terça-feira, 1 de maio de 2012

EXPLICAÇÃO PERFEITA - PORQUE SOU DE DIREITA!


Abaixo meus comentários, em meio ao próprio texto, sobre uma série de falácias do texto. Que, em letras tão grandes, para textos, equivalente a gritar, o que é tipíco de quem sabe não ter razão e tenta abafar argumentos alheios elevando o tom de voz = “ganhar no grito”, muito comum em acidentes de trânsito, onde mais grita quem menos tem razão....

De:
Enviada em: sábado, 28 de abril de 2012 18:54
Assunto: EXPLICAÇÃO PERFEITA


ESSA EU NÃO CONSEGUI DEIXAR DE REENVIAR !!!
Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza..

Tinha vergonha do fato de seu pai ser de direita e, portanto, contrário aos programas e projetos socialistas que previam dar benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos aos que tinham mais dinheiro.
A maioria dos seus professores tinha afirmado que a filosofia de seu pai era equivocada.

Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. 

Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar-lhe que estava errado ao defender um sistema tão injusto como o da direita.

No meio da conversa o pai perguntou:
- Como vão as aulas?
- Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas é 9, mas me dá muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.

O pai prosseguiu:
- E a tua amiga Sônia, como vai?
Ela respondeu com muita segurança:
- Muito mal. A sua média é 3, principalmente, porque passa os dias em shoppings e em festas. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Com certeza, repetirá o semestre.

O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:
- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.

Ela indignada retrucou:
- Por quê?! Eu estudei muito para conseguir as notas que tive, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.

Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo:
- Bem-vinda à Direita!

' O PT é o partido que tira de quem trabalha para distribuir para quem não trabalha'

Entendeu, ou quer que desenhe?


A falácia aqui é que o Socialismo não pretende distribuir a riqueza sem a produzir, busca, isso sim melhores condições de funcionamento da Economia de Mercado, em benefício de toda a população. Seus melhores exemplos são as sociedades do Norte da Europa (as verdadeiras Sociais Democracias (o social condicionando a Democracia)).  O que o texto critica é o Capitalismo de Estado,  implantado na URSS Stalinista, na China de Mao, nas Ditaduras do Cone Sul das Américas (aliás muitos dos defensores de tais textos, no Brasil, tem saudade da Ditadura Militar – típico Capitalismo de Estado, que concentrou renda e endividou a Nação, beneficiando os “amigos do rei de plantão”, que não tinha que se aborrecer com eleições periódicas que os obrigassem a prestar contas) e América Central, dentre muitos outros. E que só beneficiaram  os “distribuidores da riqueza não produzida” pois desorganizam a economia, ao desestimular a competência e o desempenho.

Marx previa uma Evolução de Consciência, uma Evolução Natural do Capitalismo, tornando a Economia de Mercado mais próxima dos ideais da Revolução Francesa – Fraternidade, Igualdade e Liberdade:

Lembremos do coração do Manifesto comunista: “A cada um conforme sua necessidade. De cada um conforme sua capacidade” O que demanda um alto nível de consciência para que uns não exagerem suas necessidades e outros não escondam suas capacidades.

Os três valores - Fraternidade, Igualdade e Liberdade - só são úteis ao Progresso Humano se em um Equilíbrio Dinâmico, pois:

 A Liberdade sem Fraternidade (ênfase Ocidental) leva ao abuso dos mais fracos, pois não há limites para a atuação no mercado.

Já a Igualdade sem Liberdade, leva ao famoso: “eles fingem que nos pagam e nós fingimos que trabalhamos” que quebrou os “Socialismos Reais” (em minha opinião melhor seria chamá-los de Capitalismos de Estado, onde os Membros do Partido substituiram os Capitalistas Clássicos (a burguesia – revolucionários na Idade Média, por expropriar os poderes dos Nobres, e parte da classe de exploração, ao se tornarem dominantes (os burgueses mais ricos) deixando de ser motores da meritocracia, ao criar as Corporações, que bloquearam a LEGITIMA CONCORRÊNCIA NO MERCADO – Corporações = a versão moderna da preservação do Status Quo – em associação com a Antiga Nobreza)


Relembrando a célebre frase:
E...
O norte e nordeste elegem...O sul e o sudeste sustentam...
Grande parte da riqueza do sul e sudeste (outra falácia, pois na verdade, mesmo no sul e sudeste a riqueza está muito concentrada, havendo muita pobreza também) foi construída à partir de grilagem de terras públicas (roubo descarado), trabalho escravo (os famosos armazéns das fazendas, onde os trabalhadores só aumentam suas dividas), a escravidão das dividas (onde as pessoas não são remuneradas adequadamente para atender necessidades(?) de consumo cada vez mais altas (que nada tem a ver com sobrevivência digna, mas com necessidades de status, nunca possíveis de satisfazer))
                        
Uma imagem para reflexão: sem os nordestinos falta mão de obra para a construção civil, para o setor canavieiro, etc. Pois os “sulinos e sudestinos” não querem se submeter às condições desumanas que os miseráveis das migrações internas ACEITAVAM (os Programas de Renda Mínima tem, entre seus objetivos, após garantir que ninguém morra de fome por não conseguir trabalho, desobrigar as PESSOAS  de aceitar trabalho indigno). Aliás este é um dos motivos da “grita da Direita”: sem miseráveis não há como ter serviços a preços vis.  

Aliás é o que ocorria, antes do golpe neoliberal que criou a crise, nas economias do G7, com pouca diferença de remuneração entre executivos e faxineiras, por exemplo – lá poucos tinham condições de manter um “batalhão de servos” como copeiros, motorista, etc. – em relações de trabalho típicas da Idade Média (ex.: empregados que dormem no emprego para estar sempre a disposição dos patrões – jornadas de trabalho, em alguns casos, de 16 horas /dia!!!). Lá se tem muitas máquinas e se divide o trabalho em casa, pois somente os muito ricos tem condição de ter empregados – bem pagos, tanto que muitos imigrantes ilegais preferiam se arriscar lá do que ser explorados aqui: universitários que iam ser garçons, faxineiros – pois lá sim se valoriza o trabalho, remunerando-o de forma digna (a essência do Sonho Americano – antes de ser desmoralizado pelo Pesadelo de Wall Street)


O Paraguai não tem Petrobrás e nem pré-sal e o preço da gasolina deles  é menos da metade da metade do preço que nós pagamos aqui no Brasil!

Esta eu me abstenho de comentar: se acha o Paraguai tão bom, vai morar lá....

Um tipico panfleto dos 1% para justificar o injustificável: a gritante disparidade de oportunidades e rendas que o Capitalismo Financeiro (a Economia de Mercado, de Adam Smith, e dos economistas clássicos, que o texto aparenta defender, é muito diferente do mecanismo de “aspiração de riqueza de quem trabalha” para os rentistas, que apenas vivem de patrimônio acumulado, muitas vezes de forma desonesta [1])

[1] Formas desonestas (não produtivas, sem trabalhar, ou roubando o resultado do trabalho alheio)  como gostam de dizer os típicos distribuidores de textos como o acima:

·         Bolsa FEBRABAN = juros da divida pública (contraída de formas que nem sempre atendem ao melhor interesse da maioria da população) = 50% das despesas do Tesouro Nacional (NOSSOS IMPOSTOS). Uma forma perversa de redistribuição de renda: da classe média, que é quem paga impostos, em qualquer país, e das pessoas mais pobres que ficam sem serviços públicos (educação, saúde, segurança, transporte, etc. -) pois é necessário reduzir estas despesas para gerar Superávit Primário = economia para pagar juros da Divida Pública (que só aumenta: superávit não passa de R$ 100 bi/ano enquanto juros da divida é de R$200 bi/ano – caso clásico de “enforcado no Cheque especial”. E todo o rendimento da Divida Pública vai para quem tem aplicações em Títulos do Tesouro Nacional = o topo da pirâmide de rendas, muitas vezes por herança ou fruto de “amizades com governos” (empreiteiras, concessionárias de pedágio, telefonia, etc.) ou puro desvio de dinheiro público (escândalos políticos: pesca, transportes, INSS, Lalau, Maluf, Cachoeira, ,,,,,)

·         Bolsa BNDES = empréstimos com juros subsidiados, muitas vezes ZERO, se levarmos em conta a inflação. Subsídio que tem um custo, outra vez, para o Tesouro Nacional (aumento de Divida Pública – que tem custo de mais de 16% ao ano). Só no ano passado, o Tesouro transferiu ao BNDES R$ 45 bilhões [2]   aumentando a Divida Pública. E tais financiamentos subsidiados são concedidos, na imensa maioria, outra vez, para a “corte”, para os “amigos do rei”, os que tem acesso aos políticos que escolhem os “campeões nacionais”, que serão apoiados pelo BNDES. E, é voz corrente entre os beneficiários de tais benesses – na casa dos bilhões de reais (o Bolsa Família custa R$17 bi / ano, para comparação) – que divida com bancos públicos, BNDES entre eles, nunca se paga = perdão ou falência fraudulenta dos devedores....

[2] TESOURO NACIONAL JÁ ESTUDA NOVO APORTE AO BNDES  Terça, 17 Janeiro 2012 10:04
Em entrevista à imprensa, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que o governo estuda um novo repasse ao Banco. O valor seria menor do que os 55 bilhões de reais definidos para 2011.


·         Bolsas “Investimento Público”: aquisição de produtos e serviços, nem sempre de boa qualidade, à preços exorbitantes, para aeroportos, escolas, estádios de futebol (!!!), hospitais, instalações de bombeiros e segurança, dentre outras, que depois de estourarem todos os prazos e orçamentos para execução, com os famosos aditivos, que aumentam ainda mais os preços iniciais, já escorchantes, não operam por falta de recursos e pessoal (as famosas despesas de custeios = funcionários que realmente atendam à população que paga impostos. Despesas de Custeio que nunca são cortadas nos níveis de acessoria dos políticos, onde estão os grandes salários, mas sim nos “barnabés”, que por ganhar mal e estarem sobrecarregados – quadros de funcionários subdimensionados – atendem mal a população, dando mais munição aos detratores do Serviço Público – em maíusculo sim, pois poderiam ser bem organizados e executados)

Paro com estes exemplos citados, vocês certamente, se refletirem um pouco, poderiam estender, em muito a lista acima.


 Só tenho a agradecer a quem distribuí tais textos por me propiciar a oportunidade de refletir e debater idéias. Que muitos deles não se preocuparão em entender, pois vivem de dogmas da Ideologia de Wall Street, muitas vezes sendo servos prestativos de seus algozes, vitimas que também são das conseqüências do que nunca funcionou e nunca funcionará (nem mesmo para os 1% - que perdem segurança física e psicológica para usufruir seus $ Bilhões): o Sistema Corporativo de Concentração de Riqueza.

Para os demais, que não desistiram de pensar, convido a visitar este meu blog;

Reflexões Econômicas => http://reflexeseconmicas.blogspot.com/ 



--

Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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sábado, 21 de abril de 2012

"O pasto do mercado está esgotado" - Precisa-se de EMPREENDEDORES para criar "novos pastos" visto que os "bovinos" - e seus "predadores" - que apenas exploram as oportunidades, sem criá-las, foram demasiadamente vorazes.....


Valor Econômico: Diminue ritmo de crescimento de exportações para a China Valor (80% = soja, minério de ferro e petróleo). Descontada antecipação de compra de soja houve queda de 6% nestas exportações.

EXAME: Maiores construtoras tiveram queda em seus lucros, em 2011 (em um mercado que “bombou” durante todo o ano)

EXAME: A combinação de queda da SELIC e redução do spread tem impacto direto na receita dos bancos com financiamentos


Professor da escola de economia de Paris, Bertrand Rothé abre seu artigo na revistaMarianne com uma pergunta: por que os economistas midiáticos defendem com tanto ardor um sistema falido? Ele responde: porque eles são pagos pelos bancos. Um tanto rude, a resposta.

Mas Rothé mata a cobra e mostra o pau. Diz o economista que, em 10 de agosto, o jornal Le Monde publicou no caderno Debates 22 depoimentos de especialistas na matéria. Nesse grupo de sabichões, 16 (76,6%) são ligados a instituições financeiras. A promiscuidade vai longe. Anton Brender, reputado economista da esquerda francesa, hoje diretor de estudos econômicos do Dexia Asset Management usou duas páginas do Nouvel Observateur para concluir que “não são os mercados que estão em causa, mas a impotência política.”

A quase unanimidade, o realejo de opiniões banais encontra na mídia contemporânea um espaço ideal. Um jornalista do L’Expansion justificou a preferência pela ligeireza: “Os economistas de bancos sabem responder rápido, eles são pagos para isso. Esse já não é o caso dos universitários que se entregam à reflexão e cujas nuances são difíceis de transcrever.”
(...)

Before Our Very Eyes, assim é denominado o primeiro capítulo do Relatório do Congresso [USA] . Em linguagem popular “Estava na Cara”. É difícil negar que, ao longo dos anos de gestação da crise, os olhos – os da mídia incluídos – estiveram vendados pela trava que os hipócritas apontam na visão alheia (Palavras de Cristo, de admirável sabedoria). Já no caso de muitos economistas eminentes, sempre procurados para opinar, os olhos estavam travados, mas as imagens e palavras do documentário de Charles Ferguson, Inside Job, sugerem que os bolsos estavam arreganhados para a grana que escorria das façanhas dahaute finance.

Ian Fletcher, autor do livro Free Trade Doesn’t Work, descreve formas mais sutis de cooptação dos economistas. Tais métodos, diz ele, não frequentam o ethos de bordel, com propostas do tipo “diga X e lhe pagarei Y”. Mas na faina de conseguir clientes, muitos economistas devem cultivar a reputação de sempre dizer aquilo que o freguês quer ouvir. “Certas ideias, como o aumento da desigualdade e problemas acarretados pelo livre-comércio devem ser evitadas. Elas não são economicamente corretas.” A mídia, em seus trabalhos de purificação da opinião pública, cuida de retirar tais “excentricidades” de circulação, assim como a polícia leva a enxovias os manifestantes de Ocupe Wall Street, uma súcia de desordeiros desatinados e desordeiras de barriga de fora.   -   Luiz Gonzaga Belluzzo   (O artigo completo está no  final desta mensagem)

Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, é formado em direito e ciências sociais, pós-graduado em desenvolvimento econômico, professor da Unicamp, foi secretário de política do governo José Sarney e secretário de ciência e tecnologia do estado de São Paulo no governo de Orestes Quércia. Além de ser do Conselho Diretor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras.


Valor Econômico: Diminue ritmo de crescimento de exportações para a China Valor (80% = soja, minério de ferro e petróleo). Descontada antecipação de compra de soja houve queda de 6% nestas exportações.

Nos três primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a China
desaceleraram e cresceram apenas 10,5%


“Embora o crescimento do PIB na China esteja diminuindo no curto prazo, ... O
minério de ferro é o principal produto de exportação brasileiro para a China, seu ...

As exportações brasileiras para a China desaceleraram nos três primeiros ...
mas a queda do preço fez o valor recuar 12% de janeiro a março em relação a ...

Exportações destinadas para a China e EUA perdem fôlego em fevereiro, ao
passo que. Itália e Índia ... explicado pelo aumento do valor exportado para dois ...

A emergente China registrou alta de 9,3% em suas exportações - o melhor ... Já
o valor em dólares do comércio global aumentou em 19% em 2011, para US$ ...

28 mar. 2012 ... As empresas industriais da China tiveram declínio no lucro no período entre
janeiro ... Sua Carreira · Seu Imóvel · Broadcast ... Agnelo Queiroz intercedeu em
favor da construtora Foto:AE ... De acordo com os dados, as maiores empresas
industriais do país tiveram queda de 5,2% no lucro líquido nos dois ...
A informação levanta mais preocupações sobre uma desaceleração da economia chinesa
28 de março de 2012 | 8h 10


        A “onda chinesa”, que a economia brasileira – de commodities – “está surfando”, pode estar refluindo.  


Maiores construtoras tiveram queda em seus lucros, em 2011 (em um mercado que “bombou” durante todo o ano)

Ranking   09/04/2012 15:27

 Construtoras brasileiras são maioria entre as mais lucrativas das Américas

MRV lidera a lista com um lucro de 405 milhões de dólares, valor que desbancou a PDG para o segundo lugar. Maioria das construtoras teve queda de lucro de 2010 para 2011

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/servicos/noticias/construtoras-brasileiras-dominam-lista-das-mais-lucrativas-das-americas-2?p=11

 

9 abr. 2012 ... Em 2011 os lucros despencaram para a Tecnisa, Cyrela, PDG, ... Resultados
ruins, ações em queda e prejuízos bilionários ... Se está vendendo seus
recebíveis, como a construtora vai pagar o .... "Esses fatores criam uma ilusão
monetária que é uma característica em mercados que tiveram bolha", diz.



Impacto | 09/03/2012 07:39
Bancos compensam SELIC menor com seguros e cartões
A combinação de queda da SELIC e redução do spread tem impacto direto na receita dos bancos com financiamentos
Altamiro Silva Júnior, da


O presidente do Itaú, Roberto Setubal, foi o primeiro banqueiro a falar da necessidade de se focar em segmentos menos dependentes dos juros

São Paulo - Os bancos esperam compensar o impacto negativo da queda da SELIC voltando sua estratégia para produtos que não dependem de juros, como seguros e cartões. Esses segmentos que vem crescendo a uma média de dois dígitos há, pelo menos, cinco anos, e já representam boa parte do lucro das instituições financeiras, devem ganhar peso ainda maior nos balanços a partir de agora. Uma das vantagens desses produtos é não depender de captação de recursos no mercado, como acontece nos empréstimos e financiamentos.

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A combinação de queda da SELIC e redução do spread (a diferença do custo que o banco capta o recurso para o que ele empresta) tem impacto direto na receita dos bancos com financiamentos. Para manter a rentabilidade nessas modalidades os bancos vão depender de escala. Se isso acontecer, é sinal de que o mercado de crédito está aquecido e mais competitivo. Assim, um eventual aumento do volume dos empréstimos compensaria o spread menor, conforme avalia o economista chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg.

Outro impacto é na margem financeira (ganho com juro) com os títulos públicos, pois os bancos aplicam os recursos do caixa nesses papéis. Diante das discussões no mercado de redução mais forte da SELIC e de que a taxa chegaria rápido a um dígito, os bancos já sinalizaram nas projeções para 2012 um crescimento menor para esta margem. O Bradesco, por exemplo, prevê expansão de 10% a 14%, abaixo do intervalo que projetava para 2011, de 18% a 22%.

Na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Estado, mesmo com a SELIC menor, os bancos devem apresentar expansão dos lucros este ano, por conta do foco em outros produtos e de até de uma aceleração do crescimento do crédito.

O presidente do Itaú, Roberto Setubal, foi o primeiro banqueiro a falar da necessidade de se focar em segmentos menos dependentes dos juros como forma de compensar a queda da margem financeira. O efeito da queda da SELIC no quarto trimestre do ano passado foi a redução das receitas com tesouraria do Itaú. Em entrevista recente à imprensa, o executivo destacou que um dos focos para 2012 é a área de seguros, que deve crescer entre 10% e 12%.

No Bradesco, a previsão para seguros neste ano é de expansão de 13% a 16%. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, também em entrevista recente, destacou o ciclo ascendente da indústria de seguros. Conforme a população tem sobra de renda, a demanda por seguros aumenta. A participação do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência no lucro do banco aumentou em quatro pontos porcentuais no quarto trimestre de 2011, para 31% do resultado.

No Itaú, o lucro da seguradora cresceu 68% no quarto trimestre ante o mesmo período do ano anterior. A unidade passou a responder por 14,8% do ganho líquido do banco, acima dos 9,7% do quarto trimestre de 2010. No BB, a seguradora aumentou seu peso nos últimos 12 meses, passando de 12,7% para 13,7%. A meta é chegar a 25% nos próximos anos.

Em tempos de queda dos juros e perspectivas de redução das margens, a expectativa é que esse movimento das seguradoras acentue ao longo deste ano, avalia o analista do setor financeiro da Austin Rating, Luis Santacreu. "Os grandes bancos brasileiros não são só bancos de crédito. Com o aquecimento da economia, as vendas de seguros tendem a crescer ainda mais", destaca.

No Santander, a estratégia para a área de seguros é diferente. O banco optou por não ter uma seguradora própria. O foco é ser um distribuidor de apólices em sua agência, ganhando parte da receita com as vendas. No ano passado, o banco espanhol fechou uma joint venture com a seguradora suíça Zurich para a América Latina. Em 2011, as receitas com seguros e capitalização cresceram 29% no Brasil. Junto com a área de cartões (expansão de 34%), foi o segmento que mais se cresceu.

No cartão, a aposta é em produto e não financiamento. Por isso os bancos querem emitir mais plásticos e ganhar nas receitas com transações em lojas. No ano passado, o Bradesco emitiu 4,9 milhões de plásticos e ainda lançou, em conjunto com o BB e a Caixa a bandeira Elo, voltada para o público de baixa renda. No Itaú, a receita com cartões cresceu 18% em 2011, ante média de 13% de expansão das receitas com serviços.
Já em serviços a clientes, outra frente para aumentar receita, BB, Bradesco, Itaú e Santander tiveram R$ 60 bilhões em faturamento no ano passado, aumento de 31% ante 2010, apostando, por exemplo, em produtos para contas correntes e fundos de investimento.


Minhas iniciativas para me informar e compartilhar informações sobre economia, independentes da Mídia Corporativa [1], podem ser encontradas no seguinte blog:

Reflexões Econômicas


Minhas referências sobre Empreendedorismo – Empresarial, Social, etc. podem ser encontradas no seguinte blog:

Criatividade e Inovação



3 nov. 2011 ... Os embalos da opinião econômica. Professor da escola de economia de Paris,
Bertrand Rothé abre seu artigo na revista Marianne com uma ...
www.cartacapital.com.br/economia/os-embalos-da-opiniao-economica/

04/11/2011

Especialista diz que economistas midiáticos defendem um sistema falido porque são pagos por bancos

http://3.bp.blogspot.com/-YGESczkcdlM/TrNJDdVeZuI/AAAAAAAAHog/_9iNk-HQl7w/s200/carlos-alberto-sardenberg-foto-01.jpg 

Os embalos da opinião econômica 
Luiz Gonzaga Belluzzo 
Professor da escola de economia de Paris, Bertrand Rothé abre seu artigo na revista Marianne com uma pergunta: por que os economistas midiáticos defendem com tanto ardor um sistema falido? Ele responde: porque eles são pagos pelos bancos. Um tanto rude, a resposta.

Mas Rothé mata a cobra e mostra o pau. Diz o economista que, em 10 de agosto, o jornal Le Monde publicou no caderno Debates 22 depoimentos de especialistas na matéria. Nesse grupo de sabichões, 16 (76,6%) são ligados a instituições financeiras. A promiscuidade vai longe. Anton Brender, reputado economista da esquerda francesa, hoje diretor de estudos econômicos do Dexia Asset Management usou duas páginas do Nouvel Observateur para concluir que “não são os mercados que estão em causa, mas a impotência política.”

A quase unanimidade, o realejo de opiniões banais encontra na mídia contemporânea um espaço ideal. Um jornalista do L’Expansion justificou a preferência pela ligeireza: “Os economistas de bancos sabem responder rápido, eles são pagos para isso. Esse já não é o caso dos universitários que se entregam à reflexão e cujas nuances são difíceis de transcrever.”
http://4.bp.blogspot.com/-Ved4h75n5XQ/TrNJFL_zkhI/AAAAAAAAHoo/H-yDrmF43Ks/s200/250px-Miriam.leitao.jpg
Vamos às relações entre “impotência política”, descuidos midiáticos e captura dos economistas. Até mesmo um idiota fundamental é capaz de perceber que na construção da crise atual a “impotência política” tem origem na ocupação do Estado e de seus órgãos de regulação pelas tropas da finança e dos graúdos interesses, digamos, corporativos, aí incluídos aqueles das mega empresas de mídia. As tropelias do meliante Rupert Murdoch dão testemunho das ligações perigosas entre o mass media, a política e a polícia. No Brasil é o “puder”, já na pérfida Albion it’s power.

O americano Robert Kaiser no livro So Damn Much Money listou 188 ex-congressistas registrados oficialmente como lobistas em Washington. A pesquisa de Kaiser revela como funciona a porta giratória entre os grandes negócios e a política. Estudo realizado por um grupo de advogados, o Public Citizen, flagrou na nobre ocupação de lobistas metade dos senadores e 42% dos deputados que deixaram o Congresso entre 1998 e 2004. No período 1998-2011 o setor financeiro gastou 84,5 bilhões de dólares com essa turma. Há “rachuncho” com o caixa das campanhas políticas.

Não escasseiam relatórios oficiais, depoimentos, documentários e livros de gente oriunda dos mercados a respeito da invasão dos bárbaros na cidadela da política e das políticas. Nesse espaço que, generosamente, me reserva CartaCapital, já publiquei um artigo sobre o relatório do Congresso americano que expõe as tropelias dos agentes da finança na montagem da crise financeira.

“No relatório do Congresso, o percurso em direção à crise é analisado mediante a narrativa de episódios esdrúxulos e de depoimentos patéticos de banqueiros, altos executivos e autoridades. A articulação entre as falas e as narrativas permite uma avaliação do papel desempenhado pelos vários fatores e protagonistas que levaram a economia global da euforia e da depressão: as inovações financeiras geradoras de instabilidade, a omissão sistemática das autoridades encarregadas de supervisionar os mercados de hipotecas e, finalmente, a farra da emissão de securities lastreadas em empréstimos imobiliários.

Before Our Very Eyes, assim é denominado o primeiro capítulo do Relatório do Congresso. Em linguagem popular “Estava na Cara”. É difícil negar que, ao longo dos anos de gestação da crise, os olhos – os da mídia incluídos – estiveram vendados pela trava que os hipócritas apontam na visão alheia (Palavras de Cristo, de admirável sabedoria). Já no caso de muitos economistas eminentes, sempre procura-dos para opinar, os olhos estavam travados, mas as imagens e palavras do documentário de Charles Ferguson, Inside Job, sugerem que os bolsos estavam arreganhados para a grana que escorria das façanhas da haute finance.

Ian Fletcher, autor do livro Free Trade Doesn’t Work, descreve formas mais sutis de cooptação dos economistas. Tais métodos, diz ele, não frequentam o ethos de bordel, com propostas do tipo “diga X e lhe pagarei Y”. Mas na faina de conseguir clientes, muitos economistas devem cultivar a reputação de sempre dizer aquilo que o freguês quer ouvir. “Certas ideias, como o aumento da desigualdade e problemas acarretados pelo livre-comércio devem ser evitadas. Elas não são economicamente corretas.” A mídia, em seus trabalhos de purificação da opinião pública, cuida de retirar tais “excentricidades” de circulação, assim como a polícia leva a enxovias os manifestantes de Ocupe Wall Street, uma súcia de desordeiros desatinados e desordeiras de barriga de fora.

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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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