domingo, 2 de setembro de 2018

Capitalistas do Século XXI DESAPRENDERAM as Lições que Capitalistas do XX Usaram para Evitar a Revolução dos Proletariados, nos Países Centrais?

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Eficiência ou rendimento refere-se à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados. Existem diversos tipos de eficiência, que se aplicam a áreas diferentes do conhecimento.
Wikipédia

A produtividade é basicamente definida como a relação entre a produção e os factores de produção utilizados. A produção é definida como os bens produzidos(quantidade de produtos produzidos). Os fatores de produção são definidos como sejam pessoas, máquinas, materiais e outros. Quanto maior for a relação entre a quantidade produzida por fatores utilizados maior é a produtividade.
Wikipédia

Em macroeconomia, demanda agregada é a demanda total de bens e serviços numa dada economia para um determinado momento e nível de preços.[1] É o total de bens e serviços na economia que será adquirido a todos os níveis de preços possíveis.[2] Esta é a demanda do produto interno bruto de um país quando os níveis de estoque são fixos.
A demanda agregada depende da quantidade de moeda em poder dos agentes econômicos (consumidores, empresas, governos), das despesas e impostos a que estão sujeitos e de outras variáveis.
Wikipédia 

Esclarecendo:
A demanda agregada depende da quantidade de moeda em poder dos agentes econômicos:
consumidores => receita por trabalho (não comprometidos com dividas)
empresas => receita de vendas (não comprometidos com dividas)
governos => receita de impostos (não comprometidos com dividas) 


HOMO DEUS - Harari - O PARADOXO DO CONHECIMENTO
Quanto mais sabemos, menos somos capazes de predizer. Imagine, por exemplo, que um dia especialistas decifrem as leis básicas da economia. Quando isso acontecer, bancos. governos, investidores e clientes começarão a usar esse novo conhecimento para atuar de maneiras novas e diferentes a fim de obter vantagem sobre seus competidores. Pois para que serve um novo conhecimento se não para levar a novos comportamentos? Mas, uma vez que as pessoas mudem sua maneira de se comportar, as teorias econômicas tornam-se obsoletas. Podemos saber como a economia funcionou no passado porem não entendemos mais como funcionam no presente, e muito menos no futuro.
Esse não é um exemplo hipotético. Em meados do seculo XIX. Karl Marx chegou a brilhantes insights econômicos. Com base neles. predisse a ocorrência de um conflito crescente e violento entre o proletariado e os capitalistas. que terminaria com a inevitável vitória dos primeiros e com o colapso do sistema capitalista. Marx tinha certeza de que a revolução começaria em países que tinham liderado a Revolução Industrial - como Grã-Bretanha. França e Estados Unidos - e se espalharia pelo resto do mundo.
Marx esqueceu-se de que os capitalistas sabem ler. No inicio, só um punhado de discípulos o levou a sério e leu seus escritos. No entanto. quando essas primeiras fagulhas socialistas ganharam adesões e poder, os capitalistas ficaram alarmados. Eles também leram atentamente Das Kapital, adotando muitos instrumentos e conceituações da analise marxista. No século XX todo mundo, de pivetes na rua a presidentes, adotou uma abordagem marxista da economia e da história. Até mesmo capitalistas empedernidos, que resistiam veementemente ao prognóstico marxista, utilizavam o diagnóstico marxista. Quando a CIA analisou a situação no Vietnã ou no Chile, na década de 1960, ela dividiu a sociedade em classes. Quando Nixon ou Thatcher olhavam para o globo terrestre, perguntavam-se quem controlava os meios vitais da produção. De 1989 a 1991. George Bush acompanhou o ocaso do Império Diabólico do comunismo para nas eleições de 1992 ser derrotado por Bill Clinton. A estratégia da campanha vencedora de Clinton foi resumida no mote “É a economia, estúpido!“. Marx não teria dito melhor.
Quando adotavam o diagnóstico marxista, as pessoas, coerentemente, mudavam seu comportamento. Capitalistas em países como a Grã-Bretanha e a França empenharam-se para melhorar o quinhão dos trabalhadores, fortalecer sua consciência nacional e integra-los no sistema político. Consequentemente, quando trabalhadores começaram a votar nas eleições e os partidos de trabalhadores ganharam poder num país após o outro, os capitalistas ainda podiam dormir um sono profundo. Em decorrência, as predições de Marx resultaram em nada. Revoluções comunistas nunca aconteceram em potências mundiais de primeira linha como a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos, e a ditadura do proletariado foi consignada à lixeira da história.
Esse é o paradoxo do conhecimento histórico. Conhecimento que não muda o comportamento e inútil. Mas aquele que muda o comportamento perde rapidamente a relevância. Quanto mais dados tivemos e quão melhor compreendermos a história, mais rapidamente a história alterará seu curso, e mais rapidamente nosso conhecimento se tornará obsoleto.
Séculos atrás o conhecimento humano aumentava lentamente, e, assim, políticas e economias mudavam num ritmo também lento. Hoje o conhecimento cresce a uma velocidade vertiginosa, e teoricamente deveríamos compreender o mundo cada vez melhor. 
Mas acontece exatamente o contrário. Nosso recém-descoberto conhecimento acarreta mudanças econômicas. sociais e políticas mais rápidas; ao tentarmos compreender o que está acontecendo, aceleramos o acúmulo de conhecimento: o que só gera reviravoltas mais rápidas e maiores. Consequentemente tornamo-nos cada vez menos capazes de fazer uma ideia do presente ou de prever o futuro.

Exército industrial de reserva é um conceito desenvolvido por Karl Marx em sua crítica da economia política[1][2], e refere-se ao desemprego estrutural das economias capitalista. O exército de reserva corresponde à força de trabalho que excede as necessidades da produção. Para o bom funcionamento do sistema de produção capitalista e garantir o processo de acumulação, é necessário que parte da população ativa esteja permanentemente desempregada.[3] Esse contingente de desempregados atua, segundo a teoria marxista, como um inibidor das reivindicações dos trabalhadores e contribui para o rebaixamento dos salários.
Segundo Karl Marx, na busca de inovações tecnológicas que lhes propiciem uma vantagem temporária sobre seus concorrentes, os capitalistas tendem a elevar a composição orgânica do capital {\displaystyle {c \over v}} , substituindo gradativamente a força de trabalho (que é parte do capital variável {\displaystyle {v}}) por máquinas (que são parte do capital constante {\displaystyle {c}}), o que resultaria em aumento do desemprego e do exército de reserva. O capitalismo depende, portanto, de sempre manter superpopulação relativa.
Wikipédia   

6 indicadores em que os EUA estão no mesmo nível dos países subdesenvolvidos




Perdeu, humano: robôs substituem empregados em empresa japonesa
Por muito tempo, algumas pessoas temiam pelo dia em que os robôs substituiriam os humanos na realização de diversas atividades, e para 34 empregados da empresa japonesa de seguros de vida Fukoku Mutual Life essa data chegou recentemente, de acordo com o jornal japonês Mainichi.
Segundo informações divulgadas pelo jornal, a empresa decidiu substituir os empregados por um sistema de inteligência artificial para a realização de cálculos de pagamento de seguros. Isso vai gerar uma economia de 140 milhões de ienes (convertendo para reais, algo em torno de R$ 3,86 milhões) com salários, e a companhia espera aumentar a sua produtividade em algo em torno de 30%.
Já a implementação do sistema, por sua vez, vai custar aproximadamente 200 milhões de ienes (algo em torno de R$ 5,52 milhões), e a manutenção anual foi cotada em cerca de 15 milhões de ienes (valor próximo a R$ 552 mil). Evidentemente, as contas da empresa não vão mostrar lucros imediatos se considerarmos os gastos com a instalação da tecnologia, mas esse quadro certamente será revertido pouco tempo depois.
Caso esteja curioso, os funcionários computadorizados serão os responsáveis por ler documentos médicos, certidões, relatórios e prontuários para avaliar se o usuário deve ou não receber o valor do seguro. Entretanto, ainda haverá uma pessoa responsável por supervisionar o trabalho das máquinas, mas esse processo será bem mais ágil com a intervenção delas.
O Mainichi ainda informa que outras três empresas de seguro realizaram um procedimento parecido ao utilizar a inteligência artificial para agilizar o andamento das verificações, mas que não houve grandes mudanças no quadro dessas companhias. (...)
Robôs podem tornar mão de obra nos EUA mais barata que na África
Não é dúvida para ninguém que, aos poucos, a inteligência artificial vai deslocar milhões de pessoas dos seus empregos. Um exemplo disso é que, segundo uma pesquisa apresentada meses atrás, em 125 anos todos os empregos da atualidade serão assumidos por robôs. 
Um novo estudo revela um novo dado, agora sobre as consequências da automação em países que têm mão de obra barata: em duas décadas, será mais vantajoso operar robôs em fábricas nos EUA do que contratar trabalhadores na África.
(...) Overseas Development Institute (ODI):
embora os robôs ainda sejam caros em relação ao trabalho humano, em 15 anos a realidade será diferente.
No estudo realizado pelo ODI, a estimativa do custo de impressoras 3D e robôs que são responsáveis pela fabricação de móveis nos EUA será mais baixa que pagar salários de trabalhadores no Quênia, em 2034. Na Etiópia, o ODI prevê que a automação robótica será mais barata que os trabalhadores etíopes entre 2038 e 2042. Segundo o relatório, isso dá ao continente africano cerca de duas décadas para desenvolver suas capacidades em setores com menor risco de automação, como alimentos e bebidas, roupas e metais. 
O avanço dos robôs e o futuro do trabalho

A proliferação de máquinas inteligentes vai aumentar o tempo de lazer ou o desemprego?

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O avanço dos robôs e o futuro do trabalho”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.  

Robôs vão diminuir custos, mas aumentar desigualdade

O mundo está prestes a passar por uma revolução robótica, que vai transformar a economia global nos próximos 20 anos. Com máquinas no lugar de funcionários humanos, os custos para os negócios serão reduzidos, mas a desigualdade social será exacerbada. Essa é a conclusão de um relatório elaborado pelo Bank of America Merrill Lynch. “Nós enfrentamos uma mudança de paradigmas que vai alterar a forma como vivemos e trabalhamos”, diz o documento. (adaptado)
Fonte: portal oglobo.globo.com, 5/11/2016

Futuro do trabalho: seu filho vai trabalhar em algo que ainda não existe
É provável que seu filho trabalhe em uma profissão que você nunca ouviu falar. A previsão é do Fórum Econômico Mundial, no relatório Futuro do Trabalho: 65% das crianças que estão começando o primário devem trabalhar em empregos que ainda não existem. Contudo, também há impactos imediatos. Em 15 economias avaliadas, até 2020 o número de empregos perdidos devido a avanços tecnológicos e a fatores socioeconômicos pode chegar a 7,1 milhões – e não são apenas “trabalhos braçais”. (adaptado)
Fonte: Giorgio Dal Molin, portal Gazeta do Povo, 29/3/2017
 Musk acredita que maior parte da população viverá de bolsas em pouco tempo
Uma das conversas que o mundo da tecnologia está tendo recentemente é a mudança estrutural que robôs e inteligência artificial terão na sociedade – acabando com boa parte dos atuais empregos, sobretudo aqueles com alto nível de repetição. E para Elon Musk, CEO de Tesla, Solar City, SpaceX e um dos principais futuristas do novo mundo, essa mudança obrigará o governo a pagar uma espécie de bolsa-família para todos. (adaptado)
Fonte: Felipe Moreno, site StartSe, 7/11/2016
Disponível em: https://startse.com/noticia/musk-acredita-que-maior-parte-da-populacao-vivera-de-bolsas-em-pouco-tempo
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3a. Cúpula Global da SU - Um Futuro com um Trabalho Mais Humano - Cumprir a Promessa da IA Requer Repensar a Natureza do Próprio Trabalho




Teremos a Sabedoria de Ócio Criativo (De Masi = Misto Indivisível de (Diversão +Educação +Trabalho) para Toda a Humanidade? Ou, presos ao "Algoritmo Adão" ("Do suor do rosto o direito de viver"), continuaremos sacrificando boa parte do Potencial Afetivo e Criativo da Humanidade?



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

3a. Cúpula Global da SU - Um Futuro com um Trabalho Mais Humano - Cumprir a Promessa da IA Requer Repensar a Natureza do Próprio Trabalho

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Buscando sua ajuda - Um Futuro com um Trabalho Mais Humano

Todo mundo parece estar falando sobre a natureza mutável do trabalho. A principal mudança dominando a atenção de todos? Automação, especialmente a automação mais sofisticada habilitada pela IA e aprendizado de máquina. Infelizmente, o futuro do trabalho das conversas, hoje, é inevitavelmente enquadrado como “ganha-perde”, um jogo de soma zero - fábricas sem trabalhadores, veículos sem motorista, o fim dos empregos de colarinho branco “à prova de robôs” - com empresas e trabalhadores lutando uns contra  os outros. As empresas ganham implementando tecnologia, para cortar custos e reduzir o número de funcionários, e os trabalhadores perdem quando robôs e aprendizagem de máquina assumem seus empregos.



Acreditamos que esse enquadramento ganha-perde é equivocado. À medida que as empresas continuam a enfrentar pressões de desempenho crescentes, os ganhos de eficiência da automação e de outras tecnologias não proporcionam uma  adequada melhoria contínua de desempenho. Continuar concentrando-se principalmente em fazer as coisas de maneira mais rápida e barata não apenas leva a retornos decrescentes, mas também desperdiça a oportunidade de realocar capacidades humanas - a força de trabalho - para se concentrar em atividades que criem novo valor.



No entanto, em um futuro de intensa competição e condições em rápida mudança, encontrar maneiras de criar um novo valor é um imperativo. E os trabalhadores - com seu potencial de curiosidade, criatividade, imaginação, empatia e desenvoltura - são capazes de desenvolver continuamente novas maneiras de criar novos valores. Longe de um futuro sem trabalhadores, vemos os trabalhadores humanos como chave para o sucesso. Nossa hipótese: um futuro sustentável do trabalho será um ganha-ganha, bom para a empresa e bom para o trabalhador, porque tem o potencial de criar muito mais valor no mercado e para o trabalhador. Eu escrevi sobre esta oportunidade e imperativo com Cathy Engelbert aqui [1].



No entanto, para ser claro, não estamos falando sobre funcionários estritamente "re-habilitados" ('re-treinados'), para que possam realizar tarefas rotineiras remanescentes, com eficiência e confiabilidade. Tampouco estamos falando sobre “aumentar” a capacidade do trabalhador, treinando-os sobre como usar os dados e a análise, gerados pela inteligência artificial, para realizar suas tarefas rotineiras restantes com mais eficiência.



Estamos falando em recuar, em um nível fundamental, para redefinir o trabalho de modo a desviar os funcionários das tarefas rotineiras para concentrar seu tempo e esforço na ação sustentável e criativa de solução de problemas e na identificação de oportunidades, de maneira a agregar mais valor às partes interessadas (sejam clientes, fornecedores ou “clientes” internos atendidos por funções de suporte, como TI ou Recursos Humanos). À medida que este trabalho for redefinido, haverá a necessidade de extrair as capacidades mais amplas que todos os seres humanos têm como curiosidade, imaginação e empatia, em vez de se concentrarem em habilidades estritamente definidas.
Nós precisamos da sua ajuda

Libertar esse potencial humano para criar valor vai exigir a redefinição do trabalho que os humanos estão realizando. Assim, à parte da tecnologia, como primeiro passo, estamos procurando alguns bons exemplos de onde uma empresa (ou unidade de negócios ou função) redefiniu, ou está tentando redefinir, o trabalho de sua organização. Especificamente, estamos interessados em casos em que o trabalho rotineiro e estruturado de um grupo foi deliberadamente reconsiderado e transformado em trabalho que explora a criatividade, a curiosidade, a imaginação e a empatia da força de trabalho para criar novos valores para clientes internos ou externos. Novamente, não estamos particularmente preocupados se essa transformação foi precipitada pela nova tecnologia ou não.



Estamos simplesmente procurando histórias de onde o trabalho altamente estruturado foi feito mais fluido e criativo para uma força de trabalho de alguma escala, e ideal para trabalhadores operacionais, em vez daqueles tipicamente considerados "trabalhadores do conhecimento". Estamos particularmente interessados em empresas grandes e tradicionais, em vez de start-ups ou unicórnios de tecnologia. Apenas para torná-lo ainda mais desafiador, gostaríamos especialmente de encontrar exemplos em que essa redefinição de trabalho levaram a uma melhoria de desempenho tangível em termos de valor gerado ou impacto alcançado (não apenas fazendo algo mais rápido ou mais barato).



Você tem alguma sugestão de organizações que devemos investigar? Nós adoraríamos ouvi-los. Entre em contato e nos avise (você pode comentar aqui ou enviar uma mensagem) - estamos ansiosos para começar a fazer mergulhos profundos para explorar essa vantagem emergente e precisamos da sua ajuda. Há uma grande oportunidade por aí e queremos inspirar mais executivos a buscar isso.

TRADUÇÃO DE:
Posted by John Hagel III on March 29, 2018 | Permalink

http://edgeperspectives.typepad.com/edge_perspectives/2018/03/seeking-your-help-a-future-for-more-human-work.html

[1] Havard Business Review - Tecnology

Cumprir a Promessa da IA Requer Repensar a Natureza do Próprio Trabalho

by Cathy Engelbert and John Hagel III
DECEMBER 18, 2017

Em todos os lugares, hoje, as notícias nos confrontam com medos profundamente arraigados de IA e automação. A cobertura muitas vezes se concentra na perda de emprego e agitação social que são visto como prováveis, a seguir.

Esses medos não são infundados: os gerentes de todos os setores têm metas de custo e a tecnologia permite que tarefas de menor valor passem de pessoas para máquinas. O último filme do ano, Hidden Figures (Figuras Ocultas) ilustra vividamente a mudança para outra era, onde os computadores humanos da NASA enfrentaram a substituição.

Mas acreditamos que uma obsessão principalmente pelo potencial da tecnologia para cortar custos é mal orientada. Não por causa das implicações sociais, mas porque achamos ruim para o negócio. De fato, os interesses das empresas e dos trabalhadores estão mais alinhados. A promessa dos avanços de hoje não é apenas eficiência - estão desencadeando a criação e captura de valor em um tempo de crescente pressão por desempenho. Mas isso vai exigir a execução de uma mudança fundamental na natureza do trabalho.

Conforme as máquinas fazem mais do que antes era feito por humanos, empresas e pessoas que prosperarão não serão aqueles que investirem corretamente nas próximas habilidades restritas, mas quem cultivar a capacidade de seus trabalhadores para aprender mais rápido. Isto é verdadeiro tanto para os “trabalhadores do  demonstrativo financeiro” como para a 'economia gig' (“Freelance Economy“ ou “Economia sob Demanda”). Conforme a meia-vida das  habilidades específicas diminui e as máquinas tornam-se proficientes em tarefas que incluem até a tomada de decisões, então as capacidades fundamentalmente humanas tornam-se mais importantes: empatia, curiosidade, criatividade, imaginação, inteligência emocional e social, liderança e desenvolvimento de outras pessoas.

Ao repensarmos o trabalho, o foco de todos os trabalhadores deixará de ser as tarefas rotineiras. Antes, tipicamente, era reserva de um subconjunto dos trabalhadores inovar e aumentar constantemente o valor para os clientes, ao longo do tempo. No futuro, as organizações que prosperarão serão preenchidas com curiosos aprendizes que tragam propósito ao trabalho, descubram novos conhecimentos, enfrentem desafios inesperados, e são capacitados para [empowered] (e dos quais se espera) fazer muito mais do que executar tarefas.

E assim os líderes focados em otimizar e automatizar tarefas veem apenas metade do cenário. A questão mais compensadora é: como podemos inventar maneiras fundamentalmente mais valiosas de trabalhar?

Sem repensar o trabalho, as empresas enfrentarão uma lacuna de descoberta e criatividade. Otimizado para eficiência em vez de descoberta e experimentação, suas inovações e crescimento irão parar. Fechar essa lacuna não é simplesmente uma questão de programas de treinamento para o conhecimento existente. A necessidade real é de aprender a criar novas conhecimentos no próprio local de trabalho, à medida que os trabalhadores enfrentam cada vez mais situações que nunca vieram à tona antes. Como poderíamos redesenhar nossos ambientes de trabalho para acelerar esse tipo de aprendizagem no trabalho?

Há uma tensão genuína aqui. Os executivos de hoje devem fazer escolhas inteligentes enquanto Automação e Inteligência Artificial criam eficiências massivas. Nossa própria organização usa Automação de Processos Robótica e auxilia clientes com isso, e estamos muito conscientes das opções para substituir o trabalho por capital (atualmente barato).

As empresas que navegarão bem nessa tensão serão as que focam  todos em como criar mais valor para os clientes e para o negócio. Máquinas podem projetar primorosamente para especificações, mas no futuro previsível, a melhor maneira de diferenciar e crescer a receita é combinando tecnologia com engenhosidade humana, empatia e criatividade.

Ao encararmos o trabalho do futuro, como passamos do "aqui" para o "lá"? Pequenos movimentos, inteligentemente feitos, podem colocar grandes coisas em movimento:

- Envolva os funcionários como colaboradores essenciais à medida que você explora como e onde o trabalho é feito. Milhões de pessoas hoje já estão comprometendo bilhões de horas, gratuitamente, através de locais distantes, para co-criar produtos e serviços que lhes interessam. Por quê eles não fariam o mesmo para o seu próprio futuro? Para que isso seja bem sucedido, os líderes tem que realmente acreditar nisso. Redesenhar com sucesso o trabalho do futuro - quem, onde e como do que é feito - só pode acontecer se você realmente vê o talento como um ingrediente essencial na vantagem competitiva, não apenas como um custo.

- Crie uma experiência de trabalho inteira que acelere a melhoria de desempenho. Isso vai muito além de pedir aos trabalhadores suas ideias. Escolha um único trabalho da linha de frente do ambiente, que é fundamental para o desempenho, e desafie os  trabalhadores de lá com um objetivo intencional ou pergunta. Usando uma abordagem sistemática, crie o espaço para que façam experimentação. Acompanhe as principais métricas de desempenho, particularmente aquelas relacionadas ao valor entregue, em vez de apenas o custo da entrega e interaja conforme você aprende.

- Repense suas conversas sobre eficiência. Escusado será dizer que as empresas precisam ser inteligentes com seu dinheiro; nós decididamente não estamos defendendo decisões financeiras desperdiçadoras ou imprudentes. Como Tom Friedman já disse, se uma máquina pode fazer isso, uma máquina vai fazer isso, e não faz sentido lutar contra. Mas focar excessivamente em redução de custos é insustentável. Quantas empresas fizeram cortes para crescer sem sustentar pelo menos uma dose igual de inovação? Então, use as conversas sobre eficiência para conduzir discussões estratégicas sobre qualidade, reputação e valor para o cliente. Qualquer CFO analisará várias maneiras de reinvestir Capital Financeiro. Por que não faríamos o mesmo com o Capital Humano?

Capturar a enorme oportunidade dos avanços de hoje não será simples. Mas vamos tornar mais penoso para nós mesmos se continuarmos obcecados com a eficiência escalável.

A maior questão de negócios, econômica e de políticas públicas é que devemos repensar o trabalho e ajudar as pessoas a cultivar as capacidades necessárias para ter sucesso neste novo tipo de trabalho. Até que os empregadores possam ajudar as pessoas a fortalecer a agilidade e a paixão, continuaremos a ter uma lacuna de descoberta e seremos vítimas da armadilha da eficiência.

Para voltar a Hidden Figures (Figuras Ocultas), se você viu o filme, você sabe que o real desafio não era computacional, mas de imaginação. É por isso que somos otimista sobre o futuro. Empresas e trabalhadores precisam da mesma coisa: ambientes onde os seres humanos se envolvem em trabalho mais gratificante e inventivo que extrai mais do seu potencial, aumentado pela tecnologia que realize tarefas rotineiras. Nesse futuro, as recompensas serão significativas para ambos, para as empresas e para seus trabalhadores.

Cathy Engelbert is CEO of Deloitte US.

John Hagel III is Founder and Chairman of the Deloitte Center for the Edge, a research center based in Silicon Valley. A long-time resident of Silicon Valley, he is also a compulsive writer, having written 7 books. His latest, with John Seely Brown and Lang Davison, is The Power of Pull: How Small Moves, Smartly Made, Can Set Big Things in Motion.

TRADUÇÃO DE:

Fulfilling the Promise of AI Requires Rethinking the Nature of Work Itself
https://hbr.org/2017/12/fulfilling-the-promise-of-ai-requires-rethinking-the-nature-of-work-itself

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

"No marasmo, com velas cheias" - Bancos do Brasil, rentáveis, independentemente do clima econômico


Acelerando através do marasmo
Bancos do Brasil, rentáveis, independentemente do clima econômico
A economia é lenta, mas os bancos estão 'fazendo dinheiro'

O clima econômico do BRASIL tende a extremos. Durante os anos 80 e início dos anos 90, a hiperinflação se alastrou. Do final de 2014 ao final de 2016, o PIB encolheu 7,7%, a mais longa contração de sempre. As condições agora são extremamente calmas. O PIB cresceu apenas 1% no ano passado, e em junho o banco central cortou sua previsão de crescimento para 2018 de 2,6% para 1,6%. A greve dos caminhoneiros em maio e a incerteza sobre o resultado das eleições em outubro restringiram a atividade econômica, enfraqueceram a moeda e elevaram os rendimentos dos títulos do governo.

No entanto, os grandes bancos do setor privado prosperaram independentemente. Na recessão, nem o Itaú Unibanco nem o Bradesco, os dois maiores, viram seu retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, uma medida de rentabilidade) cair abaixo de 15,9%. Em 30 de julho, o Itaú registrou lucro líquido no primeiro semestre de 2018 de 12,5 bilhões de reais (US $ 3,3 bilhões) e um RoE de 20,1%. Poucos dias antes, o Bradesco e o Santander, o braço local de um financiador espanhol, reportaram o RoEs nas alturas. A maioria dos bancos europeus está presa em um único dígito. À medida que o banco central reduziu sua meta de juros, a Selic, de 14,25% em outubro de 2016 para uma baixa recorde de 6,5% em março deste ano, alguns analistas previram um aperto nos lucros. Ainda não aconteceu.

A resiliência dos bancos do Brasil revela muito sobre a maneira como a economia funciona, nem tudo de bom. Quando a inflação era de “1½% ao dia”, diz Candido Bracher, diretor-presidente do Itaú, os bancos foram forçados a se tornar eficientes na transferência e administração de dinheiro. Agora eles operam em um mercado financeiro cheio de outras distorções. Alguns prejudicam seus lucros; outros os incham. Os bancos do setor público têm um papel grande e privilegiado, que restringe seus concorrentes do setor privado e os protege dos riscos, como alguns empréstimos aos setores favorecidos do governo.

Tudo isso significa que os empréstimos, especialmente para consumidores e pequenas empresas, são mais baixos e mais caros do que deveriam ser. Embora os eleitores estejam preocupados principalmente com a corrupção, o crime e o desemprego, o vencedor da eleição presidencial terá que considerar como tornar os negócios bancários mais normais. Na verdade, isso já está acontecendo silenciosamente.

As características mais marcantes do mercado são o domínio de alguns bancos - fortalecidos nos últimos dois anos pelo recuo do Citigroup americano, que vendeu seus negócios de consumo para o Itaú, e o britânico HSBC, que vendeu para o Bradesco - e a importância do estado como fornecedor. e regulador de crédito. Três credores do setor privado e três públicos - o Banco do Brasil, do qual o governo possui 59%, a Caixa Econômica Federal, o BNDES, um banco de desenvolvimento - respondem por 82% dos ativos bancários e 86% dos empréstimos. Os regulamentos direcionam quase metade dos empréstimos para fins favorecidos, financiados pela poupança privada e pelo estado. As taxas de juros sobre empréstimos direcionados são em média de 8,9%, segundo o banco central. No restante irrestrito, eles podem ser muito altos. Eles têm uma média de 20,5% para as empresas e 45,8% para as famílias. Em empréstimos pessoais, cartões de crédito e saques a descoberto, eles correm em três dígitos.
Os bancos insistem que spreads amplos não refletem um oligopólio acolhedor, mas o alto risco de inadimplência e a dificuldade de perseguir os devedores através de tribunais lentos e antipáticos. A regulamentação também faz parte: a proibição de taxas de saque a descoberto inflaciona as taxas de juros.

Um estudo recente do banco central sugere que os bancos têm um caso. Atribui 37% dos spreads ao custo da inadimplência, 25% aos custos administrativos, 23% aos impostos e apenas 15% às margens dos bancos. Os spreads se estreitaram com a queda da Selic. No entanto, os críticos também têm razão. Tony Volpon, economista do UBS e ex-banqueiro central, estima que os consumidores paguem cerca de 20 pontos percentuais a mais do que deveriam, dada a baixa Selic, a inadimplência em declínio e as RoEs dos bancos. Os custos de financiamento das grandes empresas, ao contrário, parecem "quase certos".

Isso pode ser porque as corporações podem comprar com mais facilidade do que os indivíduos. Os anos de inflação alta acostumaram os consumidores brasileiros, em contraste, a comprar os bens em parcelas, com os altos custos dos empréstimos embutidos nos preços.

Comprar a crédito é tão arriscado

As forças do mercado e as ações do governo estão tornando o setor bancário mais competitivo. Os participantes demitidos pela tecnologia digital e desimpedidos dos custos das redes de filiais (incluindo segurança rigorosa) estão tentando incomodar os operadores. O Banco Inter pode registrar até 1 milhão de clientes para sua conta sem taxas até setembro. O Nubank passou dos cartões de crédito para a poupança. Creditas está oferecendo empréstimos garantidos em casas e carros a taxas muito mais baixas do que em créditos não garantidos. (A maioria dos proprietários brasileiros, diz o chefe da Creditas, Sergio Furio, não tem hipoteca, dando-lhes espaço para empréstimos.) O jornal Valor Econômico informou que o banco central restringirá o Itaú a uma participação minoritária na XP Investimentos, corretora que tem sido um espinho nos bancos que o Itaú quer comprar.

O banco central também está tentando reduzir os custos dos empréstimos. No ano passado, obrigou os bancos a trocarem os clientes que repetidamente repassavam as dívidas de cartão de crédito para empréstimos mais baratos. Recentemente, reduziu alguns requisitos de reserva para os bancos.

A expansão dos empréstimos concedidos pelos bancos estatais a taxas ruinosas e subsidiadas de Dilma Rousseff, presidente por cinco anos até seu impeachment em 2016, foi revertida por seu sucessor, Michel Temer. O BNDES cortou desembolsos de 188 bilhões de reais em 2014 para apenas 71 bilhões de reais, e introduziu taxas fixas e flutuantes mais altas ligadas ao mercado. Dyogo Oliveira, seu chefe, diz que trocou os empréstimos de grandes empresas para infra-estrutura e empresas menores. O Banco do Brasil cortou 10 mil empregos e elevou o seu RoE de apenas 4% no final de 2016 para dois dígitos.

A remoção de empréstimos subsidiados e outras distorções, argumenta Arthur Carvalho, da Morgan Stanley, deveria ter um benefício extra macroeconômico. Deve permitir que o Selic seja mais baixa, sendo as outras coisas iguais. A ligação entre a política monetária e as taxas de juros pagas pelas empresas e famílias também seria mais apertada. E se o próximo presidente levar a sério o controle das finanças públicas do Brasil, e as taxas de juros de longo prazo caírem, o investimento e o crescimento devem finalmente melhorar. Uma diferença mais estreita entre as taxas de longo e curto prazo pressionaria as margens dos bancos. Mas a demanda por crédito aumentaria - e uma economia mais forte significaria uma navegação mais rápida para todos.

*Este artigo apareceu na seção das Américas da edição impressa sob a manchete "No marasmo, com velas cheias"


TRADUÇÃO DE:

Speeding through the doldrums
Brazil’s banks, profitable whatever the economic weather
The economy is sluggish, but banks are coining it

https://www.economist.com/the-americas/2018/08/02/brazils-banks-profitable-whatever-the-economic-weather

sábado, 4 de agosto de 2018

[WEB da Energia] Consumidores, Mercados e Reguladores - Eólica, Hidráulicas, Nuclear, Solar, Termoelétricas (Gás ou Óleo)

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Sabe quanto da energia consumida no Nordeste veio da força dos ventos na segunda-feira? 

A Maju contou na previsão do tempo ontem: 72% na média do dia. E, ah, teve até pico de 77%. 





Petrobras vai gerar energia eólica no mar a partir do RN.



Disrupção limpa, em Energia: Eólica JÁ É MAIS BARATA - no Brasil - que: 

Biomassa / Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) / Termoelétricas a gás natural  



A Energia Solar é Mais Barata Que a Energia que Você Compra da Rede:
{Solar = R$0,27/kWh}  X  {Distribuidoras (residencial) = R$ 0,70/kWh}

Custo total (Investimento+manutenção), divido pela energia gerada é igual ao preço da energia solar produzida pelo seu gerador:
27.000 / 100.000 = R$0,27/kWh
Em todos os estados Brasileiros a Energia Solar Fotovoltaica é mais barata que a energia residencial das distribuidoras que hoje esta em torno de R$ 0,70/kWh. 



O MERCADO BRASILEIRO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA 




 OUTRAS INFORMAÇÕES E LINKS:

Governo avalia leilão para substituir térmicas a óleo no Nordeste por usinas a gás



Bandeira tarifária da conta de luz para junho será vermelha patamar 2, segundo Aneel



Eólicas respondem por mais de 60% do abastecimento de energia do Nordeste  (30/08/2017)



Energia eólica já abastece mais de 30% do Nordeste  (19/06/2016)



O FUTURO DO NORDESTE
Energia eólica é a de maior eficiência para o Nordeste



(...) Desde a criação do Proinfa, a produção de energia eólica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009, e cerca de 1000 MW em 2011(quantidade suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 400 mil residências). Considerando o potencial eólico instalado e os projetos em construção para entrega até 2013, o país atingirá no final de 2013 a marca dos 4400 MW. Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobrás, o território brasileiro tem capacidade para gerar até 140 GW.

O potencial de energia eólica no Brasil é mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas, ou seja, nos meses em que falta chuva é exatamente quando venta mais! Isso coloca o vento como uma grande fonte suplementar à energia gerada por hidrelétricas, a maior fonte de energia elétrica do país. Durante este período pode-se preservar as bacias hidrográficas fechando ou minimizando o uso das hidrelétricas. O melhor exemplo disto é na região do Rio São Francisco. Por essa razão, esse tipo de energia é excelente contra a baixa pluviosidade e a distribuição geográfica dos recursos hídricos existentes no país.



O Brasil já ultrapassou 282 MW instalados de energia solar e tem potencial de crescimento na ordem de 28.500 GW, diz Rodrigo Sauaia. Para se ter ideia do que isso significa, o potencial hídrico do Brasil é de 172 GW e o eólico, de 440 GW. Fonte: Absolar ☀ #EnergiaSolarFacilita
Publicado em 7 de nov de 2017



O Brasil possui uma das melhores condições no mundo para geração de energia solar.

Devido as contantes secas, crise de energia no setor elétrico, aumento da conta de luz e a demanda pela diversificação da matriz energética no país, o mercado de energia fotovoltaica teve crescimento recorde em 2015 e, começa 2016, com perspectiva de crescer 300%. Segundo estimativas do governo, a tendência é que este mercado movimente R$ 100 bi até 2030.

Fizemos uma pesquisa com base nos últimos 9 Mil pedidos de orçamentos de energia solar que recebemos, entre Agosto e Dezembro de 2015, para assim traçar o perfil do mercado consumidor de energia solar no Brasil. Veja abaixo o infográfico com o resultado da pesquisa.





A REVOLUÇÃO DA ENERGIA DISTRIBUÍDA
Se milhões de residências e empresas australianas continuarem investindo em seus próprios sistemas solares e de baterias, esse vasto conjunto de ativos de energia de pequena escala, conhecidos como Recursos de Energia Distribuída (DER), poderia causar enorme disrupção no sistema de eletricidade.

Embora isso crie oportunidades para os consumidores, também cria desafios para os operadores históricos - o mercado, seu operador, regulador, geradores, varejistas e redes. Se usado para nossa vantagem coletiva, poderia tornar o sistema mais resiliente e acessível, mas também poderia tornar o sistema mais instável e caro.

Com previsões de que até 45% de nossa eletricidade será gerada por consumidores em duas décadas, a DER está pronta para transformar nosso sistema de energia ... para melhor ou para pior.

Uma revolução está em andamento no setor de energia. A transformação não está acontecendo apenas na escala de rede, mas também no "lado do cliente do medidor" em residências e empresas. Nas décadas a frente, está cada vez mais claro que, além de ser renovável, o futuro da geração de energia da Austrália será de pequena escala e altamente distribuído.



O plano de US $ 3 bilhões para transformar Hoover Dam em uma bateria gigante

A Hoover Dam ajudou a transformar o oeste americano, aproveitando a força do rio Colorado - junto com milhões de metros cúbicos de concreto e dezenas de milhões de libras de aço - para abastecer milhões de residências e empresas. Foi um dos grandes feitos de engenharia do século XX.

Agora é o foco de um desafio distinto do século 21: transformar a represa em um vasto reservatório de eletricidade excedente, alimentado pelas fazendas solares e turbinas eólicas que representam as fontes de energia do futuro.

O Departamento de Água e Energia de Los Angeles, um operador original da barragem quando foi erguida na década de 1930, quer equipá-la com um gasoduto de US $ 3 bilhões e uma estação de bombeamento alimentada por energia solar e eólica. A estação de bombeamento, a jusante, ajudaria a regular o fluxo de água através dos geradores da represa, enviando a água de volta ao topo para ajudar a gerenciar a eletricidade nos momentos de pico de demanda.

O resultado líquido seria uma espécie de armazenamento de energia - desempenhando a mesma função das baterias gigantes de íons de lítio que estão sendo desenvolvidas para absorver e liberar energia.





A petrolífera Repsol anunciou que irá trabalhar em conjunto com a empresa espanhola de energia e com a operadora europeia de sistemas de transmissão Enagás para produzir hidrogênio renovável.

Repsol disse que a parceria irá desenvolver um processo de produção de hidrogênio usando energia solar , com a fase inicial do sistema desenvolvido no Centro de Tecnologia Repsol. Em comparação com os métodos tradicionais de produção de gás, o novo processo teria uma pegada de carbono até 90% menor, afirma a empresa.

“A Repsol poderá usar o hidrogênio renovável obtido por meio desse novo método em seus processos de refino para produzir combustíveis mais limpos e reduzir a presença de enxofre, bem como em seu negócio de produtos químicos, como parte de processos convencionais como a hidrogenação da borracha, ”Afirmou a empresa.

A companhia de petróleo especificou que já registrou três famílias de patentes, duas das quais foram concedidas na Europa, como resultado do desenvolvimento do processo, e também tem 52 acordos de colaboração científica com instituições em todo o mundo. 
Arnaldo M. Botteon



Menos de uma década atrás, a energia solar era uma relativa novidade entre as cooperativas elétricas rurais dos Estados Unidos. Apesar da promessa de energia limpa gerada localmente, atendendo a territórios mais escassamente povoados, os altos custos e a falta de infraestrutura desencorajavam investimentos sérios. Mas apenas alguns anos depois, o PV está se tornando uma importante fonte de energia nas cooperativas rurais, de acordo com um relatório recente da Associação Nacional de Cooperativas Elétricas Rurais (NRECA).

Uma Revolução Solar na América Rural descreve como o mercado fotovoltaico de cooperativas rurais dos Estados Unidos cresceu em uma ordem de grandeza em sete anos, auxiliado em grande parte por uma parceria do Departamento de Energia dos Estados Unidos e do NRECA chamado de “Solar Utility Network Deployment Acceleration”. ”A SUNDA foi lançada em 2013 com 17 cooperativas rurais em 10 estados que resultaram em 30 MW de projetos. A iniciativa ajudou a estimular um crescimento de PV em cooperativas rurais de 35 MW de capacidade instalada em 2010 para 868 MW em 2017, com a promessa de quebrar o limiar de gigawatt em 2018 ou 2019. 
Arnaldo M. Botteon



Quer migrar para o Mercado Livre de Energia, mas sua empresa não atende ao requisito mínimo da demanda contratada? 

Nessa situação, sua empresa pode usufruir da comunhão de cargas. Confira como funciona no vídeo que a ENGIE preparou para você!



Não Competir, Regular!? Distribuidoras Centralizadas x Geração Distribuída 
Setor fotovoltaico defende estudos aprofundados para mudança de regras de Geração Distribuída - Consulta Pública da ANEEL

Com uma visão oposta à das distribuidoras de energia, os representantes do segmento de energia solar fotovoltaica acreditam que qualquer alteração na forma da compensação de créditos de energia para sistemas de micro e minigeração distribuída é precoce.

Eles argumentam que “faltam estudos transversais, quantitativos, bem qualificados, aprofundados e, acima de tudo, isentos”, sobre os beneficios desses empreendimentos para o sistema, que possam servir de fundamento para que a Agência Nacional de Energia Elétrica promova alterações nas regras atuais. (...)

domingo, 24 de junho de 2018

Sobrevivência ou Vida? O caso da 'Fórmula' Marketing Multinível como 'Solução' para os Excluídos da 'Rodada Atual do Algoritmo do Mercado'

(Clique na imagem: ampliar)
Observe a informação importante (15:30 de 32:28 do vídeo (não achei legendado em Português, só em Espanhol)): 
Em qualquer Marketing Multinível com, por exemplo, taxa de afiliação de representantes (a forma real de ganhar dinheiro, que não é a venda de produtos)= 5, o 14o. ciclo de afiliação EXCEDE  a População Total do Planeta... 

TRECHOS: 

Caso FTC x Herbalife:
16:55 FTC (Comissão Federal de Comércio (EUA)) terminou recentemente uma investigação de muitos anos sobre a empresa e arquivando uma queixa empolgante andando até a linha de a chamarem de um esquema de pirâmide. 

Eles alegaram que o programa de compensação da Herbalife não incentiva vendas a varejo, mas sim o recrutamento de participantes adicionais que alimentam a empresa, fazendo compras por atacado de produto. Que soa, como você sabe, como os esquemas de pirâmide funcionam.

E quando as pessoas apontaram isso a responsável pela  FTC fez uma afirmação surpreendente: "nós  estamos dizendo é que esta empresa tinha todas as marcas de um esquema de pirâmide,

Isto não é certo, nosso foco não está no rótulo, a frase 'parecer pirâmide' não aparece na nossa queixa". Isso é verdade, eles não determinaram não ter sido a pirâmide. Pense no que ela acabou de dizer: que eles não determinaram não ser uma pirâmide. Como isso é 
um enorme sinal de alerta! 

Se o FDA anunciasse que 'não determinamos se o algodão doce não são pelos púbicos de palhaços', o que você faria? Nunca arriscaria comer essa merda, nunca mais.

Agora, agora, quem sabe porque o FTC parou.

Talvez tenha assegurado que a Herbalife concordasse com uma liquidação em que nem admitiu, nem negou irregularidades, mas a fez pagar duzentos milhões de dólares e concordar com novas mudanças significativas. 

Mas os conteúdos desta queixa são alucinantes.  

FTC afirma que a esmagadora maioria dos distribuidores da Herbalife, que buscam a oportunidade do negócio, ganham pouco ou nenhum dinheiro e uma porcentagem substancial perde dinheiro. De fato, a FTC chegou a afirmar que a Herbalife vai ter que começar a funcionar legitimamente, o que implica que eles não o faziam até então.

Então, e ainda surpreendentemente, Michael Johnson caracterizou isso como uma vitória 
Ei, temos ótimas notícias, que chegamos a um acordo com a Comissão Federal de Comércio, dos EUA,  que garante que nossa missão, de melhorar a vida das pessoas vai continuar a prosperar. Tenho que te dizer, isso é realmente uma boa notícia, e vem em uma época em que nosso negócio está crescendo mais e melhor do que nunca. 

Oh! Você não apenas poliu aquele 'cocô' que eu coloquei em uma embalagem e convenci  pessoas que eles poderiam fazer uma fortuna vendendo 'cocôs' nutricionais, em seu tempo de folga do trabalho.

Mas, veja, se a Herbalife é uma pirâmide, ou não é uma pirâmide, ou é uma 'não não uma prirâmide', a verdade é que a Herbalife está crescendo. E muito desse crescimento vêm de comunidades latinas onde a Herbalife tem se expandindo agressivamente (...) 19:29

Mercadeo Multinivel: Last Week Tonight With John Oliver (HBO)



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A Verdade sobre Robert Kiyosaki! É uma desilusão…

Robert Kiyosaki não é o autor fantástico que as pessoas conhecem. Ele já participou no marketing multinível, mas foi um fracasso. Toda a história!

(...) A maior parte das pessoas não sabe nada sobre Kiyosaki. Ouvem dizer que ele tem milhões de dólares de diferentes negócios e isso faz parecer com que seja uma pessoa credível. Vão ler o livro Pai Rico, Pai Pobre e vão ficar bastante motivados para encontrar a sua liberdade financeira.

As coisas não são assim tão simples.

ROBERT KIYOSAKI E O MMN
O que muitas pessoas não sabem, é que Robert Kiyosaki ficou conhecido por causa do MMN. Este email revela a história por detrás. De uma forma muito resumida:

Uma pessoa no topo da empresa MMN Amway, o Bill Gavin, encontrou o livro de Kiyosaki (Pai Rico, Pai Pobre) numa lavagem de carro antes de ser publicado. Na realidade, Kiyosaki teve bastante dificuldade em conseguir publicá-lo. Foi Bill Gavin da Amway quem foi capaz de usar os seus conhecimentos e usar a cultura do MMN para conseguir manipular e fazer com que o livro atingisse o nível de best seller. Kiyosaki também vendeu cassetes de 6 dólares a centenas de distribuidores. É fácil de entender porque Kiyosaki diz bem desta indústria de ilusões. Ele deve o seu falso sucesso a isso.

Além disso, Kiyosaki entrou na Amway debaixo de Bill Gavin (mp3 com a prova de Kiyosaki a promover a Amway), mas tudo indica que ele foi um fracasso. Nunca vai ouvi-lo falar sobre o seu ranking na Amway ou quanto dinheiro ganhou. Se Kiyosaki acredita que ser um distribuidor MMN é uma boa oportunidade de negócio, porque é que ele não está ativo no negócio?

No livro Pai Rico, Pai Pobre, não existe nenhum menção ao marketing multinível, multi-level marketing, network marketing, MMN ou MLM. Isto faz sentido porque foi escrito antes de estar envolvido nesta indústria. De fato, você vai descobrir que a filosofia do livro é evitar passivos, que inclui a maior parte dos MMNs devido às suas políticas abusivas. Está claro que conselho do Pai Rico seria evitar o MMN!
(...)


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O Negócio do Século XXI é um livro para empreendedores interessados em conhecer o novo mundo do empreendedorismo do século. Livro de Robert Kiyosaki lançado no Brasil em 2012, que fala exclusivamente do marketing de relacionamento, marketing de rede, marketing multinível. Para pessoas que gostam de ajudar pessoas. 


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(???) Ética e Pai Rico Pai Pobre (autor):
(...) 
A real falência de RK (Robert Kiyosaki), ou melhor de uma de suas empresas, ocorreu por causa de ação judicial perdida. Um antigo parceiro da Rich Dad entrou na justiça para reaver U$24 milhões que teria direito pelos lucros com os livros, cursos, jogos etc etc etc produzidos pela empresa. Para evitar o pagamento RK se aproveitou de uma brecha nas leis americanas, usou as regras do jogo a seu favor. (e é aqui que não concordo com o que aconteceu …)

Para evitar o pagamento ele declarou falência da empresa, e com isso a dívida “morreu”. Legal, não ? “Legal”, pelas leis até pode ser … mas de boa atitude, longe de ser …

Em seus livros RK sempre deu destaque à ideia de nos protegermos de todas as formas possíveis e imagináveis, sempre usando as leis em nosso favor, e aparentemente foi isso que fez. Indicava a criação de empresas para obter vantagens tributárias – colocando os gastos pessoais como sendo da empresa – e legais – para proteção judicial da pessoa física.

O fato só é meio contraditório pois, por diversas vezes, lembrou que o verdadeiro Pai Rico (o pai de Mike) o orientou a quitar as dívidas de suas 3 empresas que não haviam dado certo, e portanto quebraram, ao invés de entrar com um pedido de falência. (e desta forma não pagar seus credores)  (...)


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Os textos acima só reforçam minha visão de que não há Vida Digna Possível em 

"Apenas Buscar Sobrevivência em um Sistema, que coloca a Felicidade na Capacidade de Consumo de Produtos e Serviços de Luxo que, cada vez mais, se concentra no Topo do Sistema, com uma maioria de Pessoas, cada vez mais AMPLIADA,  sendo excluída do Consumo do Básico"