório com Dinheiro] VERSUS [Tecno Religiões do Vale do Silício (China?) = Felicidade, Paz, Prosperidade, Imortalidade, aqui na Terra, por Nossos Dados e Privacidade]?!


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10. O oceano da consciência (página 354 - HOMO DEUS)

  É improvável que as novas religiões emerjam das cavernas do Afeganistão ou das madraças do Oriente Médio. Vão, sim, emergir dos laboratórios de pesquisa.Assim como o socialismo tomou conta do mundo com a promessa de salvação por meio do vapor e da eletricidade, nas próximas décadas as novas tecno-religiões poderão conquistar o mundo prometendo salvação por meio de algoritmos e genes. 
  
   Apesar de todo o discurso do Islã radical e do fundamentalismo cristão o lugar mais interessante do mundo, do ponto de vista religioso, não é o Estado Islâmico ou o Cinturão da Bíblia, e sim o Vale do Silício. É onde os gurus da alta tecnologia estão fermentando para nós novas religiões admiráveis que pouco têm a ver com Deus, e tudo a ver com tecnologia. Eles prometem os prêmios clássicos - felicidade, paz, prosperidade e até vida eterna - aqui mesmo na Terra, com a ajuda da tecnologia, e não depois da morte com a ajuda de seres celestiais.

   As novas tecno-religiões podem ser divididas em dois tipo principais: tecno-humanismo e religião de dados. De acordo com esta última os humanos já completaram sua missão cósmica e, por isso, deveriam passar a tocha para tipos inteiramente novos de entidades. Vamos discutir os sonhos e os pesadelo da religião de dados no próximo capítulo. Este capítulo é dedicado ao credo mais conservador do tecno-humanismo, que ainda considera os humanos o ápice da criação e se atém a muitos valores humanistas tradicionais.

  Para o tecno-humanismo, o Homo sapiens, tal como o conhecemos, já esgotou seu curso histórico e não será mais relevante no futuro; portanto, deveríamos usar a tecnologia para criar Homo deus - um modelo humano muito superior. O Homo deus manterá algumas características humanas essenciais, porém  usufruirá igualmente de aptidões físicas e mentais aprimoradas, que o capacitarão a manter-se firme mesmo contra os mais sofisticados algoritmos não conscientes.

  Como a inteligência está se desacoplando da consciência, e como a inteligência não consciente está se desenvolvendo a uma velocidade vertiginosa, os humanos devem ativamente fazer o upgrade de suas mentes se quiserem permanecer no jogo.

  Há setenta [mil] anos, a Revolução Cognitiva transformou a mente do Sapiens  e, com isso, fez com que um insignificante macaco africano se tornasse o governante do mundo. As mentes aprimoradas do Sapiens subitamente tiveram acesso ao vasto reino intersubjetivo, o que nos permitiu criar deuses e corporações, construir cidades e impérios, inventar a escrita e o dinheiro e posteriormente cindir o átomo e chegar à Lua. Até onde sabemos, essa revolução  que sacudiu a Terra resultou de algumas pequenas mudanças no DNA do Sapiens e de uma leve reconexão de seu cérebro. 

   Se foi assim, afirma o tecno-humanismo, talvez algumas poucas mudanças adicionais em nosso genoma e  mais uma reconexão de nosso cérebro sejam suficientes para desencadear  uma segunda revolução cognitiva. As renovações mentais da primeira Revolução Cognitiva deram ao Homo sapiens acesso ao reino intersubjetivo e fizeram  de nós os governantes do planeta; uma segunda revolução cognitiva poderia dar ao Homo deus acesso a reinos inimagináveis e nos transformar nos senhores da galáxia.

   Essa ideia é uma variante atualizada dos sonhos clássicos do humanismo evolutivo, que um século atrás já clamava pela criação de super-humanos. Contudo, enquanto Hitler e sua corja planejavam criar super-humanos por  meio da procriação seletiva e da limpeza étnica, o tecno-humanismo do século  XXI espera atingir o objetivo muito mais pacificamente, com a ajuda da engenharia genética, da nanotecnologia e de interfaces entre o cérebro e o computador.

(página 355 - HOMO DEUS)


Uma provocação à reflexão sobre o destino do PRECARIADO  [1], dos "DEIXADOS PARA TRÁS  [2]"  pelas tecno-religiões:


Muitos de nós ('#Imigrantes' / '#NãoNativosDigitais') estamos usando:
as "#BolhasFacebook", #Drogas (Lícitas ou não), #Fundamentalismos (Ideológicos, Nacionalistas, Religiosos, etc.), #Videogames, ... para fazer o papel:
- das "Comunidades Isoladas dos Ambientes Inundados de Informações" [#Toffler]
- de uma ampliação da resposta do #Harari, na palestra da imagem?
YuvalNoahHarari - O que explica a ascensão dos humanos?


VER TAMBÉM:


Que Sociedade construiremos? Com quais Relacionamentos entre Algorítimos Orgânicos e Inorgânicos? #Abundância #Diamandis #Singularity #HarariYuval #HomoDeus #Humanidade #KurzweilRay #Sapiens #Transhumanismo




Divulgado também aqui:



NOTAS:

[1] O precariado - A nova classe perigosa
 (autoria) (tradução)



Nos anos 1970, economistas neoliberais passaram a defender a ideia de que o crescimento e o desenvolvimento dependiam da competitividade do mercado. A partir daí, a maximização da concorrência e a licença para que os princípios de mercado de trabalho permeassem todos os aspectos da vida moldaram uma nova classe social mundial, emergente e ainda em formação: o “precariado”.
O precariado: A nova classe perigosa é uma obra necessária e urgente, que apresenta as características desse novo grupo e oferece aos leitores uma sólida reflexão política e socioeconômica que compreende a nova ordem social global e responde aos anseios dos indivíduos dessa nova classe, que não se sentem ancorados em uma vida de garantias trabalhistas, não possuem empregos permanentes e muitas vezes nem sequer sabem que integram a classe dos precariados.
Aqueles que estão no precariado carecem de autoestima e dignidade social em seu trabalho; devem procurar por esse apreço em outro lugar, com sucesso ou não. Se forem bem-sucedidos, a inutilidade das tarefas que são obrigados a fazer em seus empregos efêmeros e indesejáveis pode ser reduzida, na medida em que a frustração de status será diminuída. Mas a capacidade de encontrar a autoestima sustentável no precariado quase sempre é vã. Existe o perigo de se ter uma sensação de engajamento constante, mas também de estar isolado no meio de uma multidão solitária.
O resultado é uma crescente massa de pessoas – em potencial, todos nós que estamos fora da elite, ancorada em sua riqueza e seu desapego da sociedade – em situações que só podem ser descritas como alienadas, anômicas, ansiosas e propensas à raiva. O sinal de advertência é o descompromisso político. A esperança consiste em investir na liberdade associativa.
[2] Deixados Para Trás
Em um instante cataclísmico, milhões de pessoas de todas as partes do mundo desapareceram. Simplesmente sumiram, deixando para trás tudo o que era material: roupas, óculos, lentes de contato, cabelos postiços, aparelhos de surdez, próteses, joias, sapatos e até mesmo marca passos e pinos cirúrgicos.
Milhões de pessoas sumiram. Mas outros milhões ficaram - alguns adultos, porém não crianças, e apenas alguns adolescentes. Todos os bebês, inclusive os que estavam para nascer, desapareceram — alguns durante o parto. Instalou-se o caos no mundo inteiro. Aviões, trens, ônibus e carros colidiram, navios afundaram, casas incendiaram, sobreviventes acometidos de angústia suicidaram-se. Um congestionamento de transportes e linhas de comunicação, somado ao desaparecimento de inúmeros funcionários, deixou a maioria das pessoas lutando sozinhas para sobreviverem até que a situação começasse a se normalizar.

A série de livros Left Behind (Deixados Para Trás) de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, é uma obra ficcional, de temática religiosa, que narra os últimos dias na Terra após o arrebatamento da igreja, conforme doutrina desenvolvida no século XIX pelo ministro anglicano John Nelson Darby e sua interpretação sobre os eventos descritos no livro de Apocalipse de João na Bíblia Sagrada. A série de livros vendeu mais de 70 milhões de exemplares e foi publicada em mais de 34 idiomas. Sucesso de vendas, a série é também alvo de pesadas críticas, tanto da parte de cristãos quanto de céticos. A história reúne ficção cristã, ação e suspense com lances de alta tecnologia no thriller. O tema principal é o final dos tempos. Três filmes já foram produzidos sobre a série, e em 2013, foi confirmado mais um spin-off baseado nos livros, com atores bastante conhecidos como Ashley TisdaleNicolas Cage e Chad Michael Murray. As filmagens começaram em Abril de 2013 e o filme foi lançado mundialmente em 2014.

domingo, 3 de março de 2013

Revisitando Alvin Tofler - O Choque do Futuro e a A Terceira Onda - 30 anos depois. O que deu certo e o que não funcionou em suas previsões?

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A FAMÍLIA NO MUNDO PÓS-MODERNO

Ao escrever os livros Choque do futuro e A terceira onda, o norte-americano Alvin Toffler - doutor em Letras, Leis e Ciência, e influente escritor especialista em apontar tendências para o futuro - surpreendeu seus leitores. Especialmente agora, passadas várias décadas da publicação dessas obras, é preciso reconhecer que sua antevisão do futuro se mostrou correta por diversos ângulos. Em A terceira onda, Toffler enfoca especialmente o século XXI e subsequentes, defendendo a tese de que a primeira onda que invadiu a terra foi agrícola; a segunda, industrial; e a terceira, que vivenciamos atualmente, tecnológica. Sobre esta última, ele escreveu:

Uma poderosa onda em formação está se erguendo em nosso mundo hoje, criando, à vezes, um clima de confusão, perplexidade e temor. Desde a responsabilidade de criar os filhos, até a vida do aposentado, o trabalho, o lazer, o ambiente doméstico, tudo será afetado por ela. Seja o futuro como for, podemos afirmar categoricamente que a família sofrerá um forte impacto. No contexto incerto em que vivemos, homens de negócio nadam contra correntes econômicas que oscilam - entre altos e baixos; políticos ficam apavorados quando vêm cair sua aceitação nas pesquisas de opinião; universidades, hospitais e outras instituições temem uma alta de inflação que possa ressurgir repentinamente com o mesmo apetite devastador de outrora; sistemas de valores tradicionais que o Estado, a família e a igreja estabeleceram tornaram- se manipuláveis e instáveis tal qual um barquinho em meio a uma terrível tormenta. ( TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1998). (...)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Há aproximadamente 30 anos atrás, Alvin Toffler lançou o revolucionário livro “A Terceira Onda”. O intelectual era considerado um profeta tecnológico, pois previa transformações nos hábitos sociais a partir dos avanços da informática.

Neste livro ele falou das “cabanas eletrônicas”. Em uma época em que ainda não conhecíamos o e-mail, ele dizia que as pessoas poderiam trabalhar em casa, no horário que quisessem e, ao final do trabalho, encaminhar os arquivos por meio eletrônico para o computador central da empresa.

Eu não fazia ideia de como estes arquivos seriam enviados, mas sonhava com as jornadas de trabalho menores, as novas profissões, as famílias com mais tempo para o lazer...

E não é que ele estava certo? Hoje as pessoas trabalham 24 horas no computador e também se divertem nele. Cada membro da família tem o seu computador no quarto e as famílias podem instalar uma rede no próprio lar. Cada um faz o que quer no precioso aparelho: os pais chegam a casa e continuam o trabalho para encaminhar os arquivos quando prontos. Os filhos jovens e adolescentes estudam de dia e passam as madrugadas jogando games de todos os tipos. Existem jogos individuais e em rede. As crianças divertem-se em sites de colorir, desenhar, interativos, com desenhos, musicais, etc.

E as redes sociais? Todos têm amigos e se relacionam todo tempo. Mesmo ao sair de casa para fazer um passeio com a família, ainda é possível trabalhar e se divertir usando celulares, ipads, iphones,  i-pods, tablets, notebooks, netbooks, etc. Tudo de última geração. Um novo lançamento em cada mês. Viva a diversidade eletrônica! Na tecnologia não há limites! As máquinas são membros da família.

Finalmente reina o silêncio e a paz nos lares, onde todos estão juntos. Cada um em frente a um equipamento eletrônico trabalhando ou se divertindo a valer. Bem, de vez em quando surgem alguns problemas como um filho viciado em games, trabalhos escolares copiados, deslizes matrimoniais, etc. Consequências da solidão e falta de diálogo no lar.

Outro dia fiquei sabendo que a filha de uma amiga a excluiu do MSN. Já pensou que filha ingrata que exclui a própria mãe? Foi um escândalo na família! Minha amiga estava arrasada com a atitude da filha.

Mas também existem boas surpresas. Minha mãe me convidou para ser sua amiga no Orkut.  Não bastasse o convite, ela ainda mandou um “scrap” de saudações: “Sou eu, a sua mãe. Me aceita aeee!” Agora temos mais um canal de comunicações. Ela me ama! Kkkkkk

Não li nada sobre as consequências da tecnologia no livro de Alvin Toffler e penso que não é culpa da evolução da informática o fato de não sabermos ter equilíbrio. As tecnologias vieram para auxiliar e, em alguns casos, transformam-se em pesadelos para famílias, escolas e sociedades.

Acho que agora está na hora de ler o que estão dizendo os filósofos, sociólogos e terapeutas que observam e tentam ajudar as vítimas da tecnologia exacerbada.

Peço licença agora porque preciso olhar os meus e-mails.


A Terceira Onda - O Conhecimento - Alvin Toffler


Na Primeira Onda, ou sociedades agrárias, a principal forma de capital era a terra. Se eu cultivasse a minha terra, você não podia cultivar a sua plantação na mesma terra ao mesmo tempo. Era ou você ou eu, nunca ambos. O mesmo era - e ainda é - verdade para o capital nas economias industriais da Segunda Onda. Você e eu não podemos usar a mesma linha de montagem ao mesmo tempo. Tudo isso se inverte nas economias da Terceira Onda, nas quais o conhecimento é a principal forma de capital. Você e eu podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo e, se o usarmos com criatividade, podemos até mesmo gerar mais conhecimento.

O texto acima, retirado do site da amiga Clara Alvarezé um excerto da obra do futurista Alvin Toffler.Recomendo a leitura de A Terceira Ondalivro do autor, como um exercício de raciocínio futurista. Vários insights são garantidos, mesmo que não concordemos com todas suas asserções e apostas.

Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
Para saber um pouco mais sobre o que o autor do blog anda fazendo hoje em dia, baixe gratuitamente o jornal Em Transe. Você também pode Acompanhá-lo no Twitterno Facebook e Assinar o Feed RSS do Blog.

A terceira onda
por Rodrigo Constantino em 17 de novembro de 2005

Resumo: O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar.
© 2005 MidiaSemMascara.org

“Knowledge is the most democratic source of power.”  
(Alvin Toffler)

Alvin Toffler escreveu The Third Wave em 1980, mas muito do que o autor disse na época ainda parece totalmente ignorado. Toffler descreve três tipos de sociedades, baseadas no conceito de ondas. A primeira onda teria sido a mudança da cultura nômade de caçadores para uma revolução agrária, onde a terra era o recurso básico. A segunda onda foi calcada na produção industrial, com distribuição de massa, onde o capital e trabalho eram as ferramentas principais. A terceira onda seria justamente a era pós-industrial, com maior diversidade, foco em nichos de mercado e subgrupos, onde a informação substitui os recursos materiais e torna-se o principal insumo dos trabalhadores.

Apesar dessa transformação parecer mais evidente hoje, muitos ainda ignoram seus efeitos concretos, incluindo economistas presos nos conceitos da era industrial, como os fisiocratas antes deles, que não conseguiram abandonar a mentalidade da fase agrária. Isso gera distorções nas análises sobre o quadro atual, prejudicando o diagnóstico dos problemas e suas soluções.

As novas empresas vencedoras são como plataformas, operando modelos enxutos, sem grande necessidade de capital físico. Isso permite maior agilidade, foco na marca, inovação e força de vendas. As enormes fábricas não mais precisam ficar sob a estrutura dessas empresas, que podem terceirizar a produção dos bens que vendem. Uma das consequências disso é a transferência da parte mais volátil e dispendiosa do negócio para países menos desenvolvidos. A troca é mutuamente benéfica, pois gera milhões de empregos nos países emergentes. Para essas empresas plataforma, que focam nos serviços, os ganhos também são evidentes, com lucros mais estáveis e excelentes retornos sobre capital investido, possíveis pelos ativos mais “leves”.

O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar. As empresas plataforma sabem onde os clientes estão, o que desejam, e onde conseguir tais produtos. Elas organizam esse processo de demanda dos consumidores e oferta dos produtores, adicionando suas marcas, cuidando da logística e faturando pelo serviço prestado. São estas empresas que retêm o valor das pesquisas, desenvolvimento de novos serviços e marketing. Exemplos de empresas plataforma seriam a Dell, IKEA, Microsoft, Intel etc.

Para o sucesso desse modelo, alguns pilares são fundamentais, como a existência do livre comércio, direito de propriedade e excesso de capacidade produtiva. Tais características são comuns ao capitalismo, que pode ser visto como o pai das empresas plataforma. Essas empresas vão prosperar onde há maior liberdade de comércio entre fronteiras, para que possam decidir com maior eficácia a alocação de recursos. Vão prosperar onde o direito de propriedade, incluindo a intelectual, é garantido, para que os investimentos em pesquisa e inovação possam dar retorno. Vão prosperar onde a infra-estrutura de logística é decente, com boa comunicação, portos, estradas e aeroportos. Vão prosperar se houver excesso de produção, para que tenham flexibilidade e poder de barganha com os fornecedores. E por fim, vão prosperar onde o modelo tributário é amigável, já que podem migrar mais facilmente para outros países, por não terem raízes físicas em fábricas gigantescas.

Essa última característica coloca em xeque o modelo de welfare state, com pesados gastos sociais por parte do governo. A competição para atrair as empresas plataforma poderá forçar um enxugamento da máquina estatal nos países desenvolvidos, assim como a adoção de regras tributárias mais simples e sobre consumo, não renda. Afinal, nada impede que a sede dessas empresas vá para um país que ofereça condições mais favoráveis. Desta forma, a tendência será uma gradual liberalização da economia, com a falência do modelo social-democrata, que engessa através da burocracia e impostos a competitividade dessas empresas. Tanto a “destruição criativa” de Schumpeter como as “vantagens comparativas” de Ricardo deverão ficar livres para exercerem sua influência no crescimento econômico. Quanto mais o governo tentar impedir a atuação dessas forças de mercado, mais ele afastará as empresas vencedoras, com o modelo de plataforma. Para termos uma idéia melhor disso, basta compararmos a quantidade de empregos gerados nos Estados Unidos na última década com os empregos criados na Europa, menos liberal economicamente. A Europa perdeu de “goleada”.

Como evidência empírica das vantagens desse modelo, temos que a média da participação de serviços no total da produção de riquezas dos vinte países mais ricos do mundo está acima de 70%, enquanto no Brasil está próxima de 50%. A participação da agricultura no PIB dos países ricos é ínfima, abaixo de 2% do total, enquanto nos países mais pobres ainda é superior a 20% do total. Os países ricos já abandonaram tanto a primeira como a segunda onda, e estão vivendo na era do capital intelectual, das empresas plataforma. Suas economias estão com volatilidade bem menor, lucros mais previsíveis e retornos crescentes. Tudo graças ao progresso do modelo capitalista, com império da lei, direito de propriedade, ambiente favorável aos negócios e liberdade econômica.

Enquanto isso, os atrasados ainda surfam a primeira onda, em alguns casos a segunda, da fase industrial. Ainda debatem a questão da reforma agrária e aturam os crimes de um MST da vida. E permanecem culpando o sucesso alheio pela sua miséria, resultado exclusivo do modelo que adotaram, com pouca liberdade econômica, asfixiante presença estatal e ausência do império da lei. Quem não quiser perder a onda, terá que nadar rápido na direção certa. E a corrente aponta na direção do capitalismo liberal. A alternativa é ficar eternamente “pegando jacaré” na beira do mar...


Alvin Toffler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Alvin Toffler (4 de Outubro de 1928) é um escritor e futurista norte-americano doutorado 
em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus  escritos sobre a revolução digital
Os seus primeiros trabalhos deram enfoque à tecnologia e seu impacto (através de 
efeitos como a  sobrecarga de informação. Mais tarde centrou-se em examinar a 
reacção dasociedade e as mudanças que esta sofre.

 Os seus últimos trabalhos têm abordado o estudo do poder  crescente do armamento 
militar do século XXI, as armas e a proliferação  datecnologia e o capitalismo
Está casado com Heidi Toffler, igualmente uma escritora futurista.

Obras



Alvin Toffler escreveu os livros com a sua esposa Heidi. As suas primeiras obras foram estas até ao momento:



Citações

”Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém." 
”Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender." 
”A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada." 
”O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros." 
”Mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas." 
”Antes morrer pela toxina da informação do que ser enterrado pela ignorância como indigente." - Felipe A.F. Moraes 
”Inundar-se por um mar de elétrons é negativo assim como uma nuvem cinzenta que cobre o azul do céu"

[editar]Ligações externas




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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
http://criatividadeinovao.blogspot.com/ (Blog: Criatividade e Inovação)
http://redessociaisgovernanaliderana.blogspot.com/ (Blog:Governança e Liderança em Redes Sociais)
http://reflexeseconmicas.blogspot.com/ (Blog: Reflexões Econômicas)
http://poltica20-yeswikican.blogspot.com/ (Blog: Política 2.0 - Yes, WIKI CAN)
http://automacao-inteligencia-organizacional.blogspot.com.br/ (Blog: Automação e Inteligência Organizacional)
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Comunidade Gestão Conhecimento)