domingo, 23 de janeiro de 2011

É voz corrente que o Banco Central do Brasil é eficaz e contribui fortemente para o equilíbrio economico do país. EU DISCORDO.

“Novo Banco Central”  é mais do mesmo:

·      Aumento da despesa pública (mais de 50% do Orçamento da República é para atender uma divida que cresce exponencialmente)

·      Manutenção da maior taxa de juros real do mundo (o custo do dinheiro é o único preço da economia brasileira que não convergiu para a média mundial)
 Será que a denúncia abaixo se aplica ao Banco Central do Brasil ?

A Maior Fraude da História. A verdade sobre os Bancos Centrais. O poder dos 'moneychangers' e a crise econômica mundial de 2008 (reficação)


por Nehemias Gueiros, Jr.

Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis”. – Mayer Amschel [Bauer] Rothschild
Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão”. – declaração do pres. americano James Garfield, 1881

Ler em:  http://jusvi.com/artigos/36376

Nehemias Gueiros, Jr.

Advogado especializado em Direito Autoral, Show Business e Direito da Internet, professor da Fundação Getúlio Vargas-RJ e FGV-SP e da Escola Superior de Advocacia - ESA-OAB/RJ, consultor de Direito Autoral do ConJur, membro da Ordem dos Advogados dos Estados Unidos e da Federação Interamericana dos Advogados em Washington D.C. e sócio do escritório Basilio Advogados no Rio de Janeiro.

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Ver também:

Inside Job - Charles Ferguson: crônica de uma crise (2008) anunciada e evitável




“Foi uma crise completamente evitável”, afirma Ferguson. “De fato, nos 40 anos posteriores às reformas motivadas pela Grande Depressão, os EUA não tiveram uma única crise financeira. Contudo, a progressiva desregulamentação do setor financeiro deste os anos 1980 abriu espaço para uma indústria crescentemente criminosa, cujas ‘inovações trouxeram uma sucessão de crises financeiras”.

08/12/2010 - 20h06

Brasil tem maiores juros reais do mundo; taxa é o dobro do 2º lugar

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DE SÃO PAULO

decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa básica de juros do país em 10,75% ao ano fez com que o Brasil continue na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta.

Com a manutenção na taxa básica do país, os juros reais foram a 4,8% ao ano. Na segunda posição aparece a África do Sul, com taxa real de 2%. Na terceira posição está a Austrália, com 1,9%. O ranking é elaborado por Jason Vieira, analista internacional do Cruzeiro do Sul, e Thiago Davino, gerente financeiro da Weisul Agrícola, com 40 das maiores economias do planeta.

Da taxa básica, foi descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Os analistas afirmam que, para que o Brasil deixasse a primeira colocação no ranking, seria necessário um corte de 3 pontos percentuais na taxa Selic, para 7,75% ao ano. Assim, o país chegaria a um juro real de 2,0%, ocupando a segunda posição.

"Mesmo com uma elevação em algumas projeções de inflação, o Brasil ocupa em todos os cenários de elevação de juros o topo do ranking como o melhor pagador de juros reais do mundo, acima do maior pagador nominal da atualidade, a Venezuela", dizem.

Eles ressaltam, porém que a inflação de commodities tem trazido um peso diferenciado em algumas projeções de inflação mundo afora, principalmente nas economias emergentes. Para os analistas, o aumento dos índices de inflação a perspectiva de continuidade do crescimento econômico aumentam a possibilidade de elevações de juros em 2011.

Enquanto o Brasil reforça sua liderança na lista, mais da metade dos países citados registram juro real negativo. Tanto que a taxa média geral dos países analisados ficou em -0,8%. Os últimos lugares do ranking são ocupados por Venezuela (-7,0%), Turquia (5,2%) e Índia (-4,1%).

A liderança do Brasil ajuda o país a registrar uma expressiva entrada de capital externo, que ocorre porque os títulos de renda fixa emitidos no país pagam mais que seus pares internacionais. Por conta disso, o governo anunciou no segundo semestre algumas medidas para conter a valorização do real no mercado, que prejudica exportadores e amplia as importações no país.

Outros países com juros nominais altos detêm projeções inflacionárias mais fortes, e, portanto, perdem posições no ranking. Além disso, os analistas ressaltam que o Brasil conta com riscos mais modestos do que boa parte dos participantes, "o que o torna um grande atrativo para investidor internacional".

Veja o ranking dos dez países com os maiores juros reais:
1º Brasil 4,8%
2º África do Sul 2,0%
3º Austrália 1,9%
4º Hungria 1,2%
5º China 1,1%
6º Filipinas 1,0%
7º Malásia 0,7%
8º Polônia 0,7%
9º Chile 0,5%
10º México 0,5%

Carreiras & Gestão
Restrições do Banco Central afetarão financiamentos de veículos sem entrada
06-12-2010

As medidas anunciadas sexta-feira (3) pelo Banco Central para conter o crédito terão impacto maior nos financiamentos de veículos sem entrada e de longo prazo. A partir de 24 meses, o consumidor enfrentará restrições.

Pelas novas regras, a garantia que cada banco terá de manter no capital em determinadas operações de crédito passou de R$ 11 para R$ 16,50 em cada R$ 100 emprestados, o que encarece o empréstimo. No caso dos financiamentos de veículos, a exigência varia conforme o prazo do financiamento e o valor da entrada.

Nos financiamentos de 24 a 36 meses, o consumidor terá de pagar pelo menos 20% da entrada para não cair na restrição. Se a venda tiver prazo de 36 a 48 meses, a entrada mínima será de 30%. De 48 a 60 meses, a proporção aumenta para 60%. Para empréstimos de mais de 60 meses, a restrição será aplicada independentemente da entrada.

A alteração só valerá para os financiamentos concedidos a partir desta segunda-feira (6). Para os empréstimos atuais, nada mudará.

As restrições também valerão para o crédito ao consumidor (CDC) acima de 24 meses e para os empréstimos consignados, com desconto em folha, superior a 36 meses. Para o crédito habitacional, rural, às pessoas jurídicas e para financiamento ou arrendamento de veículos de carga, as novas regras não serão aplicadas. 
Segundo o Banco Central, a contenção de crédito deve afetar apenas o consumo, não o investimento. (Agência Brasil)


De: Claudio Estevam Prospero
Enviada em: segunda-feira, 27 de dezembro de 2010 17:19
Assunto: ENC: BRASIL - DIVIDA INTERNA E DIVIDA EXTERNA......Waldir Serafim - SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA/EXTERNA" DO BRASIL


Divida total [1]

+1% SELIC [2 ]

Acréscimo de juros 2011
R$1.890.000.000.000

0,015

R$28.350.000.000,00

[1] Conforme reportagem repassada abaixo  (SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA/EXTERNA" DO BRASIL)  - Ressalto que discordo que a divida pública decorra de "gastanças sociais" como dito na mensagem  (bolsas: família, etc. e geração de empregos com empréstimos). Minha posição é que o mal gerenciamento do Combate a Inflação, via aumento da SELIC, é a fonte do crescimento da divida( algo como o devedor do cheque especial AUMENTAR a taxa de juros de sua divida, para equilibrar sua situação econômica!!!))

[2] O relatório FOCUS prevê que a SELIC irá a 12,25% em 2011 (hoje está em 10,75%)

Entenda o relatório

O relatório Focus é um informe que relata as projeções do mercado com base em consulta a aproximadamente 100 instituições financeiras durante a semana anterior.   (Ver notícia abaixo)

Acréscimo de juros 2011 (Relatório FOCUS) = R$28.350.000.000,00  (R$ 28,35 bilhões)  

Valor anual previsto para o programa Bolsa Família no orçamento de 2011, de R$ 13,4 bilhões

(Só o acréscimo na Bolsa Credor, pelo aumento previsto da SELIC, em 2011, é mais de 2 vezes o Custo Total do Bolsa Família  !!!!!)

13º das classes D e E supera valor do Bolsa Família de 2011, diz pesquisa

Recursos do 13º para essa fatia da população somam R$ 17,473 bilhões. Pagamento de dívidas é prioridade para uso dos recursos
06/12/2010 | 08:15 | G1/Globo.com

De pouco mais de R$ 102 bilhões que serão injetados na economia nesse ano por decorrência do pagamento do 13º salário, R$ 64,821 bilhões serão destinados às classes C, D e E. Apenas para as classes D e E, esses recursos devem somar R$ 17,473 bilhões, segundo pesquisa do instituto Data Popular.

Essa massa de recursos supera o valor anual previsto para o programa Bolsa Família no orçamento de 2011, de R$ 13,4 bilhões, de acordo com o instituto.


O acréscimo de juros em 2011 se refletirá em aumento da Divida Total, uma vez que o Superávit Primário não é suficiente nem para cobrir os  juros atuais. {Dívida pública interna sobe 1,19% em outubro - de R$ 1,534 trilhão para R$ 1,552 trilhão - Custo anual (juros): R$ 167 bi - Superavit primário (economia para pagar juros) = 3,1% do PIB => R$ 103,48 bi. "Bola de Neve do Cheque Especial" ?} [3]



Minhas analises indicam que a Divida Total esta crescendo pela capitalização de juros não pagos, ano após ano. E sobre estes juros capitalizados incidem novos juros (juros sobre juros)

Baseando-me nesta visão creio que a melhor solução, para o objetivo de conter a inflação, seria aumentar os Depósitos Compulsórios, que reduzem a disponibilidade de dinheiro para empréstimo, nas Instituições Financeiras, encarecendo o crédito para os tomadores finais, consumidores, e contendo o consumo. Esta ação foi tomada pelo Banco Central em Dezembro, com efeito imediato nos juros para bens duráveis, por exemplo automóveis.

Já o aumento da SELIC não tem provocado o encarecimento para os tomadores finais. Seu principal efeito tem sido o aumento da Divida Total do Tesouro Nacional, em função do aumento dos Juros Devidos e Não Pagos ao Sistema Financeiro.

Creio que devemos nos manter informados e vigilantes sobre as ações do “Novo Banco Central”. Parece que com a desculpa de combater a Inflação vão recomeçar a aumentar a SELIC, cedendo às pressões dos analistas das Instituições Financeiras (exemplo: relatório FOCUS), gerando:

 ônus para o Tesouro Nacional (nós que pagamos Impostos) e

 bônus para os Credores da Divida do Tesouro(Instituições Financeiras e Grandes Aplicadores em Renda Fixa)

Referências sobre estas analises podem ser encontradas em:

Reflexões econômicas



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Mensagem recebida que motivou esta reflexão:

SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA/EXTERNA" DO BRASIL

Você ouve falar em 
DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA 
em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:

DIVIDA EXTERNA  é uma dívida com os Bancos,Mundial, o FMI e outras 
Instituições, no exterior em moeda externa.

DIVIDA INTERNA   é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando LULA assumiu o Brasil, 
em 2002, devíamos:

ü Dívida externa =     212 Bilhões 
ü Dívida interna =      640 Bilhões 
ü Total da Dívida =  851 Bilhões

Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.

E é verdade, só que ele não explicou que, 
para pagar a dívida externa, 
ele aumentou a dívida interna:

Em 2007 no governo Lula: 
ü Dívida Externa =      0    Bilhões 
ü Dívida Interna =    1.400 Trilhão 
ü Total da Dívida = 1.400 Trilhão
ou seja, a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo
 dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.

Sabe por que? 
É que ela voltou...

Em 2010 no governo Lula: 
ü Dívida Externa    =     240  Bilhões 
ü Dívida Interna    =   1.650 Trilhão 
ü Total da Dívida =  1.890 Trilhão

ou seja, no governo LULA, 
a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!!!

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC,
bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura,
bolsa para presos, dentre outras mais bolsas...
e de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!! 
E não é com dinheiro do crescimento, mas sim, com dinheiro de 
ENDIVIDAMENTO

Compreenderam? 
Ou ainda acham que Lula é mágico?
Ou que FHC deixou um caminhão de dólares 
para Lula gastar?

Quer mais detalhes,sobre dívida interna e externa do Brasil?

Os brasileiros, vão pagar muito caro pela 

atitude perdulária do governo Lulla,
que não está conseguindo pagar os juros 

dessa "Dívida trilhardária"
tendo que engolir um "spread"(txa. juros) 
muito caro para refinanciar os "papagaios", 
sem deixar nenhum benefício para o povo, 
mas apenas 
DIVIDAS A PAGAR 
por todos os brasileiros,
que pagam seus impostos...!!!

A pergunta que não quer calar é:
Dilma vai continuar esta gastança?

(Dilma já disse por todo país, que será a continuação do governo Lula...)

REPASSE PELO BEM DO PAÍS
!!! ACORDA  BRASIL !!!

" O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, 
é que serão governados pelos que se interessam."
(Arnold Toynbee)
Final da [Mensagem recebida que motivou esta reflexão]



Relatório Focus mais uma vez indica aumento nas expectativas de inflação

Por: Equipe InfoMoney
27/12/10 - 09h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Mantendo a tendência das semanas anteriores, os economistas ouvidos pelo Banco Central novamente apontaram a expectativa de aceleração da inflação no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (27).

Nesta edição, entretanto, a mediana das projeções de alguns índices de preços mantiveram-se estáveis e até recuaram - caso do IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) para dezembro.

O destaque fica por conta da expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como medida oficial de inflação. Segundo os dados, para o resultado de dezembro, é esperada taxa de 0,62%. Com o centro da meta de inflação para 2010 em 4,5%, a expectativa é de que o índice aponte inflação anual de 5,90%.

PIB em 2010Na última edição de 2010, a mediana das projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro mais uma vez ficou estável: crescimento de 7,61% da economia neste ano.

Projeções para 2011Nas projeções para o próximo ano, destacam-se mais uma vez os índices de inflação. Os economistas ouvidos pelo BC elevaram as expectativas dos principais índices em 2011. A taxa anual do IPCA é estimada em 5,31%, acima dos 5,29% registrados na última semana.

Por fim, mais uma vez as projeções para o desempenho da economia mantiveram tendência de estabilidade: segundo os economistas ouvidos pelo BC, o PIB deve crescer 4,50%, enquanto a taxa Selic é projetada em 12,25% ao final do ano. 
Confira abaixo a previsão para os principais indicadores da economia brasileira:


Dezembro/2010
2010
2011

17/12
Atual
17/12
Atual
17/12
Atual
IPCA
0,60%
0,62%
5,88%
5,90%
5,29%
5,31%
IGP-DI
0,65%
0,65%
11,60%
11,60%
5,50%
5,51%
IGP-M
0,82%
0,80%
11,44%
11,44%
5,52%
5,54%
IPC-Fipe
0,53%
0,55%
6,37%
6,38%
4,78%
4,88%
PIB
-
-
7,61%
7,61%
4,50%
4,50%
Balança Comercial
-
-
US$ 16,40 bi
US$ 16,63 bi
US$ 8,00 bi
US$ 8,00 bi
Saldo em Conta Corrente
-
-
US$ -50,00 bi
US$ -50,00  bi
US$ -69,05 bi
US$ -69,05 bi
Investimento Estrangeiro
-
-
US$ 32,00 bi
US$ 32,20  bi
US$ 38,50 bi
US$ 38,00 bi
Taxa de Câmbio
R$ 1,70
R$ 1,70
R$ 1,70
R$ 1,70
R$ 1,75
R$ 1,75
Dívida Líquida Setor Público (% PIB)
-
-
40,88%
40,95%
39,55%
39,80%
Produção Industrial
-
-
10,66%
10,66%
5,40%
5,31%
Taxa Selic (% a.a)
-
-
-
-
12,25%
12,25%
Fonte: Banco Central
Entenda o relatórioO relatório Focus é um informe que relata as projeções do mercado com base em consulta a aproximadamente 100 instituições financeiras durante a semana anterior.
As projeções referem-se às principais variáveis macroeconômicas brasileiras esperadas para o mês de dezembro, assim como para os anos de 2010 e 2011.


 [3] 
De: Claudio Estevam Prospero
Enviada em: quinta-feira, 25 de novembro de 2010 17:18
Assunto: Dívida pública interna sobe 1,19% em outubro - de R$ 1,534 trilhão para R$ 1,552 trilhão - Custo anual (juros): R$ 167 bi - Superavit primário (economia para pagar juros) = 3,1% do PIB => R$ 103,48 bi. "Bola de Neve do Cheque Especial" ?

Dívida pública interna sobe 1,19% em outubro

Azelma Rodrigues | Valor
25/11/2010 9:43


BRASÍLIA - O estoque da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI) subiu 1,19% de setembro para outubro, de R$ 1,534 trilhão para R$ 1,552 trilhão. Os dados constam de relatório do Tesouro Nacional divulgado há pouco. 

De acordo com o Tesouro, no mês, houve emissão líquida de títulos no valor de R$ 4,22 bilhões e pagamento de juros (R$ 14,10 bilhões). Considerando as operações de swap cambial, a parcela da dívida atrelada à taxa pós-fixada Selic somou R$ 517,44 bilhões em outubro, ou 33,32% do total do endividamento. Esse percentual é superior ao do mês anterior, quando as dívidas corrigidas pela Selic representavam 32,76% do total. 

Os papéis prefixados passaram do equivalente a 37,53% para 36,73% do total, correspondendo a R$ 570,31 bilhões. A parcela de títulos públicos federais atrelada a índices de preços verificou estabilidade na composição do total, em 28,37%, ou R$ 440,47 bilhões.

Pelos dados do Tesouro, o governo encerrou o mês passado devedor em dólar, no equivalente a R$ 9,35 bilhões, com a posição passiva dessa fatia equivalente a 0,60% do estoque da dívida mobiliária federal interna. Em setembro, a dívida em dólar era de R$ 9,50 bilhões, também equivalente a 0,62% do estoque. 

(Azelma Rodrigues | Valor)

Custo anual da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFI)

R$ 1,552 trilhão  *  10,75%  = R$ 167 bi   (valor aproximado pois 33,32% do total do endividamento é pela SELIC)


Dados da Carga tributária

Fonte:

[PDF]
 

CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA 2009 E REVISÃO DOS PERÍODOS ANTERIORES

Formato do arquivo: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
tributos estaduais representam 25,88% e os municipais 4,58%; ...
www.ibpt.com.br/img/_publicacao/13854/186.pdf



CARGA TRIBUTÁRIA PRÉVIA DE 2009

A carga tributária (somatório dos tributos federais, estaduais e municipais arrecadados) em relação ao PIB – Produto Interno Bruto de 2009 atingiu 35,02%, contra 35,16% em 2008, tendo uma queda de 0,14 ponto percentual do PIB.

Os tributos federais cresceram 2,73% (R$ 20,19 bilhões), os estaduais 4,67% (R$ 12,61 bilhões) e os municipais 6,84% (R$ 3,21 bilhões), totalizando uma arrecadação de tributos em 2009 de R$ 1.092,66 bilhões (R$ 1,09 trilhão), contra R$ 1.056,65 bilhões em 2008 (R$ 1,05 trilhão), com um crescimento nominal de R$ 36,01 bilhões (3,41%).

Os tributos que tiveram o maior crescimento nominal foram o INSS (R$ 20,26 bilhões), seguido do FGTS (R$ 7,42 bi). A maior queda nominal foi do IPI, com R$ 8,71 bilhões, seguido da COFINS (2,91 bi).


DIVISÃO DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA

Em 2008, os tributos federais totalizaram R$ 739,68 bilhões (70%),

os estaduais R$ 270,12 bilhões (25,56%) e

os municipais R$ 46,84 bilhões (4,43%).

Em 2009, os tributos federais totalizaram R$ 759,88 bilhões (69,54%),

os estaduais R$ 282,73 bilhões (25,88%) e

os municipais R$ 50,05 bilhões (4,58%)
___________________________________________________ 
DIVISÃO DA ARRECADAÇÃO

20082009
TRIBUTOS FEDERAIS

70,00%69,54%
TRIBUTOS ESTADUAIS

25,56%25,88%
TRIBUTOS MUNICIPAIS4,43%4,58%


Com a revisão do PIB pelo IBGE, Carga Tributária Brasileira de 2009 correspondeu a 35,02% do PIB;


Em 2009 foram arrecadados R$ 1,09 trilhão (no mesmo período de 2008 o total foi de R$ 1,05 trilhão);


2008
2009
2010
PIB
3.004,88
3.119,95
3.338,34  [1]
ARRECADAÇÃO / PIB
35,16%
35,02%






[1] Aplicando o crescimento projetado de 7% para 2010 em relação à 2009

Superavit primário

(economia para pagar juros) = 3,1% do PIB   =>  R$ 103,48  bi


Superavit primário
 - Wikipédia, a enciclopédia livre

Entenda o que é o superávit primário e seu impacto sobre a dívida · Governo exclui Petrobras e fixa em 3,3% do PIB superávit para 2010 ...pt.wikipedia.org/wiki/Superavit_primário


Governo reduz meta do 
superávit primário para 3,1% - 19/11/2010 ...

19 nov. 2010 ... SÃO PAULO - O governo decidiu reduzir a meta do superávit primário de 3,3% para 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A nova meta va...economia.uol.com.br/.../2010/.../governo-reduz-meta-do-superavit-primario-para-31.jhtm



Sendo assim, só de juros não pagos, a Divida Pública tende a crescer R$ 64 bi 

R$ 167 bi     (Custo anual de juros)   -   R$ 103,48  bi  (economia para pagar juros)

-- 
 
Atenciosamente. 
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
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http://reflexeseconmicas.blogspot.com/ (Blog: Reflexões Econômicas)
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Comunidade Gestão Conhecimento)

Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE.

Nossa Espécie (Homo Sapiens Sapiens Demens - Edgar Morin) Agradece!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Os Principios da Governança e Precaução também são ECONOMICOS: Medidas para cortar custos levaram a vazamento no Golfo (causado por decisões arriscadas), diz comissão - BP e Halliburton enfrentam risco de maior indenização após investigação federal






As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações ...Esse é o atual conceito de governança, amplamente divulgado pelo IBGC, ...www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=17

“Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor  da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade.”

Esse é o atual conceito de governança, amplamente divulgado pelo IBGC, após revisão no seguinte texto elaborado na sua fundação, em 1995: 
"Governança corporativa é o sistema que assegura aos sócios-proprietários o governo estratégico da empresa e a efetiva monitoração da diretoria executiva. A relação entre propriedade e gestão se dá através do conselho de administração, a auditoria independente e o conselho fiscal, instrumentos fundamentais para o exercício do controle. A boa governança corporativa garante eqüidade aos sócios, transparência e responsabilidade pelos resultados (accountability)."

O que é PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO ?  (Fundação Gaia)

Uma definição ampla de PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO foi formulada em uma reunião realizada em janeiro de 1998 em Wingspread, sede da Joyhnson Foundation, em Racine, estado de Wisconsin, com a participação de cientistas, advogados, legisladores e ambientalistas. A Declaração de Wingspread sobre o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO apresentada na íntegra no fim do presente informativo, resume o princípio da seguinte forma:

"Quando uma atividade representa ameaças de danos ao meio-ambiente ou à saúde humana, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo se algumas relações de causa e efeito não forem plenamente estabelecidas cientificamente."

Dentre os principais elementos do Princípio figuram: a precaução diante de incertezas científicas; a exploração de alternativas a ações potencialmente prejudiciais; a transferência do "ônus da prova" aos proponentes de uma atividade e não às vítimas ou vítimas em potencial daquela atividade; e o uso de processos democráticos na adesão e observação do Princípio -- inclusive o direito público ao consentimento informado.

"Precaução" tem algum significado especial?

A mesma idéia de bom senso implícita em muitos ditados, tais como "Melhor prevenir do que remediar".

E "incerteza científica"? Por que devemos agir antes que a ciência nos diga o que é nocivo e o que pode ser prejudicial?

Às vezes, se esperarmos por comprovações, é tarde demais. Os padrões científicos para a demonstração de causa e efeito são muito elevados. Por exemplo, já havia a forte suspeita de que fumar provocava câncer do pulmão muito antes desta associação ter sido estabelecida de forma conclusiva, i.e., ter atendido aos padrões científicos de causa e efeito. Àquela altura, muitos fumantes já haviam morrido de câncer do pulmão. Mas muitos outros já haviam deixado de fumar, devido às crescentes evidências de que o fumo tinha ligação com o câncer de pulmão. Essas pessoas estavam exercendo judiciosamente a precaução, apesar de um certo grau de incerteza científica.

Com frequência, um problema -- como uma casuística de câncer ou o aquecimento global -- é por demais amplo, tem causas por demais diversas ou efeitos que só surgem muito a longo prazo para ser explicitado através de experiências científicas que provariam suas causas e efeitos. É difícil levar tais problemas ao laboratório. Assim, temos que contar com observações, estudos de casos e previsões feitas com base no conhecimento atual.

De acordo com o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃOquando evidências científicas razoáveis de qualquer tipo nos dão boas razões para acreditarmos que uma atividade, tecnologia ou substância possam ser nocivas, devemos agir no sentido de prevenir o mal. Se esperarmos sempre pela certeza científica, haverá gente sofrendo e morrendo, e os danos ao mundo natural podem ser irreversíveis.


05/01/2011 23h52 - Atualizado em 06/01/2011 07h13

Medidas para cortar custos levaram a vazamento no Golfo, diz comissão

Segundo relatório, acidentes similares podem ocorrer novamente se o governo não promover mudanças.

Da BBC

A comissão responsável por investigar o vazamento de petróleo no Golfo do México, nos Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (5) que o desastre foi causado por decisões arriscadas, cujo objetivo era reduzir gastos.

Formado por autoridades americanas, o grupo alertou que acidentes similares podem acontecer novamente, caso não sejam feitas reformas significativas na legislação e nos procedimentos.

Em seu relatório final, a comissão culpou a má administração da BP e de outras empresas responsáveis pela plataforma Deepwater Horizon.

Por meio de um comunicado, a petroleira informou que estava trabalhando com os órgãos reguladores para garantir que as lições aprendidas com o vazamento levem a melhorias na exploração de petróleo.

Com a explosão na plataforma Deepwater Horizon, ocorrida em abril, 11 funcionários morreram e milhões de barris de petróleo vazaram no mar durante meses, causando a maior tragédia ambiental da história dos Estados Unidos.

Críticas ao governo

Além da BP, o relatório também culpa a Transocean e a Halliburton, responsáveis pela vedação do poço onde houve a explosão.

A comissão também criticou o governo por não supervisionar adequadamente as operações na plataforma, além de não criar uma legislação satisfatória para regular esse tipo de atividade.

'Propositais ou não, muitas das decisões da BP, Halliburton e Transocean que elevaram o risco de o poço explodir claramente foram tomadas para economizar dinheiro e tempo', afirma o relatório.

'A BP não tinha o controle adequado do lugar para garantir que decisões-chave, tomadas nos meses anteriores ao acidente, eram seguras da perspectiva da engenharia.'

O ex-governador da Flórida e um dos responsáveis pela comissão, Bob Graham, disse que as investigações mostraram que a explosão era evitável.

'Esse desastre não teria ocorrido se as empresas envolvidas tivessem comprometidas, em primeiro lugar, com a segurança.'


De: Claudio Estevam Prospero
Enviada em: segunda-feira, 29 de novembro de 2010 12:51
Assunto: BP e Halliburton enfrentam risco de maior indenização após investigação federal


30/10/2010 -
BP e Halliburton enfrentam risco de maior indenização após investigação federal

Michael Peel
Sylvia Pfeifer


A BP e a Halliburton correm grande risco do pagamento de uma indenização substancial pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, após uma investigação federal apontar que elas sabiam que o cimento usado para selar o poço provavelmente era instável, disseram especialistas legais na sexta-feira.

Um importante advogado dos indivíduos que estão processando a BP disse que as evidências “mudam o jogo”, enquanto observadores independentes disseram que elas aumentam as chances de uma decisão de negligência flagrante contra as empresas, que poderia provocar multas e indenizações chegando a bilhões de dólares.

As ações da Halliburton continuaram desvalorizando na sexta-feira, caindo 43 centavos de dólar, para US$ 31,25 no pregão matinal em Nova York, à medida que os investidores temiam o impacto potencial das conclusões da investigação. As ações tinham fechado na noite de quinta-feira a US$ 31,68, com queda de 8%, após uma queda de mais de 16% mais cedo. Os investidores pareciam menos preocupados com as consequências potenciais para a BP. Suas ações fecharam com alta de 0,66%, a 425,80 pences em Londres na sexta-feira.

Tanto os querelantes quanto os advogados de defesa começaram a estudar nesta semana a conclusão da comissão federal americana de que os problemas com o cimento podem ter contribuído para a explosão fatal na plataforma Deepwater Horizon e o subsequente vazamento de milhões de barris de petróleo.

Doug Kysar, professor da Escola de Direito de Yale, disse que o relatório é “extremamente danoso” para a Halliburton, a responsável pelo cimento, e para a BP, que parece não ter agido com base na informação apontando os problemas.

Ele disse: “Apesar da conduta imprópria primária citada no relatório ser da Halliburton, a BP não escapará da responsabilidade”.

Tony Buzbee, um advogado que representa 19 trabalhadores feridos da plataforma e milhares de querelantes da região do golfo alegando lucros cessantes, disse que as revelações “mudam o jogo”.

“As conclusões, é claro, fortalecem ainda mais a responsabilidade da BP, mas agora colocam diretamente a Halliburton na mira de milhares de processos”, ele disse.

Especialistas disseram que o relatório também é uma péssima notícia para os réus corporativos, porque mina sua capacidade de apresentar uma frente unida contra os processos e aumenta a probabilidade de atacarem um ao outro, ajudando assim os querelantes.

A Halliburton defendeu vigorosamente suas ações em uma declaração na quinta-feira. A empresa disse que havia “diferenças significativas” entre seus testes internos de cimento e os dos investigadores. Ela acrescentou que não acredita que “as questões relacionadas ao teste do cimento invalidam as obrigações de indenização da BP” de acordo com seus contratos com a empresa.

A BP se recusou a comentar as conclusões do relatório na quinta-feira, mas Bob Dudley, seu presidente-executivo, provavelmente será questionado a respeito delas quando apresentar o resultados do terceiro trimestre da empresa na próxima terça-feira.

Os analistas esperam que os negócios do grupo tenham se beneficiado com os preços mais altos do petróleo e gás natural, mas os números poderiam ser sobrepujados por atualizações dos custos do vazamento.

A mais recente estimativa da BP, de 29 de setembro, coloca os custos da resposta, incluindo a contenção do vazamento e as indenizações pagas até o momento, em aproximadamente US$ 11,2 bilhões.

Alguns dos principais investidores da BP têm pressionado Dudley a estabelecer uma nova direção estratégica para o grupo o mais rápido possível, mas os analistas disseram que é improvável que ele revele algo grande antes do ano que vem.

Tradução: George El Khouri Andolfato


PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃOUma Maneira Sensata de Proteger a Saúde Pública e o Meio-Ambiente
The Precautionary Principle
A common sense way to protect Public Health and the Enviroment
preparado por: The Science and Environmental Health Network
tradução : Lucia A. Melim para Fundação Gaia

O que é PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO ?
Uma definição ampla de PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO foi formulada em uma reunião realizada em janeiro de 1998 em Wingspread, sede da Joyhnson Foundation, em Racine, estado de Wisconsin, com a participação de cientistas, advogados, legisladores e ambientalistas. A Declaração de Wingspread sobre o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO apresentada na íntegra no fim do presente informativo, resume o princípio da seguinte forma:

"Quando uma atividade representa ameaças de danos ao meio-ambiente ou à saúde humana, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo se algumas relações de causa e efeito não forem plenamente estabelecidas cientificamente."

Dentre os principais elementos do Princípio figuram: a precaução diante de incertezas científicas; a exploração de alternativas a ações potencialmente prejudiciais; a transferência do "ônus da prova" aos proponentes de uma atividade e não às vítimas ou vítimas em potencial daquela atividade; e o uso de processos democráticos na adesão e observação do Princípio -- inclusive o direito público ao consentimento informado.

"Precaução" tem algum significado especial?

A mesma idéia de bom senso implícita em muitos ditados, tais como "Melhor prevenir do que remediar".

E "incerteza científica"? Por que devemos agir antes que a ciência nos diga o que é nocivo e o que pode ser prejudicial?
Às vezes, se esperarmos por comprovações, é tarde demais. Os padrões científicos para a demonstração de causa e efeito são muito elevados. Por exemplo, já havia a forte suspeita de que fumar provocava câncer do pulmão muito antes desta associação ter sido estabelecida de forma conclusiva, i.e., ter atendido aos padrões científicos de causa e efeito. Àquela altura, muitos fumantes já haviam morrido de câncer do pulmão. Mas muitos outros já haviam deixado de fumar, devido às crescentes evidências de que o fumo tinha ligação com o câncer de pulmão. Essas pessoas estavam exercendo judiciosamente a precaução, apesar de um certo grau de incerteza científica.

Com frequência, um problema -- como uma casuística de câncer ou o aquecimento global -- é por demais amplo, tem causas por demais diversas ou efeitos que só surgem muito a longo prazo para ser explicitado através de experiências científicas que provariam suas causas e efeitos. É difícil levar tais problemas ao laboratório. Assim, temos que contar com observações, estudos de casos e previsões feitas com base no conhecimento atual.

De acordo com o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO quando evidências científicas razoáveis de qualquer tipo nos dão boas razões para acreditarmos que uma atividade, tecnologia ou substância possam ser nocivas, devemos agir no sentido de prevenir o mal. Se esperarmos sempre pela certeza científica, haverá gente sofrendo e morrendo, e os danos ao mundo natural podem ser irreversíveis.

Por que precisamos do PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO agora ?
Aqueles que elaboraram a Declaração de Wingspread e muitos outros acreditam que os efeitos de atividades nocivas e negligentes vêm-se acumulando ao longo dos anos. Acreditam que os seres humanos e o resto do mundo natural têm uma capacidade limitada de absorver e superar esses danos e que temos que ser muito mais cuidadosos do que no passado. 

Há inúmeros sinais de alerta que nos indicam que devemos agir com cautela. Alguns nos próprios seres humanos -- tais como índices mais elevados de deficiências de aprendizado, asma e certos tipos de câncer. Outros sinais de alerta são a extinção de plantas e espécies animais, o esgotamento do ozônio estratosférico, e a probabilidade de um aquecimento global. É difícil atribuir esses efeitos a causas claras e simples com precisão -- da mesma forma como é difícil prever com exatidão quais serão muitos desses efeitos. Mas o bom senso e muitas evidências científicas nos dizem que devemos ter cuidado e que todas as nossas ações têm consequências. 

Temos muitas leis ambientais. Já não estaríamos exercendo a precaução? 
Em alguns casos, até certo ponto, sim. Quando uma verba federal é destinada a um projeto de porte, como a construção de uma estrada em área florestal ou o desenvolvimento de programas federais de resíduos, os planejadores devem produzir um "relatório de impacto ao meio-ambiente", mostrando como o projeto irá afetar a área. O público, então, tem o direito de ajudar a determinar se o estudo foi minucioso, se todas as alternativas foram consideradas. Isto é ação de precaução. 

Mas a maior parte das legislações ambientais, como o Clean Air Act, o Clean Water Act e aSuperfund Law visa a limpeza da poluição e o controle de sua emissão no meio-ambiente. São leis que regulam as substâncias tóxicas ao serem emitidas, ao invés de já limitarem o seu uso ou produção no começo. 

Essas leis serviram a uma importante finalidade: deram-nos ar, água e terra mais limpos. Mas apóiam-se no pressuposto de que os seres humanos e ecossistemas podem absorver uma determinada quantidade de contaminação sem serem lesados. Estamos agora descobrindo o quanto é difícil saber quê níveis de contaminação seriam seguros, se é que tais níveis existem.

Muitas das nossas leis e práticas relativas a alimentos e medicamentos são muito mais voltadas para a precaução. Antes de um medicamento ser lançado no mercado, o fabricante deve comprovar sua segurança e eficácia. E a população deve ser informada dos riscos e efeitos colaterais antes de usá-lo.

Mas há algumas brechas importantes na legislação e no modo como ela é observada. Se o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO fosse universalmente aplicado, muitas substâncias tóxicas, contaminantes e práticas negligentes nem seriam produzidas ou usadas. O PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO focaliza a prevenção e não a cura. 

Quais são as brechas nas legislações atuais? 

Uma delas é o uso da "certeza científica" como uma norma, conforme mencionado acima. Supomos, com frequência, que se algo não puder ser comprovado cientificamente, não é verdadeiro. A falta de certeza é usada para justificar a continuidade do uso de uma substância ou tecnologia nocivas.

Outra é o uso da "avaliação de riscos" a fim de determinar se uma substância ou prática deve ser regulamentada. Um dos problemas, neste caso, é que a faixa de riscos considerada é muito estreita -- geralmente, a morte, e, geralmente, de câncer. Outro problema é que aqueles que correrão o risco não são informados ou consultados. Por exemplo, as pessoas que moram perto de uma fábrica que emite substâncias tóxicas raramente são informadas ou consultadas a respeito dos riscos.

Uma terceira brecha, correlata, é a "análise custo-benefício", que determina se os custos de uma lei valem os benefícios que ela traria. Geralmente, os custos de curto prazo da lei recebem mais peso do que os custos de longo prazo de um dano possível -- e é deixada ao público a tarefa de resolver os prejuízos. Da mesma forma, muitos acreditam ser virtualmente impossível quantificar os custos dos danos à população ou os benefícios de um meio-ambiente sadio.

O efeito dessas brechas é conceder o benefício da dúvida aos produtos, tecnologias e a todas as atividades econômicas novas ou já existentes, mesmo àquelas que, eventualmente, demonstrem ser nocivas. As empresas, projetos, tecnologias e substâncias, são, de fato, "inocentes até prova do contrário". Enquanto isso, as populações e o meio-ambiente assumem os riscos, muitas vezes, tornando-se as vítimas. 

Como o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO mudaria tudo isso sem fazer a economia estancar?
Estimulando a exploração de alternativas -- maneiras melhores, mais seguras e mais baratas de se fazer as coisas -- e o desenvolvimento de produtos e tecnologias "mais limpos". Às vezes, simplesmente diminuir a velocidade, a fim de se aprender mais sobre danos potenciais -- ou não fazer nada -- é a melhor alternativa. O Princípio serviria como um "quebra-molas" no desenvolvimento de tecnologias e empreendimentos.

O Princípio transferiria o ônus da prova do público para os proponentes de uma nova tecnologia. Faria com que o público pudesse tomar conhecimento e interferir no desenvolvimento de tecnologias que apresentassem um potencial de risco. Os proponentes teriam que demonstrar, através de um processo aberto, que a tecnologia seria segura ou necessária e que não haveria alternativas melhores. O público teria voz ativa nessa determinação.

Esta idéia é nova?
O PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO foi introduzido na Europa na década de 80, tornando-se a base do acordo de 1987, que proíbe o lançamento de substâncias tóxicas persistentes no Mar do Norte. Ele consta da Convenção sobre a Biodiversidade. Um número cada vez maior de leis ambientais suecas e alemãs fundamenta-se no PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO Conferências internacionais sobre substâncias tóxicas persistentes e o buraco de ozônio constituiram fóruns para a promoção e debate do PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO.

Interpretações do Princípio variam, mas a Declaração de Wingspread é a primeira a definir os principais elementos que a compõem e a explicar seus fundamentos.

Os países que adotarem o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO tornar-se-ão menos competitivos no mercado mundial?
A proposta é progredir com mais cautela do que o fizemos antes. Algumas tecnologias talvez sejam trazidas ao mercado mais lentamente. Outras podem ser interrompidas ou gradualmente desativadas. Por outro lado, haverá muitos incentivos à criação de novas tecnologias que farão com que seja desnecessário produzir e usar substâncias e processos nocivos. Essas novas tecnologias trarão benefícios econômicos a longo prazo.

Países que estão à frente de leis ambientais mais fortes e abrangentes, como a Alemanha e a Suécia, desenvolveram novas tecnologias mais limpas, apesar dos custos temporariamente mais elevados. Eles agora podem exportar essas tecnologias. Outros países correm o risco de serem deixados para trás, com instalações e tecnologias obsoletas tão poluentes que o público logo as reconhecerá como intoleráveis. Há sinais de que isso já está acontecendo.

Será possível prevenir todos os efeitos colaterais negativos do progresso tecnológico?
Os riscos fazem parte da vida. Mas é importante que as pessoas façam pressão em favor de alternativas menos prejudiciais, que exerçam seus direitos a um meio-ambiente limpo e benéfico à vida, e, quando expostas a riscos, que tenham conhecimento disso e que participem da decisão de aceitá-los ou não.

Como o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO será implantado?
O PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO deve ser o fundamento da reforma de leis e regulamentos ambientais e da criação de novas leis. É, basicamente, uma abordagem, um modo de pensar. Nos próximos anos, a precaução deve ser exercida, discutida e promovida em muitos níveis -- legislação, práticas industriais, ciência, opções de consumidores, educação, comunidades e escolas.

A Declaração de Wingspread sobre o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO
A emissão e uso de substâncias tóxicas, a exploração de recursos e as alterações físicas do meio-ambiente tiveram consequências involuntárias substantivas, que afetam a saúde humana e o meio-ambiente. São motivo de preocupação: o alto índice de deficiências de aprendizado, de asma, câncer, defeitos de nascença e extinção de espécies; as mudanças climáticas globais, o esgotamento do ozônio estratosférico e a contaminação mundial de substâncias tóxicas e materiais nucleares.

Acreditamos que as atuais legislações ambientais e outras decisões, particularmente aquelas fundamentadas em avaliações de risco, não protegeram adequadamente a saúde humana e o meio-ambiente -- o sistema maior do qual os seres humanos são apenas uma parte.

Acreditamos que há evidências prementes de que os danos a seres humanos e ao meio-ambiente mundial sejam de tal magnitude e gravidade que novos princípios para a condução das atividades humanas se fazem necessários.

Embora tenhamos consciência de que as atividades humanas podem implicar em riscos, deve-se proceder com maiores cuidados do que se vem fazendo na história recente. Empresas, órgãos de governo, cientistas e outros indivíduos devem adotar uma abordagem de precaução em todos os empreendimentos humanos.

Portanto, faz-se necessário implantar o PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO quando uma atividade representa ameaças de danos à saúde humana ou ao meio-ambiente, medidas de precaução devem ser tomadas, mesmo se as relações de causa e efeito não forem plenamente estabelecidas cientificamente.

Neste contexto, ao proponente de uma atividade, e não ao público, deve caber o ônus da prova.

O processo de aplicação do PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO deve ser aberto, informado e democrático, com a participação das partes potencialmente afetadas. Deve também promover um exame de todo o espectro de alternativas, inclusive a da "não-ação".

Participantes de Wingspread:
Dr. Nicholas Ashford - M.I.T. - Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Katherine Barrett - British Columbia University
Anita Bernstein - Chicago-Kent College of Law
Dr. Robert Constanza - Universidade de Maryland
Pat Costner - Greenpeace
Dr. Carl Cranor - Universidade da Califórnia, Riverside
Dr. Peter de Fur - Virginia Commonwealth University
Gordon Durnil - Advogado
Dr. Kenneth Geiser - Instituto de Redução do Uso de Tóxicos, Universidade de Massachusetts, Lowell
Dr. Andrew Jordan - Centro para Pesquisa Social e Econômica do Meio-Ambiente Global Universidade de East Anglia, Reino Unido
Andrew King - United Steelworkers of America, (Siderúrgicos Unidos da América, setor Canada), Toronto, Canada
Dr. Frederick Kirschenmann- Agricultor
Stephen Lester - Center for Health, Environment and Justice
(Centro de Saúde, Meio-Ambiente e Justiça)
Sue Marte - Union Institute
Ddr. Michael M'Gonible - Universidade de Victoria, Columbia britânica, Canada
Dr. Peter Montagua - Fundação de Pesquisa Ambiental
Dr. John Peterson Myers - Fundação W. Alton Jones
Dra. Mary O'Brien - Consultora ambiental
Dr. David Ozonoff - Universidade de Boston
Carolyn Raffensperger - Science and Environmental Health Network ( Rede de Ciência e Saúde Ambiental)
Dr. Philip Regal - Universidade de Minnesota
Hon. Pamela Resor - Massachusetts House of Representatives
Florence Robinson - Rede Ambiental de Louisiana  (Louisiana Environmental Network)
Dr. Ted Schettler - Médico, Social Responsibility
Ted Smith - Silicon Valley Toxics Coalition
(Coalizão de Subs.Tóxicas Vale do Silício)
Dr. Klaus-Richard Sperling- Inst. Alfred-Wegener, Hamburgo, Alemanha
Dra. Sandra Steingraber - Escritora
Diane Takvorian - Environmental Health Coalition
(Coalizão de Saúde Ambiental)
Joel Tickner - Universidade de Massachusetts, Lowell
Dr. Konrad von Moltke - Dartmouth College
Dr. Bo Wahistrom - KEMI (Inspetoria Química Nacional), Suécia
Jackie Warledo - Indigenous Environmental Network
(Rede Ambiental Indígena)

Inside Job - Charles Ferguson: crônica de uma crise (2008) anunciada e evitável

Documentário sobre a crise do capitalismo iguala Obama a Bush

Cannes 2010 apresentou nesta semana, fora de concurso, duas versões para a crise financeira mundial de 2008. Wall Street – Money Never Sleeps, de Oliver Stone, é o filme “for dummies”. Já Inside Job, de Charles Ferguson, é finalmente um documentário econômico para adultos.

Por Amir Labaki, no Valor Econômico

Em seu filme anterior (No End in Sight, 2006), indicado ao Oscar e exibido na abertura do É Tudo Verdade 2007, Ferguson radiografava os erros militares e políticos da primeira fase da ainda corrente guerra no Iraque. O tom sóbrio agora é o mesmo, como estabelece já nas cenas iniciais a narração de Matt Damon. Mais uma vez, não fica pedra sobre pedra.

“Foi uma crise completamente evitável”, afirma Ferguson. “De fato, nos 40 anos posteriores às reformas motivadas pela Grande Depressão, os EUA não tiveram uma única crise financeira. Contudo, a progressiva desregulamentação do setor financeiro deste os anos 1980 abriu espaço para uma indústria crescentemente criminosa, cujas ‘inovações trouxeram uma sucessão de crises financeiras”.

Inside Job aponta quatro fatores como essenciais para o desastre: a cultura amoral de um sistema financeiro em busca de ganhos a qualquer custo; o excesso de risco envolvido em novas práticas financeiras desenvolvidos desde a era Reagan; a ênfase na desregulamentação; e a relação promíscua entre a Casa Branca e Wall Street, seja em governos republicanos como democratas, com CEOs de ontem tornando-se os Secretários do Tesouro de hoje e vice-versa.

Ferguson estrutura sua narrativa em cinco partes: Como Chegamos Aqui; A Bolha; Crise; Responsabilidades; e Onde Estamos Agora. Ajudam-lhe a contar a história os depoimentos de 37 protagonistas, testemunhas e analistas da crise, entre os quais Dominique Strauss-Kahn (FMI) e George Soros, Paul Volcker (Federal Reserve, 1979-87) e Christine Lagarde (ministra das Finanças da França), Charles Morris (um dos que previram tudo) e Martin Wolff (Financial Times).

Não menos impressionante, mas nada surpreendente, é a lista dos que se negaram a ser entrevistados: dos que serviram ou ainda servem no setor público, Alain Greenspan (Federal Reserve, 1987-2006), Larry Summers (secretário do Tesouro de Clinton e chefe do Conselho Econômico de Obama), Henry Paulson (secretário do Tesouro, 2006-2009) e seu sucessor Timothy Geithner; do setor privado, bem, são citadas explicitamente as negativas dos representantes do banco de investimentos Goldman & Sachs e de agências de monitoramento de risco como Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch.

Inside Job é a crônica de uma crise anunciada. Ferguson deixa claro como foram menosprezados sucessivos alertas, notadamente os publicados pelo analista do FMI Raghuram Rajan, pelo economista Nouriel Roubini e pelo jornalista econômico Allan Sloan (Fortune). Nada de fundamental se fez para deter o que se tornou essencialmente uma gigantesca pirâmide da fortuna. No entretempo, numa das histórias mais surreais do filme, eis um dos membros do conselho do Federal Reserve, Frederic Mishkin, escrevendo por encomenda, às vésperas da quebra da Islândia, um estudo elogiando a solidez de seu sistema financeiro.

O documentário metralha igualmente governos democratas e republicanos. O “maestro” Alain Greenspan, por quase duas décadas quase inatacável, sai com sua imagem severamente queimada. E nem mesmo Barack Obama sai ileso. Ferguson mostra como a ciranda entre a Casa Branca e Wall Street se repetiu na formação do gabinete de Obama, principalmente com a indicação de Geithner para o Tesouro e a volta de Summers como poderoso assessor.

Nenhuma grande distinção é feita entre as atuações do governo Bush e Obama. Um gigantesco band-aid foi aplicado (com dinheiro público), algumas instituições ficaram pelo caminho, milhões perderam suas casas e economias, mas o clima já é de “business as usual”.

Inside Job conclui exigindo uma urgente e mais ativa regulação do sistema financeiro americano e cobrando processos criminais contra os responsáveis. É bom Obama e o Congresso se apressarem. Depois de Michael Moore, Errol Morris e Morgan Spurlock, o documentário americano ganhou com Charles Ferguson seu mais novo e consistente cruzado.





Website:



http://www.insidejobfilm.com

Directed By:



Charles Ferguson

Plot Outline:



Do realizador Charles Fergunson, chega-nos INSIDE JOB – A VERDADE DA CRISE, o primeiro filme que expõe a verdade acerca da crise económica de 2008. Esta catástrofe, que custou mais de $20 triliões, fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos.
Através de uma pesquisa extensiva e entrevistas com economistas, políticos e jornalistas, INSIDE JOB – A VERDADE DA CRISE, mostra-nos as relações corruptas existentes entre as várias partes da sociedade.
Brilhantemente narrado pelo actor Matt Damon. (read less)

Awards:



OFFICIAL SELECTION: 2010 Cannes Film Festival

OFFICIAL SELECTION: 2010 Toronto Film Festival

OFFICIAL SELECTION: 2010 Telluride Film Festival

OFFICIAL SELECTION: 2010 New York Film Festival

Screenplay By:



Charles Ferguson

Produced By:



Charles Ferguson

Facebook Page:



http://www.facebook.com/AVerdadedaCrise

Conta Corrente especial (08/01/2011) entrevista Charles Ferguson diretor de documentário Inside Job, cotado para o Oscar

GloboNews

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