quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Livro "O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão" - Filme InterReflections

[SINAPSES] Livro "O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão" - Filme InterReflections: (...) procuram evitar maior desestabilização do mundo, em meados do século 21, estrategicamente deslocando o foco tecnológico de "armamentismo" para "sobrevivêncialismo". 

YouTube: InterReflections, Film Trailer (Extended), by Peter Joseph

>> Publicado em 20 de janeiro de 2017
      InterReflections é um filme experimental de Peter Joseph, de gênero mixado e narrativo, adaptação de seu livro 'O Novo Movimento de Direitos Humanos'.

>> Published on Jan 20, 2017
     InterReflections is an experimental, mixed genre narrative feature film by Peter Joseph, adapted from his book The New Human Rights Movement.

     Esta é o primeiro de uma trilogia sobre uma revolução global fictícia. Ocorrendo em três estruturas de tempo, a linha de pensamento é conectada pela história de Concordia - um grupo hacktivistas composto originalmente de desertores militares de alto nível, de todo o mundo. 

     Eles procuram evitar maior desestabilização do mundo, em meados do século 21, estrategicamente deslocando o foco tecnológico de "armamentismo" para "sobrevivêncialismo". 

   Ao longo dos três filmes, o público será levado em uma jornada de transformação global (e intelectual), ao mesmo tempo em que destaca os potenciais sociais reais (e problemas) que temos, ou estamos em marcha de ter, enquanto o tempo se desenrola.

https://www.youtube.com/watch?v=_W5eOZev4CQ
Paulo Murilo compartilhou um link no grupo Zeitgeist Brasil.
28 de janeiro às 20:06 
Legendei, e postei no meu canal. Segue o trailer do InterReflections do Peter Joseph.
InterReflexões | InterReflections Trailer Peter Joseph 2017 Leg. PT- BR
Publicado em 28 de jan de 2017
Trailer da novo filme do criador da trilogia Zeigeist, Peter Joseph, que será também uma trilogia chamada InterReflections.
https://www.youtube.com/watch?v=eG2cvGq4gfQ

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amazon.com.br
The New Human Rights Movement: Reinventing the Economy to End Oppression
"O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão"

     SINOPSE: O Novo Movimento dos Direitos Humanos revela a importância crítica de um ativismo unificado nesta direção, através da compreensão e do trabalho para alterar a injustiça inerente ao nosso sistema social atual. Este livro não só adverte contra "o que está na loja", se continuarmos a ignorar a nossa sociedade falida, mas também revela o futuro positivo possível, se tivermos sucesso.

      Livro em pré-venda aqui (Entrega em 21/03/2017):


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Para continuar o suporte para este projeto, você pode contribuir para a campanha IndieGogo existente aqui:


$100,615 USD total funds raised
161% funded on June 3, 2015

$ 100,615 USD total arrecadado
161% financiado em 3 de junho de 2015


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The New Human Rights Movement: Reinventing the Economy to End Oppression


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A sociedade está falida. Podemos projetar nosso caminho para algo melhor.

     Em nosso mundo cada vez mais interconectado, o interesse pessoal e o interesse social estão rapidamente se tornando indistinguíveis. Se os oceanos morrem, se a sociedade se fratura, ou se o aquecimento global espirala fora do controle, o sucesso pessoal torna-se sem sentido. Mas nosso sistema falido incentiva o comportamento que só torna esses problemas piores. Se o verdadeiro progresso dos direitos humanos deve ser alcançado hoje, é hora de cavar mais fundo - repensando a própria base do nosso sistema social.

     Neste importante trabalho, Peter Joseph, fundador do maior movimento social de base do mundo - o Movimento Zeitgeist - extrai argumentos da economia, da história, da filosofia e da moderna pesquisa em saúde pública, para apresentar um argumento ousado para repensar o ativismo no século XXI .

   A sabedoria convencional vê a pobreza, a opressão social e a crescente perda da saúde pública como efeitos colaterais infelizes e imutáveis do modo de vida. O Novo Movimento de Direitos Humanos argumenta que esses resultados são, de fato, artificiais - apenas naturais para nosso sistema econômico desatualizado. Os ativistas sociais nunca conseguirão melhorar drasticamente a vida humana neste planeta até que compreendam as razões estruturais por que esses problemas existem.

  Argumentando contra a longa narrativa de escassez universal e outros mitos penetrantes e legitimadores que defendem a atual situação, o Novo Movimento de Direitos Humanos apresenta, em última instância, o argumento a favor de uma abordagem econômica atualizada. Joseph explora o potencial dessa grande mudança social e como podemos projetar nosso caminho para um mundo pós-escassez - um mundo onde a pobreza não existe e a família humana torna-se verdadeiramente sustentável.

    O Novo Movimento pelos Direitos Humanos revela a importância crítica de um ativismo unificado nesta direção, através da compreensão e do trabalho para alterar a injustiça inerente ao nosso sistema social atual. Não só adverte contra o que "está na loja" se continuarmos a ignorar a nossa sociedade falida, mas também revela o futuro positivo possível se tivermos sucesso.

         Você vai se juntar ao movimento?



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Junte-se a nós. Conhecendo:

         The Zeitgeist Movement - Uma Nova Forma de Pensar

         - nossa Visão do Estado Atual da Transição Global, 

       - nossas Propostas para um URGENTE Novo Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social, não mais baseado em Crenças e Tradições, mas nos valendo no qua aprendemos recentemente, através da Ciência, sobre as Leis Naturais que nos condicionam.

Como?

         Através da leitura e disseminação do conteúdo do livro GRATUITO:

         TZM Defined: Uma Nova Forma de Pensar
         BY TIME MZBLOG · 15 DE SETEMBRO DE 2015

     O livro “The Zeitgeist Movement Defined: Realizing a new train of thought“,  finalmente conta com uma versão em português brasileiro. Após pouco mais de um ano de trabalho do Brazilian Linguistic Team, estão disponíveis as versões em .pdf, .mobi e .epub, além do site “Uma Nova Forma de Pensar”, dedicado à divulgação da publicação ainda durante o processo de tradução. Esta é uma das principais referências para os membros do MZ e demais pessoas interessadas em compreender os motivos do colapso do sistema capitalista e a viabilidade de uma economia baseada em recursos (EBR).

     Este projeto contou com o trabalho de uma grande equipe que se dedicou a traduzir, revisar e formatar o livro, em um  esforço colaborativo voluntário, que uniu pessoas de todo o Brasil (algumas até em outros países). A todos que colaboraram de alguma forma, agradecemos!!! :)

Esperamos que todos façam uma boa leitura!


         Versões em .pdf, .mobi e .epub


         “Uma Nova Forma de Pensar” - em Português:


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O TZM [The Zeitgeist Movement] é uma Organização de Voluntários para ATIVISMO FACILITADOR DE APRENDIZAGEM GLOBAL - de um Novo Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social (Uma Nova Forma de Pensar) - que se REALIZE em incontáveis EXPERIMENTOS LOCAIS:

     "Portanto, a ÚNICA via de transição para uma VERDADEIRA economia baseada em recursos é de forma completa e absolutamente voluntária, de baixo pra cima, e nada mais irá funcionar. Caso contrário, não seria realmente uma Economia Baseada em Recursos, para começo de conversa. E haveria tanta reação durante o período de transição que a proposta seria condenada desde o princípio, como aconteceu com o comunismo. Líderes poderiam fazer a sugestão, mas nunca forçá-la. Assim violariam um dos princípios fundamentais de uma Economia Baseada em Recursos — a participação voluntária." (...)

     "Na realidade, é apenas compreendendo o ponto de vista alheio, superando nossas diferenças, construindo com base nas nossas forças e semelhanças, comprometendo-se de acordo com as necessidades, cultivando e praticando esses princípios através da vivência e do trabalho coletivo, e criando algo maior do que nós mesmos, que seremos capazes de edificar uma sociedade que se assemelhe a uma legítima Economia Baseada em Recursos." (...)

     É por isso que estamos sendo chamados para construir comunidades sustentáveis, providas de energia com sua própria tecnologia verde, que produzam seu próprio alimento, sua própria água, utilizando-se de tecnologias como FarmBot [https://farmbot.io/], aquaponia e permacultura (entre outras citadas no texto). Devemos produzir muitas coisas localmente, utilizando impressão 3D, Contour Crafting [http://www.contourcrafting.org/] reciclando os resíduos e, além disso, desenvolvendo mais projetos open source, similares ao Global Village Construction Set [http://opensourceecology.org/gvcs/]. 

     Exemplos de lugares como  Regen Villages [http://www.regenvillages.com/] e Tamera [https://www.tamera.org/index.html] podem ser usados como modelos e seus sucessos replicados. É hora de compartilhar nossas ideias e, com franqueza, trabalharmos juntos para alcançar o melhor de todos, praticando princípios como os que One Community Global [http://www.onecommunityglobal.org/] estabeleceu. Muito progresso será feito quando começarmos a colaborar mais, via plataformas como TheTransition.org [http://www.thetransition.org/] e apoiarmos uns aos outros em nossos esforços para desenvolvermos novas tecnologias e trabalharmos juntos em cooperativas como Mondragon [http://www.mondragon-corporation.com/eng/] and Evergreen [http://www.evgoh.com/].


TRECHOS ACIMA EXTRAÍDOS DE:
Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada
Comunidades Alternativas, Comunismo, Economia & Aquisição de Recursos Durante o Período de Transição, Começando, Economia Baseada em Recursos, A Ideia Básica

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Porque consideramos URGENTE esta Reforma de Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social:

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Mão de obra barata dá lugar às máquinas - China passará ao topo dos cinco maiores mercados globais de robôs - THE WALL STREET JOURNAL

A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Impacto sobre as economias em desenvolvimento

     Há um cenário desafiador para os países de baixa renda, isto é, saber se a quarta revolução industrial levará a uma grande "migração" das fabricantes mundiais para as economias avançadas, algo bastante possível caso o acesso a baixos salários deixe de ser um fator de competitividade das empresas.

     A capacidade de desenvolver fortes setores da indústria transformadora que sirvam à economia global com base nas vantagens dos custos é um caminho de desenvolvimento já muito utilizado para que os países acumulem capital, transfiram tecnologia e aumentem os rendimentos. Caso esse caminho se feche, muitos países terão de repensar seus modelos e estrategias de industrialização. Se e como as economias em desenvolvimento podem aproveitar as oportunidades da quarta revolução industrial será uma questão importantíssima para o mundo; é essencial que sejam feitas mais pesquisas e reflexões para compreendermos, desenvolvermos e adaptarmos as estratégias necessárias.

     O perigo é que a quarta revolução industrial poderia causar uma dinâmica de jogadas do tipo "tudo ao vencedor" entre países, bem como dentro deles. Isso causaria um maior número de conflitos e tensões sociais e criaria um mundo menos coeso e mais volátil, especialmente porque a pessoas estão hoje muito mais conscientes e sensíveis às injustiças sociais e às discrepâncias das condições de vida entre diferentes países.

         LEIA MAIS:
https://www.facebook.com/automacaoInteligenciaorganizacional01/photos/a.648435865360280.1073741828.648414898695710/696175917252941/?type=3&theater

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3 questões que possivelmente sintetizam a fragilidade da Economia de Mercado Capitalista, e que impossibilitariam este modelo de prosseguir indefinidamente. Você concorda com elas?

#3-questões, #Desemprego_Tecnológico, #Movimento_Zeitgeist, #Sustentabilidade, #Violência_Estrutural

      (1) Dado que a economia de mercado requer consumo a fim de manter demanda para emprego humano e promover crescimento econômico, existe um incentivo estrutural para reduzir o uso de recursos, a perda de biodiversidade, a emissão global de poluição e contribuir para a crescente necessidade de melhorar a sustentabilidade ecológica no mundo atualmente?

     (2) Em um sistema econômico em que as empresas procuram limitar seus custos de produção a fim de maximizar lucros e permanecer competitivas contra outros produtores, qual é o incentivo estrutural existente para manter os seres humanos empregados, no despertar de uma condição tecnológica emergente, onde a maioria dos trabalhos podem ser realizados de forma mais barata e eficaz através da automação?

     (3) Em um sistema econômico que, inerentemente, gera estratificação de classes e a desigualdade em geral, como os efeitos da “violência estrutural” (um fenômeno, observado por pesquisadores de saúde pública, que mata mais de 18 milhões por ano, gerando uma vasta gama de malefícios tanto sistêmicos, como distúrbios comportamentais, emocionais e físicos) podem ser minimizados ou até mesmo removidos?


         LEIA MAIS:
http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2015/01/3-questoes-que-possivelmente-sintetizam.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada


Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada

Comunidades Alternativas, Comunismo, Economia & Aquisição de Recursos Durante o Período de Transição, Começando, Economia Baseada em Recursos, A Ideia Básica


Tradução de:
Communism VS. Resource Based Economy – A Definitive Guide & How RBE Will Arise

by Matt Holten | Jan 9, 2017 | Alternative Communities, Communism, Economy & Acquiring Resources During Transition Period, Getting it Started, Resource Based Economy, The Basic Idea | 


Um dos tópicos mais quentes quando se trata de uma Economia Baseada em Recursos é exatamente o quão próxima está do comunismo, como eles diferem, e se eles são ou não essencialmente a mesma coisa. Este tem sido o tema de muito debate e tem produzido algumas discussões bastante aquecidas em mais do que  alguns fóruns on-line, alguns dos quais você, provavelmente, tem sido testemunha se você esteve em torno da comunidade para qualquer período decente de tempo. Uma vez que o comunismo pode ser um assunto muito passional para muitos indivíduos (e com razão, considerando que sua tentativa de implementação literalmente matou milhões de pessoas, no passado), imaginamos que deveríamos tentar esclarecer algumas coisas. E com a quantidade de desinformação lá fora, sobre este assunto, já é hora de alguém dar uma resposta definitiva, informativa e honesta para esta questão.

Então, a questão de um milhão de dólares - É a "Economia Baseada em Recursos" apenas uma fantasia, uma maneira nova-era de dizer "Comunismo"?

Resposta curta: Sim e Não

Resposta ligeiramente mais longa: Depende de quem você escuta, de que definição específica / forma de comunismo você está falando, e até de sua interpretação de algumas coisas.

E, para aqueles de vocês, que simplesmente querem conhecer todos os detalhes ...


O QUE, EXATAMENTE, É COMUNISMO?

Embora a idéia do comunismo, em si, tenha estado por aí já há algum tempo, traçando sua história de volta, literalmente, a milhares de anos, tornou-se popular nos dias modernos através das obras de Karl Marx e Friedrich Engels, que viveram em meados do século XIX e escreveram o famoso "Manifesto Comunista", amplamente difundido. Foi neste documento, bem como em algumas outras obras menos conhecidas que produziram na mesma época, que as idéias gerais, do que entendemos como comunismo moderno, tomaram forma.

É importante notar, no entanto, que este foi apenas o começo do que estava prestes a acontecer. Embora esboçassem as idéias do que era o comunismo, como poderíamos chegar lá e os eventos que poderiam eventualmente acontecer, havia muito espaço para a interpretação e implementação individuais, o que tornou o assunto muito mais complexo. Suas idéias foram tão amplamente adotadas, adaptadas, debatidas e reconstruídas, que entre o que existe apenas na teoria, o que existiu no passado e o que realmente existe hoje, há tantas formas diferentes de comunismo como há diferentes marcas de carros na estrada.

É por isso que é difícil identificar um único significado de comunismo e exatamente o que ele implica. Realmente depende de onde você olha e quem você questiona. Mesmo a definição do termo geral "comunismo" varia, simplesmente dependendo de qual fonte você consulta, e não é fácil obter uma resposta direta sobre exatamente de onde todos elas vêm. Você quase tem que ser um estudioso para entender todos os detalhes deste assunto.

Vá  para um site e soa como uma utopia altruísta. Leia um pouco mais e soa como algo saído de um pesadelo Orwelliano.

Por exemplo, tome apenas o que é encontrado no Dictionary.com:

"1. Uma teoria ou sistema de organização social baseado na posse de todos os bens em comum, a propriedade real sendo atribuída à comunidade como um todo ou ao Estado.
2. (muitas vezes iniciado com letra maiúscula) um sistema de organização social em que toda a atividade econômica e social é controlada por um estado totalitário dominado por um único e auto-perpetuador partido político."

E isso continua ...

"Definições do British Dictionary para o comunismo
1. defesa de uma sociedade sem classes, na qual a propriedade privada tenha sido abolida e os meios de produção e subsistência pertençam à comunidade
2. qualquer movimento ou doutrina social, econômica ou política que vise alcançar tal sociedade
3. (geralmente com letra maiúscula), um movimento político baseado nos escritos de Marx que considera a história em termos de conflito de classes e de luta revolucionária, resultando eventualmente na vitória do proletariado e no estabelecimento de uma ordem socialista baseada na propriedade pública dos meios de Produção Veja também Marxismo, Marxismo-Leninismo, socialismo"

Eu poderia listar muitas mais definições curtas, de outras fontes, que soam diferentes, mas eu acho que você entendeu o ponto.

E isso destaca perfeitamente uma das principais diferenças entre o comunismo e uma economia baseada em recursos. Você entende por que você tem tantas definições quando entende ...

"COMUNISMO, A TEORIA" NÃO É O MESMO QUE UMA "SOCIEDADE COMUNISTA"

E ambas são muito diferentes do atualmente praticado "estado comunista" - uma variação do Marxismo/Leninismo.

Este é o "momento ah-ha" que você estava esperando.

A principal diferença entre uma economia baseada em recursos e o comunismo é que a idéia de comunismo em si é uma {teoria da progressão de uma sociedade} - e muitos detalhes variados têm a ver exatamente com {onde uma determinada sociedade está ao longo dessa progressão} e também {como exatamente ela termina no comunismo final, completo}, ou o que é conhecido como uma {"sociedade comunista"}.

Na realidade, quando a maioria das pessoas se refere ao comunismo (especialmente quando dizem que ainda usa dinheiro, governo ou classe social), eles estão realmente se referindo a um estado comunista. Que é como China, Cuba e Vietnã são atualmente governados. O problema com o estado comunista é que ele dá oportunidade a seus líderes de aproveitar e abusar do sistema e, conseqüentemente, o estado comunista moderno é muitas vezes caracterizado por corrupção maciça, pobreza e desigualdade de riqueza, com os poucos no comando  colhendo a maioria dos benefícios.

Na realidade, isso é simplesmente mais uma forma de capitalismo governamental, que não é nada parecido com a "sociedade comunista" real, que a teoria do Comunismo e do estado comunista, supostamente visam alcançar (e ainda não fizeram, e provavelmente nunca farão - simplesmente devido as falhas inerentes na concepção da teoria comunista, para começar).

Contudo…

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A Visão Corrente, Teórica da "Sociedade Comunista" é Muito Próxima de uma Economia Baseada em Recursos

- apenas com menos planejamento real, e o fato de que a ideia original foi pensada mais de 150 anos atrás, então há algumas ênfases diferentes ...

O ponto final da teoria do comunismo, também conhecido como a "sociedade comunista" - uma sociedade sem classes, sem estado e sem dinheiro, está muito próxima do que poderia ser imaginado como a ideia de uma economia baseada em recursos, hoje.

E sim, esta é uma das definições geralmente aceitas da sociedade comunista. Embora esta definição nunca seja expressa literalmente por Engels ou Marx, tanto quanto eu vi - por favor, corrija-me se você já viu - é geralmente delineada dentro de seus documentos, como descrito muito bem neste post Reddit:

{"Do Capítulo II do Manifesto Comunista,
[http://marxists.org/archive/marx/works/1848/communist-manifesto/ch02.htm]

Quando, no curso do desenvolvimento, as distinções de classe desaparecerem e toda a produção se concentrar nas mãos de uma vasta associação de toda a nação, o poder público perderá seu caráter político. O poder político, propriamente dito, é apenas o poder organizado de uma classe para oprimir outra. Se o proletariado, durante sua disputa com a burguesia, for obrigado, pela força das circunstâncias, a organizar-se como classe, se, por meio de uma revolução, se tornar a classe dominante e, como tal, com estas condições, varrerem as condições para a existência de antagonismos de classe e de classes em geral, e assim terão abolido sua própria supremacia como classe.
Em lugar da velha sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes, teremos uma associação, na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos.}


{Engels escreve sobre o aspecto não estatal no Socialismo: Utópico e Científico,
[http://www.marxists.org/archive/marx/works/1880/soc-utop/ch03.htm] 
Assim que não haja mais classe social a ser mantida em sujeição; logo que o domínio de classe e a luta individual pela existência baseada na nossa atual anarquia na produção, com as colisões e excessos que surgem a partir delas, são removidas, nada mais resta a ser reprimido, e uma força repressiva especial, um estado, não é mais necessário.
O primeiro ato em virtude do qual o Estado realmente se constitui como representante de toda a sociedade - a tomada de posse dos meios de produção em nome da sociedade - é, ao mesmo tempo, seu último ato independente como um  Estado. A ingerência estatal nas relações sociais torna-se, em um domínio após outro, supérflua, e então morre por si mesma; O governo de pessoas é substituído pela administração das coisas, e pela condução de processos de produção.}

{Na seção 18 dos Princípios do Comunismo, Engels aborda o aspecto sem dinheiro,
[http://www.marxists.org/archive/marx/works/1847/11/prin-com.htm]
Finalmente, quando todo o capital, toda a produção, todas as trocas forem reunidas nas mãos da nação, a propriedade privada desaparecerá por vontade própria, o dinheiro se tornará supérfluo e a produção se expandirá e transformará de tal forma que a sociedade será capaz de se livrar de seus antigos hábitos econômicos que possam restar."}

Isso soa muito próximo de uma economia baseada em recursos. para mim.

{E da Wikipedia:

No pensamento marxista, a sociedade comunista ou sistema comunista é o tipo de sociedade e sistema econômico postulado para emergir dos avanços tecnológicos, das forças produtivas, representando o objetivo final da ideologia política do comunismo. Uma sociedade comunista é caracterizada pela propriedade comum dos meios de produção com acesso livre [1] [2] aos artigos de consumo e é sem classes e sem estado [3], implicando o fim da exploração do trabalho.
O comunismo é um estágio específico de desenvolvimento socioeconômico, baseado na superabundância de riqueza material, que se postula a partir de avanços na tecnologia de produção e mudanças correspondentes nas relações sociais de produção. Isto permitiria a distribuição baseada na necessidade e relações sociais baseadas em indivíduos livremente associados. [4] [5]
O termo "sociedade comunista" deve ser distinguido do conceito ocidental de "estado comunista", este último referindo-se a um estado governado por um partido que professa uma variação do Marxismo-Leninismo.}

"Superabundância de riqueza material"

"Avanços na tecnologia de produção"

"Correspondentes mudanças nas relações sociais de produção"

"Livre acesso aos artigos de consumo"

Soa familiar?


EMBORA ... HAJA  ALGUMAS DIFERENÇAS

As diferenças podem ser vistas como triviais por alguns, e enormes por outros. Alguns dizem que ambas as construções sociais são excelentes e qualquer uma é boa, enquanto outros dizem que as diferenças não importam e qualquer uma delas trará sofrimento indizível e miséria. Outros argumentam que algumas das ideias RBE estavam pretendidas / implícitas na sociedade comunista, mas simplesmente não foram expressas, enquanto outros dizem que essas diferenças são o que torna os dois sistemas completamente diferentes. De qualquer maneira, é interessante e informativo olhar para algumas dessas ideias.

As principais (e indiscutíveis) diferenças entre os dois sistemas econômicos, em sua maior parte, são como esta sociedade futurista pós-escassez seria alcançada. Muitos dos sistemas transitórios que foram implementados para tentar alcançar o ponto final da sociedade comunista RESULTARAM EM DESASTRES. Corrupção, cobiça, a execução violenta, o fato de que as sociedades ainda tinham que interagir com o mundo capitalista em torno e a falta de uma visão ou plano sólido sobre o resultado final da sociedade comunista, condenaram o sistema antes que tivesse uma chance.

Eloquente como sempre, Peter Joseph resume muito bem as falhas do estado comunista e seu funcionamento:

Peter Joseph on Communism, Re: The Zeitgeist Movement

Nos estágios iniciais da progressão para o comunismo, são defendidas muitas coisas a serem, literalmente, implementadas pela força, e toda a "guerra de classes" é usada para, literalmente, eliminar (até pela violência armada, se necessário) o estado da elite (o burguês) e atingir o ponto final da eventual sociedade comunista. Obviamente, isso seria completamente contra os princípios de uma economia baseada em recursos.

Diretamente do Manifesto Comunista, aqui estão alguns passos possíveis para alcançar uma sociedade comunista:

(1) Abolição da propriedade de terra e aplicação de todas as rendas de terrenos para fins públicos.
(2) Um pesado  imposto de renda progressivo ou em faixas.
(3) Abolição de todos os direitos de herança.
(4) Confisco dos bens de todos os emigrantes e rebeldes.
(5) Centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital estatal e monopólio exclusivo.
(6) Centralização dos meios de comunicação e de transporte nas mãos do estado.
(7) Ampliação de fábricas e instrumentos de produção de propriedade do estado; a colocação em cultivo de terras em desuso, e a melhoria do solo geralmente de acordo com um plano comum.
(8) Igual responsabilidade de todos para o trabalho. Estabelecimento de exércitos industriais, especialmente para a agricultura.
(9) Combinação da agricultura com indústrias transformadoras; abolição gradual de toda a distinção entre cidade e área rural por uma distribuição mais equânime da população no país.
(10) Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas. Abolição do trabalho das crianças, em fábricaa, na sua forma atual. Combinação da educação com a produção industrial.

Confisco de propriedade? Pesado imposto de renda? Abolição da herança? Exércitos industriais?

Você está brincando comigo? Não admira que isso tenha sido uma catástrofe completa ...

Será que eles pensavam que as pessoas simplesmente entregariam, de bom grado, tudo o que possuíam e diriam ao governo para colocá-los a trabalhar nos campos até o dia mítico em que uma sociedade comunista, de forma mágica, viesse a existir?

Outro princípio fundamental do comunismo que parece um pouco diferente de uma economia baseada em recursos é "De cada um de acordo com suas habilidades, a cada um de acordo com suas necessidades".

De acordo com esta regra, se tomada literalmente, se a sociedade considerar sua maior contribuição estar sentado atrás de uma mesa, programando algoritmos de computador para a distribuição de recursos, você poderia muito bem ser forçado a trabalhar nesta posição, hipoteticamente falando. E isso, tecnicamente, poderia ser um aspecto de uma das etapas que a teoria do comunismo usaria para alcançar a hipotética sociedade comunista.

"A cada um de acordo com suas necessidades" provavelmente não inclui acesso 24/7 a jet-skis ou viagens ilimitadas para Tóquio, mas em uma economia baseada em  recursos, em seu ápice, não só isso é possível, mas espera-se que seja um princípio geral. Em uma EBR esta frase seria provavelmente semelhante a algo mais como "De cada um, uma contribuição, conforme seu desejo; A cada um, de acordo com suas necessidades e desejos, dentro das capacidades razoáveis de nossos recursos e métodos de produção ".

No entanto, para esclarecimento, em uma sociedade comunista plenamente desenvolvida, você é livre para perseguir suas paixões e perceber a "auto-realização", ou seja, você está livre para perseguir suas próprias ambições e desejos, como descrito na Teoria de Marx da Alienação.

Outra pequena diferença entre a sociedade comunista e uma economia baseada em recursos que alguns têm dito existir, embora esta possa ser discutível, é que em uma economia baseada em recursos parece haver mais ênfase na utilização dos recursos do planeta da maneira mais sábia possível para criar acesso a todos os bens e serviços, não apenas com base nas necessidades, mas também em desejos individuais. É interessante notar que, na época de Marx, a escassez de recursos não era nem de longe tão premente como hoje, e isso é verdadeiramente uma das características de uma economia baseada em recursos, especialmente devido aos atuais problemas do petróleo e do aquecimento global.

Algumas outras coisas a considerar quando se comparam os dois são os fatos de que a tecnologia ainda não estava disponível para grande parte da automação que Marx e Engels tinham imaginado na sociedade comunista. Computadores que podiam controlar e distribuir recursos por meio de algoritmos eram ficção científica, a eletricidade estava na infância, a comunicação era lenta e laboriosa, e os carros nem sequer tinham sido inventados, de modo que não havia um plano real de como essa sociedade operaria, Ou mesmo seria projetada. Em contraste, hoje temos toda esta tecnologia e mais, dando-nos a capacidade de esboçar e até mesmo implementar tal sociedade, projetando com antecedência tudo o que poderíamos pensar, até os tipos de materiais com que serão feitas, por impressão 3D, as paredes da nossa casa. Estamos muito, muito, mais capazes nestes dias ... para dizer o mínimo.

Outro aspecto da mentalidade que veio com a plataforma comunista a considerar cuidadosamente é o fato de que ela foi escrita antes da ocorrência de duas guerras mundiais e antes de milhões de pessoas morrerem sob o governo dos líderes comunistas, por isso havia muito menos preocupação com forçosamente empurrar o comunismo sobre o mundo e que efeitos isto poderia possivelmente ter. Naquela época, as pessoas estavam acostumadas a impor sua vontade sobre os outros, especialmente em um sentido societal, que é bastante diferente de hoje, e o objetivo era visto como mais importante do que os meios pelos quais foi alcançado. Agora, o oposto completo é verdadeiro. Devido às ações negligentes dos líderes do passado, muitos indivíduos estão aterrorizados com o comunismo e veem seu único resultado possível como um estado totalitário completo que emerge após as mortes desnecessárias de milhões - e com sua história, eles têm todo o direito de pensar isso.

Assim, a comunidade RBE e comunistas / marxistas podem ter aproximadamente o mesmo ponto final em mente, mas dada a história negativa associada com o comunismo, e quanto medo e ódio existe em torno do assunto, precisamos de uma abordagem muito diferente de como realmente chegar lá, e uma revisão completa da teoria do que vai realmente funcionar como um período de transição. 

Assim…

COMO SERÁ FEITA A TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA BASEADA EM RECURSOS?

Na maior parte, os principais proponentes de uma economia baseada em recursos defendem uma abordagem de cima para baixo. Eles dizem que os líderes mundiais se reuniriam, algum dia no futuro, e concordariam (possivelmente depois que o público geral estiver suficientemente bem informado e o exigir). Que esta é a melhor maneira para a humanidade viver e começar a implementar um sistema como este, para todos indivíduos seguirem. Infelizmente, também foi dito que isso provavelmente só virá depois de um colapso econômico total, após o qual a transição para uma Economia Baseada em Recursos não é garantida (ou mesmo provável) e poderia ser suplantada por um governo mundial ou uma Nova Ordem Mundial. Isso te agrada?

Além de não obter muito, o problema com este tipo de implementação é que, quando você tem líderes ditando que tipo de sistema econômico o mundo deve seguir, não só você terá muitas pessoas que irão lutar contra, com unhas e dentes;  e fazer tudo em seu poder para combater o sistema (especialmente aqueles contra o comunismo, provavelmente recorrendo à violência e até mesmo à guerra), mas você também tem a liderança mundial dizendo à população o que fazer, o que é, por sua própria natureza, completamente contraditório com a idéia geral de uma Economia Baseada em Recursos.

Portanto, a ÚNICA via de transição para uma VERDADEIRA economia baseada em recursos é de forma completa e absolutamente voluntária, de baixo pra cima, e nada mais irá funcionar. Caso contrário, não seria realmente uma Economia Baseada em Recursos, para começo de conversa. E haveria tanta reação durante o período de transição que a proposta seria condenada desde o princípio, como aconteceu com o comunismo. Líderes poderiam fazer a sugestão, mas nunca forçá-la. Assim violariam um dos princípios fundamentais de uma Economia Baseada em Recursos — a participação voluntária.

Além disso, nossos líderes provavelmente não fariam a sugestão até que percebessem que a sociedade é realmente capaz de trabalhar em conjunto e cooperar de maneira muito mais harmoniosa do que no presente, razão pela qual devemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para desenvolver e implementar em nossas vidas tantos aspectos de uma Economia Baseada em Recursos quanto formos capazes. Para mostrar que é possível. Para mostrar que existem formas de se viver melhor. Para despertar as pessoas e ajudá-las a reconhecer que elas têm outras opções, que elas têm o poder e os meios necessários para torná-los realidade, e sair do ritual zumbi e não refletido (descuidado, negligente) de nossa existência das 9 até 17, considerado vida por muitos de nós.

Embora eu saiba que este texto irá irritar alguns indivíduos, eu também espero que ele possa ajudar a unir as duas comunidades, com um apelo para que trabalhemos juntos. Em última análise, embora possa haver algumas pequenas diferenças no objetivo final dos dois, acredito que muitos "verdadeiros" Comunistas e Marxistas têm as mesmas visões para uma sociedade futura que o movimento da Economia Baseada em Recursos. E eu também espero que este artigo possa fornecer um fórum para as pessoas conversarem e se envolverem em maneiras de construir este ousado novo mundo.

Na realidade, é apenas compreendendo o ponto de vista alheio, superando nossas diferenças, construindo com base nas nossas forças e semelhanças, comprometendo-se de acordo com as necessidades, cultivando e praticando esses princípios através da vivência e do trabalho coletivo, e criando algo maior do que nós mesmos, que seremos capazes de edificar uma sociedade que se assemelhe a uma legítima Economia Baseada em Recursos.

É por isso que estamos sendo chamados para construir comunidades sustentáveis, providas de energia com sua própria tecnologia verde, que produzam seu próprio alimento,  sua própria água, utilizando-se de tecnologias como FarmBot [https://farmbot.io/], aquaponia e permacultura (entre outras citadas no texto). Devemos produzir muitas coisas localmente, utilizando impressão 3D, Contour Crafting [http://www.contourcrafting.org/] reciclando os resíduos e, além disso, desenvolvendo mais projetos open source, similares ao Global Village Construction Set [http://opensourceecology.org/gvcs/]. Exemplos de lugares como Regen Villages [http://www.regenvillages.com/] e Tamera [https://www.tamera.org/index.html] podem ser usados como modelos e seus sucessos replicados.É hora de compartilhar nossas ideias e, com franqueza, trabalharmos juntos para alcançar o melhor de todos, praticando princípios como os que One Community Global [http://www.onecommunityglobal.org/] estabeleceu. Muito progresso será feito quando começarmos a colaborar mais, via plataformas como TheTransition.org [http://www.thetransition.org/] e apoiarmos uns aos outros em nossos esforços para desenvolvermos novas tecnologias e trabalharmos juntos em cooperativas como Mondragon [http://www.mondragon-corporation.com/eng/] and Evergreen [http://www.evgoh.com/].

A informação e a tecnologia necessárias para o fazermos já estão aqui — e combinando-as  em ideias sólidas e as vivendo em nossas próprias vidas, cotidianamente, que fará a diferença. Nunca existiu tempo melhor para se fazer isso. As ferramentas e os recursos da atualidade são sem precedentes na história do planeta. E não temos mais nenhuma desculpa para não criarmos o mundo que desejamos.

Como uma nota final - se houver qualquer coisa que você achar estar incorreto sobre este artigo, por favor, deixe-me saber comentando abaixo ou enviando um e-mail para [contact@moneylesssociety.com]. Forneça referências para investigar, e farei o meu melhor para revisá-lo conforme necessário. No entanto, eu não vou mudá-lo só porque alguém simplesmente discorda e diga que estou errado, sem qualquer documentação para apoiá-lo. É meu objetivo e intenção que este documento seja tão preciso, honesto e atualizado quanto possível, e, definitivamente, não está aqui para simplesmente agradar a todos.

Portanto, prestemos atenção às advertências de nossos pais e aprendamos com seus erros, mas também não descartemos nosso verdadeiro potencial e permaneçamos presos no passado, especialmente ao custo do nosso próprio risco, quando precisamos trabalhar juntos - agora, mais do que nunca.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Renda Básica Universal é a Resposta a um Futuro Automatizado? - Peter Diamandis



TRADUÇÃO DE:

Is Universal Basic Income the Answer to an Automated Future?
Publicado em 12 de dezembro de 2016 | Destacado em: Big Ideas & Innovation, Economy, Editor's Picks




[*] CO-FOUNDER/VICE-CHAIRMAN at Human Longevity, Inc.



Alguns temem que os robôs e AI vão roubar os nossos empregos.

Eles provavelmente vão (no curto prazo, pelo menos metade deles).

Se isso acontecer, o que vamos fazer para ganhar a vida? Como é que vamos ganhar dinheiro?

Neste blog eu vou discutir uma das mais importantes soluções propostas para a perda de emprego decorrente da automação - a noção de "Renda Básica Universal " (algumas vezes chamada de renda mínima garantida).

Em específico, eu quero discutir:

1. Previsões sobre perda de emprego

2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

3. RBU funciona?

4. Quais são as implicações?

Vamos mergulhar.


1. Previsões sobre perda de emprego

Em 2013, o Dr. Carl Benedikt Frey da Oxford Martin School estimou que 47 por cento dos postos de trabalho, nos EUA, estão "em risco" de ser automatizados nos próximos 20 anos.

A estimativa foi recentemente verificada por McKinsey & Company, que sugere que 45 por cento dos postos de trabalho de hoje vão ser automatizados usando tecnologias exponenciais, tais como aprendizagem de máquina, inteligência artificial, robótica e impressão 3D.

O conceito é chamado de desemprego tecnológico, e a maioria das carreiras, de operários e agricultores até médicos e advogados, são susceptíveis de ser afetadas.

O impacto será, provavelmente, ainda mais grave no mundo em desenvolvimento.

As implicações esperadas, do desemprego tecnológico, variam amplamente.

Indivíduos como Ray Kurzweil e o capitalista de risco Marc Andreessen acreditam que, enquanto os empregos de hoje irão perecer, novos empregos serão criados pela tecnologia para substituí-los.

Outros especialistas projetam que o desemprego tecnológico vai ser maciçamente prejudicial para a sociedade.

Ainda outros acreditam que a sociedade se adaptará, inicialmente por constantemente desmonetizar nosso custo de vida e a seguir pela implantação generalizada da "renda básica universal."

(NOTA: No caso de você não ter lido, em um blog anterior, cobri, em detalhes, como estamos no processo de massivamente demonetizing the cost of living.)



2. O que é Renda Básica Universal? Quem a está experimentando?

Renda Básica Universal (RBU) é uma política em que todos os cidadãos de um país recebem, regularmente, uma soma incondicional de dinheiro, seja a partir de um governo ou alguma outra instituição pública, em adição a quaisquer rendimentos recebidos por outros meios.

A motivação central da RBU - tratar de males sociais, dando às pessoas dinheiro "grátis" - certamente não é uma ideia nova.

Para alguma perspectiva, Thomas Paine delineou um plano, em seu ensaio, de 1797, "Justiça Agrária" para criar um fundo nacional para a realização de pagamentos de 15 libras esterlinas para cada adulto maior de 21 anos ....

Hoje, as experiências com RBU estão se espalhando por todo o mundo, da Finlândia e Países Baixos até o Canadá e França.

Na França, vários membros do Parlamento têm apoiado realizar uma experiência, e o ministro das Finanças está receptivo a isto.

Na última década, mais de oito países têm, formalmente, feito experimentos com RBU. Aqui estão os três principais experimentos ativos dignos de nota:

2.1 Finlândia: No início do próximo ano, o Governo finlandês vai lançar um experimento em que um grupo aleatoriamente selecionado de ~ 3.000 cidadãos já com subsídios de desemprego, vão começar a receber uma renda básica mensal de 560 euros (aproximadamente US $ 600.). Esta renda básica vai substituir os seus benefícios existentes. O valor é o mesmo que o nível mínimo atual garantido de apoio, da segurança social finlandesa. O estudo piloto, acontecerá por dois anos, em 2017-2018, e tem como objetivo avaliar se a renda básica pode ajudar a reduzir a pobreza, a exclusão social e a burocracia, enquanto aumente a taxa de emprego.

2.2 Países Baixos: O governo local, da cidade holandesa de Utrecht, pretende realizar um experimento que daria uma renda mensal garantida para 250 cidadãos holandeses que atualmente estão recebendo benefícios do governo. Um período de teste de dois anos está previsto para começar em janeiro do próximo ano, e alguns cidadãos de Utrecht e algumas cidades próximas receberão um montante fixo de € 960 por mês (cerca de $ 1,100). A proposta Utrecht - chamada de "Wat weten werkt", ou "saber o que funciona" - inclui seis grupos de teste, e os membros, em cada um, receberão valores ligeiramente diferentes, em condições ligeiramente diferentes. Em adição, ao grupo que receberá € 960 por mês, sem quaisquer obrigações de trabalho, há um grupo ao qual será dado isso, mais um adicional de € 150 no final do mês, se eles fornecerem serviços voluntários, tais como fazer trabalho de manutenção em pátios escolares.

2.3 Índia: Mais de 350 milhões de pessoas (cerca de 30% da população) permanecem abaixo da linha de pobreza, após duas décadas de alto crescimento econômico. Nesse contexto, em 2011, a Índia lançou dois projetos pilotos para testar o impacto de subsídios de renda básica, financiados pela UNICEF, com SEWA como coordenadora. Em oito aldeias em Madhya Pradesh, a cada homem, mulher e criança foi fornecido um pagamento mensal de, inicialmente, 200 rúpias para cada adulto e 100 rúpias para cada criança, pagos à mãe ou tutor; Estes foram posteriormente aumentados para 300 e 150, respectivamente. Eles também experimentaram um esquema semelhante, em uma aldeia tribal, onde, durante 12 meses, a cada adulto foi pago 300 rúpias, por mês e, para cada criança, 150. Outra aldeia tribal foi usada como uma comparação. O dinheiro foi pago individualmente, inicialmente como dinheiro e depois de três meses em contas bancárias ou de cooperativas.

Em janeiro, Sam Altman, presidente da Y Combinator, anunciou que o fundo de startup, sediado em San Francisco, estava organizando um estudo de renda básica nos EUA.





3. RBU funciona?

Embora a implementação da RBU, em escala, ainda esteja em seus primeiros dias, os resultados são promissores.

Os primeiros resultados no experimento da Índia mostram que anutrição foi melhorada, conforme medido pelo peso-médio-para-idade das crianças (Organização Mundial da Saúde, z-score), e mais ainda entre as meninas.

No mesmo estudo, os subsídios da RBU levaram a mais trabalho, e não menos, como esperado pelos céticos.

Houve uma mudança do trabalho assalariado casual para mais atividades agrícolas e negócios, por conta própria, com menos migração orientada por dificuldades, para fora da região.

As mulheres ganharam mais do que os homens.

Dito isto, o estudo de caso mais convincente demonstrando como a renda básica universal poderia funcionar vem de uma pequena cidade no Canadá.

De 1974 a 1979, o governo canadense, em parceria com a província de Manitoba executou um experimento sobre a ideia de proporcionar uma renda mínima para os moradores, chamada MINCOME.

MINCOME era um rendimento anual garantido, oferecido a todas as famílias elegíveis, em Dauphin, uma cidade da pradaria, de cerca de 10.000 habitantes, e um número menor de residentes em Winnipeg e algumas comunidades rurais da província.

Então, o que aconteceu com as famílias recebendo MINCOME?

- Tiveram menos hospitalizações

- Tiveram menos acidentes e lesões

- Internações de saúde mental cairam dramaticamente

- As taxas de conclusão do ensino médio aumentaram

- Jovens garotas adolescentes foram menos propensas a dar à luz antes dos 25 anos, e quando o fizeram, elas tiveram menos filhos

O programa elevou a maioria dos beneficiários acima da linha da pobreza do Canadá.

E os efeitos sobre o emprego, em Dauphin, foram modestos. Para assalariados primários - aqueles com empregos de tempo integral - não houve praticamente nenhum declínio no trabalho.

Essencialmente, ninguém abandonou seus empregos.

O dinheiro do governo aliviou a ansiedade econômica das famílias, permitindo-lhes investir em sua saúde e planejar para um horizonte mais longo.

MINCOME agora está servindo como inspiração para o retorno da renda básica no Canadá.

Em seu orçamento de 2016, o governo da província de Ontário anunciou planos para realizar um piloto de renda básica neste ano.

4. Quais são as implicações?

Estou bastante confiante de que no futuro próximo, conforme a tecnologia continuar a eliminar postos de trabalho tradicionais e maciça nova riqueza for criada, vamos ver alguma versão de renda básica universal implantada em larga escala.

Enquanto eu acho que as implicações da RBU são, na sua maioria, positivas, há certamente muitas complexidades associadas com a sua implementação.

Há ainda muitas questões que permanecem sem resposta - de onde virá o dinheiro adicional? De impostos?

RBU provocará problemas que não podemos antecipar ou criará mais conflitos do que resolverá?

Os governos reagirão com rapidez suficiente, dado o ritmo da inovação e automação tecnologica? É realmente uma solução para o desemprego tecnológico? Ou nós ainda teremos que passar por um período turbulento, violento, enquanto nós redistribuímos nosso trabalho, em um mundo de robôs e IA [N.T. Inteligência Artificial]?

No mínimo, eu acredito que, com a diminuição em custos de vida, RBU será uma das muitas ferramentas que permitirão a auto-realização em massa - mais pessoas serão capazes de seguir suas paixões, ser mais criativas, e dedicar mais tempo a atividades de ordem superior, pessoalmente gratificantes.

Quando isso acontecer, nós estaremos um passo mais perto de um mundo de abundância.

Junte-se a mim

As implicações e oportunidades desta próxima década para os empreendedores são enormes.

Este é o tipo de conversa que exploramos em minha comunidade on-line exclusiva de arrojados inovadores, com espírito de abundância, chamada Abundance 360 Digital (A360D).

A360D é minha 'onramp' ['rampa de lançamento'?] para os empreendedores exponenciais - aqueles que querem se envolver e jogar em um nível mais elevado.



P. S. Toda semana eu preparo um "Blog Tech" como este. Se você quiser se inscrever, acesse Diamandis.com e se inscrever para este e Abundance Insider.

P.P.S. Meu querido amigo Dan Sullivan e eu tenho um podcast chamado Exponential Wisdom [Sabedoria Exponencial]. Nossas conversas se concentram sobre as tecnologias exponenciais criando abundância, a colaboração em tecnologia humana, e empreendedorismo. Visite aqui para escutar e subscrever: a360.com/podcast




VER TAMBÉM:

Como pagar a renda básica universal - A renda universal pode vir de ativos universais



QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ

- minha carta de agradecimento e esclarecimentos públicos sobre o futuro de Quatinga Velho;

- minha crítica ao Bolsa-Família;

- e apresentação dos fundamentos para o salto da teoria à prática da renda básica, com projetos pequenos, independentes, replicáveis, e escalonáveis em redes sem fronteiras.

- Como conclusão, apresento ainda um novo exemplo de modelo prático [para] a realização do que proponho.


(...) Qual minha proposta concreta para novas experiências, não só em países em desenvolvimento, mas em todo e qualquer lugar do mundo?

Contudo, para quem não se interessa por nenhuma destas respostas ou histórias, não quer saber nada de Brasil, ReCivitas, Quatinga Velho nem muito menos Bolsa-família, só quer saber o que precisa para fazer a Renda Básica acontecer, mesmo sem apoio político ou pouco recursos financeiros, e não importa se para 10, 100 ou 1 milhão, desde que seja concreta e verdadeira. Então pule os agradecimentos e o Bolsa-Família e vá direto para a Conclusão: O novo modelo de Quatinga Velho.

Nele não só falo de como fazer o salto da tese à prática, mas trago o mais recente exemplo de tudo que estou falando. E espero que seja para todos nossos apoiadores e parceiros uma boa notícia: