terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

#EUA: ⁉" #Juventude #sem #sexo e #sonhos" ⁉ 🤔🤔🤔🤔🤔 - Cresce #desalento entre #brasileiros #mais #escolarizados

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Cresce hashtagdesalento entre hashtagbrasileiros hashtagmais hashtagescolarizados: Em meio ao processo de recuperação da economia, a maioria das vagas criadas é informal e paga baixos salários, o que ajudaria a explicar o desânimo entre os mais escolarizados. https://www.linkedin.com/pulse/cresce-desalento-entre-brasileiros-mais-escolarizados-do-linkedin/

EUA: ⁉"hashtagJuventude hashtagsem hashtagsexo e hashtagsonhos" ⁉ 🤔🤔🤔🤔🤔 "Há algo terrível e bizarro que notei – e talvez você tenha notado também. Ninguém que eu conheça abaixo dos 40 anos consegue mais. Isso também se aplica as pessoas acima dos 40 também, é claro – mas como veremos, o destino de uma economia depende, em muitos aspectos, dos jovens. Refiro-me, com “não consegue mais” a todos os significados possíveis materiais. Os mais jovens não conseguem fazer face às despesas. Não conseguem salários decentes. Por isso, não conseguem poupar — nem, em consequência, comprar casas, iniciar famílias, mais tarde mudar-se. Como estão presos, vivendo nas casas de seus pais, tornam-se deprimidos, frustrados e furiosos. Vamos pensar sobre o significado de tudo isso. (...) Por Umair Haque, no Medium | Tradução: Marianna Braghini

Por estarem deprimidos, frustrados e furiosos, creio, eles voltam-se àquilo que conseguem pagar – mídias sociais, Netflix, “autocuidado” e outras atividades semelhantes. Mas elas não aliviam (ao contrário, podem agravar) o trauma emocional – sim, é um trauma – de estar preso em impotência e desesperança. Um ciclo vicioso emergiu: desempoderamento econômico, traumas psíquicos, isolamento social… potenciais desperdiçados. Fracasso psicoeconômicosocial, uma situação tão asquerosa que mal temos palavras para ela. Mas vou chegar a isso, em detalhes bastantes sórdidos, em breve. O capitalismo encurralou os jovens em uma espécie de eterna adolescência – durante a qual, são perseguidos como presas. Nunca os deixa crescer – embora diga-lhes, frequentemente para “assumirem responsabilidade”, “serem adultos” e “virarem-se com seus próprios meios.” Como um monstro, enclausura-os, isola-os e os pinça, um a um, quando estão em seu momento mais frágil – por sua doce carne. Puf! As fábulas distópicas desta era não estão muito longe da realidade. Os mais jovens são mantidos neste estado de adolescência perpétua para que possam ser explorados com máxima e perfeita eficiência – até que não tenham mais nada e então sejam descartados. Estarei exagerando? Basta olhar a realidade socioeconômica. Depressão e suicídio crescem entre os mais jovens. Eles não conseguem sair da casa dos pais. Têm menos relacionamentos. Até fazem menos sexo – quando que você ouviu de jovens fazendo menos sexo? Isso não é motivo de alarme? Estão falidos – e jamais irão se aposentar – mas também sequer conseguem um emprego. Uma vida boa como a do pai? Da avó? Sonhos distantes. Não é surpresa, portanto, que os jovens também tenham desistido do capitalismo. Não são apenas contra. Zombam, como uma criança diria: “eu não tenho medo daquele monstro!” Têm desprezo e desdém. Deveriam. Os jovens estão desistindo do capitalismo porque o capitalismo falhou com eles. Por baixo deste grotesco véu de inevitabilidade distópica, repousa uma verdade mais profunda. Os mais jovens estão na intersecção de três grandes choques econômicos – algo que nenhuma geração, verdadeiramente, teve que se encarar antes. Primeiro, a informatização tirou os últimos bons trabalhos restantes da economia e os concentrou em um pequeno grupo de companhias de tecnologia. Segundo, a financeirização fez tudo se transformar num pilha de dívidas, para que a inacessibilidade das coisas se mantenha invisível. Terceiro, décadas de desinvestimento na sociedade fizeram, do mais básico para se viver, algo ridiculamente inacessível. Quando você paga R$ 1,5 mil por mês, por pessoa, pela assistência à saúde…a ideia de ter filhos, começar uma família, comprar uma casa, torna-se piada amarga e grotesca. O que fazem os jovens? Se têm famílias ricas, recorrem sem parar a elas, pelo apoio de que desesperadamente precisam. Para o aluguel, o convênio de saúde, a prestação do carro. Não há nenhuma vergonha nisso, mas como nos nos sentimos envergonhados, não debatemos a questão central: os jovens estão atualmente atrelados a suportes de vida, meus amigos – até mesmo os responsáveis e produtivos. Aqueles que não têm famílias ricas estão em uma posição bem pior. O que irão fazer? Muitos recorreram às drogas. Claro, jovens sempre usam drogas. Mas há uma grande diferença entre fumar um baseado de vez em quando e uma dependência desamparada em opioides, por estar emperrado em uma vida sem saídas, em alguma cidade que um dia já foi lar de grandes industrias agora falidas. Os jovens estão, em essência, medicalizando livremente a dor do capitalismo Aqueles que são corajosos o suficiente para não medicalizar a dor, são crescentemente forçados a se voltar a vidas precárias para conseguir se sustentar o mês todo. A ascensão das camgirls [garotas que ganham dinheiro em troca de se exibir em câmeras online] e serviços online para ser “acompanhantes”, afim de pagar os estudos de graduação e outros, são um exemplo. Não há nada de errado em trabalhar com sexo quando você escolhe isso – mas minha sensação é que muitas mulheres não estão fazendo a opção, mas sendo compelidas por conta das dificuldades financeiras. É um fenômeno comum, também, de sociedades em colapso – suas mulheres têm que oferecer seus corpos para apoiar seus homens e a si mesmas. Nós, norte-americanos, damos risada da indústria do sexo no leste europeu, das crianças prostitutas tailandesas, das esposas por encomenda, mas não conectamos os pontos – é isso que o capitalismo está atualmente fazendo também com as mulheres próximas de nós. Mas também é algo que não discutimos, porque estamos ocupados demais glamourizando trabalho sexual para pensarmos: é apenas uma coincidência que o sexo esteja se transformando em commodity e aproveitado para lucro nas formas mais extremas, precisamente no momento que nossa sociedade está em colapso? E os homens que não têm famílias ricas e não podem se vender como as mulheres? Eles voltam-se aos bicos digitais – dirigindo para o Uber e oferecendo serviços no TaskRabbit [aplicativo voltado para oferta, precária de serviços básicos, em geral domésticos] e outros. Ainda que estes bicos ajudem a “diminuir” a taxa de desemprego, no melhor dos casos são apenas uma ilusão – porque você não pode fazer isso pra sempre. Não se trata apenas de não ser uma carreira – é o oposto de uma: atividades que não incluem nenhum investimento em capital humano, emocional ou social. São essencialmente uma outra maneira de vender seu corpo – porque você não pode desenvolver sua mente ou alma. Não é dizer que pessoas não paguem seus estudos ao trabalhar com Uber, nas câmeras online e outros. A questão é: eles deveriam ter que fazer isso? O que custa a todos nós quando estas são as opções oferecidas? O que é uma camgirl? Algo como uma concubina, um acessório de prazer. O que é um motorista de Uber? Algo como um chofer. O capitalismo está recriando algo muito parecido com a sociedade feudal, e fazendo da atual juventude uma legião de serventes, de servos. E o que é um servo, se não alguém compelido a vender seu trabalho braçal da forma mais servil que puder – em vez de autorizado a desenvolver sua mente, criatividade, intelecto, aspirações, imaginações? O capitalismo tornou-se predador dos jovens. Mantém-nos presos em uma adolescência perpétua – nunca permitido-lhes amadurecer, ter casas, começar famílias e se tornar adultos autônomos. Os jovens são mantidos nesta condição porque há poucas coisas mais lucrativas do que manter uma classe de novos, sorridentes servos e serventes para agenciar. Além de tudo, estão à distância de um toque na tela do celular. É uma obviedade que “capitalismo é exploração.” Mas o que isso significa exatamente, no contexto do colapso da civilização do século XXI? O capitalismo tornou-se o cafetão e o videirinho da juventude, sua madame e seu carcereiro, o dono da loja que utiliza mão de obra semi escrava. É o algorítimo que leiloa seus corpos, suor e músculos ao menor lance, com o maior custo. Não é a mão gentil que cuida deles até a idade adulta. A juventude não está se voltando cada vez mais a formas desesperadas de trabalho e consolo — enquanto a sociedade colapsa ao redor –, só para conseguir sobreviver? O sistema não está criando os inventores de amanhã, revolucionários, artistas e intelectuais. Alguns podem emergir, mas em geral estão se tornando servos. Estagiários de 40 anos, viciados em opioides, esgotados pela internet, pessoas que nunca tiveram um trabalho decente em suas vidas, jovens próximos da meia idade que ainda vivem com os pais porque não têm para onde ir. Pessoas que podem apenas estar crescendo acostumadas e resignadas a ser impiedosamente exploradas pelos mais velhos, ricos, predadores, até mesmo quando mesmo se enfurecem em suas telas, contra a máquina que os ataca. São os servos algorítmicos, serventes e prisioneiros do desejo – uma casta de trabalhadores sempre a disposiçã, e sob demanda, para servir. Mas pode uma sociedade de castas e de servos algorítmicos, que fazem trabalho braçal, vendendo sua juventude de maneiras cada vez mais desesperadas, também ser uma democracia moderna? Um lugar de abundancia, paz, crescimento e maturidade? Ou será um lugar perpetuamente instável, também devido a este ciclo de adolescência perpétua? Algo muito grave e vital é perdido quando agenciamos nossos próprios jovens ao capitalismo, quando este se torna chefe dos estabelecimentos de mão de obra semi escrava. Eles podem desistir da democracia e da liberdade. Chegam ao sofá esgotados, deprimidos e semi-suicida, em vez de protestar e votar. Tornaram-se traumatizados e feridos. Talvez passem a apreciar o mecanismo de sua própria opressão – “Ei, o Facebook é bom para mim! Não tire o Uber de mim!” Dificilmente será possível culpá-los. A que mais podem recorrer, além da opressão, para subsistir? Agora, a armadilha aparece. O capitalismo diz aos mais jovens: “venda-me seu corpo enquanto ainda está fresco, se quiser viver. Te dou alguns trocados”. E ainda assim, os jovens mostram sinais de vida. Estão se rebelando contra o capitalismo, porque o sistema falhou com eles, de todas estas maneiras escabrosas e terríveis. Isso deveria dar um pouco de esperança. Os jovens sempre foram os mais sábios entre nós. E em seu veemente desprezo ao capitalismo – mesmo que ainda não entendam a profundidade em que o sistema os rebaixou e os desgraçou – eles são melhores e mais verdadeiros do que sabem. Por Umair Haque, no Medium | Tradução: Marianna Braghini



quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Globalização Financeira (Lucro Monetário como Medida de "Eficiência") é SUICÍDIO: Finanças NÃO se refere à PRODUÇÃO. Baseia-se em DIVÍDAS. E quando as Divídas forem IMPAGÁVEIS?

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9. EFICIÊNCIA DE MERCADO VS EFICIÊNCIA TÉCNICA

"O aspecto sinergético da indústria, realizando cada vez mais trabalho com cada vez menos investimento de tempo e de energia por cada unidade de desempenho... nunca foi formalmente contabilizado como um ganho de capital da sociedade sedentária. A eficácia sinérgica de um processo industrial mundialmente integrado é inerentemente muito maior do que o confinado efeito sinérgico de sistemas soberanos operando separadamente. Logo, só uma renúncia mundial das soberanias pode permitir a fundação de um alicerce de alto padrão para toda humanidade." [276]  - R. Buckminster Fuller -

(...)  Deixando a dificuldade das relações sociais de lado, os seres humanos, independentemente de seus costumes sociais tradicionais, estão estritamente vinculados pelas leis naturais que regem a terra, e desviar-se desse alinhamento é o que, invariavelmente, inibe a nossa sustentabilidade, prosperidade e saúde pública. Deveria ser lembrado que os pressupostos fundamentais de nosso sistema socioeconômico atual desenvolveram-se durante períodos de consciência científica substancialmente menores tanto sobre nosso habitat quanto nós mesmos. [281] Muitas das consequências negativas, hoje comuns nas sociedades modernas, simplesmente não existiam no passado, e é esse presente choque de sistemas que está desestabilizando ainda mais e de muitas maneiras o nosso mundo.

Será aqui argumentado que a integridade de qualquer modelo econômico é, na verdade, melhor mensurada pelo quão bem alinhado ele está com as conhecidas leis que regem a natureza. Este conceito de lei natural não é apresentado aqui como algo esotérico ou metafísico, mas como fundamentalmente observável. Embora seja verdade que as leis da natureza são, ao longo do tempo, constantemente refinadas e alteradas em nosso entendimento, certas realidades causais mantiveram-se, e mantêm-se, definitivamente verdadeiras.

Não há dúvida de que o organismo humano tem necessidades específicas de sobrevivência, como a de nutrição, água e ar. Não há dúvida em relação a quais processos ecológicos fundamentais asseguram a estabilidade ambiental do nosso habitat e que devem permanecer sem perturbação em suas relações simbióticas-sinérgicas. [282] 

Também não há discussão de que a psique humana, por mais complexa que seja, apresenta, em média, reações básicas previsíveis a estressores ambientais, e, logo, como reações de violência, depressão, abuso e outras questões comportamentais negativas possam daí resultar. [283]

Essa perspectiva científica, causal ou técnica das relações econômicas reduz todos os fatores relevantes a um quadro de referência e a uma linha de pensamento relacionados à nossa compreensão atual do mundo físico e suas dinâmicas tangíveis naturais. Essa lógica considera a ciência do estudo humano, logo, mais uma vez, a natureza em comum das necessidades humanas e da saúde pública, e combina estas com as regras comprovadas do nosso habitat, com o qual estamos, sinérgica e simbioticamente, conectados. Conjuntamente, um modelo racional de operação econômica partindo "do zero" pode ser generalizado com pouquíssima necessidade dos séculos de estabelecimento da teoria econômica tradicional. [284]

Isso não quer dizer que esses argumentos históricos não possuem valor no que diz respeito à compreensão da evolução cultural, mas sim que, se uma visão de mundo verdadeiramente científica é assumida em relação ao que "funciona" ou "não funciona" na estratégia de eficiência que é exigida pelo jogo de xadrez da sobrevivência humana, há pouca necessidade de uma abstração sobre a referência histórica. Essa visão se situa no cerne da lógica reformista do MZ e será revista, mais uma vez, na parte III deste texto.

O ponto em questão é que esses aspectos praticamente imutáveis da consciência científica quase não são reconhecidos pelo atual modelo econômico dominante. Na verdade, será argumentado que esses dois sistemas não estão apenas dissociados, mas são diametralmente opostos em muitos aspectos; fazendo alusão a realidade de que a economia competitiva de mercado não é realmente "consertável" em seu todo, e, portanto, um novo sistema baseado diretamente nestas realidades da "lei natural" precisa ser construído a partir do zero.

Este ensaio vai examinar e contrastar uma série de considerações "econômicas", tanto do ponto de vista do sistema de mercado (lógica de mercado), quanto da lógica mecanicista ou "técnica". Será expresso como a "eficiência" tem dois significados muito diferentes em cada ponto de vista, argumentando-se que "a eficiência de mercado" [285] é apenas eficiente no que diz respeito a si mesma, em que são usados conjuntos de regras criados pelo homem associados, principalmente, à dinâmica econômica clássica, que facilita o lucro e o crescimento, enquanto a "Eficiência Técnica", que referencia as conhecidas leis da natureza, busca a maneira mais otimizada possível de desenvolvimento industrial, de forma a preservar o habitat, reduzir o desperdício e, finalmente, garantir a saúde pública, baseando-se em entendimentos científicos emergentes. [286]

CONSUMO CÍCLICO E CRESCIMENTO ECONÔMICO
O capitalismo de mercado, em sua operação básica, pode ser generalizado como uma interação entre proprietários, trabalhadores e consumidores. A demanda dos consumidores gera a necessidade de produção pelos proprietários (capitalistas), que, em seguida, empregam trabalhadores para a realização desse ato. Esse ciclo tem origem essencialmente na "demanda" e, portanto, o verdadeiro motor do mercado é o interesse, a capacidade e o ato de todos comprarem no mercado. Todas as recessões e depressões [287] são resultado, em um nível ou outro, de uma diminuição nas vendas. Por isso, a necessidade mais crítica em manter as pessoas empregadas e, portanto, manter a economia em um estado de "estabilidade" ou "crescimento", é o consumo constante e cíclico.

O crescimento econômico, que é geralmente definido como "um aumento da capacidade de uma economia em produzir bens e serviços, em comparação com outro período de tempo" [288], é um interesse constante de qualquer economia nacional de hoje e, consequentemente, da economia global. Muitas táticas macroeconômicas são utilizadas, frequentemente, em épocas de recessão para facilitar empréstimos, produção e consumo, a fim de manter uma economia funcionando em seu nível atual ou, preferencialmente, além dele. [289] O ciclo de negócios, um período de expansão e contração oscilante, tem sido reconhecido como uma característica da economia de mercado, devido à natureza de "disciplina do mercado", ou de correção, o que, segundo os teóricos, é em parte um aumento e diminuição naturais dos sucessos e fracassos nos negócios. [290]

Em suma, a taxa (aumento ou redução) de consumo é o que gera os períodos de crescimento ou contração do ciclo de negócios, tendo, geralmente, a regulação monetária macroeconômica como o que aumenta ou diminui a facilidade de liquidez (normalmente por meio de taxas de juros), com o fim de "gerenciar" as expansões e contrações. Embora a política macroeconômica monetária moderna não seja o tema deste ensaio, é importante ressaltar aqui, como um parêntese, que o respeito recíproco para com ambos os períodos, de expansão e de contração, do ciclo de negócios não existiram, historicamente. Os períodos de expansão monetária (frequentemente via crédito mais barato), que normalmente se correlacionam com períodos de expansão econômica (já que mais moeda é colocada em uso), são saudados pelos cidadãos como sucessos nacionais para a sociedade, enquanto que todas as contrações são vistas como fracassos políticos.

Portanto, sempre houve um interesse dos estabelecimentos políticos (que querem parecer bons) e das principais e influentes instituições do mercado (protegendo os lucros empresariais), em preservar os períodos de expansão pelo maior tempo possível e lutar contra todas as formas de contração. Essa perspectiva é natural do sistema de valores inerente ao capitalismo, pois o "sofrimento" deve ser evitado em todos os momentos, muitas vezes de maneira míope. Nenhuma empresa quer reduzir seu tamanho voluntariamente, nem qualquer partido político quer parecer "mau", mesmo que a teoria econômica tradicional nos diga que esses períodos de contração são "naturais" e deveriam ser permitidos.

O resultado tem sido, em suma, um aumento constante da oferta de dinheiro (ou seja, do poder de compra e do capital) em épocas de recessão, resultando em uma dívida global maciça, tanto pública quanto privada. [291] 

A verdade é que 
todo o dinheiro passa a existir a partir de empréstimos, e cada um desses empréstimos é feito com juros, pois o empréstimo e a taxa de juros acumulada (lucro do banco) devem ser pagos; significando que a própria natureza da criação monetária, por padrão, implica automaticamente um saldo negativo. Existe sempre mais dívida do que dinheiro em circulação. [292]

Então, voltando ao ponto principal que diz respeito à necessidade de demanda e consumo para manter o funcionamento da economia, esse processo de troca com foco geral no crescimento está no coração do contexto de "eficiência" do mercado. Não importa o que esteja sendo produzido ou o seu efeito sobre o estado das relações humanas ou terrenas. Essas são todas, novamente, "externalidades". Como um exemplo concentrado dessa lógica, o mercado de ações, que em si não é nada mais do que o comércio de dinheiro e de seus agora numerosos "derivativos", gera um enorme PIB e um "crescimento" através dos lucros e vendas resultantes. [293]

No entanto, sem dúvida, esse mercado não produz nada de valor tangível ou de suporte à vida. O mercado de ações e as instituições financeiras agora maciçamente poderosas são completamente auxiliares à economia produtiva real. Enquanto muitos argumentam que essas instituições de investimento facilitam os negócios e os empregos pela aplicação de capitais, esse ato, mais uma vez, só é sistemicamente relevante no sistema atual (eficiência de mercado) e totalmente irrelevante em termos de produção real (eficiência técnica).

Em suma, quando se trata de lógica de mercado, quanto mais volume de negócios ou de vendas melhor - e assim é - independentemente se o item vendido é o crédito, rochas, "esperança" ou panquecas. Qualquer poluição, desperdício ou outros malefícios do tipo, são, mais uma vez, "externos". Não há nenhuma consideração pelo papel técnico dos processos reais de produção, das estratégias de distribuição eficientes, da aplicação de projetos ou similares. Assume-se que tais fatores culminem, metafisicamente, no melhor para as pessoas e para o habitat simplesmente porque é isso o que a "mão invisível" [294] do mercado implica.

No entanto, *a crescente revolução "mais com menos"* [295] das ciências industriais criou uma nova realidade, onde o avanço da tecnologia industrial reverteu o padrão de "esforço material cumulativo" no que diz respeito à eficiência. A lógica de que "mais trabalho, mais energia e mais recursos" produzirão resultados proporcionalmente mais eficazes tem sido contestada. Em cada vez mais circunstâncias a redução de energia, mão de obra e materiais para realizar determinadas tarefas tem obtido êxito, dadas as nossas aplicações científicas e técnicas modernas. [296]  (...)

SAIBA MAIS:

9. EFICIÊNCIA DE MERCADO VS EFICIÊNCIA TÉCNICA
http://umanovaformadepensar.com.br/eficiencia_de_mercado_vs_eficiencia_tecnica



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

GM: gasolina => elétricos autônomos Mobilidade-como-um-Serviço (MaaS) Era Abundância: TRANSIÇÃO com ou sem "Idade Média"?

Imagens em detalhes (Clique para ampliar):







  


GM vai cancelar modelos e cortar produção e empregos na América do Norte

DETROIT/WASHINGTON (Reuters) - A General Motors anunciou nesta segunda-feira que vai cortar a produção de modelos com vendas fracas e demitir pessoal na América do Norte, diante de um mercado estagnado para sedãs movidos a gasolina, em uma reestruturação que vai levar mais investimento para veículos elétricos e autônomos.

O anúncio marca a maior reestruturação da maior montadora de veículos da América do Norte desde que foi resgatada pelo governo dos Estados Unidos uma década atrás.

O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou os riscos políticos que a GM enfrenta, ao exigir que a montadora encontre um novo veículo para construir em Ohio e revelar que disse à presidente-executiva da GM, Mary Barra, estar insatisfeito com a decisão da montadora de cortar a produção numa fábrica em Ohio. Ohio será um Estado-chave na campanha presidencial de 2020.

"Nós não gostamos", disse Trump. "Este país fez muito pela General Motors, é melhor voltarem para lá." 

["É a economia, estupido." vale mais do que nunca...]

Fábricas norte-americanas sinalizaram possível cortes de quase 15 mil empregos se necessário para se manterem fortes à medida que investem em novas tecnologias e novos negócios, como os serviços de robô-táxi.

[Retaliação: tarifas aço importado?]

As pressões de custo sobre a GM e outras montadoras aumentaram. A companhia disse que as tarifas sobre o aço importado, impostas no começo do ano pelo governo Trump, custaram 1 bilhão de dólares.

As ações da GM provocaram a ira de figuras políticas de ambos os lados da fronteira entre EUA e Canadá, e dos principais sindicatos norte-americanos.
(...)
A GM planeja interromper a produção no próximo ano em três fábricas: a de carros de passeio em Ohio; o complexo Detroit-Hamtramck em Detroit; e o complexo de montagem de Oshawa, Ontário, perto de Toronto.

Também vai parar vários modelos montados nessas fábricas, incluindo o Chevrolet Cruze, o híbrido Chevrolet Volt, o Cadillac CT6 e o Buick LaCrosse. 

O carro compacto Cruze será descontinuado no mercado dos EUA em 2019.

As fábricas em Baltimore, Maryland, e a de Michigan correm risco de fechamento. 

A empresa disse que também fechará duas fábricas fora da América do Norte, mas não detalhou.
(...)

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Vida Digital CBN - Pedro Doria
Carros autônomos do Google vão entrar em operação nos EUA

O serviço vai funcionar como um aplicativo de carona, e vai entrar em operação até o final do ano na cidade de Phoenix, no Arizona. A empresa Waymo, do Google, vai contar com 100% de carros plenamente autônomos, ou seja, sem motorista. Alguns modelos de veículos vão contar com 'chaperones', pessoas que ficarão de frente para o volante e poderão assumir em caso de emergência. A ideia também é deixar os usuários mais confortáveis em ocupar o veículo.

DURAÇÃO: 00:08:52

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Ford monta um novo de negócio de carros autônomos em Miami

A empreitada, embora ainda pequena, é uma abordagem única da empresa na corrida dos carros autônomos e tem expectativa de lançamento para 2021


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PARECE QUE ADIANTAREMOS (antes de 2030...)

DISRUPÇÃO LIMPA DE ENERGIA E TRANSPORTE - Tony Seba
A era industrial, na energia e nos transportes, acabará até 2030. Talvez antes.

==>>> Infográficos e Legenda, Português, do vídeo 

#CleanDisruption, #Energia, #SebaTony, #TransporteComoServiço, #WEB_Energetica


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Elon Musk: +20anos   TerCarro = TerCavalos
Elon Musk: "Em 20 anos, andar de automóvel será tão antiquado como ir ao trabalho à cavalo"


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Mobilidade-como-um-Serviço (MaaS) 

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Era Abundância: TRANSIÇÃO com ou sem "Idade Média"?

A Implosão da Excessiva Concentração de Poder e Riquezas [1]  da Última Fase da Era Industrial (PAX Industrial):

- provocará Conflitos, Inseguranças e Sofrimentos similares à Transição da Era Agrícola para a Abundância (relativa) da era Industrial?       

OU

- aprenderemos a lição (aquela que "sabemos de cor, só nos resta aprender") e Construiremos - com Empatia e Racionalidade - uma Transição com Minimização de Conflitos, Inseguranças e Sofrimentos?