domingo, 2 de junho de 2013

Aécio (PSDB) pede controle de gastos para combater inflação# Gasto com dividas: máximo de 30% orçamento# Brasil: 45% orçamento = refinanciamento divida pública !!!!

COPOM (29/05 + 18/04) => 2 Aumentos Bolsa FEBRABAN  = Orçamento Anual do Bolsa Família! Quem, mesmo, não precisa trabalhar por 'mamar nas tetas do Tesouro'?


A inflação está de volta ao lar das famílias brasileiras. ... O governo gasta demais com o que não deve e de menos com o que seria necessário

22/05/2013 – Recém-eleito presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG) criticou ... falando: "Hoje o governo federal gasta mais do que arrecada.

Aécio Neves – Alta de juros e Inflação

Recomendação: máximo de 30% do Orçamento Familiar comprometido com dividas de longo prazo (ex.: Crédito Imobiliário)
economia.terra.com.br/limite-o-gasto-com-financiamento-a-no-maximo-...
28/12/2012 – Limite o gasto com financiamento a, no máximo, 30% da renda

Brasil: 45% do Orçamento da República comprometido com Refinanciamento da Divida Pública!!!
Este é o Grande Gasto com que todos nós, brasileiros, devemos nos preocupar.


Segue texto que pode nos ajudar a refletir sobre os caminhos que deveremos trilhar:
Será normal que, em situação de crise, os bancos privados, que se financiam habitualmente a um por cento nos bancos centrais, possam beneficiar de taxas de 0,01 por cento e que, em situação de crise, alguns Estados sejam obrigados, pelo contrário, a pagar taxas 600 ou 800 vezes mais elevadas? “Ser governado pelo dinheiro organizado é tão perigoso como pelo crime organizado”, dizia Roosevelt. E tinha razão. Estamos à beira de viver uma crise do capitalismo desregulado, o que pode ser suicida para a nossa civilização. Como escreveram Edgar Morin e Stéphane Hessel no Le Chemin de l´espérance, O Caminho da Esperança(Fayard, 2011), as nossas sociedades têm que escolher: a metamorfose ou a morte?
 
 
04/01/2012 4:00 pm
Por que os Estados pagam 600 vezes mais que os bancos?
Cobrar taxas de juro colossais sobre dívidas acumuladas há cinco ou dez anos não é uma maneira de responsabilizar os governos mas de asfixiar as economias em proveito único dos bancos privados
Por Michel Rocard e Pierre Larrouturou*
Depois de ter esmiuçado 20 mil páginas de vários documentos, a Bloomberg demonstrou que o Banco Central dos Estados Unidos emprestou secretamente aos bancos em dificuldades a soma de 1,2 bilhões de dólares à taxa incrivelmente baixa de 0.01 por cento.
Na mesma altura, em muitos países, os povos sofrem com os planos de austeridade impostos pelos governos aos quais os mercados financeiros se recusam a emprestar alguns bilhões e taxas de juro inferiores a seis, sete ou nove por cento! Asfixiados por estas taxas de juro, os governos são “obrigados” a congelar as reformas, os subsídios às famílias ou os salários dos funcionários e a cortar nos investimentos, o que faz aumentar o desemprego e vai fazer-nos mergulhar em breve numa recessão muito grave.
Será normal que, em situação de crise, os bancos privados, que se financiam habitualmente a um por cento nos bancos centrais, possam beneficiar de taxas de 0,01 por cento e que, em situação de crise, alguns Estados sejam obrigados, pelo contrário, a pagar taxas 600 ou 800 vezes mais elevadas? “Ser governado pelo dinheiro organizado é tão perigoso como pelo crime organizado”, dizia Roosevelt. E tinha razão. Estamos à beira de viver uma crise do capitalismo desregulado, o que pode ser suicida para a nossa civilização. Como escreveram Edgar Morin e Stéphane Hessel no Le Chemin de l´espérance, O Caminho da Esperança (Fayard, 2011), as nossas sociedades têm que escolher: a metamorfose ou a morte?
Vamos esperar que seja tarde demais para abrir os olhos? Vamos esperar que seja tarde demais para compreender a gravidade da situação e escolher em conjunto a metamorfose antes que as nossas sociedades desabem? Não temos condições neste espaço para desenvolver as dez ou 15 reformas concretas que tornariam possível essa metamorfose. Queremos apenas mostrar que é impossível não dar razão a Paul Krugman quando nos explica que a Europa adoece numa “espiral da morte”. Como fornecer oxigênio às finanças públicas? Como agir sem alterar os tratados, o que exige meses de trabalho e se tornará impossível se a Europa for cada vez mais detestada pelos povos?
Angela Merkel tem razão quando diz que não devem encorajar-se os governos a continuar a fugir para a frente. Mas o essencial dos empréstimos que os nossos Estados contraem nos mercados financeiros deve-se a dívidas antigas. Em 2012 a França deve contrair empréstimos à volta de 400 bilhões de euros: 100 bilhões que correspondem ao déficit do orçamento (que seria quase nulo se fossem anuladas as baixas de impostos concedidas nos últimos dez anos) e 300 bilhões que correspondem a dívidas antigas, que chegam ao prazo de vencimento e que somos incapazes de reembolsar se não nos voltarmos a endividar nos mesmos valores algumas horas antes do reembolso.
Fazer pagar taxas de juro colossais sobre dívidas acumuladas há cinco ou dez anos não é uma maneira de responsabilizar os governos mas sim de asfixiar as nossas economias em proveito único dos bancos privados: sob o pretexto de que existe um risco, eles emprestam a taxas muito elevadas não tendo dúvidas, de fato, de que não existe qualquer risco real porque o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) existe para garantir a solvência dos Estados que contraem empréstimos…
É preciso acabar com a atitude de dois pesos e duas medidas: inspirando-nos no que fez o Banco Central norte-americano para salvar o sistema financeiro propomos que as “velhas dívidas” dos Estados possam ser refinanciadas a taxas próximas de zero por cento.
Não é preciso modificar os tratados europeus para pôr esta medida em prática: é verdade que o Banco Central Europeu (BCE) não está autorizado a fazer empréstimos aos Estados membros, mas pode emprestar sem limites aos organismos públicos de crédito (artigo 21.3 do Sistema Europeu de Bancos Centrais) e às organizações internacionais (artigo 23 do mesmo estatuto). Por isso pode emprestar a 0,01 por cento ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) ou à Caixa de Depósitos, os quais, por seu turno, podem emprestar a 0,02 por cento aos Estados que se endividem para pagar as dívidas antigas.
Nada impede que estes financiamentos sejam postos em prática já a partir de janeiro! Mas ainda não é tudo: o orçamento da Itália apresenta um excedente primário. Por isso, ficará equilibrado se a Itália não tiver que pagar custos financeiros cada vez mais elevados. Será preciso deixar cair a Itália na recessão e na crise política ou será antes necessário aceitar pôr fim a estes rendimentos dos bancos privados? E resposta deveria ser evidente uma vez que se trata de agir em favor do bem comum.
O papel que os tratados atribuem ao BCE é o de fiscalizar a estabilidade dos preços. Como poderá este ficar sem reagir quando em alguns países os preços das suas obrigações do Tesouro duplicam ou triplicam em alguns meses? O BCE também deveria fiscalizar a estabilidade das nossas economias. Como poderá ficar sem agir quando o preço da dívida nos ameaça fazer mergulhar na recessão “mais grave que a de 1930”, segundo o governador do Banco de Inglaterra?
Se nos ativermos aos tratados, nada impede o BCE de agir com força para fazer baixar os preços da dívida. Não apenas nada o impede de agir, mas tudo incita a fazê-lo. Se o BCE for fiel aos tratados, deverá fazer tudo para que baixem os preços da dívida pública. Segundo a opinião geral, trata-se da inflação mais inquietante!
Em 1989, depois da queda do Muro de Berlim, bastou um mês a Helmut Kohl, François Mitterrand e aos outros chefes de Estado europeus para decidirem criar a moeda única. Depois de quatro anos de crise, de que é que os nossos dirigentes estão à espera para fornecer oxigênio às finanças públicas? O mecanismo que propomos poderá ser aplicado imediatamente tanto para reduzir os encargos das dívidas antigas como para financiar os investimentos fundamentais para o nosso futuro, como um plano europeu de poupança de energia.
Os que pedem a negociação de um novo tratado europeu têm razão: com os países que o desejem, é preciso construir uma Europa política capaz de agir sobre a mundialização; uma Europa verdadeiramente democrática como a propuseram Wolfgang Schauble e Karl Lamers em 1994 ou Joscka Fisher em 2000. É necessário um tratado de convergência social, é necessária uma verdadeira governação económica.
Tudo isso é indispensável. Mas nenhum novo tratado poderá ser adotado se o nosso continente se afundar numa “espiral da morte” e os cidadãos passarem a detestar tudo o que chegue de Bruxelas. É urgente enviar aos povos um sinal muito claro: a Europa não está nas mãos dos lobbies financeiros. Está ao serviço dos cidadãos.
*Michel Rocard é também o presidente do Conselho de Orientação Científica de Terra Nova desde 2008. Pierre Larrouturou é também o autor de “Para evitar o último crash”, “Pour evitar le krach ultime” (Nova Editions)
Publicado no BE Internacional. O artigo original está aqui.
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aumento da taxa básica (SELIC) é um retrocesso. Aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN" (0,25%) cria uma despesa equivalente a 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!

http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2013/04/aumento-da-taxa-basica-selic-e-um.html

quinta-feira, 18 de abril de 2013

SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!! Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011 (Financistas: os números mentem?)

http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2013/04/selic-alta-provoca-mais-inflacao-e-nao.html

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?

http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2013/04/aumento-mais-um-preco-juros-ja-altos-x.html
Para saber mais:

DOMINGO, 17 DE ABRIL DE 2011
Capitalismo Parasitário - Definição e Estratégias

DOMINGO, 17 DE ABRIL DE 2011
Capitalismo Parasitário - transformar uma enorme maioria de homens, mulheres, velhos e jovens numa RAÇA DEVEDORES

QUINTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2011
[SINAPSES] A Jogada do Século - The Big Short - Michael Lewis - descreve a combinação de ganância, falta de ética e incompetência que esteve na origem da maior crise económica e financeira desde a Grande Depressão dos anos 30

QUINTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2011
Crash - Uma Breve História da Economia - Da Grécia Antiga ao Século XXI - Como o dinheiro, a falta de dinheiro, a insanidade e a safadeza construíram o mundo mais próspero de todos os tempos. E muito mais, como você nunca leu.

DOMINGO, 4 DE DEZEMBRO DE 2011
[SINAPSES] Bumerangue: aventuras no novo terceiro mundo - Islândia, Grécia, Irlanda, Alemanha e Estados Unidos: Como cada país enlouqueceu, de uma forma diferente, ao ficar em uma sala escura com uma montanha de dinheiro....

DOMINGO, 22 DE JANEIRO DE 2012
[SINAPSES] Como a Economia Cresce e Por Que Ela Quebra - 2011: uma parábola (ilha com 3 pescadores) que explica, em linguagem simples, a ilusão que acometeu sociedades humanas sobre demanda, produção, poupança, juros e preços
 

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Claudio Estevam Próspero 
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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Aumento da taxa básica (SELIC) é um retrocesso. Aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN" (0,25%) cria uma despesa equivalente a 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!

data: 18 de abril de 2013 19:18
assunto: [SINAPSES] Aumento da taxa básica (SELIC) é um retrocesso.
Aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN" (0,25%) cria uma despesa equivalente a
 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!
enviado por: gmail.com



PIB 2012 = 4.40 trilhões de reais
Divida Bruta = 2.96 trilhões de reais (67.20% do PIB)
Aumento de 0.25% na SELIC = mais 7.39 bilhões de reais / ano na Despesa Pública!
Orçamento do Programa Bolsa Família aumentará em 60% de 2010 para 2013, passando de R$ 14 bilhões para R$ 23 bilhões
A Ação Brasil Carinhoso, expandida para elevar a renda das famílias com crianças até 15 anos, representa uma adição de R$ 1,74 bilhão ao programa. “Com o Brasil Carinhoso, enfrentamos uma das faces mais cruéis da miséria, aquela que atinge a infância”, acrescentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.  
Portanto só o aumento  de  ontem  da  "Bolsa FEBRABAN"   (0,25%)   cria   uma  despesa equivalente  a  1/3  do  Orçamento  do  Bolsa Família !!! E a quase 4 vezes o Orçamento do Brasil Carinhoso !!!
           O Brasil continua "muito carinhoso" com quem vive de rendimentos de Capital, aplicado em Títulos Públicos..... Em prejuízo de todas as demais despesas - principalmente Educação, Saúde, Segurança, Transportes,.... (As despesas com refinanciamento da Dívida Pública consomem 45% do Orçamento da União !!!!)

Aumento da taxa básica é um retrocesso
Postado: 18 de Abril de 2013 - 10h23
De tanto pressionar, o mercado financeiro conseguiu a elevação da taxa básica de juros em 0,25%. A Selic passa agora dos atuais 7,25% para 7,50% ao ano. A iniciativa do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central premia apenas os banqueiros, que vivem à sombra da dívida pública.
O combate à inflação aparentemente justifica a decisão, tomada nesta quarta-feira (17/04). No entanto, como muitos especialistas alertaram, o aumento da taxa básica de juros tem pouco impacto sobre a evolução dos preços, que podem ser reduzidos em função de outros fatores, como o esperado aumento da oferta de alimentos no segundo semestre.
Os interesses reais que orientam a pressão da mídia e do sistema financeiro são de outra natureza. Concretamente, a elevação da Selic significa bilhões de reais no bolso dos credores da dívida pública, principalmente os banqueiros, que agora podem ampliar ainda mais o spread bancário.
De acordo com levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), entre os países dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil possui o maior spread (12,2% ao ano), seguido da Rússia (3,57% a.a.), África do Sul (3,30% a.a.) e China (3,00 % a.a.). A Índia não teve os dados disponibilizados.
Em um grupo de nove países da América Latina, apenas Paraguai (25,1% a.a.) e Peru (16,78% a.a.) possuem spread maior do que o Brasil. Em seguida estão Bolívia (9,51% a.a.), Colômbia (7,22% a.a.), Uruguai (6,74% a.a.), Chile (4,26%), México (3,64% a.a.), Argentina (2,04% a.a.) e Venezuela (1,87% a.a.). Os números são relativos a 2012.
Para o Sindicato da Bahia, ao invés de elevar a Selic, o BC deveria fixar metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais. As altas taxas de juros retiram dinheiro das políticas públicas que combatem as desigualdades, o que contribui consideravelmente para que o Brasil continue entre os dez países com a pior distribuição de renda do mundo.
O Brasil ainda tem uma dívida pública elevada para um país emergente
WASHINGTON - O Brasil ainda tem uma dívida pública elevada para um país emergente, e o ideal seria cumprir a meta de superávit primário de 3,1% do PIB neste ano, sem lançar mão de mecanismos que o reduzem, disse nesta terça-feira Philip Gerson, vice-diretor do departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI). A dívida bruta do governo geral deve ficar em 67,2% do PIB neste ano, abaixo dos 68,5% do PIB de 2012, mas bem acima da média de 34,3% do PIB dos países emergentes, de acordo com previsões da instituição. Pelo conceito da dívida líquida, mais usado no Brasil e que abate ativos como as reservas internacionais, o número é de 33,6% do PIB, ainda assim superior à média de 23,6% do PIB projetada para os países emergentes
(...) 

Com os dados acima podemos fazer alguns calculos do impacto deste aumento da SELIC nos gastos do governo:

PIB 2012 = 4.40 trilhões de reais
      
Divida Bruta = 2.96 trilhões de reais (67.20%  do PIB)
      
Aumento de 0.25% na SELIC = mais 7.392 bilhões de reais / ano na Despesa Pública!

 

Montante passa a ser de R$ 23 bilhões

O orçamento do Programa Bolsa Família aumentará em 60% de 2010 para 2013, passando de R$ 14 bilhões para R$ 23 bilhões (veja gráfico), para atender 13,7 milhões de famílias (dado de novembro deste ano). A Ação Brasil Carinhoso, expandida para elevar a renda das famílias com crianças até 15 anos, representa uma adição de R$ 1,74 bilhão ao programa. “Com o Brasil Carinhoso, enfrentamos uma das faces mais cruéis da miséria, aquela que atinge a infância”, acrescentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.


Portanto só o aumento de ontem da "Bolsa FEBRABAN"  (0,25%) cria uma despesa equivalente a 1/3 do Orçamento do Bolsa Família !!!


Veja, nas imagens abaixo, um resumo do problema da Divida Pública e seus impactos para a Sociedade Brasileira.






















   







 Ver também:


SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!! Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011 (Financistas: os números mentem?)


Para maiores informações:
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SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!! Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011 (Financistas: os números mentem?)

data: 16 de abril de 2013 20:15
assunto: [SINAPSES] SELIC alta provoca mais inflação e não menos !!!
Vejam uma analise gráfica da correlação SELIC x PIB x IPCA entre 2002 e 2011
(Financistas: os números mentem?)
enviado por: gmail.com


26/05/11

SELIC: apenas mais uma ferramenta!



Todos os dias, pela manhã indo para o trabalho tenho o costume de ouvir o Jornal Gente da Radio Bandeirantes (para quem quiser acompanhar: 90.9 FM, ou 840 AM a partir das 8 da manhã) e nesta última segunda-feira (9/5) guardei algo interessante que o Joelmir disse no seu quadro diário (As 3 faces da moeda) e logo após endossado pelo professor Delfim que todas as segundas fala por volta de 8h30min ao jornal. SELIC alta provoca mais inflação e não menos. Confesso que fiquei ressabiado a 1ª vista, e paguei para ver!

Ao iniciarmos os estudos de economia, logo no primeiro ano de faculdade somos “lobotomizados” a responder a esta questão de bate pronto: SELIC alta; segura ou não segura inflação? Eu, você e provavelmente qualquer outro diria de olhos vendados: SIM, mas voltemos a bater mais uma vez na mesma tecla de sempre; economia tal como as demais ciências humanas e sociais, não se sustenta por apenas uma visão e, portanto não se explica por apenas uma escola de pensamento, ou simplesmente, não há apenas uma resposta correta. Eis então que surge a discussão:
 
- Resumindo a questão, estamos no período chamado de aperto monetário, onde o mercado já estima novas altas da SELIC e o governo já admite a “cusparada pra cima” da elevação dos juros internos, criando uma desconexão cada vez maior em relação às taxas de juros externas. Mas isso é outro assunto. E por que o Tombini faz isso?


Bem! Uma resposta obvia e pronta: O temor ao retorno do “dragão da inflação”. Certo! Mas o fato é que este, já está à solta aterrorizando o consumidor, com uma perspectiva de fechamento da inflação quase acima do teto de 6,5% da meta para este ano.
 
Com isso já temos bagagem para irmos imediatamente ao tema central do post:
SELIC alta não é fator determinante no combate à inflação e ao inverso ainda ajuda na elevação dos preços. 

 Isso se comprova num recente estudo realizado pela faculdade de economia La Sapienza University de Roma, a pedido do BIS (Banco Internacional de Compensações, localizado em Basel na Suíça, o banco central dos bancos centrais), onde neste estudo, por meio de uma série histórica de quase meio século, mostra que as taxas de juros básicas das principais economias do globo quando elevadas tendem a puxar para cima a inflação de seus respectivos países. Esse fato se explica por um raciocínio muito simples:
Taxa base de juros alta, eleva os custos de produção, que são repassados aos consumidores finais.
O preço do carro sobe, por que o minério de ferro sobe, o arroz sobe por que o fertilizante está caro e por ai vai.
Para reforçar essa tese, realizamos um estudo comparativo entre PIBxSELICxIPCA de 2002 para cá, onde fica explicito que há uma relação muito maior de PIB com IPCA do que propriamente, SELIC com IPCA:

OBS1: O prazo médio do mercado para a SELIC fazer algum efeito na economia é de 3 meses.
OBS2: Não considere 2009 na analise, qualquer efeito sobre a economia brasileira naquele momento era totalmente influenciado pela crise de crédito global.
Este gráfico nos diz que o governo segura a inflação freando o crescimento e é pelo PIB que se olha o comportamento da inflação e não pela SELIC.
. 


O que acontece agora com a economia nacional é um reflexo da crise nos gigantes...isto é, as incertezas na Europa e EUA inundam o Brasil de dólares, principalmente pelo ganho de arbitragem entre taxas de juros. A lógica é a seguinte:

- Quanto mais dólar na economia, menos Real, se tem menos Real automaticamente ele está mais caro e se a moeda está mais cara então você tem mais inflação, somado a isso, temos o crédito e a recente ascensão da nova classe média, isso incrementa de maneira preocupante a perspectiva de inflação.

Nesse cenário cabe ao governo central cortar gastos, já que no momento de crise gastou a mais do que devia e o pior, gastou errado. A chamada política anticíclica, veementemente elogiada mundo a fora se transformou numa maquina pública inchada, contratar funcionários é política anticíclica até a página 2, na 3 vira gasto permanente, pois quando a crise passa o governo não pôde simplesmente demitir, pelo contrário ainda deve corrigir os salários acima da inflação, pagar 13º, férias, etc, etc, etc.
Por fim é importante salientar que nosso objetivo não é tirar a credibilidade do Banco Central, (que é o menos culpado dessa história), pois em momento algum afirmamos que SELIC não é e não deve ser utilizada como ferramenta de política monetária, apenas estamos mostrando que o que dizem por ai sobre a SELIC é mito, anedota, mas mesmo assim podemos sem medo afirmar: SELIC pode ser utilizada para combater à inflação, mas são os gastos de custeio, que precisam de ajuste antes da taxa de juros.
Não se esqueçam:
Política monetária é refém de política fiscal, enquanto o governo gastar o que gasta e da forma que gasta as chamadas falhas de mercado serão cada vez mais visíveis e nocivas à economia. Tudo tende ao seu devido lugar quando o governo não age com medidas descabidamente populares e inconsequentes, visando o voto e nada mais.

Um grande abraço a todos, não deixem de nos acompanhar.
Economia sem Mito

 
 
 
Terça, 16/04/2013

BC deve agir com cautela na reunião do Copom

Seria um erro elevar a taxa de juros apenas para mostrar que tem independência. ["Independência só para aumentar SELIC? Muitos interessados em SELIC de 2 dígitos."]

Ouça em:
8 horas atrás - A política como ela é: os comentários de Kennedy Alencar no Jornal da CBN, às 8h55. Direto de Brasília, a análise sobre os bastidores do poder.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/kennedy-alencar/KENNEDY-ALENCAR.htm
 
Reforço meu questionamento:

Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?




Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?

data: 16 de abril de 2013 08:24
assunto: [SINAPSES] Aumento MAIS UM PREÇO (JUROS-já altos x mundo) combate
inflação ou apenas drena NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?
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assinado por: gmail.com


Aumento de MAIS UM PREÇO - um dos maiores custos da economia brasileira - JUROS (ainda caros na área privada) combate a inflação ou apenas aumenta os CUSTOS DA DIVIDA PÚBLICA, drenando os NOSSOS IMPOSTOS para LUCROS DOS RENTISTAS?


Estes 'economistas' - patrocinados pelo Mercado Financeiro, vejam quem financia os principais telejornais e programas de debates da Mídia Corporativa do Brasil - não confiam na Economia de Mercado? 

Onde os PREÇOS são indicadores de necessidade de AUMENTO DA OFERTA - estimulando a produção do que está caro. Ou REDUÇÃO DA DEMANDA - os CONSUMIDORES (NÓS) não compramos o que está caro (pela primeira vez, em anos houve REDUÇÃO das vendas de supermercados).

DEIXEM O MERCADO FUNCIONAR.


Contraponto ao seguinte programa (notem a falta de diversidade de interesses dos debatedores - todos ligados ao Mercado Financeiro): 



ESTADO DA ECONOMIA BRASILEIRA

Economia brasileira: o desafio de enfrentar a inflação

Os convidados afirmam que a inflação é um enorme capital político, com o qual o governo não quer brincar. 'O compromisso do governo com uma inflação mais comportada tem muito do componente político', ressalta Eduardo Giannetti.

Eduardo Giannetti - INSPER: 

INSPER: Certificate in Financial Management. Pós-Graduação em Finanças com turma especial aos Finais de Semana.


Mailson da Nóbrega - Consultor Tendências Consultoria
A Tendências, fundada em 1996, é uma das maiores consultorias econômicas do Brasil. Constitui referência em assuntos econômicos, financeiros e políticos, reunindo renomados consultores experientes nos mais variados campos do conhecimento econômico e político.
Seu corpo técnico conta com cerca de cinqüenta pessoas, formadas nas melhores escolas de economia do Brasil e exterior. As maiores empresas e instituições financeiras do País tomam decisões com base em nossas análises e estudos econômicos. 


Samuel Pessoa - IBRE Fundação Getúlio Vargas
IBRE Criado em 1951, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), dedica-se à produção e à divulgação de estatísticas macroeconômicas e pesquisas econômicas aplicadas. Pioneiro no cálculo do PIB brasileiro, criou ainda o IGP, Índice Geral de Preços, que durante muitos anos foi o índice oficial da inflação.





Umas das verdadeiras soluções:

Sobre - BoicotaSP

Não somos o Procon, nem o Reclame Aqui, propomos algo mais simples: vamos listar os lugares que exploram demais e criar um grande guia de boicote para qualquer coisa que saia do razoável.

Aqui você pode saber que lugares da cidade cobram demais por entrega de menos. Quer ir mesmo assim? Direito seu.

O BoicotaSP é uma iniciativa nacional e democrática contra o custo de vida na cidade de São Paulo.

Uma plataforma na qual consumidores, estabelecimentos, instituições e poderes possam discutir abertamente sobre valores, custos e encargos. Todos podem se posicionar, se justificar ou sugerir soluções. A ideia não é dirigida contra um alvo específico, mas sim um esforço para a melhoria da qualidade de vida em São Paulo. É uma discussão ampla sobre o que está havendo com a economia e a cultura do brasileiro.

Acesse o site www.boicotasp.com.br, cadastre-se e envie seu depoimento. A plataforma do #BoicotaSP é aberta e queremos que todos participem. Entretanto, pedimos um pouco de tranquilidade na hora de ‘boicotar’ um estabelecimento, levando realmente em conta abusos e não apenas reclamações vazias.

Quem foi citado em algum depoimento, o direito de resposta está garantido. Envie sua resposta, justificativa que publicaremos na seção de respostas, com um post diferenciado na lista de comentários.

O BoicotaSP quer uma cidade e um país melhor para todos. O exercício da palavra pode mudar os rumos do país, ou você achou que os preços estão tão altos por acaso? Como podemos nos unir para exigir a redução de impostos, a melhoria dos serviços públicos e tantos outros problemas que estão além da mera relação de compra e venda?

BoicotaSP: queremos uma São Paulo melhor.



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