sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Renda Básica Universal é a Resposta a um Futuro Automatizado? - Peter Diamandis



TRADUÇÃO DE:

Is Universal Basic Income the Answer to an Automated Future?
Publicado em 12 de dezembro de 2016 | Destacado em: Big Ideas & Innovation, Economy, Editor's Picks




[*] CO-FOUNDER/VICE-CHAIRMAN at Human Longevity, Inc.



Alguns temem que os robôs e AI vão roubar os nossos empregos.

Eles provavelmente vão (no curto prazo, pelo menos metade deles).

Se isso acontecer, o que vamos fazer para ganhar a vida? Como é que vamos ganhar dinheiro?

Neste blog eu vou discutir uma das mais importantes soluções propostas para a perda de emprego decorrente da automação - a noção de "Renda Básica Universal " (algumas vezes chamada de renda mínima garantida).

Em específico, eu quero discutir:

1. Previsões sobre perda de emprego

2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

3. RBU funciona?

4. Quais são as implicações?

Vamos mergulhar.


1. Previsões sobre perda de emprego

Em 2013, o Dr. Carl Benedikt Frey da Oxford Martin School estimou que 47 por cento dos postos de trabalho, nos EUA, estão "em risco" de ser automatizados nos próximos 20 anos.

A estimativa foi recentemente verificada por McKinsey & Company, que sugere que 45 por cento dos postos de trabalho de hoje vão ser automatizados usando tecnologias exponenciais, tais como aprendizagem de máquina, inteligência artificial, robótica e impressão 3D.

O conceito é chamado de desemprego tecnológico, e a maioria das carreiras, de operários e agricultores até médicos e advogados, são susceptíveis de ser afetadas.

O impacto será, provavelmente, ainda mais grave no mundo em desenvolvimento.

As implicações esperadas, do desemprego tecnológico, variam amplamente.

Indivíduos como Ray Kurzweil e o capitalista de risco Marc Andreessen acreditam que, enquanto os empregos de hoje irão perecer, novos empregos serão criados pela tecnologia para substituí-los.

Outros especialistas projetam que o desemprego tecnológico vai ser maciçamente prejudicial para a sociedade.

Ainda outros acreditam que a sociedade se adaptará, inicialmente por constantemente desmonetizar nosso custo de vida e a seguir pela implantação generalizada da "renda básica universal."

(NOTA: No caso de você não ter lido, em um blog anterior, cobri, em detalhes, como estamos no processo de massivamente demonetizing the cost of living.)



2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

Renda Básica Universal (RBU) é uma política em que todos os cidadãos de um país recebem, regularmente, uma soma incondicional de dinheiro, seja a partir de um governo ou alguma outra instituição pública, em adição a quaisquer rendimentos recebidos por outros meios.

A motivação central da RBU - tratar de males sociais, dando às pessoas dinheiro "grátis" - certamente não é uma ideia nova.

Para alguma perspectiva, Thomas Paine delineou um plano, em seu ensaio, de 1797, "Justiça Agrária" para criar um fundo nacional para a realização de pagamentos de 15 libras esterlinas para cada adulto maior de 21 anos ....

Hoje, as experiências com RBU estão se espalhando por todo o mundo, da Finlândia e Países Baixos até o Canadá e França.

Na França, vários membros do Parlamento têm apoiado realizar uma experiência, e o ministro das Finanças está receptivo a isto.

Na última década, mais de oito países têm, formalmente, feito experimentos com RBU. Aqui estão os três principais experimentos ativos dignos de nota:

2.1 Finlândia: No início do próximo ano, o Governo finlandês vai lançar um experimento em que um grupo aleatoriamente selecionado de ~ 3.000 cidadãos já com subsídios de desemprego, vão começar a receber uma renda básica mensal de 560 euros (aproximadamente US $ 600.). Esta renda básica vai substituir os seus benefícios existentes. O valor é o mesmo que o nível mínimo atual garantido de apoio, da segurança social finlandesa. O estudo piloto, acontecerá por dois anos, em 2017-2018, e tem como objetivo avaliar se a renda básica pode ajudar a reduzir a pobreza, a exclusão social e a burocracia, enquanto aumente a taxa de emprego.

2.2 Países Baixos: O governo local, da cidade holandesa de Utrecht, pretende realizar um experimento que daria uma renda mensal garantida para 250 cidadãos holandeses que atualmente estão recebendo benefícios do governo. Um período de teste de dois anos está previsto para começar em janeiro do próximo ano, e alguns cidadãos de Utrecht e algumas cidades próximas receberão um montante fixo de € 960 por mês (cerca de $ 1,100). A proposta Utrecht - chamada de "Wat weten werkt", ou "saber o que funciona" - inclui seis grupos de teste, e os membros, em cada um, receberão valores ligeiramente diferentes, em condições ligeiramente diferentes. Em adição, ao grupo que receberá € 960 por mês, sem quaisquer obrigações de trabalho, há um grupo ao qual será dado isso, mais um adicional de € 150 no final do mês, se eles fornecerem serviços voluntários, tais como fazer trabalho de manutenção em pátios escolares.

2.3 Índia: Mais de 350 milhões de pessoas (cerca de 30% da população) permanecem abaixo da linha de pobreza, após duas décadas de alto crescimento econômico. Nesse contexto, em 2011, a Índia lançou dois projetos pilotos para testar o impacto de subsídios de renda básica, financiados pela UNICEF, com SEWA como coordenadora. Em oito aldeias em Madhya Pradesh, a cada homem, mulher e criança foi fornecido um pagamento mensal de, inicialmente, 200 rúpias para cada adulto e 100 rúpias para cada criança, pagos à mãe ou tutor; Estes foram posteriormente aumentados para 300 e 150, respectivamente. Eles também experimentaram um esquema semelhante, em uma aldeia tribal, onde, durante 12 meses, a cada adulto foi pago 300 rúpias, por mês e, para cada criança, 150. Outra aldeia tribal foi usada como uma comparação. O dinheiro foi pago individualmente, inicialmente como dinheiro e depois de três meses em contas bancárias ou de cooperativas.

Em janeiro, Sam Altman, presidente da Y Combinator, anunciou que o fundo de startup, sediado em San Francisco, estava organizando um estudo de renda básica nos EUA.





3. RBU funciona?

Embora a implementação da RBU, em escala, ainda esteja em seus primeiros dias, os resultados são promissores.

Os primeiros resultados no experimento da Índia mostram que anutrição foi melhorada, conforme medido pelo peso-médio-para-idade das crianças (Organização Mundial da Saúde, z-score), e mais ainda entre as meninas.

No mesmo estudo, os subsídios da RBU levaram a mais trabalho, e não menos, como esperado pelos céticos.

Houve uma mudança do trabalho assalariado casual para mais atividades agrícolas e negócios, por conta própria, com menos migração orientada por dificuldades, para fora da região.

As mulheres ganharam mais do que os homens.

Dito isto, o estudo de caso mais convincente demonstrando como a renda básica universal poderia funcionar vem de uma pequena cidade no Canadá.

De 1974 a 1979, o governo canadense, em parceria com a província de Manitoba executou um experimento sobre a ideia de proporcionar uma renda mínima para os moradores, chamada MINCOME.

MINCOME era um rendimento anual garantido, oferecido a todas as famílias elegíveis, em Dauphin, uma cidade da pradaria, de cerca de 10.000 habitantes, e um número menor de residentes em Winnipeg e algumas comunidades rurais da província.

Então, o que aconteceu com as famílias recebendo MINCOME?

- Tiveram menos hospitalizações

- Tiveram menos acidentes e lesões

- Internações de saúde mental cairam dramaticamente

- As taxas de conclusão do ensino médio aumentaram

- Jovens garotas adolescentes foram menos propensas a dar à luz antes dos 25 anos, e quando o fizeram, elas tiveram menos filhos

O programa elevou a maioria dos beneficiários acima da linha da pobreza do Canadá.

E os efeitos sobre o emprego, em Dauphin, foram modestos. Para assalariados primários - aqueles com empregos de tempo integral - não houve praticamente nenhum declínio no trabalho.

Essencialmente, ninguém abandonou seus empregos.

O dinheiro do governo aliviou a ansiedade econômica das famílias, permitindo-lhes investir em sua saúde e planejar para um horizonte mais longo.

MINCOME agora está servindo como inspiração para o retorno da renda básica no Canadá.

Em seu orçamento de 2016, o governo da província de Ontário anunciou planos para realizar um piloto de renda básica neste ano.

4. Quais são as implicações?

Estou bastante confiante de que no futuro próximo, conforme a tecnologia continuar a eliminar postos de trabalho tradicionais e maciça nova riqueza for criada, vamos ver alguma versão de renda básica universal implantada em larga escala.

Enquanto eu acho que as implicações da RBU são, na sua maioria, positivas, há certamente muitas complexidades associadas com a sua implementação.

Há ainda muitas questões que permanecem sem resposta - de onde virá o dinheiro adicional? De impostos?

RBU provocará problemas que não podemos antecipar ou criará mais conflitos do que resolverá?

Os governos reagirão com rapidez suficiente, dado o ritmo da inovação e automação tecnologica? É realmente uma solução para o desemprego tecnológico? Ou nós ainda teremos que passar por um período turbulento, violento, enquanto nós redistribuímos nosso trabalho, em um mundo de robôs e IA [N.T. Inteligência Artificial]?

No mínimo, eu acredito que, com a diminuição em custos de vida, RBU será uma das muitas ferramentas que permitirão a auto-realização em massa - mais pessoas serão capazes de seguir suas paixões, ser mais criativas, e dedicar mais tempo a atividades de ordem superior, pessoalmente gratificantes.

Quando isso acontecer, nós estaremos um passo mais perto de um mundo de abundância.

Junte-se a mim

As implicações e oportunidades desta próxima década para os empreendedores são enormes.

Este é o tipo de conversa que exploramos em minha comunidade on-line exclusiva de arrojados inovadores, com espírito de abundância, chamada Abundance 360 Digital (A360D).

A360D é minha 'onramp' ['rampa de lançamento'?] para os empreendedores exponenciais - aqueles que querem se envolver e jogar em um nível mais elevado.



P. S. Toda semana eu preparo um "Blog Tech" como este. Se você quiser se inscrever, acesse Diamandis.com e se inscrever para este e Abundance Insider.

P.P.S. Meu querido amigo Dan Sullivan e eu tenho um podcast chamado Exponential Wisdom [Sabedoria Exponencial]. Nossas conversas se concentram sobre as tecnologias exponenciais criando abundância, a colaboração em tecnologia humana, e empreendedorismo. Visite aqui para escutar e subscrever: a360.com/podcast




VER TAMBÉM:

Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais



QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ

- minha carta de agradecimento e esclarecimentos públicos sobre o futuro de Quatinga Velho;

- minha crítica ao Bolsa-Família;

- e apresentação dos fundamentos para o salto da teoria à prática da renda básica, com projetos pequenos, independentes, replicáveis, e escalonáveis em redes sem fronteiras.

- Como conclusão, apresento ainda um novo exemplo de modelo prático [para] a realização do que proponho.


(...) Qual minha proposta concreta para novas experiências, não só em países em desenvolvimento, mas em todo e qualquer lugar do mundo?

Contudo, para quem não se interessa por nenhuma destas respostas ou histórias, não quer saber nada de Brasil, ReCivitas, Quatinga Velho nem muito menos Bolsa-família, só quer saber o que precisa para fazer a Renda Básica acontecer, mesmo sem apoio político ou pouco recursos financeiros, e não importa se para 10, 100 ou 1 milhão, desde que seja concreta e verdadeira. Então pule os agradecimentos e o Bolsa-Família e vá direto para a Conclusão: O novo modelo de Quatinga Velho.

Nele não só falo de como fazer o salto da tese à prática, mas trago o mais recente exemplo de tudo que estou falando. E espero que seja para todos nossos apoiadores e parceiros uma boa notícia:

Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais






Tradução de:
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How to Pay for Universal Basic Income
Universal income can come from universal assets

James K. Boyce teaches economics at the University of Massachusetts Amherst.
Peter Barnes is a co-founder of Credo Mobile and the author of With Liberty and Dividends for All

http://evonomics.com/how-to-pay-for-universal-basic-income/
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Como pagar a renda básica universal

A renda universal pode vir de ativos universais


Ultimamente tem havido uma discussão renovada sobre a renda universal: pagamentos regulares em dinheiro a todos, independentemente de raça, gênero ou necessidade. Os defensores anteriores da ideia incluem o revolucionário Thomas Paine, o líder dos direitos civis Martin Luther King, Jr., o economista de livre mercado Milton Friedman e o presidente Richard Nixon. O interesse de hoje tem sido provocado pela estagnação de renda experimentada pela classe média da América [N.T.: EUA] e trabalhadores pobres, e pelo persistente crescimento lento experimentado pela nossa economia.

A ideia encontra apoio em todo o espectro ideológico da América [N.T.: EUA] em uma época em que quase nada mais o faz. Liberais, ou pelo menos alguns deles, gostam dela como uma maneira de preservar nossa classe média quando os trabalhos já não pagam o bastante. Conservadores, ou pelo menos alguns deles, gostam dela como uma forma de reduzir a dependência em relação ao nosso labirinto bizantino de programas de bem-estar.

Mas o rendimento universal é caro e rapidamente se depara com o obstáculo de como pagar por ele. Seu amplo apelo é confrontado por uma aversão igualmente generalizada aos impostos, especialmente com a finalidade de redistribuir a renda. Felizmente há outra maneira de pagar por isso: renda universal pode vir de ativos universais, a.k.a. (também conhecidos como) nossa riqueza comum.

A riqueza que herdamos e criamos juntos vale trilhões de dólares, mas atualmente não obtemos quase nenhum rendimento. Nossa herança conjunta inclui presentes inestimáveis da natureza, tais como nossa atmosfera, minerais e água doce, e ativos socialmente criados, como nossa infra-estrutura legal e financeira, sem a qual as corporações privadas não poderiam existir, muito menos prosperar. Se nossos ativos comuns fossem melhor administrados, poderiam pagar a cada americano, incluindo crianças, várias centenas de dólares por mês.

Considere, por exemplo, a capacidade limitada de nossa atmosfera para absorver poluentes que causam mudanças climáticas. Ao cobrar os poluidores por usar esse recurso escasso, podemos proteger nosso clima e gerar dividendos para todos. Outras formas de poluição poderiam ter preços semelhantes. E poderíamos cobrar preços de mercado para a extração de recursos, tais como minerais e madeira de terras públicas que agora são alugadas a firmas privadas a preços mais baixos em 'acordos de amados'. Fazer com que os poluidores e os extratores paguem, sem abandonar a regulamentação, forneceria incentivos baseados no mercado para respeitar a natureza.

E isso não é tudo. Os bens universais incluem presentes da sociedade, bem como da natureza. Um exemplo é a nossa infra-estrutura jurídica e financeira, sem a qual a fortuna privada dos bilionários seria impossível.

Eis o que o investidor Warren Buffett disse uma vez a Barack Obama: "Eu tive a sorte de nascer em um tempo e lugar onde a sociedade valoriza meu talento e me deu uma boa educação para desenvolver esse talento e estabeleceu as leis e o sistema financeiro para me deixar fazer o que eu amo fazer - e ganhar um monte de dinheiro realizando isso.  Quando perguntado quanto de sua riqueza foi criada pela sociedade, Buffett diz" uma porcentagem muito significativa." O Nobel de economia Herbert Simon foi um pouco mais preciso. "Se formos muito generosos com nós mesmos, suponho que poderíamos afirmar que" ganhamos "até um quinto da nossa renda. O resto é patrimônio associado a ser membro de um sistema social enormemente produtivo."

Atualmente, aqueles que mais se beneficiam de nossos ativos socialmente construídos não pagam quase nada para usá-los. Mas isso nem sempre precisa ser assim. Poderíamos cobrar pelo uso de componentes chave de nossa infra-estrutura legal e financeira; Por exemplo, taxas de transação modestas sobre os negócios com ações, títulos e derivativos poderiam gerar mais de US $ 300 bilhões por ano. Essas taxas não só gerariam renda para todos; Eles desestimulariam a especulação e ajudariam a estabilizar nosso sistema financeiro. Taxas semelhantes poderiam ser aplicadas aos ganhos de patentes e royalties, que são retornos não apenas da inovação, mas também dos direitos de monopólio concedidos e aplicados pela sociedade.

Aqui está o ponto de partida. Não seria difícil criar uma carteira de ativos universais que pudessem pagar, digamos, US $ 200 por mês para cada residente dos EUA com um número de Seguridade Social válido. Esse dinheiro poderia ser creditado automaticamente em todas as contas bancárias ou cartões de débito, com praticamente nenhuma burocracia. Seria pago a todos como co-proprietários de nossos ativos universais. Ele seria financiado por aqueles que usam esses bens, na proporção de seu uso. Esses pagamentos não seriam impostos recebidos e gastos pelo governo, mas sim pagamentos a todos nós pelo valor gerado pelos nossos ativos de propriedade conjunta.

Se todos recebessem renda regular de ativos comuns,  teria alguém incentivo para trabalhar? A menos que a renda baseada em ativos fosse improvavelmente alta, a maioria das pessoas ainda iria desejar trabalhar para ter melhores meios de subsistência. Claro, algumas pessoas poderiam ser libertadas da necessidade de fazer um trabalho que realmente odeiam, mas isso é uma coisa boa. Outros podem ser liberados para fazer o trabalho que realmente amam, mesmo que não pague tanto. Isso é uma coisa boa, também.

No jogo Monopoly [Banco Imobiliário], $ 200 é a quantidade que cada jogador recebe por passar na casa 'Go'. Essas infusões de dinheiro não são ruins para o jogo; Em vez disso, ajudam todos os jogadores a jogarem o jogo. O mesmo aconteceria na nossa economia real, se todos receberem créditos de US $ 200 por mês. O dinheiro extra aliviaria alguns encargos das famílias trabalhadoras e aumentaria suas chances de sucesso e satisfação. E isso estimularia nossa economia, sem dívidas mais altas.

Os dons da natureza e da sociedade não virão a nós como presentes de nossos líderes políticos; Nós os conquistaremos somente se nos juntarmos para reivindicá-los. Adequadamente, podemos fazer isso usando outro ativo que ganhamos da mesma maneira: nossa democracia.

28 de Novembro de 2016



"Ultimamente tem havido uma discussão renovada sobre a renda universal: pagamentos regulares em dinheiro a todos, independentemente de raça, gênero ou necessidade. Os defensores anteriores da ideia incluem o revolucionário Thomas Paine, o líder dos direitos civis Martin Luther King, Jr., o economista de livre mercado Milton Friedman e o presidente Richard Nixon. O interesse de hoje tem sido provocado pela estagnação de renda experimentada pela classe média da América [N.T.: EUA] e trabalhadores pobres, e pelo persistente crescimento lento experimentado pela nossa economia."

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208126827549123&set=gm.1534514299909110&type=3&theater



sábado, 28 de novembro de 2015

Ricos pagando ricos, para convencer a classe média de que matar pobres REDUZIRÁ A VIOLÊNCIA !


Como lidar com esta EPIDEMIA DE VIOLÊNCIA, em crescimento exponencial? 
Conhecendo e resolvendo suas VERDADEIRAS CAUSAS....

Já está comprovado, por vários estudos internacionais, que o principal fator gerador de violência não é a pobreza, a maldade humana, a falta de religião, a moral degenerada de nossos dias (já se falava disto na velha Roma Imperial..., etc.). 

O principal fator provocador de violência e doenças é a D E S I G U A L D A D E !


Desigualdade no Mundo e no Brasil:



Dados compilados aqui:


**** PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA, DE DÉCADAS, 
NÃO DEBATIDO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. ****

"Não há mais como escamotear, a inexplicável política de juros altos praticada no Brasil é resultado de luta de classes. E a classe dos banqueiros tem vencido sistematicamente. Não se trata nem mais de uma questão técnica, mas política."

------ "Como na lenda do Minotauro, juros são tributo imposto à sociedade brasileira pelos mais ricos. Como eles paralisam o país e o tornam mais desigual. Por que é possível vencê-los."


"Entre os perversos efeitos dos juros reais altos, o pior de todos é a transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. Como isto se dá? Toda vez que o juro real tem uma taxa superior à elevação da taxa do PIB per capita. Por didática, vou manter o exemplo no PIB bruto, sem a distribuição de recursos por habitantes.

A estimativa do governo para a variação real do PIB em 2015 será de -1,2%; em contrapartida, o juro público real será de + 6% (ou mais). Aplicando-se índice 100 para o PIB e 60 para a Divida, ao final de 2015 os brasileiros estarão 1,2% (PIB a 98,8) mais pobres, enquanto as 20 mil famílias de grandes credores da dívida estarão 6% (Dívida a 63,6) mais ricas, aumentando o fosso em 4,8%.

Exatamente, no ano de 2015 a concentração de renda no Brasil será elevada em, no mínimo, 4,8%; isto significa dobrar a distância entre os 1% da população e os demais 99% em um período de 18 anos.

Não há mais como escamotear, a inexplicável política de juros altos praticada no Brasil é resultado de luta de classes. E a classe dos banqueiros tem vencido sistematicamente. Não se trata nem mais de uma questão técnica, mas política.



Claro que houve profundas derrapagens técnicas no governo passado e que seguem agravadas no atual, e elas precisam ser corrigidas; mas o pano de fundo é a submissão às ordens dos que sempre mandaram neste país.

Uma medida justa seria não aplicar Juro Real em taxa superior à variação anual do PIB, o que significaria SELIC de, no máximo, 8%, em 2015.

Outra medida seria concentrar todos os recursos públicos (folha de pagamentos de servidores públicos, empréstimos do BNDES, etc) para serem operados somente por Bancos Públicos.

Como terceira medida, a utilização de Bancos Públicos para uma consistente redução nas operações de crédito, seja para investimentos ou crédito ao consumidor. Como os juros do mercado estão estratosféricos, em valores de usura, há como forçar uma consistente queda. Por exemplo, o crédito para pessoa física está em mais de 110% (para não falar dos 300% no Cartão de Crédito e 200% no Cheque Especial), mas o Banco do Brasil e a Caixa deveriam praticar juros de 50/60%, e ainda assim teriam muito lucro; após uma concorrência em que os Bancos privados tivessem que reduzir suas margens, novo processo de redução."

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Contra a oligarquia financeira, sejamos Teseu e Ariadne
POR CÉLIO TURINO – 05/06/2015

---- Como na lenda do Minotauro, juros são tributo imposto à sociedade brasileira pelos mais ricos. Como eles paralisam o país e o tornam mais desigual. Por que é possível vencê-los.


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Elementos para uma nova política econômica
POR CÉLIO TURINO – 05/05/2015

---- “Ajuste fiscal”, que começa a ser votado hoje, é sacrifício inútil: juros consumirão toda “economia” gerada pelo corte de direitos e investimentos. É hora de construir agenda alternativa



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Propostas para um Ajuste Fiscal Cidadão
POR CÉLIO TURINO – 21/09/2015

---- É possível equilibrar contas públicas sem atingir direitos sociais, como querem governo e direita. Veja como iniciar Reforma Tributária que obrigue ricos a pagar impostos



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DESIGUALDADE = BAIXA SAÚDE PÚBLICA E VIOLÊNCIAS

Mahatma Gandhi uma vez disse: “A pobreza é a pior forma de violência”.[117] Seu contexto se relacionava com as mortes desnecessárias causadas pela pobreza, no sentido das limitações mais amplas que as severas restrições financeiras têm sobre a saúde. Esta ideia foi mais tarde englobada em um termo chamado Violência Estrutural [118], definida pelo Dr. James Gilligan como "... as taxas aumentadas de morte e invalidez sofridas por aqueles que ocupam os degraus inferiores da sociedade." Ele diferencia Violência Estrutural de Violência Comportamental, sendo que na primeira o causador "opera continuamente, em vez de esporadicamente". [119]

Favor notar que o termo "Violência" neste contexto não se limita à classificação usual de danos físicos, tais como combate pessoal ou abuso físico. O contexto se estende para incluir a opressão social, muitas vezes invisível, que, através das características da cadeia de motivações inerentes ao nosso sistema social, leva ao dano desnecessário de pessoas, tanto físico, psicológico ou ambos. Exemplos disso podem variar do óbvio ao complexo na corrente de causa e efeito.

(...) Um exemplo "micro" mais abstrato seriam os problemas de desenvolvimento humano quando de pressões adversas nas estruturas familiares ou comunitárias. Imagine uma mãe solteira que, devido à necessidade financeira para criar seu filho, deve trabalhar para conseguir uma grande renda a fim de fazer face às despesas, o que limita a sua presença com a criança. As pressões não apenas reduzem o apoio e orientação necessários para o desenvolvimento da criança, mas também desenvolvem tendências para a depressão e ansiedade, devido ao estresse contínuo de dívidas, contas e afins; e os abusos nascidos da frustração começam a surgir na família. Isso, então, cria grave dano emocional [121] na criança e o desenvolvimento de estados mentais neuróticos e insalubres surgem, como a propensão para a dependência de drogas. [122] Anos mais tarde, ainda sofrendo com a dor sentida naqueles períodos iniciais, a criança, agora adulta, morre em uma overdose de heroína. Pergunta: o que causou a overdose? A heroína? A influência da mãe? Ou a circunstância econômica que a mãe se encontrava que não permitiu o equilíbrio e o devido cuidado de seu filho? [123]


**** Leia mais aqui: ****

7. DEFININDO SAÚDE PÚBLICA
"Somos todos responsáveis por todos." [109] - Dostoyevsky -


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Efeitos da DESIGUALDADE - resumo dos gráficos

Há um "gradiente social", que pode ser assim chamado, dos níveis de saúde ao longo da sociedade, e a posição onde nos encontramos em relação a outras pessoas tem um poderoso efeito psicossocial - aqueles acima de nós têm, em média, uma saúde melhor, enquanto os abaixo de nós têm níveis piores de saúde [145].

Uma comparação estatística entre a saúde pública de países com altos níveis de desigualdade de renda (como os Estados Unidos) e os com níveis mais baixos do mesmo índice (como o Japão) revela essas verdades de forma muito óbvia.[146]

[146] Um PDF com um resumo dos gráficos de linha de regressão extraídos da obra de R. Wilkinson e Pickett K. pode ser encontrado aqui para referência:


O Sistema da Divida é um mecanismo para DRENAR a riqueza da população CONCENTRANDO o Poder Financeiro em uma MICRO PARCELA da Sociedade!

Mais informações e alternativas:

Ação Ativista Digital a respeito da Divida Pública



domingo, 22 de novembro de 2015

Ação Ativista Digital a respeito do Sistema da Divida - Facebook => 20/11/2015 - 29/11/2015


sábado, 15 de agosto de 2015
O que é o Rendimento Basico Incondicional ?


O que é o Rendimento Basico Incondicional ?
Publicado em 15 de ago de 2015


O Rendimento Básico Incondicional é uma prestação atribuída a cada cidadão, independentemente da sua situação financeira, familiar ou profissional, e suficiente para permitir uma vida com dignidade.

Um RBI é:

- Universal - não discrimina ninguém, todos o recebem
- Incondicional - um direito para todos, sem burocracias
- Individual - garante autonomia às pessoas em situação vulnerável
- Suficiente - para viver com dignidade

Definição do Rendimento Básico Incondicional

1. Universal: Em princípio, todas as pessoas, independentemente da idade, ascendência, local de residência, profissão, etc., têm direito a receber esta dotação. Reivindicamos, deste modo, um rendimento básico à escala europeia que seja garantido e incondicional.

2. Individual: Todas as mulheres, todos os homens, todas as crianças têm o direito a um rendimento básico numa base individual, e certamente que não numa base conjugal ou familiar. O Rendimento Básico Incondicional será independente das suas circunstâncias: do estatuto marital, configuração da família ou coabitação, ou do rendimento ou propriedade de outros membros do agregado familiar. Esta é a única forma de se assegurar a privacidade e de prevenir o controlo de uns indivíduos sobre outros, permitindo a cada pessoa tomar as suas próprias decisões.

3. Incondicional: Concebemos o rendimento básico como um direito humano que não deve estar dependente de quaisquer condições prévias, seja uma obrigação por parte do beneficiário de integrar um emprego pago, de se envolver em serviço comunitário ou de comportar-se de acordo com os papéis sociais tradicionais quanto ao género.

4. Suficientemente elevado: A quantia deve ser suficiente para garantir condições de vida decentes, que estejam de acordo com os padrões sociais e culturais do país em questão. Deve prevenir a pobreza material e garantir a oportunidade de participar na sociedade. Isto significa que o rendimento líquido deverá, no mínimo, estar ao nível de risco de pobreza de acordo com os padrões europeus, o que corresponde a 60% do denominado rendimento mediano por adulto equivalente. Especialmente em países nos quais a maioria aufira de rendimentos reduzidos, e em que por consequência o rendimento médio seja reduzido, um índice de referência alternativo (um cabaz de bens, por exemplo) deve ser usado para determinar o valor do rendimento básico, de modo a que este garanta uma vida com dignidade, segurança material e participação plena na sociedade.

podes obter mais informações
aqui » http://www.rendimentobasico.pt/



A Fluxonomia 4D revela e ativa potenciais de pessoas e comunidades através de fluxos nas 4 dimensões da sustentabilidade: Ambiental, Financeira, Cultural e Social. O Fluxonomista 4D trabalha os “comos” desses fluxos entre as várias economias exponenciais originadas neste sistema: Economia Criativa + Colaborativa + Compartilhada + Multivalor.






segunda-feira, 12 de janeiro de 2015


A Evolução da Economia: De uma Economia Atual “Maluca” (Baseada em Dividas) para uma Economia Baseada em Recursos (= "A Terra não é plana e gira em torno do Sol")

A Evolução da Economia:

De uma Economia Atual “Maluca” para uma Economia Baseada em Recursos

“Estamos desperdiçando bilhões de vidas, trilhões de horas e ideias. Ideias é que geram Novas Tecnologias e estas é que elevariam nossa Qualidade de Vida a um nível inimaginável hoje. Da mesma forma que há 500 anos poucos podiam compreender que a Terra é redonda e que ela é que gira em torno do Sol!”

Joe Alexopoulos - ZDay 2012 - L.A.

Universidade do Sul da Califórnia (USC) - Graduação e MBA

Certificado como Planejador Financeiro e Auditor de Fraudes

Trabalha na Century City como Conselheiro e Gerenciador Financeiro 

de Pessoas com Grandes Fortunas

Alternativas de solução listadas para o problema em debate no evento abaixo:
Internetocracia - Brasil
Que tal uma Ação Ativista Digital a respeito do Sistema da Divida, associada a este programa de hoje? 
GLOBO REPÓRTER
Globo Repórter mostra o dilema dos brasileiros endividados
Programa desta sexta (20) conta histórias de quem arruinou a própria vida e a da família gastando além do que tinha. 
(...)
Venha para este evento virtual:
https://www.facebook.com/events/501179910042238/

Ganhadores x Perdedores com a "CRISE":
**** Analisando estas informações só existe uma conclusão racional: 
>>>>>>> O Sistema da Divida é um mecanismo para DRENAR a riqueza da população CONCENTRANDO o Poder Financeiro em uma MICRO PARCELA da Sociedade!