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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

PIB=anti econômico e anti biológico (Vida): só o CÂNCER cresce sem respeitar limites

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{Cláudio: criei esta publicação para realçar / ressaltar pontos da entrevista e fazer o comentário final sobre minha discordância prudente de alguns pontos. Baseado no Princípio da Precaução, acho importante considerarmos a síntese que esta entrevista faz das Crises Gêmeas que a Humanidade enfrenta: Ambiental, Energética, Econômica, Política e Social}

SUSTENTABILIDADE ECONOMIA 07/07/2010  
“Crescimento se tornou antieconômico”, diz Herman Daly, pai da economia ecológica


Famoso por suas ideias consideradas exóticas, economista defende um mundo sem crescimento
Por Edson Porto




Quando o economista Herman Daly foi contratado para trabalhar na área de meio ambiente do Banco Mundial, no final dos anos 80, a escolha surpreendeu quem o conhecia. Desde o início da carreira, Daly defendeu ideias tidas como, no mínimo, exóticas pela maioria de seus colegas de profissão. Para ele, era fundamental entender a relação da economia com o mundo físico e com a ecologia, o que não parecia caber em uma instituição tão tradicional como o banco.


Parte de suas ideias surgiu do contado de Daly com o professor Nicholas Georgescu-Roegen, o primeiro economista a dizer que a economia não poderia ser vista como um sistema isolado e deveria absorver conceitos da física no seu estudo. Vivendo em um mundo de alto crescimento e baixa preocupação ecológica, ao apresentar suas teses Georgescu-Roegen passou de economista brilhante a profissional esotérico. Acabou a vida isolado e ressentido.



Daly, porém, deu mais sorte. Apesar de visto com desconfiança por muitos colegas, ele desenvolveu seu trabalho em um período em que as questões ambientais tornaram-se muito mais relevantes do ponto de vista intelectual e político. Como resultado, virou o pai da economia ecológica, uma linha de estudo econômico que com o tempo tem ganhado cada vez mais espaço e respeito. Daly ficou seis anos no Banco Mundial e, depois, retomou a carreira acadêmica. Hoje é professor da Universidade de Maryland, em Washington. Nesta entrevista, concedida por telefone, o economista fala de suas ideias e propostas econômicas incomuns.



Época NEGÓCIOS - O senhor começou a falar de economia ecológica e dos limites do crescimento há 40 anos. Quanto a visão sobre esse assunto mudou?


Herman Daly - Devo dizer que os resultados são um pouco contraditórios. Quando você olha para a influência que tivemos, nós da economia ecológica, nos padrões da profissão econômica, vemos que ainda somos muito marginais. De outro lado, se você olha para o mundo intelectual mais amplo, para os ecologistas, os cientistas físicos, os cientistas do clima e mesmo alguns políticos, daí vemos que ganhamos muito mais influência e atenção. Na verdade, acredito que os economistas neoclássicos é que estão começando a ficar marginalizados em meio à comunidade intelectual como um todo.


Época NEGÓCIOS -  Mas o senhor vê alguma mudança na postura dos economistas mais ortodoxos?


Herman Daly -  De certa forma sim, porque as pessoas estão vendo com mais clareza as consequências da mentalidade do crescimento ilimitado. A economia de cada nação está limitada pelo seu pedaço na biosfera, mas elas ainda estão tentando crescer além disso, passando para o espaço ecológico de outros países. Essa é a mentalidade da globalização, que está agora chegando aos seus limites. Creio que essas ideias estão ganhando atenção por que de forma crescente elas parecem mais congruentes do que o crescimento para sempre. Claro que para os políticos, e para muitos economistas, ainda é venenoso falar sobre os limites ao crescimento.



Época NEGÓCIOSMuitos dos seus críticos dizem que, no passado, teses sobre os limites do crescimento se mostraram falsas porque subestimaram o poder da tecnologia e da inovação. O que o senhor responde a isso?


Herman Daly - Vamos tomar como exemplos aqui a questão do fim do petróleo e do aquecimento global. Por um lado, temos o problema do fim de um recurso natural não-renovável que é muito importante e, de outro, um problema causado justamente pelo uso desse recurso. A medida correta nesse caso é taxar pesadamente os combustíveis fósseis e usar essa renda na direção das energias renováveis e da distribuição de riqueza. Ou seja, vamos dar à tecnologia cada incentivo possível para resolver nossos problemas. Minha resposta para os economistas é que eu espero que eles estejam certos e, se eles estiverem, todos nós vamos comemorar. Mas precisamos induzir as mudanças que eles acreditam serem tão fáceis ou naturais, porque, se estiverem errados, pelo menos vamos ganhar tempo para trabalhar nos ajustes econômicos fundamentais.


Época NEGÓCIOSAlguns economistas dizem que os problemas dos limites naturais se resolvem pelo aumento dos preços. Quando um recurso fica mais caro, desenvolvemos tecnologias para usá-lo melhor ou substituí-lo... 


Herman Daly -  Os preços de recursos escassos vão eventualmente subir, mas o mercado é muito míope. Só quando as coisas ficam realmente problemáticas é que os preços sobem. Por isso, é mais interessante subir alguns preços artificialmente, com impostos, para induzir as mudanças técnicas. Além disso, precisamos induzir as soluções corretas. As tecnologias que estão sendo desenvolvidas para manter o sistema andando são extremamente perigosas. Estamos nos voltando para energia nuclear, indo para exploração de petróleo em águas profundas. Veja o que está acontecendo no Golfo do México com o vazamento de petróleo dos poços da BP. Estamos tentando soluções técnicas desesperadas para manter o sistema em movimento. O que eu digo é que talvez seja melhor diminuir a velocidade e ser mais cuidadoso


Época NEGÓCIOSParar de crescer não vai impedir o desenvolvimento?


Herman Daly - Em economia ecológica, tendemos a fazer uma distinção entre crescimento e desenvolvimento. Crescimento é um aumento na produção e na utilização física de recursos. É quando alguma coisa cresce fisicamente em termos de matéria e energia. Desenvolvimento, de outro lado, é qualitativo. É quando as coisas ficam melhores. Você pode ter tecnologias melhores e produzir a mesma quantidade de coisas para entregar mais bem-estar e mais satisfação. Em economia ecológica, estamos a favor do desenvolvimento, mas não de aumentar a produção para desenvolver, porque é o crescimento que causa os problemas ecológicos.


Época NEGÓCIOSMas como vamos criar empregos ou obter as coisas que queremos sem crescimento?


Herman Daly - Primeiro, é preciso ver que durante a maioria do tempo de nossa existência na Terra vivemos em sistemas em que o crescimento foi ínfimo. Eram economias rurais que de um ano para o outro nem notavam o crescimento. Apenas depois da Revolução Industrial e, particularmente, depois da Segunda Guerra Mundial, é que crescimento se tornou tão explosivo. Nós nos acostumamos ao crescimento, mas na verdade ele é excepcional. Outra coisa importante é que as pessoas tendem a achar que parar de crescer significa parar de produzir. Não é. Numa sociedade sem crescimento será preciso continuar produzindo. A produção, porém, será direcionada para a reposição e não para a acumulação. Haverá, portanto, a manutenção de certo nível de produção e consumo, porque precisamos de coisas para ficar vivos. A questão é por que temos sempre que aumentar de tamanho?

Época NEGÓCIOSUm dos motivos é porque a população cresce...    


Herman Daly - Exatamente. Uma parte necessária da economia estável é controlar o crescimento populacional. 


Época NEGÓCIOSEssa é uma discussão difícil hoje...


Herman Daly - Sim, tornou-se politicamente incorreto falar sobre o assunto. Mas o fato é que precisamos controlar o crescimento da população, e a melhor maneira de fazer isso é oferecer educação e contraceptivos para todos. Nosso maior problema, porém, é que o crescimento tornou-se o valor maior das economias. Nos Estados Unidos, estamos em uma crise e a solução é sempre fazer a economia voltar a crescer. É uma armadilha. Vamos precisar de muitas mudanças para ir de uma ideologia de acúmulo para uma ideologia de suficiência e manutenção. Outro problema é que temos pobreza no mundo, e a nossa solução para isso também é o crescimento. Em certo sentido, a ideologia do crescimento se tornou um substituto para divisão e redistribuição, porque isso é considerado difícil de fazer. Temos que crescer mais para não ter de dividir. Nos Estados Unidos, a coisa que tem menos sido dividida é o crescimento. A maior parte tem ido para os 5% no topo. Isso está aumentando a desigualdade e, com o tempo, talvez leve as pessoas a perceberem que o crescimento não está ajudando os pobres e que precisamos fazer algo diferente.


Época NEGÓCIOSQuando é possível dizer que o limite do crescimento foi ultrapassado?


Herman Daly - O ponto sobre o crescimento é o seu custo. Em geral, simplesmente assumimos que crescendo em termos de produção e população ficamos mais ricos. E, ficando mais ricos, podemos dividir mais, diminuindo os problemas. Mas se você fizer a conta cuidadosamente verá que o crescimento pode se tornar antieconômico. Nós passamos de um planeta praticamente vazio, em que todo o crescimento era econômico, para um planeta relativamente cheio no qual para crescer você afeta e destrói a biosfera numa escala nunca vista antes. Hoje, os benefícios do crescimento não passam nem perto do que eram no passado. Normalmente, os benefícios marginais do crescimento eram comida, abrigo e roupa – e para muitas pessoas ainda é assim. Mas, nas partes ricas do mundo, o crescimento significa hoje uma segunda casa, um terceiro carro. Ou seja, o benefício marginal do crescimento para o bem-estar está diminuindo, enquanto o custo marginal está aumentando, porque para crescer mais temos que usar ecossistemas vitais.


Época NEGÓCIOSEssa é uma ideia muito difícil de as pessoas aceitarem. Afinal, se elas trabalham duro e ganham dinheiro, por que não podem ter a segunda casa ou terceiro carro?


Herman Daly - Por que o custo disso na biosfera é grande demais e não pode continuar. O aumento do consumo está vindo a um custo muito alto para o resto do sistema, inclusive para as outras pessoas, e há o risco de colapso. Outro ponto importante é que muitos estudos psicológicos indicam que a partir de certo patamar o crescimento e o acúmulo ficam dissociados da felicidade. Mas se o crescimento em termos de felicidade é baixo, seu impacto é alto em relação à degradação do meio ambiente. A ideia é: vamos ser bons economistas e dizer que, quando o crescimento nos beneficia mais do que custa, vamos continuar crescendo, mas, quando os custos são muito altos, temos de parar de crescer. É preciso reconhecer a mudança no padrão da escassez. 


Época NEGÓCIOSMudança no padrão de escassez? 


Herman Daly - Os economistas são treinados para se preocuparem com a escassez. Num mundo vazio, o que é escasso é o trabalho humano e o capital. Abundantes são os recursos naturais. Para maximizar a produtividade do capital e do trabalho, usamos os recursos naturais o mais rápido possível. Em um mundo cheio, o padrão de escassez mudou. Veja o exemplo dos peixes. O fator determinante no passado para o limite do número de peixes pescados por ano era o número de barcos e de pescadores. Mais pescadores e mais barcos resultavam em mais peixes. Isso não é verdade hoje. Já temos pescadores e barcos demais, e o fator limitante é o número de peixes no oceano. O limite é o capital natural. Por isso, temos que dar tempo para os peixes se recuperarem. 


Época NEGÓCIOSIsso vale para outros recursos?


Herman Daly -  Sim. Pegue o petróleo. O fator limitante costumava ser nossa capacidade de furar poços, não mais. Outro exemplo é a agricultura irrigada. O fator limitante principal costumava ser uma mistura entre capital, incluindo adubos e a habilidade para explorar os recursos hídricos, e trabalho. Hoje, de forma crescente, é apenas a quantidade de água à disposição. O ponto é que o fator limitante mudou. Por isso, precisamos economizar nos fatores limitantes. Essa é a lógica.


Época NEGÓCIOSComo fazer isso?


Herman Daly -  Podemos impor tetos, limites, como temos tentado fazer com a pesca. Isso nem sempre funciona, mas temos de limitar. Uma maneira de viabilizar isso é realizar leilões com cotas, os chamados leilões de cotas de degradação.


Época NEGÓCIOSNão é fácil impor limites. Normalmente, as pessoas não apoiam essa ideia... 



Herman Daly -  A gente aprendeu a acreditar que mais produção nos deixa mais ricos. Não estou argumentando contra ficar rico, estou argumentando contra o crescimento que não nos deixa mais ricos. Aquele que nos faz sacrificar coisas que são mais importantes do que a produção extra. Se as pessoas perceberem isso, elas ficarão mais capazes de aceitar limites. Mas essa é também uma questão de percepção. Afinal, se não existem limites naturais para o crescimento e todos podemos ficar mais ricos para sempre, por que as pessoas vão abrir mão do seu pedaço. Sou muito crítico dos economistas porque acho que como profissionais estamos pregando o gospel do crescimento para sempre e temos sido muito lentos em reconhecer as mudanças nos fatores limitantes.



Época NEGÓCIOSO problema não é que mudar de padrão é muito complexo e difícil? 


Herman Daly - Eu entenderia se a maioria dos economistas dissesse: “Sim, você está certo, mas não temos como fazer as mudanças”. Mas eles não dizem isso. Quanto à complexidade, o que está ficando cada vez mais complexo é crescer. Usinas nucleares são muito complexas, extração de petróleo em profundidade é muito complicado. Estamos desenvolvendo sistemas extremamente complexos para continuar a crescer. Acredito que isso vai nos empurrar para os limites. Claro que temos uma devoção quase religiosa a nossa capacidade criativa, à ideia de que a ciência e a tecnologia podem fazer qualquer coisa. Mas, se você pensar, a razão pela qual a ciência e a tecnologia são tão impressionantes é precisamente porque elas não tentam fazer o que é impossível e respeitam leis básicas. Você não pode criar matéria e energia do nada, essa é a primeira lei da termodinâmica. Você não pode ter máquinas com movimento perpétuo, essa é a segunda lei. A economia precisa colocar em suas premissas básicas a primeira e a segunda leis da termodinâmica e reconhecer que há limites para a economia no mundo físico. Tecnologia não vai mudar a primeira e a segunda leis da termodinâmica




Época NEGÓCIOSQuão importante é a revisão do conceito do PIB nesse debate?


Herman Daly - Acho que é central. Estou muito satisfeito por ver economistas mais importantes, ganhadores do Prêmio Nobel, envolvidos nisso. Há 30 anos as pessoas criticam o PIB. Mesmo o Banco Mundial já flertou por um período com a ideia de esverdeá-lo, mas acabou desistindo. Provavelmente foi considerada uma mudança muito radical. Hoje tratamos o PIB como se ele representasse um benefício líquido de crescimento, mas não representa. É uma soma maluca de custos e benefícios. Ele apenas mede atividade, mas algumas atividades econômicas são benéficas e outras, infelizmente, não. Há vários exemplos, como as pessoas que gastam mais tempo e combustível para se locomover porque as cidades estão se expandindo ou os gastos para limpar a poluição que geramos. Se nós separássemos nessa conta o que é um custo e o que é um benefício, e comparássemos os dois na margem, conseguiríamos ver qual é o custo e o benefícios marginais de crescer. Numa empresa, quando os custos superam os benefícios, você para de produzir. Essa é uma regra básica da microeconomia que não existe na macroeconomia.


Época NEGÓCIOSE a questão do capital natural no PIB? 


Herman Daly - Esse é outro problema. A gente consome o capital natural e não mede. Cortamos florestas inteiras em um ano e, em vez de um crescimento sustentável ou de uma renda sustentável, a gente apenas liquida o capital natural. Isso vai para as contas nacionais como se fosse rendimento, como se pudéssemos fazer isso de novo no ano que vem, o que claramente não podemos. Então, parte da mudança é apenas alterar os padrões básicos de contabilidade.


Época NEGÓCIOSO senhor também é um crítico da globalização. Por quê?


Herman Daly - Todos são a favor de uma comunidade global, mas existem dois modelos. Um é o modelo de integração em que a comunidade mundial se torna uma grande comunidade integrada. Basicamente, você apaga as fronteiras nacionais em termos econômicos. A outra visão é a de que a comunidade global é uma federação, que se une para colaborar em problemas globais, mas que continua separada em nações. Essa federação é o que foi estabelecido em Bretton Woods, com a criação das Nações Unidas e de outras instituições. O modelo único e integrado é uma invenção da elite corporativa e está representado na Organização Mundial de Comércio e é hoje apoiado pelo FMI e pelo Banco Mundial. O modelo federativo é como amizade, que coopera, mas é separado. O modelo integrado é como casamento em que você vira uma nova unidade.


Época NEGÓCIOSQual é o problema de buscar cada vez mais integração?


Herman Daly - Os humanos existem em comunidades. E as unidades de comunidade hoje estão no nível nacional e subnacional, mas não há instituições para uma comunidade global. As instituições que temos são de internacionalização e não de integração. Acho que, se você integra a economia globalmente sem um governo global, você apenas transfere poder dos governos para as corporações globais. E essa é a razão pela qual elas pressionam pela globalização, para escapar dos controles nacionais. Então, uma solução seria termos um governo global. Mas isso é muito difícil e improvável. A outra alternativa seria empurrar o capital global para dentro do ambiente local e impedir que ele seja tão global. Posso estar errado, mas acho que é muito perigoso ir para a uma integração global, sem governo. Claro que há algumas áreas em que nós temos que fazer isso, como o aquecimento global. Mas mesmo as decisões internacionais sobre temas como esse serão implementadas e controladas por nações e seus cidadãos. 


Época NEGÓCIOSMuitas pessoas vêem as suas ideias como exóticas. O senhor é otimista em relação à mudança dessa percepção e a mudanças das ideias em relação ao crescimento? 


Herman Daly - É difícil ser otimista. O que dá para ser é esperançoso. Eu acho mais fácil ter esperança de mudar nossa atitude em relação ao crescimento do que em acreditar que o crescimento contínuo será a solução. Mas para haver mudanças provavelmente precisarão ocorrer crises. É o que vemos historicamente. Ao falar com os meus estudantes sobre isso, digo que não podemos agir sobre essas questões agora, mas que o sentido de falar de coisas que estão além da possibilidade real é que, quando ocorre uma crise ou uma oportunidade para mudança, não temos que começar do nada. É bom ter ideias na mesa.



[    "Herman Daly - Exatamente. Uma parte necessária da economia estável é controlar o crescimento populacional." => 

  Cláudio: embora eu esteja entre os que acreditam que teremos 

Abundância para 10 bilhões de humanos (Abundância de Cérebros Educados e Interconectados produzirá uma [Revolução Civilizacional / Econômica / Política / Social / etc.] só comparável ao Iluminismo que nos tirou da Idade Média para a Idade Moderna)  {1} 

acho PRUDENTE considerar as ideias de quem tem visão diferente, pois se eu estiver errado, não haverá Planeta B para migrarmos...]

{1} FUTUROS: Possibilidades => Qual Construiremos (= Escolheremos)?

LEIA AQUI:


domingo, 18 de janeiro de 2015

3 questões que possivelmente sintetizam a fragilidade da Economia de Mercado Capitalista, e que impossibilitariam este modelo de prosseguir indefinidamente. Você concorda com elas?


 [Clique na imagem para ampliá-la]

Três Questões: O que você propõe?

[Neste vídeo] Peter Joseph apresenta três questões que possivelmente representam a  fragilidade da Economia de Mercado Capitalista, e que impossibilitariam este modelo de prosseguir indefinidamente. Você concorda com elas? Se discorda, responda com outra solução ou argumento (após ter visto todo o vídeo e consultado as referências).
Este exercício de pensamento é destinado tanto para o cidadão comum, preocupado com os problemas globais como para aqueles que ainda estão confusos sobre ou mesmo em oposição ao Movimento Zeitgeist.
Vou colocar três questões básicas aqui [no vídeo e transcrição as respostas e referências de Peter Joseph]. Se você discordar de minhas respostas ou talvez até mesmo da própria premissa das questões, encorajo-o a responder com outra solução ou argumento.  Se optar por fazer isso, certifique-se de ter visto as fontes listadas aqui e mantenha o foco. De novo: isto é sobre as três perguntas, apenas.
(1) Dado que a economia de mercado requer consumo a fim de manter demanda para emprego humano e promover crescimento econômico, existe um incentivo estrutural para reduzir o uso de recursos, a perda de biodiversidade, a emissão global de poluição e contribuir para a crescente necessidade de melhorar a sustentabilidade ecológica no mundo atualmente?
(2) Em um sistema econômico em que as empresas procuram limitar seus custos de produção a fim de maximizar lucros e permanecer competitivas contra outros produtoresqual é o incentivo estrutural existentepara manter os seres humanos empregados, no despertar de uma condição tecnológica emergente, onde a maioria dos trabalhos podem ser realizados de forma mais barata e eficaz através da automação?
(3) Em um sistema econômico que, inerentementegera estratificação de classes e a desigualdade em geral, como os efeitos da “violência estrutural” (um fenômeno, observado por pesquisadores de saúde pública, que mata mais de 18 milhões por ano, gerando uma vasta gama de malefícios tanto sistêmicos, como distúrbios comportamentais, emocionais e físicospodem ser minimizados ou até mesmo removidos?
Veja a seguir o vídeo e a transcrição do mesmo:


 E, a propósito, se você é uma daquelas pessoas que diz que não temos um livre mercado hoje, que temos coerção estatal e capitalismo de compadrio, por favor, assista a minha palestra “Origens e Adaptações Parte II” da Universidade de Toronto, 2014, assim como a minha Palestra em Berlim “Cálculo Econômico em uma LN/EBR” em 2013 onde eu contesto esse absurdo especificamente. Temos apenas um livre mercado puro, no sentido exato desses termos ou seja, a liberdade de concorrência e restrição da liberdade dos outros, no processo.
[LN/EBR = Leis Naturais / Economia Baseada em Recursos]

sábado, 19 de janeiro de 2013

Por que não se faz programa SÉRIO de economia de energia e uso de fontes locais (ex.: aquecedores / fornos solares e biodigestores) ? [Reservatórios das hidrelétricas baixos - riscos abastecimento eletricidade]

Por que não se faz programa SÉRIO de economia de energia e uso de fontes locais (ex.: aquecedores / fornos solares e biodigestores) ? [Reservatórios das hidrelétricas baixos - riscos abastecimento eletricidade]
Para: 


1 dia atrás... os reservatórios das hidrelétricas estão no nível mais baixo de uma década-- 
... (RJ) teve que reduzir a produção de energia por falta de gás.

oglobo.globo.com/.../industria-teme-que-haja-apagao-de-gas-no-segundo-semestre-7236828
16 horas atrás ... SÃO PAULO e RIO O uso do gás natural pelas termelétricas nos próximos meses 
pode resultar na falta do combustível para a indústria a partir ...


Minha Casa, Minha Vida:  Dos 2 milhões de moradias a serem construídas entre 2011 e 2014, 860 mil deverão conter obrigatoriamente sistemas de aquecimento solar.
O principal argumento para o uso de aquecimento solar em moradias de baixa renda é o benefício econômico e ambiental de [reduzir uso de] equipamentos como o chuveiro elétrico, que responde por 28% do consumo de energia
“A perspectiva de colocar aquecedor solar em 860 mil residências permite à tecnologia que ganhe escala, além de reduzir em cerca de R$ 1,5 bilhão o montante de investimentos na expansão do parque gerador e distribuidor de energia elétrica”, calcula o urbanista Eduardo Baldacci, que faz parte do GT Solar, grupo responsável pela definição de critérios de instalação dos coletores solares nas casas do programa habitacional de Dilma. O urbanista Baldacci também destaca o componente social do programa. “A economia na conta de luz das famílias de baixa renda é palpável. Chega a 40% em alguns casos.”
O biogás produzido pelo esgoto nos biodigestores acaba sendo usado nas creches e em outros locais como forma alternativa de energia.

Com a transformação do lixo em energia, os riscos à saúde humana - causados pelos lixões e aterros, pelos gases poluentes que produzem e pela poluição em geral – diminuiriam significativamente. Além disso, haveria a geração de empregos nos postos de coletas, nos postos de reciclagem e nas usinas, e o fornecimento de uma energia mais barata.

Economicamente falando, além dos cortes de gastos que a técnica traria, o aproveitamento de resíduos é considerado uma alternativa viável para substituir combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás), sendo uma boa opção para a redução da emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa. Com a venda de créditos de carbono, o Brasil poderia vir a arrecadar cerca de U$100 milhões por ano com essa alternativa, de acordo com pesquisadores do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Climáticas (IVIG).

Nos países europeus, nos Estados Unidos e no Japão, gerar energia a partir do lixo é uma realidade desde os anos 1980. Esses países processam 130 milhões de toneladas de lixo, gerando energia elétrica e térmica em 650 instalações. Somente a União Europeia extrai mais de 10 mil MW de cerca de 60 milhões de toneladas de lixo por ano em 400 usinas, que são capazes de produzir eletricidade para atender 27 milhões de pessoas (o equivalente a soma da população da Dinamarca, da Finlândia e da Holanda).

Casa popular e indústria solar
16/02/2012   -   Autor: Andrea Vialli   -   Fonte: Página 22

Se a presidente Dilma Rousseff desbloquear as verbas de seu principal programa habitacional, o Brasil colocará em prática o maior programa de aquecimento solar para moradias populares da América Latina. Embora ainda seja nanico no mercado mundial de energia solar para aquecimento de água, o País poderá ampliar em 240% a área instalada com painéis solares até 2014, para pouco mais de 21 milhões de metros quadrados. A liderança brasileira na América Latina seria ainda mais acentuada, deixando muito para trás o segundo país, o México, com área de 6,24 milhões de metros quadrados, um quarto de nosso parque solar, de acordo com o Departamento Nacional de Aquecimento Solar, da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Dasol/Abrava).


Desenvolvimento Sustentável - Biodigestores são implantados no BomfimDescrição: http://www.casadacidadania.org.br/Imagens/pxlNull.gif                                                                   Descrição: http://www.casadacidadania.org.br/Imagens/pxlNull.gif
*       Bruno do Nascimento Diário de Petrópolis  Setembro de 2004
*        
Águas do Imperador vem investindo também na construção de pequenos biodigestores para tratamento do esgoto. A proposta do O Instituto Ambiental (OIA), coordenado por Valmir Fachini, está sendo implementada pela empresa e já está em funcionamento no Alto Independência. Outra localidade onde estão sendo implantados os biodigestores é no Bonfim. O biogás produzido pelo esgoto nos biodigestores acaba sendo usado nas creches e em outros locais como forma alternativa de energia.

Os biodigestores são construídos com mão de obra da própria comunidade e são os moradores que fazem a manutenção do sistema com o apoio da Águas do Imperador. Existe uma idéia de que com o aumento da coleta do esgoto no centro histórico, a própria Estação do Palatinato, possa aproveitar o biogás gerado. Transformando o biogás em energia elétrica para ser consumida pela própria Águas do Imperador.

Os biodigestores serão usados prioritariamente para atender as comunidades mais carentes, dentro de uma política de responsabilidade social da empresa. A construção de estações de tratamento em condomínios residenciais atende a uma necessidade de outra parcela da população que pode pagar pela prestação do serviço.

De acordo com João Luiz o outro grande projeto da empresa é relacionado ao investimento na construção da Estação de Tratamento de Esgotos do rio Quitandinha, no ano de 2005. O projeto prevê o tratamento do leito do rio. Nas imediações do rio Quitandinha será construída uma estação que vai tratar o esgoto da calha do rio. Sendo que nos dias em que houver enchente a estação não funcionará em função de haver a diluição da carga poluidora. Em seqüência deverá vir a despoluição do rio Piabanha e assim sucessivamente até que finalmente o Distrito da Posse possa ser atendido. A empresa espera com a despoluição dos rios de Petrópolis aumentar significativamente a qualidade de vida da população.


DOMINGO, 4 DE NOVEMBRO DE 2012
Ecocidade - Ligações Externas para exemplos de uso dos conceitos propostos

Visão dos componentes para criação e transformação de nossas cidades em ambientes sustentáveis

  • Coleta e utilização de água de chuva e reutilização de águas servidas (águas tratadas) - redução de enchentes e melhor aproveitamento dos recursos hídricos.
  • "Matas Ciliares" para avenidas, ruas e estradas - cada "rio de cimento" equilibrado por árvores em suas laterais e canteiros centrais.
  • Cabotagem e ferrovias - transporte de mercadorias em longas distâncias através de cabotagem, para as cidades litorâneas e através de ferrovias, para as cidades distantes do litoral

Biodigestores. O tratamento de esgotos feito por Biodigestores em Petrópolis é referência nacional. Implantados em regiões de topografia acidentada e ...

Experimento-piloto funcionará em estação de tratamento de Franca (SP). ... de tratamento de esgoto (ETE) de Franca será equipada com um biodigestor que ...

envolverde.com.br/.../biodigestor-pode-solucionar-parte-do-problema-de-saneamento-basico-no-brasil/ - Em cache
24 out. 2012 ... “As pesquisas e as aplicações têm demonstrado tecnologias eficazes para tratamento do esgoto sanitário por meio do biodigestor e, ainda, ...


Geração de eletricidade a partir do biogás produzido no tratamento de esgotos. 
Geração de .... dade com Biogás de Esgoto na SA9. BESP Õ ETE Barueri ...

mento em uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE). Existem drenos de 
saída do biogás possibilitando sua captação, pu- rificação, queima em flare e, ...

2.5 – Produção de biogás na ETE Rio Preto . ...... estabelecimento (eletricidade
calor e combustível) e as características de capacidade de produção de ...

Na cidade de São Paulo, as usinas de metano implantadas nos aterros Bandeirantes e São João transformam o gás liberado pela decomposição do lixo 
em ...

15 set. 2008... já que resolveria o problema do lixo (que se acumula em lixões e aterros, ...  130 milhões de toneladas de lixo, gerando energia elétrica e térmica em ... que  são capazes de produzireletricidade para atender 27 milhões de ...

Os lixões e aterros existentes já estão, em sua maioria, saturados. ... milhões de toneladas de lixo, gerando energia elétrica e térmica em 650 instalações. ... baixo custo da eletricidade tornará esta fonte interessantíssima, sobretudo quando ...

Companhia já investiu R$ 43 milhões no programa e prevê instalar 7 mil unidades em dois anos.
energiahoje.editorabrasilenergia.com/...solar/.../cpfl-instala-coletor-solar-em-casas-populares-449583.html - Em cache

... desses princípios: a utilização dos painéis solares no Restaurante Popular do .... que concorrem às licitações públicas de coletores solares e reservatórios de ...

Uma das novidades do Minha Casa, Minha Vida 2 é o uso da energia solar para o ... Vida, isso não sai muito caro em relação ao preço da obra, mesmo que seja de uma casa popular... Logo, o coletor solar é uma ideia inteligente e correta.


Descrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcQmhNWTc-QpnXyFHzXbLV9tf5A-anTpgl9epLPUPdzcp3FTVI3MsN4yQrcDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcTmY3r0wNkp_62ksmmAccySUOsnIkEwOM6sw6vxonEnKMyLlWtdjqO4SgDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcR4uQVxV6YMxPHEIwKatGpW-86Z_Vkyioeh0X3k_BcGqi2XtZaBS9yZjaYDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcQN03izi_RA6haJnH_4vjUL0x3Wumf8yRFhCU38VaDV4XKomOdkr2lomys



Descrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcRvRYXPCYapk2iwaLJ3zFqn17E4gKBSagkVx-o0MzIFGEtL55YR1hiDE06PDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcQQJzadpYdJnPd0L33DF03fiTkIn5nbFtiXGLB7TUDp1AxCFJAhZd1Gek8Descrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcTzzDMKpt4X8FD-LhSWwnXWF59xGT6U0Apd091z15c7iNyLezCCiXQGuKcDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcTelbTqdzmd5q821dfIy6J0ZjxJINCBWxuSqBVC9DKGZBgyY1vsQXsblgWSDescrição: http://www.google.com.br/images?q=tbn:ANd9GcTdkpayhTo34qzkmPRKR5gTHkObn7E00fFq8IBVXVBaG9XQqso7y4mtXQw


AQUECEDOR SOLAR DE BAIXO CUSTO. A S B C. Elaborado por ... 4.3.2
Proteção dos coletores solares antes do enchimento com água 4.4 Interligação
entre ...

Manual da Manufatura Industrial de Coletores Solares Profissionais de Baixo
Custo. TECNOLOGIAS AGRÍCOLAS - AQUECIMENTO DE AR. Manual do
Projeto ...

Descrição: http://img.youtube.com/vi/fF07RC2En7o/default.jpg
Coletor Solar de Baixo Custo - Globo - YouTube
4 min - 4 jun. 2008
Vídeo enviado por rcpcps

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Coletor Solar de Baixo Custo - SBT - YouTube
3 min - 4 jun. 2008
Vídeo enviado por rcpcps

www.youtube.com/watch?v...






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Construindo um Coletor Solar de Baixo Custo: uma Oportunidade Para Ensinar
Física.

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"Coletor solar de baixo custo". É descrito um coletor solar (100) para aquecimento de água com baixo custo de montagem, compreendendo uma quantidade ...

Descrição: http://img.youtube.com/vi/Yz14XfeCO-Q/default.jpg
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Coletor Solar de Baixo Custo - Band - YouTube
2 min - 17 jun. 2008
Vídeo enviado por rcpcps

www.youtube.com/watch?v...
Descrição: http://img.youtube.com/vi/jSuKc-wn8g0/default.jpg
Coletor Solar Baixo CustoUFABC - YouTube
7 min - 9 maio 2012
Vídeo enviado por sgtbreitner

www.youtube.com/watch?v=jSuKc...
3.1-Passo a passo sobre a construção do coletor solar. 3.1.1-Escolha ... simples e de baixo custo, vimos que poderíamos dar um destino coletivo, implantando o ...

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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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