quarta-feira, 21 de março de 2012

Jeremy Rifkin - A Terceira Revolução industrial: Como o Poder Lateral (dos pares?) está Transformando a Energia, a Economia e o Mundo

Tradução de:
Excerpted from Jeremy Rifkin's The Third Industrial Revolution: How Lateral Power is Transforming Energy, the Economy, and the World, Palgrave Macmillan 2011.

http://www.huffingtonpost.com/jeremy-rifkin/the-third-industrial-revo_b_981168.html 

Jeremy Rifkin - A Terceira Revolução industrial: Como o Poder Lateral (dos pares?) está Transformando a Energia, a Economia e o Mundo

Regimes de Energia moldam a natureza das civilizações ... como elas estão organizadas, como os frutos do comércio são distribuídos, como o poder político é exercido, e como as relações sociais são conduzidas. O locus de controle sobre a produção e distribuição de energia está começando a se inclinar:  de gigantescas empresas de energia, com base em combustíveis fósseis, centralizadas, para milhões de pequenos produtores, que estão gerando suas próprias energias renováveis, ​​nas suas habitações, e comercializando superávits no commons de info-energia.

O capitalismo distribuído
A nova era trará consigo uma reorganização das relações de poder através de todos os níveis da sociedade. Enquanto as Primeira e Segunda Revoluções Industriais, baseadas em combustíveis fósseis dimensionado verticalmente e favoreciam estruturas organizacionais centralizadas, top-down, que operam em mercados, a Terceira Revolução Industrial está organizada nodalmente (em nodos), escala lateralmente e favorece práticas de negócios distribuídas e colaborativas, que funcionam mais efetivamente em redes . A "democratização da energia" tem profundas implicações para a forma como orquestraremos a totalidade da vida humana no século vindouro. Estamos entrando na era do "capitalismo distribuído".

A mudança parcial, de mercados para redes, estabelece uma orientação diferente de negócios. A relação conflituosa entre vendedores e compradores é substituída por uma relação de colaboração entre fornecedores e usuários. O auto-interesse é submetido ao interesse comum. Modelo de informações proprietárias é eclipsado por uma nova ênfase na transparência e confiança coletiva. O novo foco na transparência, acima do segredo, é baseado na premissa de que a adição de valor para a rede não deprecia os estoques de valores próprios, mas, sim, valoriza as participações de todos, como partes iguais, em um esforço comum.

Em indústiria após indústria, redes que cruzam setores estão competindo com modelos de negócios autónomos, baseados em transações. E práticas peer-to-peer de negócios, realizados em commons comerciais, estão desafiando as operações competitivas de negócios, nos mercados em silos.

O Capitalismo Distribuído inaugura novos modelos de negócios, incluindo a impressão 3D, na fabricação de bens duráveis, ​​e contratos de empreendimentos de desempenho e poupança compartilhados, nos setores de serviços e vivenciais. O que reduz custos de energia, de capital e de trabalho - e aumenta a produtividade. Na nova economia lateral, a troca de bens nos mercados é cada vez mais incorporada pelo acesso just-in-time a bens e serviços em redes, comprados na forma de arrendamento, locação, timesharing (compartilhamento no tempo), acordos de retenção legal de posse  e outros tipos de loteamentos no tempo.

Quando milhares de negócios - grandes empresas, PME e cooperativas – se conectam uns aos outros, em grandes redes, o poder distribuído muitas vezes ultrapassa o poder de empresas autônomas gigantes que caracterizaram as Primeiras e Segunda Revoluções Industriais.

Além da Direita e Esquerda
A emergente Terceira Revolução Industrial não é apenas mudança da forma como fazemos negócios, mas também da maneira como pensamos sobre política. A luta entre os interesses de poder hierárquico, mais antigos, da Segunda Revolução Industrial e os interesses nascentes de poderes laterais, da Terceira Revolução Industrial, está dando origem a uma nova dicotomia política, reflexo das forças concorrentes competindo pelo domínio na área comercial. Um novo roteiro político está sendo escrito, reformulando a maneira como as pessoas vão ver a política, conforme nos movemos mais profundamente para a nova era.

Quando foi a última vez que você ouviu alguém com idade inferior a 25 debater sobre suas crenças ideológicas? Algo muito estranho está acontecendo lá fora. A ideologia está desaparecendo. Os jovens não estão muito interessadas em discutir os principais pontos da ideologia capitalista ou socialista, ou as nuances da teoria geopolítica. Suas inclinações políticas estão configuradas de uma forma totalmente diferente.

Nossa equipe de política global pesquisando sobre esse fenômeno conforme nós nos tornamos mais engajado no processo político na Europa, nos Estados Unidos e em outros países. Viemos a descobrir o que nós suspeitavamos: é uma nova mentalidade política emergindo entre uma nova geração de líderes políticos, socializados em comunicações via Internet. Sua política é menos sobre a direita versus esquerda e mais sobre [centralizada e autoritária] contra [distribuída e colaborativa]. Isso faz sentido.

As duas gerações, cuja sociabilidade foi formada, em grande parte, por comunicações via Internet, são muito mais propensas a dividir o mundo entre [pessoas e instituições que usam o pensamento de cima para baixo (top-down), fechado e proprietário] e [aqueles que usam modos de pensar de forma lateral, transparente e aberta]. Como eles “são a época atual”, eles estão promovendo uma mudança no pensamento político - aquele que vai alterar radicalmente o processo político no século XXI.

Continentalização
Enquanto as Primeira e Segunda Revoluções Industriais foram acompanhadas por economias nacionais e governança do Estado-nação, a Terceira Revolução Industrial, por ser distribuída e colaborativa, por natureza, escala lateralmente, ao longo de massas de terra contíguas, e favorece economias continentais e uniões continentais de governança. Continentalização está se tornando o novo caminho para a globalização.

Compartilhar energia renovável lateralmente, em redes de poder, comunicações e de transporte, que atravessam continentes, como nós agora compartilhamos informações, virtualmente, em redes sociais, na Internet, vai transformar radicalmente o mundo político. As novas relações de poder exigirão que rege as jurisdições de governança que são, similarmente, lateral e em rede - e que abranjam os limites externos do alcance geográfico da TIR, que são as bordas dos continentes. Se não for inevitável, é pelo menos altamente provável que as uniões continentais se tornarão as novos jurisdições que regem a regulação dos mercados continentais emergentes, ao redor do mundo, no século 21.

A União Europeia é a primeira economia continental e união política a iniciar a transição para uma Terceira Revolução Industrial. Uniões continentais foram recentemente formados na Ásia (ASEAN), na África (A União Africano) e na América do Sul (União das Nações Sul-Americanas). Na América do Norte, as associações incipientes políticas forjadas entre os estados do norte e as províncias do Canadá são um precursor para uma potencial união continental.

Apesar de que localidades, regiões e governos nacionais não vão desaparecer no século iniciante- eles vão realmente ser reforçados - uniões continentais fornecem um quadro político amplo para supervisionar os mercados continentais integrados.

De Geopolítica à Política da Biosfera
A era intercontinental lentamente vai transformar as relações internacionais da geopolítica para a política da biosfera. Uma nova abordagem para a vida política no planeta está apenas começando a emergir, com base em princípios operacionais e suposições que são mais compatíveis com a dinâmica de um modelo econômico de uma Terceira Revolução Industrial e as limitações ecológicas impostas pela biosfera da Terra.

No mundo geopolítico das Primeira e Segunda Revoluções Industriais, baseadas em combustíveis fósseis, a Terra foi concebida de uma forma mecânica e utilitária. O planeta foi visto como um recipiente - um armazém - cheio de recursos úteis prontos para ser apropriados para fins econômicos. Os estados nacionais foram formadas para competir uns com os outros, no mercado e no campo de batalha, para aproveitar, proteger e controlar as caras energias, de combustíveis fósseis, e os raros recursos da terra.

A mudança de regimes de energias caras, de combustíveis fósseis, para  energias renováveis, distribuídas, ​​irá redefinir a própria noção de relações internacionais mais de acordo com as linhas do pensamento ecológico. Se as funções da terra são mais como um organismo vivo, composto de camada sobre camada de relações ecológicas interdependentes, então a nossa própria sobrevivência depende de, mutuamente, salvaguardar o bem-estar dos ecossistemas globais de que somos todos parte. Como as energias renováveis, ​​da Terceira Revolução Industrial, são amplas, encontradas em toda parte e facilmente compartilhadas, mas requerem a administração coletiva dos ecossistemas da Terra, há menos probabilidade de hostilidade e guerra pelo acesso e uma maior probabilidade de cooperação global. Na nova era, a sobrevivência é menos a respeito de competição  do que sobre cooperação. E menos sobre a busca de autonomia do que sobre a busca por entrosamento.

A antiga geopolítica foi acompanhado por um paradigma científico que via a natureza como objetos; a nova ciência da biosfera, pelo contrário, vê a natureza como relacionamentos. A velha ciência é caracterizada pelo desacoplamento, a expropriação, a dissecação e a redução, já a nova ciência é caracterizada pela participação, reabastecimento, integração e holismo. A velha ciência está empenhada em fazer a natureza produtiva, a nova ciência está empenhada em fazer a natureza sustentável. A velha ciência busca o poder sobre a natureza, a nova ciência busca parceria com a natureza. A velha ciência coloca um prêmio sobre a autonomia em relação a natureza, a nova ciência em religação com a natureza.

A nova ciência da biosfera leva-nos de uma visão colonial da natureza, como um inimigo a pilhar e escravizar, a uma nova visão da natureza, como uma comunidade para cultivar. O direito de explorar, submeter e possuir a natureza, sob a forma de propriedade, é temperada pela obrigação de proteger / cuidar da natureza e tratá-la com dignidade e respeito. O valor utilitário da natureza está lentamente abrindo caminho para o valor intrínseco da natureza. Este é o significado profundo do desenvolvimento sustentável e a própria essência da política da biosfera.

A Política da Biosfera facilita uma mudança tectônica na paisagem política, nós começamos a ampliar nossa visão e pensar como cidadãos globais em uma biosfera compartilhada. Redes globais de direitos humanos, redes globais de saúde, redes globais de alívio de desastre, armazenamento mundial de sementes, bancos de alimentos globais, redes de informação globais, redes ambientais globais e redes de proteção global de espécies, são um poderoso sinal da mudança histórica da geopolítica convencional para a jovem política da biosfera.

Aposentando Adam Smith
Já se passaram quase 50 anos desde que eu tive a minha aula introdutória em teoria econômica clássica, na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia. Eu tenho observado uma transformação ocorrer, no funcionamento da economia, ao longo do meio século que se seguiu - a maioria das quais nunca foi integrada aos livros padrões de economia. O um dia inquestionável valor do crescimento econômico ilimitado, deu lugar à idéia de desenvolvimento econômico sustentável. A abordagem convencional, top-down, centralizada, para organizar a atividade econômica, que caracterizou as Primeira e Segunda Revoluções Industriais, baseadas em combustíveis fósseis, está sendo desafiada pelos novos modelos de organização, distribuídos e colaborativos, que vem com a Terceira Revolução Industrial. A natureza sagrada da troca de propriedade nos mercados foi parcialmente abalada pelo acesso partilhado aos serviços comerciais, em redes sociais open-source. Os mercados nacionais e a governança dos estado-nação, que foram o ambiente espacial para toda a atividade econômica, estão dando lugar aos mercados continentais e aos governos continentais. O resultado é que grande parte da economia, como é ensinada hoje, é cada vez mais irrelevante para explicar o passado, compreender o presente e prever o futuro.

Embora o termo mudança de paradigma tenha sido grosseira e excesivamente utilizado nos últimos anos, eu acho que é seguro dizer que quando se trata de teoria econômica, o termo é o pertinente. A compreensão das nossas crianças sobre a teoria econômica e os pressupostos que regem sua prática econômica serão tão radicalmente diferente das nossas, como as idéias dos teóricos do mercado são da filosofia do "preço justo", que regia o comércio medieval.

Quer se trate de repensar o PIB e como medir o bem-estar econômico da sociedade, revisar nossas idéias sobre a produtividade, rever a compreensão da noção de dívida e a melhor forma de equilibrar a nossa produção e consumo com as limitações da natureza, reexaminar as nossas noções sobre relações de propriedade, reavaliar a importância do capital financeiro versus capital social, reavaliar o valor econômico dos mercados contra as redes, ou reconsiderar as funções da biosfera da Terra, a teoria econômica padrão vem sendo lamentavelmente insuficiente.

Por essas e outras questões, as mudanças que estão ocorrendo na nossa forma de entender a natureza humana e o significado da jornada humana são tão profundamente perturbadoras para a forma como temos pensado ao longo dos últimos duzentos anos, que geraram as duas primeiras revoluções industriais, que é provável que grande parte das teoria econômica, clássica e neoclássica,  que acompanharam e legitimaram estas duas eras industriais anteriores, não sobreviverão ao paradigma econômico emergente.

O que é provável que aconteça é que os insights ainda valiosos e o conteúdo da teoria econômica padrão vão ser repensados e reformulados, no contexto das leis da termodinâmica que regem o fluxo de energia e dinâmica dos ecossistemas. Usar as leis da energia como uma língua comum permitirá que os economistas entrem em uma conversa profunda com os engenheiros, químicos, biólogos, ecologistas, arquitetos e urbanistas, entre outros, cujas disciplinas são baseadas nas leis da energia. Uma vez que estes outros campos são os que realmente produzem atividade econômica, uma discussão séria, interdisciplinar, ao longo do tempo poderia levar a uma nova síntese entre teoria econômica e prática comercial e o surgimento de um novo modelo econômico explicativo para acompanhar o paradigma da Terceira Revolução Industrial.

A Reforma da sala de aula
Preparação da força de trabalho e da cidadania para a nova sociedade vai exigir repensar o modelo educacional tradicional, com sua ênfase na instrução rígida, memorização de fatos, o pensamento reducionista e aprendizagem autônoma.

Na nova era da Terceiro Revolução Industrial, globalmente conectada, a missão primordial da educação é preparar os alunos para pensar e agir como parte de uma biosfera compartilhada.

Nas escolas em todo o mundo, os professores estão instruindo os alunos, desde as primeiras idades, que eles são uma parte íntima do funcionamento da biosfera e que toda a atividade em que se empenham - a comida que comem, as roupas que vestem, os carros que suas familias dirigem, a eletricidade que eles usam - deixa uma pegada ecológica que afeta o bem-estar dos outros seres humanos e das outras criaturas da terra.

Uma nova geração de educadores está começando a desconstruir os processos de aprendizagem em sala de aula que acompanharam as Primeira e Segunda Revoluções Industriais e reconstituir a experiência educacional, ao longo de linhas destinadas a incentivar uma personalidade ecológica estendida, imbuídos de consciência da biosfera. A abordagem top-down dominante de ensino, cujo objetivo é criar um ser competitivo, autónomo, está começando a dar lugar a uma experiência educacional  "distribuída e colaborativa", com um olhar para incutir um sentido da natureza compartilhada do conhecimento. Inteligência, na nova maneira de pensar, não é algo que se herda ou um recurso que a pessoa acumula, mas sim, uma experiência compartilhada, distribuída, entre as pessoas.

Novos ambientes laterais de aprendizagem, incluindo salas de aula virtuais, globais, e serviços de aprendizagem na comunidade, rompem as paredes da sala de aula convencionais, tornando a educação uma experiência mais ampla e inclusiva. Aprendizagem entre pares (Peer-to-peer) complementa o modelo de ensino tradicional, autoritário, enfatizando a responsabilidade dos alunos para também aprender e ensinar uns aos outros, em grupos estruturados de cooperação.

Aprendizagem interdisciplinar, estudos multiculturais, experimentação científica empática e uma abordagem de sistemas para integração de conhecimentos, estão entre as práticas de ensino de vanguarda que estão forçando uma mudança fundamental no processo educacional e preparando os alunos para viver em uma sociedade complexa, multidimensional e global.

A nova abordagem, distribuída e colaborativa, de aprendizagem espelha o caminho de uma geração mais jovem que aprende e compartilha informações, idéias e experiências na Internet, em  espaços de aprendizagem "open source" e sites de mídia social. Aprendizagem cooperativa e distribuída também prepara a força de trabalho do século 21 para uma economia de Terceira Revolução Industrial que opera sobre o mesmo conjunto de princípios.

O Sonho de Qualidade de Vida
A Terceira Revolução Industrial muda o nosso senso de relação e responsabilidade por nossos companheiros, seres humanos. Nós passamos a identificar o nosso destino comum. Compartilhando as energias renováveis ​​da terra, em commons de colaboração, que abrangem continentes inteiros, [não pode ajudar ?], mas cria um novo senso de identidade da espécie. Esta consciência nascente de interconectividade e imbricação na biosfera já está dando a luz a um novo sonho de "qualidade de vida", especialmente entre a juventude do mundo.

O Sonho Americano, consagrada como padrão-ouro para as aspirantes das pessoas, em toda parte, é baseado na tradição iluminista, com sua ênfase na busca de auto-interesse material, autonomia e independência. Qualidade de vida, no entanto, fala de uma nova visão do futuro - uma baseada no interesse de colaboração, conectividade e interdependência. Nós viemos a perceber que a verdadeira liberdade não é encontrada em ser não dependente os outros e uma ilha em si mesmo, mas, sim, em participação profunda com os outros. Se a liberdade é a otimização da vida de alguém, ela é medida na riqueza e diversidade de experiências próprias e na força dos laços sociais pessoais. A vida menos vivida é uma existência miserável.

O sonho da qualidade de vida só pode ser vivido coletivamente. É impossível desfrutar de uma qualidade de vida em isolamento por exclusão dos outros. Alcançar a qualidade de vida requer a participação ativa de todos na vida da comunidade e um profundo senso de responsabilidade por todos os membros para assegurar que ninguém seja deixado para trás.

Enquanto os economistas Iluministas estavam convencidos de que a felicidade e "a vida boa" era tautológico com a acúmulação de riqueza pessoal, uma geração mais jovem, no auge da Terceira Revolução Industrial, é mais propensa a acreditar que, enquanto o conforto econômico é essencial, não é suficiente para garantir uma vida plena e que a felicidade que alguém tem é igualmente proporcional à acumulação de capital social.

A mudança no pensamento sobre o significado da felicidade está começando a afetar um dos índices principais para medir a prosperidade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) foi criado em 1930 para medir o valor da soma total de bens econômicos e serviços gerados em um único ano. O problema com o índice é que ele conta tanto a atividade econômica negativa, bem como a positiva. Se um país investe grandes somas de dinheiro em armamentos, constrói prisões, expande a polícia de segurança e tem que limpar ambientes poluídos e afins, estas estão incluídas no PIB.

Nos últimos anos, os economistas começaram a criar índices alternativos para medir a prosperidade econômica com base em indicadores de qualidade de vida, ao invés de produção bruta, meramente económica. Estes novos índices medem a melhoria geral do bem-estar da sociedade e incluem coisas como: mortalidade infantil e longevidade de vida, a disponibilidade de cobertura de saúde, o nível de escolaridade, salário semanal médio, a erradicação da pobreza e igualdade de renda , a acessibilidade da habitação, a limpeza do ambiente, a biodiversidade, a diminuição do crime, a quantidade de tempo de lazer, etc Os governos da França, do Reino Unido e da União Europeia, bem como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ( OCDE) e as Nações Unidas estão, cada um deles, criando índices formais de qualidade de vida com a expectativa de confiar, cada vez mais, nessas novas medidas para julgar o desempenho global da economia.

Se a qualidade de vida requer uma noção compartilhada da nossa responsabilidade coletiva para com a comunidade maior em que vivemos, a questão torna-se "Onde é que essa comunidade termina?" Na nova era, a nossa orientação espacial e temporal gravita para além das fronteiras políticas para abranger a maior comunidade que todos nós habitamos - a própria biosfera.

Indústria do Carbono (Fóssil S.A. / Petróleo Inc.) não sobreviveria em Economia de Mercado REAL? Sem subsídios que mantém gasolina e querosene de aviação baratos? E o "nosso" Pré-Sal? Melhor investimentos para a Nação ou para as nossas Corporações Carbônicas / Fósseis? Obama propõe fim de "século de subsídios" ao petróleo

Obama propõe fim de "século de subsídios" ao petróleo | Brasilianas.Org

www.advivo.com.br
Como estratégia para reduzir as importações de petróleo, o presidente americano querdesenvolver as energias eólica, solar e nuclear

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/obama-propoe-fim-de-seculo-de-subsidios-ao-petroleo 

Obama afirmou que, além de aumentar a extração de fontes energéticas como o gás, é preciso   fomentar o nvestimento em energias renováveis para reduzir as emissões, mas também para  que esta indústria compita a nível internacional com países com a China ou a Alemanha.

Para Barack Obama, está na altura de pôr fim a "um século de subsídios", a uma indústria  petrolífera que já "não é tão lucrativa" e de apostar nas ajudas ao "promissor" setor das energias renováveis, que vai criar postos de trabalho. 


Comentário no blog: Discurso de candidato - na presidência, ele vem fazendo o oposto.

Há um livro interessante sobre o assunto "fim da era do petróleo" - "The Third Industrial Revolution" de Jeremy Rifkin, que prega uma terceira revolução industrial, com o fim da era da energia gerada por combustíveis fósseis e por grandes conglomerados. Segundo esse autor, a causa raiz para a crise de 2008 foi a economia baseada em petróleo e na produção em massa,  pilares da Segunda revolução Industrial, que ocorreu na metade do século XX e trouxe a 
bonança para os EUA e Europa nas décadas seguintes. Para ele, esse modelo está esgotado e somente uma economia "verde" baseada em geração individual de energia renovável (ele sugere uso de painéis fotovoltaicos em residências, por exemplo), e distribuída em uma rede similiar à Internet, poderia tirar os EUA/Europa do atoleiro. A ver...

O link abaixo, tem um resumo do livro (que ainda não vi em português). O outro link, traz as ideias dele em sua fundação "The foundation of economic trends"

http://www.huffingtonpost.com/jeremy-rifkin/the-third-industrial-revo_b_981168.html 

<​i>The Third Industrial Revolution<​/i>: How Lateral Power Will Transform Society (Excerpt)

www.huffingtonpost.com

The "democratization of energy" has profound implications for how we orchestrate the entirety  of human life in the coming century. We are entering the era of "Distributed Capitalism." The Third Industrial Revolution.

Welcome to the Office of Jeremy Rifkin and the Foundation on Economic Trends. (Bem-vindo ao Office of Jeremy Rifkin e da Fundação de Tendências Econômicas. 
)http://www.foet.org/ 

sábado, 17 de março de 2012

LIFE Inc - Evidências de como o Corporativismo é a "Matrix", que condiciona e suga nossa energia vital, enquanto pessoas e comunidades. Indicações de caminhos para a Liberdade. Tradução da parte final da introdução

‎"O único bem é o Conhecimento. O único mal é a Ignorância".Morpheus  [1]
Qual pílula você escolherá? O conformismo dos rebanhos ou a sabedoria dos despertos (com toda sua dor e risco...)
[1] Nos filmes da série Matrix,Morpheus é o capitão da embarcação Nabucodonozor (The Matrix), Nabucodonozor é um hovercraft das forças humanas da última cidade humana, Zion, Devastada em um mundo onde a maioria dos seres humanos são cultivados por Máquinas conscientes e mantidos presos na Matrix, um mundo virtual gerada por computador. Morpheus era uma vez um homem que vivia no interior da Matrix até que ele foi libertado no começo da sua vida.
Morpheus é aparentemente uma figura muito popular pelo povo da cidade de Zion. Ele também é conhecido na Matrix, mas como um perigoso terrorista procurado por agentes (que são, na realidade, programas conscientes que patrulham a Matrix, eliminando qualquer humano que seja uma ameaça para o segredo da Matrix ou despachando programas que se exilaram na matrix para evitar a sua eliminação).Tal como as outras tripulações de hovercraft, Morpheus e sua tripulação são dedicados à protecção de Zion e a libertação de seres humanos da Matrix. http://pt.wikipedia.org/wiki/Morpheus_(Matrix)
Tradução da parte final da introdução de LIFE Inc. Como a Vida e o Mundo se tornaram corporações e como recuperá-los.

Mesmo agora, enquanto tentamos “tirar a nós mesmos do buraco” de um caos financeiro, causado, em grande parte, por essa mentalidade e comportamento, nos voltamos para a esfera corporativa, seus bancos centrais e métricas míopes, para medir o nosso progresso, de volta à saúde. É como se nós acreditássemos que vamos encontrar a resposta no fluxo de comércio e futuros, de um dos canais de finanças, da televisão a cabo, ao invés do mundo físico (real). Nosso investimento real, na construção de nossos bairros e de nossa qualidade de vida, fica em segundo plano, em relação às propostas de preços, para casas como a nossa, na seção do jornal, mal denominada "situação real". Olhamos para o Dow Jones médio, como se fosse o verdadeiro sinal vital da saúde da nossa sociedade, e para a taxa de câmbio da nossa moeda como medida de nossa riqueza, como nação, ou valor, como pessoas.
Isto, por sua vez, só nos distrai ainda mais das idéias e atividades, do mundo real, através das quais poderíamos, realmente, recriar algum valor para nós mesmos.  Em vez de resolvermos o problema e recuperar nossa capacidade de gerar riqueza diretamente uns com os outros, buscamos apoiar instituições cujo objetivo continua a ser usurpar essa capacidade de nós. Tentamos consertar nossa economia, reforçando as mesmas instituições que a "enterrou". Nos melhores anos, o corporativismo trabalhou para extrair valor a partir da periferia e redirecioná-lo para o centro - longe das pessoas e para os monopólios corporativos. Agora, mesmo que essa fonte de prosperidade tenha secado, continuamos a cavar mais profundamente no solo, em busca de recursos para manter o sistema errante funcionando.

Assim enquanto nossas corporações desmoronam, levando os nossos postos de trabalho com elas, nós buscamos salvá-las para preservar as nossas perspectivas de emprego - sabendo muito bem que seus modelos de negócios são insustentáveis. Enquanto os esquemas dos bancos de crédito falham, nós autorizamos os nossos tesouros a imprimir mais dinheiro em seu benefício, às nossas custas e dos nossos filhos. Em seguida, começamos a tomar emprestado este dinheiro deles, a juros. Nós não conhecemos nenhuma outra maneira. Tendo por muito tempo terceirizado nossas próprias poupanças e investimentos para Wall Street, somos incapazes para investir no mundo real das pessoas e coisas. Nós nos identificamos com o sofrimento mais abstrato das corporações do que com aquele “de ossos – e - sangue” de seres humanos. Nos envolvemos com corporações como modelos e salvadores, enquanto nos envolvemos com nossos companheiros humanos como concorrentes a serem batidos ou recursos a serem explorados.

Na verdade, a agora em impasse renovação urbana do Brooklyn teve muito em comum com a exploração colonial. Claro, a coisa toda foi feita com mais cautela, com mais tato. Os renovadores urbanos financiados se desviaram de justificativas  racistas explícitas para suas ações, mas, no entanto, demonstrou agenda subjacente do colonizador:? Em vez de "empresas sob licença" desbravarem e subjugarem uma região inexplorada do mundo, foram os empresários descolados e especuladores imobiliários subjugando uma vizinhança indesejável.

A economia local - pelo menos como medida no produto interno bruto - cresceu, mas a população nativa simplesmente transformou-se em servos (caixas de supermercado e babás) para os novos moradores.

E como a expansão dos impérios coloniais, essa busca da casa própria foi perpetuado por um espírito pioneiro do progresso e de liberdade pessoal. O ideal da casa própria foi o fruto de uma estratégia de relações públicas criado após a Segunda Guerra Mundial - líderes corporativos e governamentais acreditavam que os proprietários de casa teriam mais participação em uma economia em expansão - e uma maior fidelidade aos valores do livre mercado - do que inquilinos . Funcionalmente, porém, levou a um ciclo de auto-perpetuador: Quanto mais as pessoas brancas ricas  se retiraram para os enclaves preparados para eles, mais pobre tornam-se as áreas que foram deixando , e mais justificadas elas se sentem em abandoná-las. Enquanto primeira onda de real "fuga branca", foi a partir das cidades para os subúrbios, a mais recente versão tem sido desde os subúrbios de volta para as cidades caras.

Claro, esses migrantes da classe média superior foram, eles próprios, os alvos do setor hipotecário, cujo instrumentos espertos de empréstimo espelhavam as políticas do Banco Mundial para o seu potencial de exploração. Os empréstimos do Banco Mundial vêm com "iniciadores dos mercados" políticas vinculadas a finalidade de subjugar nações endividadas e seus recursos ao controle de corporações distantes. O banqueiro de hipoteca, igualmente, gentilmente fornece instrumentos para colocar uma pessoa em uma casa, em seguida, desaparece quando as taxas sobem através do telhado, depois de ter empacotado e vendido a obrigação do mutuário "balonista" pela maior oferta.

Os benefícios para a sociedade são pura mitologia. Quer se trate de "Brooklynites" convencido de que eles estão promovendo o multiculturalismo ou corporações intencionadas a estender os benefícios do livre mercado a todas as almas do mundo, nenhuma atividade leva a uma maior participação na expansão da riqueza - mesmo quando eles estão trabalhando como deveriam. Contrariamente às expectativas da maioria dos economistas, ambas, a especulação local e a global, apenas exacerbam as divisões de riqueza. Pais ricos enviam seus filhos para escolas privadas e deixam as públicas decaíram, enquanto os países ricos exportam seus resíduos ambientais para o Terceiro Mundo, ou melhor, simplesmente mantêm suas fábricas lá, para começar - e mantêm sua imagem, em casa, tão verde quanto AstroTurf (grama sintética).

Pessoas que eu respeito - meus próprios mentores e professores - me dizem que esta é apenas a maneira como as coisas são. Este é o mundo real dos adultos - removido, há não muito tempo, é preciso lembrar, desde os dias em que uma tribo vizinha poderia acabar com você - matar seus homens com porretes e tomar suas mulheres. Seja grato pela civilidade que nós temos, mantenha a cabeça abaixada, e tente não pensar muito sobre isso. Estes ciclos são construídos na economia, eventualmente, os mercados vão se recuperar e as coisas vão voltar ao normal - e normal  não é tão ruim, realmente, se você olhar ao redor do mundo para  a forma como as outras pessoas estão vivendo. E você não deve mesmo se sentir tão culpada por isso - afinal, o Google está fazendo algumas coisas boas e Bill Gates está dando um monte de dinheiro para as crianças da África.

De alguma forma, no entanto, para muitos de nós, isso não é suficiente. Estamos nos aproximando rapidamente de uma norma social onde nós - como nações, organizações e indivíduos - nos engajamos em comportamentos que são destrutivas para nosso próprio bem-estar e o de todos os outros . As piores punições, por violações corporativas dos valores, são, cada vez mais, apenas  aquelas contra os acionistas. A "mente criminosa" é agora definida como quem quebra as leis por uma outra razão que não seja o dinheiro. O status quo é irresponsabilidade e os enriquecidos toxicamente são nossos novos heróis, porque só eles parecem capazes de isolarem a si mesmos, totalmente,  dos efeitos de suas próprias ações.

Todos os dias, negociamos nossa inclinação para o melhor de nossa capacidade. E ainda, não conseguimos atingir as pessoas que nós gostaríamos de ser e sucumbimos à inclinação da paisagem.

Jennifer vive na mesma cidade, no centro de Minnesota, por toda a sua vida. Este ano, diagnosticado com uma forma de lúpus, ela começou a comprar medicamentos por meio do Wal-Mart, em vez de através de Marcus, o seu farmacêutico local - que também acontece ser seu vizinho. Prescrição de medicamentos não estão no seu plano de saúde, e esta é apenas uma necessidade econômica.

Por que não pode o farmacêutico dar um desconto a sua vizinha? Ele está tentando, mas ele está vendendo a apenas um fio de cabelo acima do custo, como ele é. Ele acabou de tomar um empréstimo contra a empresa para fazer despesas e ter sua renda aumentada. O centro da cidade, onde ele está localizado, foi marcada para renovação, e somente lojas da rede corporativa parecem ter bolsos profundos o suficientes para pagar arrendamentos de vitrines. Parecia uma boa idéia quando Marcus apoiou na audiência pública - mas a descrição no panfleto, elaborado pelo promotor imobiliário (completo com uma seção sobre a forma de competir mais eficazmente com grandes lojas como Wal-Mart) não se ajusta com a realidade.

O senhorio de Marcus não tem realmente qualquer escolha no assunto. Ele passou por reformas  onerosas, para estar em conformidade com o novo código de construção do centro, e precisa repassá-los para as empresas que alugam dele. Ele tomou uma hipoteca, também, que está programada para pagamento em apenas alguns meses. Se ele não recolher rendas mais altas, ele não vai fazer os pagamentos.

Jennifer deixou de ir às reuniões de PTA, porque ela está com vergonha de olhar Marcus no rosto. Enquanto sua amizade diminui, também o faz sua culpa sobre a ajuda para colocá-lo fora do negócio.

Atravessando o país, em Nova Jersey, Carla, uma operadora de telefone associada a  um dos três principais planos de saúde, nos Estados Unidos, conversa com pessoas, como Jennifer, todos os dias. Carla recebe um salário, bem como um bônus mensal, com base no número de reinvidicações  que ela pode "aposentar" sem pagamento. Sem recorrer à fraude, supõe-se que Carla desencoraje afirmações falsas, fazendo todas as reinvidicações  mais difíceis de registrar, em geral. Assim é como o supervisor de Carla explicou, quando ela perguntou, à queima-roupa, se ela deveria enganar os clientes. Ela se sente mal com isso, mas Carla é agora o provedor principal de sua família, após seu marido ter perdido muita da sua contratações de obras  quando o mercado para novas casas parou. E, no final, ela está prevenindo fraudes. Como pode Carla dormir à noite, sabendo que ela passou o seu dia persuadindo as pessoas a pagar por serviços para os quais eles estavam realmente cobertas? Depois de ver um comercial na TV, ela mudou de Ambien para Lunesta (sedativos).

Um dos caras que trabalham nessa grande campanha publicitária, um antigo colega meu, acabou se especializando em publicidade da área de saúde porque ninguém estava contratando na área ambiental, nos anos 90. Além disso, ele me disse, apenas metade brincando, "pelo menos, a publicidade médica coloca o consumidor no comando de sua própria saúde." Ele está incomodado   sobre "empurrar" drogas na TV, porque ele sabe muito bem que estes anúncios encorajam os pacientes a pressionar os médicos a escrever prescrições que vão contra seu melhor juízo. Ainda assim, Tom compensa-se por qualquer compromisso de seus valores, no trabalho, com uma defesa incondicional dos bons valores em casa. Ele recicla papel, vidro e metal, levou seus filhos para ver Uma Verdade Inconveniente, e até mesmo usa uma pilha de compostagem no quintal para lixo doméstico. No ano passado, porém, ele rompeu seu compromisso e comprou um SUV. Por quê? "Todo mundo na estrada os está dirigindo", explicou. "É uma corrida armamentista automotiva." Se ele ficasse em seu Civic, ele iria colocá-los todos em risco. "Você vê a forma como essas pessoas dirigem? Estou com medo pela minha família." Como penitência, pelo menos até os preços da gasolina subir, ele começou a comprar alguns "créditos de carbono" - uma maneira de doar dinheiro para as empresas ambientais em compensação pelas próprias emissões em excesso de carbono.

Em um ato de equilíbrio semelhante, uma auto-descrita mãe "holística", em Manhattan, poupa seu filho dos riscos que ela associa com vacinas para doenças da infância. "Nós ainda não sabemos o que está nelas", diz ela, "e se todo mundo está vacinado, ele não vai pegar essas coisas, de qualquer maneira." Ela entende que as vacinas são necessárias para a entrada dos alunos nas escolas não são realmente destinadas a acabar com as epidemias, são mais para a saúde do "rebanho" do que para qualquer criança individual. Ela também acredita que as vacinações obrigatórias são mais um resultado do lobby da indústria farmacêutica do que de quaisquer estudos médicos abrangentes. A fim de atender a requisitos de  "isenção por razões filosóficas" exigidos pelo Estado, ela conseguiu extrair uma carta de seu rabino. Enquanto isso, em um "quid pro quo" não reconhecido , ela instalou uma linha telefônica, em nome do rabino, no porão de sua casa da cidade; ele usa a fatura para falsificar registros residenciais e enviar seus filhos para a bem-cotada  escola pública em seu valorizado distrito, ao invés da escola para minorias (90%) no seu próprio. Pelo menos ele pode dizer que ele os está mantendo no "sistema público".

Incapaz de conseguir uma variação de zoneamento, legal ou ilegal, deste tipo, um amigo meu da faculdade, agora um administrador de escola estadual em Brighton, Inglaterra, tomou o que ele chama de "decisão mais difícil da minha vida", enviar seus próprios filhos para uma escola privada católica. Ele nunca desejou, particularmente, que seus filhos fossem doutrinados no Catolicismo, mas é a única alternativa para a escola pública, em erosão, que pode proporcionar. Ele sabe que a sua retirada da educação pública só remove mais três "bons meninos" e uma mãe potencialmente ativa do sistema, mas não quer que seus filhos sejam "sacrificados no altar" de suas boas intenções.

Portanto, não é apenas um caso de descolados, hyper civilizados "Brooklynites" sucumbindo à psicologia do mercado, mas pessoas de todas as classes sociais que fazem escolhas que vão contra o seu melhor juízo, porque eles acreditam que é realmente a única maneira sensata de agir sob as circunstâncias . É como se o próprio mundo estivesse inclinado, nos empurrando para decisões egoístas, de curto prazo, tomadas mais como acionistas de empresas do que membros de uma sociedade. Quanto mais decisões tomamos desta forma, mais contribuímos para as próprias condições que levaram a esta paisagem muito inclinada. Em um ciclo desumanizador e de auto-negação, fazemos muitas escolhas que - todas as condições sendo iguais -preferiríamos não fazer.

Mas todas as condições não são iguais. Estas escolhas não estão ocorrendo no mundo real. Elas são as falsas escolhas de uma paisagem artificial - uma em que a nossa tomada de decisão é tão coagida como a de uma pessoa sendo assaltada. Só nos esquecemos que as nossas escolhas estão sendo feitas sob coação minuciosamente fabricada. Nós pensamos que esta é apenas a maneira como as coisas são. O preço de fazer negócios. Desde quando é a vida, determinada por esse axioma?

Inquestionavelmente, mas aparentemente inexplicavelmente, temos vindo a operar em um mundo onde o mercado e sua lógica têm insinuado a si mesmos em cada área de nossas vidas. Da ereção a  concepção, da admissão na escola a encontrar um cônjuge, existem produtos e profissionais para atuar onde a família e a comunidade falharam conosco. Anúncios desencorajam-nos a pensar e nos cuidarmos por nós mesmos, mas sim fazê-lo, escolhendo uma empresa através da qual exercer toda esta autonomia. Às vezes parece que não há ar suficiente no quarto - como se houvesse uma agenda corporativa orientando toda a atividade humana. Em qualquer momento, qualquer jantar pode deslizar invisivelmente em uma promoção de estoque, um evento de networking, ou uma consulta de improviso - deixe-me escolher o seu cérebro. É por isso que fui convidado em primeiro lugar? Através do boca a boca patrocinado, conhecido como "buzz marketing", as nossos interações pessoais e sociais tornam-se oportunidades de promoção através das quais as marcas se esforçam para ser cultos e religiões, lutando para se tornar marcas.

É mais profundo do que a abertura do segundo Starbucks na rua principal da mesma cidade ou os anúncios de rádio, para o McDonald´s, sendo divulgados através do que costumava ser os alto-falantes de emergência, em nossos ônibus escolares públicos. Não é uma questão de como os anúncios de Natal começam mais adiantados a cada ano, quantas pessoas são pisoteadas em vendas de Black Friday, ou mesmo as notícias culpando os gastos lentos dos consumidores nas férias pelo destino de toda a economia . É mais uma questão de não ser capaz de dizer a diferença entre os anúncios e o conteúdo,  em tudo. É como se ambos fossem projetados para ser assim. A linha entre ficção e realidade, amigo e comerciante, comunidade e centro comercial, ficou embaçada. Aquela era uma notícia, reality show ou um segmento patrocinado?

Esses borrões fundamentais da vida real com a sua contraparte comercial não é uma mera questão de ausência de estética, por mais que não gostemos de mini-shoppings e hipermercados. É mais uma sensação persistente de que algo deu errado - algo ainda mais fundamentalmente errado do que a crise de crédito e suas conseqüências - ainda estamos muito imersos em seus efeitos para fazer algo sobre isso, ou até mesmo vê-lo. Estamos no fundo da  escravidão de um sistema de que ninguém gosta, ninguém se lembra de ter pedido, mas ninguém pode escapar. Ele simplesmente é. E como ele começa a desmoronar em torno de nós, nós trabalhamos para sustentá-lo, por qualquer meio necessário, tão incapazes que somos de imaginar uma alternativa. No minuto em que parece que podemos colocar o nosso dedo sobre o que está acontecendo conosco ou como isto veio a ser assim, a visão desaparece, sufocada pelas demandas imediatamente mais urgentes de todos e de tudo, por nossa atenção.

O que eles dizem? O que significa isso para a minha conta de aposentadoria? Espere - meu telefone está vibrando.

Pode até mesmo o 'espaço de alimentação', hermeticamente fechado, em que hoje subsistimos ser compreendido a partir de dentro? Talvez não em sua totalidade - mas o seu desenvolvimento pode ser historiado e seus efeitos podem ser analisados 
​​e compreendidos. Assim como nós, uma vez evoluímos a partir de sujeitos em cidadãos, temos agora decaído de cidadãos em consumidores. Nossas comunidades foram reduzidas a grupos de afinidades e qualquer vestígio de engajamento cívico ou de boa vontade, de boa vizinhança, foi substituído por metas de auto-interesse, fabricadas para nós por nossas corporações e seu firmas de Relações Públicas. Nós subjugamos a verdadeira participação ao mito da escolha do consumidor ou, mais pateticamente, aos direitos dos acionistas.

É por isso que tornou-se moda, catártico, e até certo ponto útil para os defensores da sociedade civil protestar contra as corporações que parecem ter conquistado nossa civilização. Como os  novos livros e documentários sobre os crimes das corporações nos mostram, a corporação é, em si, uma entidade sociopata, criada com a finalidade de gerar riqueza e expandir seu alcance por qualquer meio necessário. A corporação não tem nenhum uso para a ética, com exceção de seu impacto potencial sobre as relações públicas e imagem de marca. Na verdade, como muitos do lado do meio ambiente, trabalho e da esquerda gostam de apontar, os gerentes corporativos podem ser processados 
​​por tomar qualquer ação, por mais ética que for, se comprometer a sua derradeira responsabilidade fiduciária pelo preço da ação.

Conforme as corporações ganham controle cada vez maior sobre a nossa economia, cultura e governo, é natural para nós culpá-las pela impotência que agora sentimos sobre a direção dos nossos destinos pessoais e coletivos. Mas é ao mesmo tempo muito fácil e totalmente inútil apontar o dedo de culpa às corporações ou aos barões ladrões em seus timões. Nem mesmo aos CEOs algemados na capa da seção de negócios. Nem mesmo aos corretores de hipotecas, cartões de crédito ou executivos, ou ao  FED. Este estado de coisas não está sendo totalmente orquestrado a partir do topo de um edifício de vidro por um grupo de elite de banqueiros e empresários, por mais que todos gostariam de pensar assim - eles incluídos. E ainda que o crescimento das empresas e uma preponderância de atividades empresariais lhes permitiu permear quase todos os aspectos da nossa consciência e atividade, estas entidades não são as únicas responsáveis 
​​pela situação difícil em que nos encontramos.

Pelo contrário, é o corporativismo em si: uma lógica que temos internalizado em nosso próprio ser, uma lente através da qual vemos o mundo à nossa volta, e um ethos com que justificamos nossos comportamentos. Para piorar as coisas, nós aceitamos o seu domínio sobre nós como preexistente - como uma determinada circunstância da condição humana. Ele simplesmente é.

Mas ele não é.

O Corporativismo não se desenvolveu naturalmente. A paisagem em que estamos vivendo - o sistema operacional em que agora estamos executando nosso software social - foi inventado por pessoas, vendidos para nós como um modo de vida melhor, apoiado por mitos, e, finalmente, autorizado a desenvolver-se em uma realidade auto-sustentável. É um mapa que substituiu o território.

Suas leis básicas foram postas em movimento tão no passado como o Renascimento, foi acelerado pela Era Industrial e foi vendido para nós como um modo de vida melhor por uma determinada  geração de líderes empresariais que acreditavam que tinham os nossos melhores interesses no coração e que finalmente conseguiram o seu sonho de controlar as massas à partir de cima.

Sucumbimos a uma ideologia que tem as mesmas bases intelectuais e suposições sobre a natureza humana que - ousamos dizê-lo - o Fascismo de meados do século XX . Dada a forma como a palavra foi mal aplicado a todos, de oficiais da polícia até os comunistas, podemos nos abster de recorrer ao que se tornou uma característica da polêmica barata. Mas neste caso ela é acurada, e o sermos forçados, hoje, a dançar em torno desta "F word" (fascism) certamente teria proporcionado  muito prazer a Goebbels.

A situação atual lembra o capitalismo gerenciado da Itália de Mussolini, em particular. Ele compartilha uma herança intelectual comum (em progressistas desapontados que queriam organizar a sociedade com base em um compreensão cinetifica  da natureza humana), a mesma aliança política (com a colaboração do Estado e do Setor Corporativo), e algumas das mesmas técnicas para conseguir reconhecimento (por meio de relações públicas e propaganda). Acima de tudo, compartilha com o fascismo a mesma desconfiança profunda sobre os seres humanos livres.

E, como em qualquer narrativa absolutista, chamar a atenção para a injustiça inerente e destrutividade do sistema é entendido como uma tentativa de minar o nosso bem-estar coletivo. O denunciante é pior do que apenas um desmancha-prazeres, ele é um inimigo do povo.

Ao contrário dos ditaduras fascistas da Europa, este estado de coisas desenvolveu-se sem derramamento de sangue - pelo menos na frente doméstica. Na verdade, a verdadeira lição do século XX é que a batalha pelo controle social total seria travada e ganha não com a guerra e a repressão ostensiva, mas através da cultura e do comércio. Em vez de depender de um ditador paternal ou ideologia nacionalista, o sistema atual de controle depende de uma sociedade meticulosamente cultivada para ver a Corporação, e sua lógica, como central para seu bem-estar, valor e grande parte de sua  identidade.


É por isso que não é mais o Big Brother que deve nos assustar - porém muito lobbies corporativos ainda procuram difamar qualquer ação de governo que vá além dos seus próprios pacotes de salvação. Claro, a democracia pode ser o artefato singular de uma época anterior, mas o que tomou o seu lugar? Suspensão de habeas corpus, a vigilância dos cidadãos, bem como a repressão ocasional do voto. Não obstante, essa confusão não é culpa de uma administração particular ou partido político, mas de um  sistema de cultura,de economia e de crenças que coloca as prioridades do mercado acima da própria vida. Não é culpa de um governo ou de uma corporação, da mídia ou da indústria do entretenimento, mas a fusão de todas estas entidades em uma autoridade única, altamente centralizada, com a capacidade de escrever leis, emitir moeda e promover a sua expansão em nosso mundo .

Então, em uma última entrega cínico à lógica do corporativismo, assumimos a postura e os comportamentos das empresas, na esperança de restaurar a nossa capacidade de ação e segurança perdidas. Mas os veículos a que temos acesso, desta forma, são sempre apenas fac-símiles de varejo dos reais. Em vez de nos tornarmos verdadeiros proprietários de terras, nos tornamos detentores de hipotecas. Em vez de orientar a atividade empresarial, nos tornamos sócios. Ao invés de direcionar a forma do discurso público, nós pagamos para usar o blog. Não podemos competir contra as empresas em um campo de jogo que foi criado unicamente em seu benefício.

Esta é a paisagem do corporativismo: um mundo não apenas dominado pelas corporações, mas habitado por pessoas que interiorizaram valores corporativos como nossos próprios. E mesmo agora, quando as empresas parecem estar diminuindo em seu poder, elas estão nos arrastando para baixo com elas, parecemos totalmente incapaz de levantar-nos para fora de sua depressão.

Precisamos entender como isso aconteceu - como nós viemos a viver para e através de um esquema de negócios. Devemos contar a história de como a própria vida tornou-se corporazada e manifestar o que - se alguma coisa - nós iremos fazer a esse respeito.

Enquanto nós ficarmos elegendo personagens a culpar por uma coisa ou outra, a maioria dos arquitetos do corporativismo há muito que deixaram o prédio - e mesmo eles estavam normalmente agindo com apenas seus imediatos, projetos de curto prazo, em mente. Nosso objetivo deve ser, no entanto, entender o processo pelo qual fomos desconectados do mundo real e porque continuamos separados dele. Esta é a nossa melhor esperança de recuperar alguma relação com a terra firme novamente. Como ao recuperar vítimas de culto, temos menos a ganhar com culpar os nossos sedutores, do que da compreensão de nossa própria participação na construção e manutenção de uma sociedade corporativista. Só então poderemos começar a desmantelar e substituí-la por algo mais habitável e sustentável.

A tradução acima será postada, junto com a primeira parte, que está em:

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Life Inc. Douglas Rushkoff demonstra como as corporações passaram de uma ficção legal conveniente para o fator dominante da vida contemporânea



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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Life Inc. Douglas Rushkoff demonstra como as corporações passaram de uma ficção legal conveniente para o fator dominante da vida contemporânea

Isso não aconteceu por acaso.

Em Life Inc., o premiado escritor, documentarista, e intelectual humanista Douglas Rushkoff demonstra como as corporações passaram de uma ficção legal conveniente para o fator dominante da vida contemporânea. De fato, como mostra Rushkoff, a maioria dos americanos têm adotado, de bom grado, os valores das corporações que eles não estão sequer conscientes disso.

Esta viagem fascinante revela as raízes de nossa derrocada, desde a Idade Média até hoje. Desde a fundação do monopólio sob alvará até a marca do ego, a partir da invenção da moeda centralizada até a privatização do sistema bancário, a partir do nascimento do indivíduo moderno, auto-interessado, até sua exploração através do falso ideal da casa de uma única família; desde a Grande Exibição Vitoriana até o solipsismo [crença filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências] do MySpace, a corporação tem se infiltrado em todos os aspectos de nossas vidas diárias. Life Inc. expõe porque vemos as nossas casas como investimentos, ao invés de lugares para se viver, os nossos planos de 401k como a medida final do sucesso e a Internet como apenas mais um lugar para fazer negócios.

[A 401 (k) é um tipo de conta de poupança para a aposentadoria nos Estados Unidos, que leva o nome da subseção 401 (k) do Internal Revenue Code (Título 26 do Código dos Estados Unidos). Fonte: Wikipedia]

Acima de tudo, Life Inc. mostra como a atual crise financeira é realmente uma oportunidade para reverter esta tendência de 600 anos, e começar a criar, investir e transacionar diretamente ao invés de terceirizar toda essa atividade para as instituições que existem apenas para o seu próprio bem.

O Corporativismo não se desenvolveu naturalmente. A paisagem em que estamos vivendo - o sistema operacional em que agora estamos executando nosso software social - foi inventado por pessoas, vendido para nós como um modo de vida melhor, apoiado por mitos, e, finalmente, autorizado a desenvolver-se em uma realidade auto-sustentável. É um mapa que substituiu o território.

Rushkoff ilumina tanto como nós nos tornamos desconectados do nosso mundo,  quanto como podemos nos reconectar a nossas cidades, ao valor que podemos criar e principalmente, uns aos outros. À medida que a economia especulativa desmorona, sob seu próprio peso, Life Inc. nos mostra como construir uma sociedade real e de escala humana para tomar seu lugar.

Em Life Inc, Douglas Rushkoff apresenta a enervante, inacreditável, mas, fundamentalmente, a prova irrefutável de que o nosso mundo foi conquistado por uma economia absolutamente artificial.

Ele mostra como nossas premissas mais fundamentais sobre o dinheiro e o comércio são realmente falsas - os artefatos de um plano de 400 anos de idade, de uma aristocracia em declínio, para manter o controle da Europa Ocidental. Embora os arquitetos deste corporativismo há muito tenham desaparecido, ainda vivemos em uma paisagem definida por seus planos e internalizamos os seus valores como nossos próprios.

Considerando algumas das maiores premissas da nossa época, este é um livro cheio de idéias perigosas e heresias indizíveis:
  • O dinheiro não é uma parte da natureza, a ser estudado por uma ciência como a economia, mas uma invenção com um propósito específico.
  • Moeda centralizada é apenas um tipo de dinheiro - não se destina a promover transações, mas a promover a acumulação de capital pelos ricos.
  • Finanças é a maior indústria da nossa sociedade, e a dívida é o nosso maior produto.
  • Corporações nunca foram destinadas a promover o comércio, mas a evitá-lo.
  • O desenvolvimento das corporações sob alvará e a moeda centralizada causou a praga; a devastação econômica terminou com os séculos mais prósperos da Europa e levou à morte metade da sua população.
  • Quanto mais dinheiro nós fazemos, mais dívida é o que temos realmente criado.

Mais importante ainda, Rushkoff mostra como este momento de crise financeira é realmente uma oportunidade para restabelecer o comércio e as comunidades com base na criação de valor entre nós, em vez de continuar a extraí-lo para o benefício de instituições que não existem mais.

    "Existem poucos assuntos mais importantes, no Ocidente, hoje, que a corporatização do espaço público e pessoal, e poucos escritores tão bem preparados para o assunto como o sempre perspicaz e provocante Doug Rushkoff. Uma contribuição fantástica para um debate urgente. "
    Naomi Wolf - autora de O Fim da América

    "Este é um olhar histórico provocante e polêmico no lado escuro dos efeitos corporativistas sobre nossa economia. Douglas Rushkoff explora as várias maneiras, algumas que você talvez nunca tenha considerado, em que a inovação e o comércio podem ser prejudicados pelas corporações. Concorde você ou não, você vai encontrar neste livro desafios a algumas de nossas suposições básicas sobre como funciona a nossa economia. "
    Walter Isaacson - Aspen Institute, autor de Einstein: Sua Vida e Universo

    "'Torcendo as mãos' sobre o estado da economia global? Pense novamente. Douglas Rushkoff explica por que essa é uma oportunidade única em-uma-vida para lembrar o que importa, e repensar o nosso sistema econômico de modo que reforce nossos valores humanos. Este livro fornece uma chamada profunda e importante para a ação."
    Tim O'Reilly - fundador, O'Reilly Media

    "Este é um livro urgente, leitura essencial sobre um tema importante que você provavelmente nunca considerou antes. Como todos os grandes livros, ele vai abrir os olhos para toda uma nova maneira de pensar. Espero que todos tenham a chance de lê-lo, antes que seja tarde demais. "
    Seth Godin - Autor, tribos

    "Leia este livro, se você quer entender como a atual crise econômica começou há 400 anos, como muito do que você considera ser uma evolução natural da vida diária foi cuidadosamente desenhado para beneficiar uns poucos, e como o corporativismo tem colonizado todas as partes de vida que a maioria de nós nem sequer reconhecem como nossas vidas e fortunas são canalizadas e manipuladas por ele. Rushkoff vai ser atacado como um comunista, mas que recebe o seu ponto errado. Olhe para suas referências -, ele documentou meticulosamente o seu argumento. Eu amo que Rushkoff não tenha medo de pensar grande - muito grande. Ele debruçou-se sobre a mídia mais de uma década atrás. Então, ele focou sobre o Judaísmo. Mas agora ele escolheu um alvo maior -. A Corporação "
    Howard Rheingold - autor, Smart Mobs

    "Foda-se, Douglas Rushkoff, por ter me irritando e me feito repensar tudo. Qualquer um que questione tudo terá o seu todo questionado de volta. Este livro é uma leitura dolorosa e eu adorei. Gore não tem nada sobre essa verdade inconveniente. Eu não pude deixá-lo, enquanto eu queria queimá-lo. E eu aprendi mais com ele do que aprendi em toda a faculdade. A educação de Life Inc. é intensa e coloca você em um modo selvagem de ver o mundo, maldito, nú e desconectado. Este livro será queimado ou considerado uma obra-prima. Leitura obrigatória para quem quiser realmente entender nosso mundo, nossa economia, nossa história, e nossa esperança para o século 21 ".
    Scott Heiferman, Meetup.com

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Uma fábula a álcool

Uma fábula a álcool

 
Celio Pezza

 

 
Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar.

Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos.

Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos.

Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.

A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo.

O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado. Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio.
Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras  Biocombustíveis. Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação. Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno.

Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor.

A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo.

Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.
 
CELIO PEZZA é escritor.

domingo, 29 de janeiro de 2012

A Privataria Tucana - 1a. edição, lançada em 09/12/2011 já está em sua quinta reimpressão - Com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana do ano 2012. Será apurada a verdade?

A Privataria Tucana - 1a. edição, lançada em 09/12/2011 já está em sua quinta reimpressão - Com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana do ano 2012. Será apurada a verdade?
 


A Privataria Tucana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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A Privataria Tucana
A Privataria Tucana
Capa do livro
Autor (es)
Título no Brasil
A Privataria Tucana
País
Assunto
Reportagem-denúncia
Género
política, jornalismo
Editora
Lançamento
Páginas
344
978-85-61501-98-3
A Privataria Tucana é um livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr.[1] resultante de 12 anos de investigação jornalística sobre a chamada "Era das Privatizações", ocorrida no governo Fernando Henrique Cardoso(FHC), sob o comando do então Ministro do Planejamento José Serra, ex-governador do Estado de São Paulo. A expressão que deu origem ao título do livro,“privataria”, foi criada pelo jornalista Elio Gaspari, referindo-se à nebulosidade que envolvia as operações de privatização e ligando ao termo pirataria. Amaury Ribeiro Jr. resolveu utilizá-la pela adequação aos atos que qualificou como pirataria, que teriam sido praticados ao longo do processo de privatizações, envolvendo dinheiro público, em benefício de fortunas pessoais e realizadas por meio das chamadasoffshores, empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais no Caribe.[2][3]


Índice

 [esconder] 

Sinopse

O livro aponta o modus operandi de um suposto esquema de corrupção montado no governo de Fernando Henrique Cardoso por ocasião das privatizações. O livro é uma reportagem investigativa de 200 páginas de texto, apoiada em mais de 140 páginas de facsimile de documentos comprobatórios, todos oficiais, solicitados por ele em juntas comerciais, cartórios, no Ministério Público e na Justiça, autenticados e com firma reconhecida.


O autor do livro descreve, passo a passo, a trajetória que o dinheiro ilícito faz, das empresas Offshore (empresas ou contas anônimas criadas em paraísos fiscais) a empresas de fachadas no Brasil e comprova, apresentando documentos, que foram praticados negócios financeiros vultosos envolvendo grandes corporações financeiras, durante o processo das privatizações. O jornalista autor do livro acusa o envolvimento e a conivência de parte dos meios de comunicação, crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, invasão de privacidade, vazamento de dados tributários, tudo associado ao desvio de dezenas de bilhões de dólares dos cofres públicos.[4]A trajetória do dinheiro ilícito ao voltar ao Brasil, segundo os documentos apresentados no livro, é inserido nas fortunas pessoais do grupo ligado a Serra[5].


O autor revela que iniciou as investigações sobre lavagem de dinheiro quando fazia uma reportagem sobre o narcotráfico, a serviço do Correio Braziliense (CB). Depois de sofrer um atentado, foi transferido para o jornal O Estado de Minas, do mesmo grupo do CB, e lá incumbido de investigar uma suposta rede de espionagem mantida por José Serra.[6] Era o primeiro passo para a investigação sobre o esquema de desvio de verbas públicas e de lavagemde dinheiro denunciados no livro.


Os documentos apresentados no livro demonstram como teria funcionado o suposto esquema de propinas e delavagem de dinheiro durante as privatizações. Através do envio do dinheiro para empresas offshores no paraíso fiscalnas Ilhas Virgens, o dinheiro retornava ao Brasil, "lavado" como "investimento estrangeiro". O autor apurou, partindo de pistas deixadas pelo dinheiro, que eram os mesmos nomes que assinavam os dois lados da operação: como procurador da offshore do Caribe que "investia" no Brasil e como dono da empresa brasileira receptora do suposto investimento estrangeiro. O esquema envolveria nomes como Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro das campanhas de FHC e José Serra do PSDB, descrito por Amaury Ribeiro Jr. na página 38 como "o chefe da lavanderia do tucanato"), Carlos Jereissati, José Serra, sua filha Verônica Serra e o marido, Alexandre Bourgeois, além de empresas como a Oi (na época Telemar), IConexa, Citco Building, Andover, Westschester, Decidir.com, Inc da filha de Serra em sociedade com Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dentre outros. Para se demonstrar o montante de dinheiro envolvido nestas supostas transações, entre 1998 e 2002, Gregório Preciado, marido de uma prima de José Serra, teria depositado 2,5 bilhões de dólares na conta de Ricardo Sérgio de Oliveira[7]. Este modus operandi de lavagem de dinheiro também teria sido utilizado por Paulo Maluf, Ricardo Teixeira[8], a quadrilha da advogada Jorgina de Freitas que fraudou a previdência em R$1 bilhão e Paulo Henrique Cardoso[9], filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


Ricardo Sergio [10], segundo o livro/reportagem, por ser um banqueiro de larga experiência, foi o arquiteto do esquema que inseria dinheiro de origem duvidosa no Brasil, lançando mão de empresas Offshore nas ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal. Os documentos, obtidos legalmente, demonstram que Alexandre Bourgeois, genro de José Serra, abriu duas empresas offshores, imediatamente após as privatizações: a Vex Capital e a IConexa Inc[11]. Era o mesmo endereço da Decidir – empresa de Verônica Dantas (irmã do banqueiro Daniel Dantas) e Verônica Serra (filha do ex-governador José Serra)[12].


O livro "A Privataria Tucana" conta ainda, na página 25, detalhes de como Serra, desde o seu período à frente do Ministério da Saúde, teria se utilizado do serviços de arapongas, pagos com dinheiro público, para criar dossiês contra adversários políticos[13]. E de como Verônica serra e a irmã do Daniel Dantas, Verônica Dantas, teriam quebrado o sigilo de aproximadamente 60 milhões de brasileiros pela obtenção de informações privilegiadas dentro do governo[14]. O grupo de Serra faria grande uso da tática da contra-inteligência, isto é, manobras diversionistas, antecipação e esvaziamento de possíveis denúncias, vitimização perante a opinião pública[15]. O livro também destaca como adversários políticos do mesmo partido praticaram guerras de espionagem e contra-espionagem entre si nos bastidores, tanto no PSDB (no caso, entre José Serra e Aécio Neves no capitulo 2) como no PT (entreFernando Pimentel e Rui Falcão no capítulo 16).


Produção e publicação

A ideia do livro surgiu em 2009, quando Aécio e Serra disputavam acirradamente a indicação tucana para concorrer à presidência. O mineiro defendia prévias e o paulista se colocava como “o primeiro da fila”. O jornal Estado de S. Paulo, articulado com José Serra, publicou um texto intitulado “Pó pará, governador?” [16] que insinuava, já no título, que Aécio seria um cocainômano e que, portanto, não poderia sonhar com a presidência. 


Amaury já havia sido transferido para Belo Horizonte e foi incumbido pelo dono do jornal Estado de Minas, Álvaro Teixeira da Costa, de produzir reportagem em resposta a "São Paulo" (referência as mídias do estado de São Paulo polarizada com o PSDB, que não é a opinião da população).[17] Amaury sugeriu, então, que se investigassem as privatizações, pela fragilidade que as conexões com desvio de verbas públicas provocava em Serra. A investigação o levou a encontrar as contas usadas por Ricardo Sérgio, Alexandre Bourgeois e pela filha de Serra, Verônica Serra.[18]


Foi em ação judicial onde Amaury Ribeiro Junior era réu que ele obteve grande parte dos documentos constantes no livro. Uma reportagem na revista “Istoé”, na qual mencionava Ricardo Sergio, motivou o ex-caixa de campanha de Serra e FHC a entrar com o processo judicial contra o jornalista. Para se defender, o autor recorreu ao instrumento judicial, conhecido como “exceção da verdade”, que obrigou a entrega de documentos da CPI do Banestado a Amaury, fato que contribuiu muito para a investigação jornalística seguir a trilha do dinheiro das privatizações que comprovam as movimentações feitas entre os envolvidos.


O autor conta que o título inicial seria "No Porões da Privataria"; depois pensou em "Os Privatas do Caribe", em alusão aos paraísos fiscais no Caribe, mas desistiu-se desse segundo para evitar confusão com o filme "Piratas do Caribe". São 344 páginas, mais de 140 de documentos recolhidos no Brasil e Estados Unidos - muitos originários daCPI do Banestado - em juntas comerciais e em paraísos fiscais, dividido em 16 capítulos. Foram 12 anos de produção do livro até chegar às livrarias.[19]


A primeira edição, de 15 mil exemplares, esgotou-se no dia do lançamento, 9 de dezembro. No dia 12, a Geração Editorial decidiu reimprimir 30 mil. No dia 14 de dezembro, Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, subiu para 80 mil cópias[20]. O jornal O Estado de S.Paulo noticiou apenas no dia 15 de dezembro, depois de ampla repercussão em blogs e redes sociais. A notícia de que "...15 mil exemplares vendidos em menos de uma semana,..." já estava defasada.[21]


Repercussão e comentário

A grande imprensa brasileira ignorou o lançamento deste livro, mas ele teve uma enorme repercussão em blogs, identificados com a esquerda, e nas redes socias. O livro provocou uma grande reação negativa do PSDB e causou requerimento por uma comissão parlamentar de inquérito.


Cronologia

No dia 11 de dezembro de 2011, aparece a primeira manchete sobre o livro em língua inglesa: "Boycotted by Brazil's Mainstream Media Book on Opposition's Corruption Becomes Instant Bestseller. "[22] e no dia 22 de dezembro o livro está na capa do jornal argentino “Página 12″. [23]


No dia 13 de dezembro, a assim-dita grande midia continuou a ignorar o "best-seller" e o jornalista Gilberto Maringoni(Carta Maior) escreveu: " Um curioso espírito de ordem unida baixou sobre a Rede Globo, a Editora Abril, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e outros. Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de “vaca amarela” ... " [24] O jornal "Folha de S. Paulo" quebrou o seu silêncio no dia 15 de dezembro, publicando a opinião do ex-governador:


"Trata-se de uma coleção de calúnias que vem de uma pessoa indiciada pela Polícia Federal. Isso é crime organizado fingindo ser jornalismo[25]". José Serra


No mesmo dia, a Folha de São Paulo publicou que: "Jornalista acusa tucanos de receber propina", que dá notícias sobre a repercussão do livro.[26]


O jornalista Luis Nassif, classificou a obra como "A reportagem investigativa da década".[27] Os jornalistas Luiz Carlos Azenha e Luis Fausto afirmaram que os 15 mil exemplares da 1ª edição foram esgotados no primeiro dia.[28][29]. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a cancelar um evento de autógrafos de seu novo livro de memórias[30], e cancelou todos seus eventos para o fim de ano, adiantando suas férias [31]. Como medida de comparação, o livro de não-ficção mais vendido no Brasil em 2011, "Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil", lançado em 2009 pelo jornalista Leandro Narloch, vendeu 71 mil cópias em todo o ano segundo o site Publish News.[32].


O jornalista Paulo Henrique Amorim — conhecido ferrenho opositor do PSDB — defende que o conteúdo do livro seria suficiente para que figuras como José Serra e Fernando Henrique Cardoso sejam presos, a exemplo de outros ex-presidentes latino-americanos que também comandaram privatizações fraudulentas em seus países, como Alberto Fujimori do Peru, Gonzalo Sánchez de Lozada da Bolívia, Carlos Salinas de Gortari do México.


No dia 21 de dezembro, o autor do livro participou de um debate sobre "o silêncio da mídia" com o deputado federalProtógenes Queiroz (PCdoB-SP), autor do pedido de CPI sobre o tema, e o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim.[33]. Em sua edição online do mesmo dia, a revista Veja, da Editora Abril, publicou uma notícia sobre a obtenção por Protógenes, com base no livro, das assinaturas para a CPI.


No dia 23 de dezembro a matéria deixou existir [34] naquele espaço virtual. Desde o lançamento do livro, a revista Veja, que publica semanalmente uma lista dos livros mais vendidos e comenta os sucessos populares, não fez nenhuma resenha sobre a obra e barrou a matéria online sobre os reflexos políticos que ela está provocando. O silêncio generalizado dos veículos tradicionais de comunicação — exceção feita a uma crítica no jornal Folha de S. Paulo, em 15 de dezembro — perdurou por semanas. [35]


Passados 19 dias da chegada de "A Privataria Tucana" a livrarias do país, a publicação foi inserida na lista dos livros mais vendidos de não ficção da semana da Veja na internet, no dia 28 de dezembro.[36].


A Globo, no caderno, Prosa & Verso, colocou o livro em primeiro lugar, seguido em segundo pelo livro, Steve Jobs - A biografia[37]. Somente no dia 28 de dezembro, que a Globo publicou comentários sobre o conteudo do livro. Com o título "Querem impor a mordaça", Marco Antonio Villa afirma que “o panfleto de Amaury Ribeiro é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto". Nada foi comentado, no artigo, sobre as acusações de tucanos receberem propina, nem sobre a venda de 15 mil exemplares da 1ª edição do "best-seller".[38]


Fábio de Oliveira Ribeiro, no dia 3 de janeiro de 2012, foca na "importância do capítulo 16". Ribeiro justifica a importância dizendo que o capítulo 16 "(...)mostra aos interessados (especialmente aos jornalistas) como é perigoso deixar o campo jornalístico submergir inteiramente no campo político." Ele conclue que este capítulo do livro é exemplo de "...um poderoso paradigma que certamente ajudará a melhorar a atuação de policiais, jornalistas e políticos nas próximas eleições presidenciais..." [39]


"A privataria tucana", com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana do ano 2012. "Steve Jobs" e "As esganadas", de Jô Soares, fecharam em segundo e terceiro lugar, respectivamente.[40]


CPI da Privataria

No dia 15 de dezembro de 2011, O deputado federal Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) conseguiu recolher as 171 assinaturas de deputados, necessárias para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito CPI. Protógenes disse que a motivação veio do livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior, que o deputado classificou como um “importante documento”. O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), recebeu um pedido de abertura de (CPI) para investigar o processo de privatizações realizado durante o governo Fernando Henrique, apurar os supostos casos de lavagem de dinheiro e a realização de uma audiência pública para debater as denúncias do livro.


Brizola Neto (PDT-RJ) foi à tribuna da Câmara e pediu ao seu partido mais assinaturas para o pedido de CPI apontando que “No livro, só de documentos, são mais de 100 páginas, que mostram claramente o que aconteceu durante o processo de privatizações do governo FHC” e o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) pediu a realização de audiências públicas para apurar as denúncias feitas pelo jornalista. [41]


Os deputados Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Fernando Francischini (PSDB-PR) surpreenderam aos lideres tucanos ao assinarem a CPI da Privataria.


Francischini, apesar do apelo de Fernando Henrique Cardoso para considerarem o livro como uma "coleção de calúnias" e "crime organizado fingindo ser jornalismo", esclareceu sua posição ao Jornal do Brasil, dizendo: "Acho que tudo deve ser investigado e, se as denúncias forem verdadeiras, os culpados devem ser punidos. Se provarem tudo o que estão falando, vou ser o primeiro a pedir punição. Ao mesmo tempo, se elas forem falsas, os responsáveis pelo livro terão que pagar". [42] No dia 16 de dezembro, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff afirmou não ter lido o livro e, segundo ela, "CPI é para caso extremo"[43].


Cristine Prestes opiniou no dia 2 de janeiro de 2012, no Valor Econômico, que apesar de muitos governistas terem assinado o pedido de CPI, "...ainda não se conhece o interesse do governo e do PT na instalação efetiva desta investigação." [44]


O desinteresse de ambos na abertura de uma investigação poderia ser explicado pela informação que consta da página 75 do livro: “Os arquivos ocultavam informações capazes de constranger tanto o governo Lula quanto o de FHC”.Cristine Prestes


O deputado Protógenes conseguiu o número de assinatura (186) suficientes para requerer a abertura da CPI. Mas ele disse que "A comissão só será mesmo aberta se houver pressão popular".[45]


No dia 21 de dezembro, Protógenes protocolou o pedido de abertura da CPI da Privataria. Logo depois, a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Câmera conferiu as assinaturas dos parlamentares que faziam o pedido e atestou a validade de 185 delas, 14 além da quantia mínima necessária para validar o requerimento. [46] O ex-governador, José Serra, disse que desconhecia a existência de pedido de CPI na Câmara para investigar veracidade das acusações contidas no livro, no dia 10 de janeiro. Mais tarde, no mesmo dia, ele qualificou como “palhaçada” o pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito.[47]


Reação no PSDB

O ex-governador José Serra (PSDB-SP) falou que não leu, mas afirma que livro é um “lixo”. O senador Aécio Neves(PSDB-MG) também classificou a publicação como "literatura menor". [48]
Em uma nota, o ex- presidente, Fernando Henrique Cardoso, no dia 15 de dezembro, disse que o livro "É infâmia!".
(...)quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia.[49]. Fernando Henrique Cardoso


Em nota oficial, o PSDB classificou o livro como "uma eviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusa o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas" [50] O partido ainda reforça que as privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos, e que todas as privatições foram auditadas pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, onde nenhuma irregularidade foi constatada[51]. Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, declarou que entrará com um processo contra o jornalista e a editora que publicou a obra.


No dia 22 de dezembro, Verônica Allende Serra respondeu às acusações feitas a ela no livro. Ela colocou que são as"(...)insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito." e lembrou que se houve "...qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos..." ela não esteve envolvida "nem remotamente":


"Não fui sócia de Verônica Dantas...Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer" Verônica Allende Serra


Sobre as insinuações e acusações que têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, ela disse que "Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas." A nota de Verônica detalha a sua participação na empresa Decidir, segundo ela, em respeito a todas as normas legais em vigor.[52]


O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, saiu em defesa de FHC, no dia 30 de dezembro, sobre as denúncias sobre desvios bilionários durante o processo de privatização de empresa brasileiras.[53]
"O presidente Fernando Henrique fez muito bem ao Brasil ao abri-lo para investidores nacionais e estrangeiros, ao permitir, no caso da exploração do petróleo e do gás, a entrada de empresas nacionais e multinacionais, acabando com o monopólio da Petrobras, acabando com o monopólio da Telebrás(...)"Sérgio Cabral Filho


No dia 3 de dezembro, o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, que prometeu processar Amaury Ribeiro Jr., em entrevista à Rádio Folha, afirmou que o livro não passa de um “jogo publicitário” feito pela internet para enfraquecer a grande Imprensa. Disse o tucano que “Isso foi para diminuir o tamanho da imprensa na formação da opinião pública”. Sérgio Guerra classificou a publicação de "farsa” repleta de "calúnias", produzida com integrantes e agentes do PT.[54]


Referências

  1. ↑ Dados bibliográficos Ribeiro Junior, Amaury / A privataria tucana / ‑‑ São Paulo :Geração Editorial, 2011. (Coleção história agora ; v. 5)
  2. ↑ Serra tenta comprar estoque de livro-bomba publicado em 10 de dezembro de 2011 [[1]]
  3. ↑ Aécio foge de polêmica com livro e Ciro Gomes publicado em 9 de dezembro de 2011 por Rafael Rodrigues no Jornal Bahia Noticias[[2]]
  4. ↑ Aécio foge de polêmica com livro e Ciro Gomes publicado em 9 de dezembro de 2011 por Rafael Rodrigues no Jornal Bahia Noticias[[3]]
  5. ↑ Serra tenta comprar estoque de livro-bomba publicado em 10 de dezembro de 2011 [[4]]
  6. ↑ pág 20: Fui transferido do Correio Braziliense para o Estado de Minas, diário de Belo Horizonte do mesmo grupo. Longe de Brasília, troquei as pautas de polícia em favor das de política. Agora, o confronto não era entre os bandidos e a lei no faroeste caboclo do entorno. Não havia tiros, cadáveres ou sangue nas ruas. O embate era silencioso e sorrateiro nos desvãos da política e, principalmente, da baixa política. Esta coreografia de punhais no interior do ninho tucano envolvia as pré‑candidaturas de José Serra e de Aécio Neves à Presidência da República. Brasília, de novo, entrava na minha vida. E começava uma outra história.
  7. ↑ Carta Capital,14 de Dezembro de 2011. nº 676, ano XVII, p.70-81
  8. ↑ http://www.viomundo.com.br/denuncias/a-bomba-que-vai-estourar-no-colo-de-teixeira.html
  9. ↑ http://www.tijolaco.com/do-paraiso-fiscal-ao-paraiso-sp-a-conexao-citco-phc/
  10. ↑ Ricardo Sérgio de Oliveira é, além de homem de confiança de Serra, ex-funcionário do Citibank; ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil no governo FHC; que participou da elaboração da privatização da Telebrás; ex-tesoureiro de campanha de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e de José Serra.
  11. ↑ Documento comprovatório da empresa Iconexa, pp. 265 a 274 (Ribeiro Junior, Amaury, 2011)
  12. ↑ Documento comprovatório das ligações do grupo com o banco Opportunity e a rota do dinheiro, pp. 190 a 256 (Ribeiro junior, Amaury, 2011)
  13. ↑ na pág. 25: "o trabalho de campo era liderado pelo funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Luiz Fernando Barcellos, conhecido como "agente Jardim".
  14. ↑ Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livropublicado no dia 12 de dezembro de 2011 na Revista Carta Capital[[5]]
  15. ↑ http://www.viomundo.com.br/denuncias/privataria-tucana-livro-de-amaury-ribeiro-jr-explica-poder-de-serra.html
  16. ↑ http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php
  17. ↑ na pág 24: "O que me pedem e o seguinte: descobrir quais são os arapongas que estariam no encalço do governador de Minas, Aécio Neves, durante seus discretos roteiros sentimentais pelo Rio de Janeiro. Segundo o relato, Aécio e vigiado e tem seus movimentos seguidos por agentes arregimentados por seu adversário na disputa dentro do PSDB pela pré candidatura a Presidência da Republica. O então governador paulista, Jose Serra, trabalhava nos bastidores para alijar o concorrente mineiro do páreo. De posse de um dossiê, Serra teria mandado um recado, por intermédio de seus emissários, para que Aécio jogasse a toalha. Ou seja, Serra, com seu estilo inconfundível, estaria chantageando o neto de Tancredo Neves"
  18. ↑ Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da "privataria" publicado no dia 9 de dezembro de 2011pelo jornalBrasil 247[[6]]
  19. ↑ "A Privataria Tucana cai na Internet". Portal Vermelho. 13 de dezembro de 2011. (página da notícia visitada em 14/12/2011)
  20. ↑ Com 80 mil cópias, 2ª edição de Privataria Tucana chega na sexta às livrarias por Conceição Lemes publicado no dia 14 de dezembro de 2011 [[7]]
  21. ↑ Livro usa papéis da CPI do Banestado contra tucanos - Em 'A Privataria Tucana', Amaury Ribeiro, indiciado pela PF, mostra documento inédito sobre suposta evasão de divisas Artigo por DANIEL BRAMATTI publicado no dia 16 de dezembro de 2011 - O Estado de S.Paulo [[8]]
  22. ↑ http://www.brazzil.com/component/content/article/240-december-2011/10541-boycotted-by-brazils-mainstream-media-book-on-oppositions-corruption-becomes-instant-bestseller.html
  23. ↑ http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/privataria-tucana-e-destaque-na-imprensa-argentina-so-o-pig-nao-da.html
  24. ↑ Midia não sabe o que fazer com “privataria” artigo publicado pelo JORNAL JÁ de Porto Alegre, no dia 13/12/11 [9]
  25. ↑ Serra diz que livro é 'coleção de calúnias'; outros não comentam. artigo sem assinatura publicado no dia 15/12/2011 - [[10]]
  26. ↑ Matéria Folha de São Paulo, seção Poder, caderno A, pág. 11, publicada em 15 de dezembro de 2011: "Jornalista acusa tucanos de receber propina", que dá notícias sobre a repercussão do livro.
  27. ↑ "A reportagem investigativa da década" [[11]]
  28. ↑ "Emediato: Esgotada primeira edição de Privataria Tucana" [[12]]
  29. ↑ "Livro sobre privataria tucana está esgotado" [[13]]
  30. ↑ "Privataria tucana cancela lançamento do livro de memórias de FHC" [[14]]
  31. ↑ http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/12/12/fhc-antecipa-as-ferias/#comment-122319
  32. ↑ "Lista de mais vendidos de 2011 | Em aberto" consultado em 12/12/2011 [[15]]
  33. ↑ Privataria Tucana e o silêncio da mídia Publicado em 21/12/2011 por Anselmo Massad, Rede Brasil Atual[16]
  34. ↑ [[17]]
  35. ↑ Veja vai e volta, publica e despublica Privataria . artigo publicado em 23 de Dezembro de 2011 porPortoGente [[18]]
  36. ↑ "A Privataria Tucana" entra na lista dos mais vendidos até da VejaArtigo publicado em 28/12/2011 pelaRedação da Rede Brasil Atual[[19]]
  37. ↑ Arquivo da Agência O Globo [[20]]
  38. ↑ "Querem impor a mordaça", Marco Antonio Villa, o Globo [[21]]
  39. ↑ A importância do capítulo 16 - Por Fábio de Oliveira Ribeiro publicado no JORNAL DE DEBATES na edição 675 do Observatório da Imprensa no dia 3/1/12 [[22]]
  40. ↑ 120 mil exemplares: 'A privataria tucana' chega ao topo dos mais vendidos" [[23]]
  41. ↑ "Privataria tucana": deputados pedem CPI e audiência pública na Câmara. artigo publicado no dia 13/12/11 pelo jornal [24]
  42. ↑ Tucano defende CPI da Privataria: "É nosso dever investigar" artigo de Jorge Lourenço do Jornal do Brasil publicado no dia 15/12/11 [[25]]
  43. ↑ Dilma diz que não leu A Privataria Tucana: “CPI se faz em caso extremo” Artigo publicado no jornalSul21[26]
  44. ↑ Livro ameaça reabrir CPI inconclusa Por Cristine Prestes publicado no JORNAL DE DEBATES na edição 675 do Observatório da Imprensa no dia 3/1/12 [[27]]
  45. ↑ Bastidores da República Publicado em 23 de dezembro de 2011 pela A TRIBUNA (Mato Grosso) [[28]]
  46. ↑ Por Brasil de Fato, em seu editorial do dia 21/12/11
  47. ↑ Raoni Scandiuzzi (10 de janeiro de 2012). Título não preenchido, favor adicionar. Rede Brasil Atual. Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
  48. ↑ Serra chama de 'lixo' livro sobre privatizações‎ artigo publicado no dia 13 de dezembro de 2011 no Jornal "Diário do Grande ABC" [[29]]
  49. ↑ Em nota, FHC apoia Serra contra livro: "É infâmia" Publicado no Jornal do Brasil, dia 15/12/11 [[30]]
  50. ↑ Para PSDB, PT está por trás de livro que denuncia fraudes nas privatizações, estadão.com.br. 15 dez. 2011
  51. ↑ Nota oficial - PSDB. 15 dez. 2011.
  52. ↑ Em nota, filha de Serra rebate acusações de livro sobre privatizações. Folha de São Paulo (27 de dezembro de 2011). Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
  53. ↑ Eleonora de Lucena; Paula Cesarino Costa (30 de dezembro de 2011). 'Discurso contra privatização tucana é bobagem', diz Cabral. Folha de São Paulo. Página visitada em 17 de janeiro de 2012.
  54. ↑ A Privataria Tucana é um jogo publicitário. Publicado em 3 de Janeiro de 2012 pelo PortoGente [[31]]

Ver também


Ligações externas

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Offshore (paraíso fiscal)

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Chamam-se popularmente de offshores as contas e empresas abertas em paraísos fiscais, geralmente com o intuito de pagar-se menos imposto do que no seu país de origem. Como a grande maioria dos países que permitem a criação desse tipo de empresa anônima — ou a abertura desse tipo de contas bancárias anônimas — fica em ilhas, (tais como as Bermuda, Jersey, Ilhas Cayman, etc.), por extensão de sentido, esse tipo de empresa anônima ou de conta bancária anônima passou a ser chamado de offshore, embora alguns países continentais, como o Grão-Ducado do Luxemburgo [1] ou o Principado de Mônaco também as permitam, usando esquemas legais diferentes, porém de resultados equivalentes.


OFFSHORE - Offshore é quando uma empresa se estabelece em outro país. Uma "offshore company" é uma entidade situada no exterior, sujeita a um regime legal diferente de "extraterritorial" em relação ao país de domicílio de seus associados.


O termo vem dos tempos dos corsários que saqueavam os mares e depositavam a pilhagem off-shore (fora da costa).

Essas contas são abertas nos países de legislação de origem britânica usando-se um conceito jurídico de trustoriginário da common law inglesa, que foi trazido para a Inglaterra pelos cruzados, que aprenderam o conceito de"waqf" islâmico, pelo qual é feito um contrato (trust instrument ou deed of trust), através do qual a propriedade (inclusive imobiliária, tangível e intangível) de um bem passa para o nome de uma outra pessoa (ou pessoas, ou organizações), em benefício de outrem, e nos países que adotam o Direito Romano usa-se como artifício para assegurar o anonimato o conceito jurídico de Fundações. Assim, nos países que adotam a common law os trustees é que detêm o título legal de propriedade, mas são obrigados a mantê-la e administrá-la em benefício de outrem, do beneficiário; nos países que adotam o Direito Romano a propriedade passa a pertencer a uma Fundação.


Nos países (paraísos fiscais) que permitem a operação desse tipo de trusts ou de Fundações, um Banco só tem conhecimento do nome dos trustees (administradores, uma espécie de procuradores) dessas contas ou dos gestores da Fundação, ignorando completamente quem seja o real beneficiário, ou o real dono, do dinheiro ali depositado. Assim é portanto impossível que venham a prestar informações sobre quem são os proprietários do dinheiro depositado nessas contas, mesmo que haja alguma determinação judicial nesse sentido: o Banco simplesmente não sabe. Desta forma o sigilo absoluto é garantido, e é impossível de ser quebrado.

O Papa Bento XVI

Segundo o jornal Times o Papa Bento XVI está preparando uma nova encíclica que terá um capítulo especial intitulado"Fraude e Fisco". Estabelecerá condenação moral aos fraudadores e aos paraísos fiscais que se abrem à ocultação de patrimônios ilícitos.
Na sua primeira encíclica, o papa Bento XVI já havia estabelecido como "moralmente inaceitável" a conduta de pessoas que transferem, para fraudar o fisco e deixar de recolher tributos, parte do seu patrimônio para paraísos fiscais ou zonas off-shore" [2]
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Paraíso fiscal
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/3a/Magnifying_glass_01.svg/17px-Magnifying_glass_01.svg.pngVer artigo principal: Trust Law (em inglês)

Referências

  1. ↑ EU set to investigate Luxembourg's tax exemptions for multinationals. International herald Tribune, FEBRUARY 9, 2006
  2. ↑ MAIEROVITCH, Wálter Fanganiello. Lavagem de Dinheiro e Paraísos Fiscais. Papa prepara encíclica.IBGF, 13 de agosto de 2007.
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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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