domingo, 4 de dezembro de 2011

[SINAPSES] Bumerangue: aventuras no novo terceiro mundo - Islândia, Grécia, Irlanda, Alemanha e Estados Unidos: Como cada país enlouqueceu, de uma forma diferente, ao ficar em uma sala escura com uma montanha de dinheiro....

Bumerangue

Michael Lewis

“Lewis tem um talento maravilhoso para destrinchar histórias complicadas em termos simples e com detalhes impressionantes.” – The Washington Post
Para entender as causas da atual crise econômica e seus desdobramentos, o jornalista Michael Lewis embarcou com seu agudo senso de curiosidade para a Europa, onde foi examinar de perto a situação enfrentada em alguns países.
Sua marca registrada é contar histórias importantes por meio de pessoas extraordinárias e, neste livro, ele conversa com políticos conhecidos e poderosos, financistas visionários, acadêmicos notáveis e também com figuras menos ilustres porém igualmente surpreendentes.
Na Grécia, Lewis visitou um monge que descobriu como explorar o capitalismo grego para salvar seu mosteiro falido. Na Islândia, falou com o primeiro-ministro e investigou como pescadores deixaram seu ofício e foram se meter em operações cambiais milionárias. Na Irlanda, conversou com o professor de economia que foi o primeiro a alertar sobre o perigo da bolha imobiliária local. Na Alemanha, teve acesso ao gabinete do vice-ministro das Finanças e procurou entender como os alemães, que ignoraram a oferta de crédito fácil e que são tão avessos ao risco, usaram seu dinheiro para permitir que estrangeiros cometessem loucuras.
De volta para casa, o autor conversou com Arnold Schwarzenegger para saber como ele enfrentou a politicagem que praticamente o impediu de governar e em que momento percebeu que administrava um estado falido. Em sua conclusão, chama atenção para o descontrole da sociedade americana e o crescente sacrifício dos interesses de longo prazo por recompensas imediatas.
O panorama econômico mundial nunca pareceu tão confuso e intimidador. Para nos guiar nesse terreno complexo e movediço, ninguém melhor do que Michael Lewis. Com um dom para explicar estatísticas e mercados, ganhar a confiança de pessoas fascinantes e se maravilhar diante da estupidez humana, ele é um cronista incomparável da exuberância irracional.
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“Em Bumerangue Lewis mostra mais uma vez por que é o principal jornalista de sua geração.” – Forbes
O tsunami de crédito barato que varreu o planeta entre 2002 e 2008 foi mais do que um simples fenômeno financeiro: foi tentação, oferecendo a sociedades inteiras a chance de trazer à tona desejos que até então não podiam ser saciados.
Países como Grécia, Irlanda, Estados Unidos e Islândia se esbaldaram. Mas, em algum momento, a festa acabou, os bancos precisaram ser socorridos e suas dívidas imensas foram transferidas para os governos, que, em certos casos, passaram a apresentar risco real de calote.
Depois de pesquisar e escrever sobre a crise do subprime nos Estados Unidos, Michael Lewis se viu intrigado com o desdobramento do colapso bancário em outras partes do mundo rico e resolveu embarcar numa nova onda: o turismo de desastres financeiros.
Em cada país que visitou, descobriu aspectos que ligavam a forma como a bolha do crédito se desenvolveu às características socioculturais mais fortes de seu povo. Sua principal teoria é a de que, sozinha num quarto escuro com uma pilha de dinheiro, cada nação enlouqueceu à sua maneira.
Os islandeses quiseram parar de pescar e se tornar banqueiros de investimentos. Os gregos manipularam números para entrar na zona do euro e deixaram que o máximo de cidadãos participasse da festa. Os alemães não se sujaram em seu próprio país, mas investiram em quase todos os negócios podres pelo mundo. Os irlandeses imaginaram tornar o país um canteiro de obras, construindo muito mais imóveis do que o necessário à população. E os americanos quiseram viver bem acima de suas posses, endividando a si mesmos, suas cidades e seus estados.
Lewis entrevistou peças-chave como primeiros-ministros, ex-governadores, ministros de Estado e financistas, e conversou com personagens interessantíssimos como monges, bombeiros e manifestantes, traçando um retrato curioso e preocupante de um novo cenário econômico mundial.


Bumerangue - Editora Sextante

Michael Lewis. Clique aqui para ler um trecho do livro em PDF. “Lewis tem um talento maravilhoso para destrinchar histórias complicadas em termos simples e ...

21/10/2011 - 07h43

Michael Lewis e o novo Terceiro Mundo

O americano Michael Lewis é um escritor excelente e prolífico. É dele o best-seller "Big Short- a jogada do século - os bastidores do colapso financeiro de 2008", que mostrou como alguns poucos investidores ganharam rios de dinheiro apostando que a montanha de CDOs e CDS era um castelo de cartas, e "Liar's Poker", escrito no auge da amoralidade do mercado financeiro dos anos 80.

Seu mais recente livro," Boomerang: adventures in the new third world" (Bumerangue: aventuras no novo terceiro mundo) é uma leitura deliciosa e com timing perfeito. A propagação da crise financeira está transformando países que antes se encaixavam no rótulo ricos em "novos pobres". Nações famosas por sua meritocracia e grande classe média, como os Estados Unidos, estão aprendendo a viver em sociedades cada vez mais desiguais-- enquanto a distribuição de renda em países lanterninha do coeficiente de Gini, como o Brasil, vai melhorando, embora ainda seja muito ruim.

O livro é resultado da compilação e ampliação das reportagens que Lewis fez para a Vanity Fair desde 2008, enfocando como a crise afetou a Islândia, a Grécia, a Irlanda, a Alemanha e os Estados unidos --neste último, principalmente sob o prisma da Califórnia.

Na Islândia, Lewis descreve como uma nação de pescadores se transformou em um país composto basicamente por banqueiros de investimento. E como países como a Alemanha e o Reino Unido despejaram bilhões de dólares em um punhado de bancos islandeses que quebraram de forma estrepitosa.

Na Grécia, no capítulo apropriadamente intitulado "E eles inventaram a matemática", Lewis usa o mosteiro Vatopaidi, envolvido em escândalo, para mostrar como uma cultura de desrespeito às regras, gastos públicos absurdos, maquiagem de números para serem aceitos no euro e sonegação de impostos generalizada está no cerne da quebra anunciada do país.

Em média, um emprego no setor público paga três vezes mais do que um no setor privado. A rede nacional ferroviária tem uma receita anual de 100 milhões de euros, paga 400 milhões de euros só em salários e 300 milhões em outras despesas. Lewis nos conta que a idade de aposentadoria para profissões consideradas árduas na Grécia --como cabeleireiro, garçom e músico-- e 55 anos para homens.

Na Alemanha, um país conservador e poupador, uma série de bancos regionais crédulos continuou engolindo todo o lixo subprime dos americanos quando o resto do mundo já sabia que o negócio tinha ido pro vinagre.

Na Irlanda, a euforia imobiliária destruiu a economia de um país antes chamado de tigre celta, por seu milagre econômico.

O livro é um saboroso retrato de como a crise afetou de forma diferente cada um dos países.
Mas Lewis escorrega nas generalizações e estereótipos, o que causou justificada irritação nos países retratados.

Há trechos cheios de lugares comuns, como esse: "Talvez porque existam tão poucos islandeses no mundo, não sabemos quase nada sobre eles. Nós partimos do pressuposto de que são mais ou menos escandinavos --um povo meigo que quer apenas que todo mundo tenha a mesma quantidade de tudo. Mas eles não são. Eles têm um aspecto bravio, como um cavalo que só está fingindo estar subjugado."

Ou, pior, no capítulo sobre a Alemanha, ele passa um bom tempo discutindo a suposta "obsessão anal" dos alemães.

Apesar de não serem suficientes para comprometer o livro, essas generalizações e tentativas de encaixar cada povo em fórmulas estragam um pouco a obra.

Livros análogos:

Abril 2011 - nº 4
Crise econômica
 
A economia das crises : um curso-relâmpago sobre o futuro do sistema financeiro internacional
ROUBINI, Nouriel; MIHM, Stephen A economia das crises : um curso-relâmpago sobre o futuro do sistema financeiro internacional . Rio de Janeiro : Intrínseca, 2010. 366 p.
Afirma que as crises econômicas são previsíveis, passíveis de prognóstico e que os sistemas financeiros são frágeis e propensos ao colapso. Compara crises em diversos países e épocas, mostrando que os cataclismos financeiros são tão antigos e onipresentes quanto o capitalismo. Ensina a reconhecer e a combater a instabilidade do sistema financeiro global, a entender os pontos fracos e a extrair lições de episódios anteriores. Fonte: a obra.

Leia o primeiro capítulo:
[PDF]
 

ECONOMIA DAS CRISES

Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. R764e. RoubiniNouriel.
Livro - A ECONOMIA DAS CRISES: UM CURSO-RELAMPAGO SOBRE O FUTURO DO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL - Nouriel Roubini; Stephen




 

Crash - Uma Breve História da Economia - Da Grécia Antiga ao Século XXI

Alexandre Versignassi

Como o dinheiro, a falta de dinheiro, a insanidade e a safadeza construíram o mundo mais próspero de todos os tempos. E muito mais como você nunca leu.

 

Leia o primeiro capitulo de "Crash" [ http://www.scribd.com/doc/59384371/CRASH-Capitulo-1 ]



QUINTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2011

Crash - Uma Breve História da Economia - Da Grécia Antiga ao Século XXI - Como o dinheiro, a falta de dinheiro, a insanidade e a safadeza construíram o mundo mais próspero de todos os tempos. E muito mais, como você nunca leu.




A Jogada do Século - The Big Short - Michael Lewis - descreve a combinação de ganância, falta de ética e incompetência que esteve na origem da maior crise econômica e financeira desde a Grande Depressão dos anos 30



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